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Vitória de Seguro mostra fragmentação da direita portuguesa; entenda

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A vitória de António José Seguro nas eleições presidenciais de Portugal representa um marco histórico para o país europeu. Pela primeira vez em 40 anos, o pleito precisou ser decidido em segundo turno, e após duas décadas de governos de direita, Portugal terá novamente um presidente oriundo da esquerda.

José Manuel Diogo, especialista em relações luso-brasileiras, analisou o significado desta eleição no CNN Prime Time: “Essa é a primeira vez em 20 anos que vai ter um presidente de esquerda em Portugal. Os últimos dois presidentes, Aníbal Cavaco Silva e agora Marcelo Rebelo de Sousa, eram presidentes oriundos da direita”.

O especialista destacou que António José Seguro, conhecido como “Tosé” entre amigos, representa o institucionalismo tradicional da política portuguesa. “Ele é um político antigo, um institucionalista, por assim dizer. Ele representa, de alguma forma, o que é tradicional da política em Portugal”, explicou Diogo, que conhece Seguro desde os tempos da Universidade de Coimbra.

Fragmentação da direita e o fenômeno Chega

Um dos pontos mais relevantes desta eleição foi a fragmentação da direita portuguesa, que ocorre 20 anos após uma similar fragmentação da esquerda. André Ventura, candidato do partido de direita Chega, foi derrotado por Seguro com aproximadamente 70% contra 30% dos votos.

Apesar da derrota expressiva, José Manuel Diogo observa que o Chega se consolidou como força política no país: “O Chega começou tendo um deputado na Assembleia da República, depois passou a ter 12, depois teve 50 e na última vez que houve eleições, que foi em maio, passou a ter 60, em 230 é uma bancada grande”.

O especialista ressalta que o partido de Ventura chegou para ficar no cenário político português: “Portugal não pode ignorar que tem uma visão com um discurso muito populista, às vezes xenófobo, muito ríspido, muito folclórico”. Diogo explica que hoje quase 1 milhão e 700 mil eleitores portugueses escolheram o líder do Chega.

Contradições na sociedade portuguesa

José Manuel Diogo apontou uma contradição importante na sociedade portuguesa atual. O país, que é o terceiro com maior população idosa da Europa, precisa do trabalho dos imigrantes para manter sua economia, mas simultaneamente vê crescer um discurso contrário à imigração.

“Portugal precisa do trabalho dos imigrantes e, ao mesmo tempo, os portugueses escolhem cada vez mais um discurso contra eles. Essa é uma equação que Portugal precisa resolver em breve”, afirmou o especialista.

A vitória de Seguro também ocorre em um momento de turbulência política no país, que realizou três eleições no último ano. Além disso, esta eleição acontece em um contexto europeu de múltiplos pleitos previstos para os próximos meses, tornando significativa a vitória expressiva de um candidato da esquerda tradicional.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.

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