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O senador Carlos Viana (Podemos-MG) pretende ler e votar o relatório final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS nesta sexta-feira (27).

O presidente da CPMI falou da decisão nesta quinta-feira (26) depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitar a prorrogação da investigação por 8 votos a 2.

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“Espero que amanhã a gente consiga ler todo o relatório e que possamos votar amanhã mesmo.”

O relator da comissão, deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL), informou que o relatório tem cerca de 5 mil páginas e recomenda o indiciamento de 228 pessoas.

O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) disse que deve apresentar um relatório alternativo.

A posição final do STF significa um revés à pretensão do presidente da CPMI, que havia decidido prorrogar os trabalhos por até 120 dias. O ministro André Mendonça, relator do caso na Corte, havia concordado com o pedido do parlamentar. 

Os votos contrários à estender os trabalhos foram dos ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, Nunes Marques, Dias Toffoli, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Além de André Mendonça, o ministro Luiz Fux foi favorável ao pedido de continuidade da CPMI.

O voto favorável do relator André Mendonça teve o argumento de que foram atendidos requisitos legais, como o número mínimo de 27 assinaturas de senadores e de 171 deputados.

Em votos contrários, por exemplo, os ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes criticaram o vazamento de conversas íntimas encontradas nos celulares do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que também foi alvo da CPMI.

Investigação

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito começou os trabalhos em agosto de 2025 com a finalidade de investigar os descontos indevidos nos benefícios de aposentados e pensionistas do INSS. 

A comissão também passou a apurar as supostas ligações do Banco Master com a concessão irregular de empréstimos consignados a aposentados. 

Nas últimas semanas, a CPMI foi acusada de vazar conversas pessoais do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master. Os dados estavam em celulares que foram apreendidos pela Polícia Federal e repassados à comissão após autorização do ministro André Mendonça. 

*com informações da Agência Senado


É #FAKE que show de Bad Bunny no Super Bowl teve participação de Liam Ramos, menino de 5 anos detido pelo ICE
Reprodução
Circulam nas redes sociais posts alegando que o cantor Bad Bunny recebeu Liam Ramos, menino equatoriano de 5 anos detido pelo ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos), durante o show de intervalo do Super Bowl. É #FAKE.
selo fake
g1
🛑 Como são as publicações falsas?
Publicados no X neste domingo (8), data da 60ª edição do Super Bowl, os posts sugerem que o cantor porto-riquenho teria recebido Liam Ramos no palco. Ele seria supostamente o garotinho que recebeu um Grammy de Bad Bunny em um momento simbólico do show.
Mas isso não é verdade. O menino que apareceu na apresentação era o ator mirim chamado Lincoln Fox, não Liam Ramos (leia mais abaixo).
Uma das publicações virais diz, em inglês: “Muitos de vocês podem não ter percebido, mas o garotinho a quem Bad Bunny entregou o prêmio Grammy no Super Bowl era Liam Ramos! Incrível!”.
Liam Conejo Ramos e seu pai, Adrian Conejo Arias, foram detidos em 20 de janeiro por agentes do ICE na porta de casa, em Minneapolis, quando o menino voltava da escola
No último domingo (1°), Bad Bunny levou três prêmios do Grammy, incluindo o de álbum do ano, e criticou o ICE durante um de seus discursos. O artista porto-riquenho é muito conhecido por sua posição política de valorização da América Latina e por falas contra a política anti-imigração do governo do presidente Donald Trump. Quando seu nome foi anunciado como atração do Super Bowl, Trump afirmou que a decisão era “ridícula” e que nunca havia ouvido falar do cantor.
⚠️ Por que a publicação é falsa?
O garoto que apareceu no show do Super Bowl é o ator mirim Lincoln Fox, de cinco anos, e não Liam Ramos. Em seu perfil do Instagram, ele publicou um vídeo de sua participação e escreveu na legenda: “Vou me lembrar deste dia para sempre! @badbunnypr – foi a minha maior honra 🐰🏆🏈 “.
Além disso, o ator se descreve como “1/2 argentino, 1/2 egípcio” na descrição de sua conta, enquanto Liam é equatoriano.
O Fato ou Fake encontrou reportagens de veículos de imprensa americanos que também esclareceram os posts enganosos. Um assessor de Bad Bunny desmentiu a alegação à rádio americana National Public Radio.
Bad Bunny se apresentou no evento que simboliza a grande final da liga de futebol americano dos EUA. É um dos programas com a maior audiência da TV norte-americana.
Na noite deste domingo, Trump comentou a apresentação de Bad Bunny em suas redes sociais. Sem citar o nome do artista, o republicano disse que o show foi “absolutamente terrível, um dos piores de todos os tempos”.
Antes do Super Bowl, um assessor da Casa Branca chegou a ameaçar o envio dos agentes federais de imigração para o estádio na Califórnia onde ocorreu a partida. Isso nunca aconteceu na história dos EUA. Não houve registro de operação na porta do evento, mas a declaração foi interpretada como uma tentativa de intimidação ao enorme público latino de Bad Bunny.
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O cantor Bad Bunny durante o show do intervalo do Super Bowl.
REUTERS/Mike Blake
Trump classifica como “terrível” show de Bad Bunny no Super Bowl
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A Câmara dos Deputados rejeitou a cassação da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) em votação no plenário na madrugada desta quinta-feira, 11. Dos 408 parlamentares que formaram o quórum, 227 foram a favor da perda do mandato, 170 contra e 10 se abstiveram. O mínimo exigido para a cassação era de 257 votos.

Em maio, Zambelli foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a dez anos de reclusão em regime inicial fechado e multa no valor de dois mil salários-mínimos pela invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Abaixo, veja como votou cada deputado na rejeição da cassação do mandato da deputada. Clicando nas seleções ‘Nome’, ‘Partido’ e ‘Voto’ é possível organizar cada uma das colunas em ordem alfabética. Também é possível pesquisar o nome de cada deputado.

Zambelli ainda pode perder o mandato por faltas, mas, diferente de se fosse cassada, mantém a elegibilidade.
Zambelli ainda pode perder o mandato por faltas, mas, diferente de se fosse cassada, mantém a elegibilidade.


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O lançamento do foguete Hanbit-Nano, a partir do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, foi adiado mais uma vez após a detecção de um problema em uma válvula do equipamento. De acordo com a empresa sul-coreana Innospace, que desenvolveu o veículo espacial, uma nova tentativa de lançamento deverá ocorrer no domingo (21), às 14h45.

Trata-se do primeiro lançamento comercial de um veículo espacial a partir do território nacional.

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Inicialmente, o lançamento estava previsto para ocorrer na quarta-feira (17). No entanto, durante a etapa final de averiguação dos sistemas, foi detectada uma anomalia em parte do sistema de refrigeração do oxidante do combustível. A empresa decidiu então adiar o lançamento para poder trocar os componentes.

A previsão de lançamento, então, passou para as 15h45 desta sexta-feira. No início da tarde, porém, foi novamente adiado para as 21h30. Por volta das 20h30, a Innospace comunicou que, devido a detecção de problemas técnicos, o lançamento nesta sexta-feira havia sido cancelado.

De acordo com a Força Aérea Brasileira (FAB), que conduz a operação de lançamento, a janela para uma nova tentativa se estende até o dia 22 de dezembro. 

O veículo espacial, com 21,8 metros de comprimento, 1,4 metros de diâmetro, e 20 toneladas, levará satélites para a órbita baixa da Terra (LEO), a uma altitude de aproximadamente 300 km e inclinação de 40 graus.

Um total de oito cargas úteis estão dentro da coifa na parte superior do veículo de lançamento: cinco pequenos satélites para colocação em órbita e três dispositivos experimentais, desenvolvidos por instituições e empresas do Brasil e da Índia. A propulsão do equipamento é híbrida, com combustível sólido e líquido.


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Uma resolução aprovada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) nesta terça-feira (23) estabelece como os magistrados deverão decidir sobre a participação de crianças e adolescentes em plataformas digitais. 

A medida pretende regulamentar o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital), norma que estabeleceu as regras para participação de menores de idade em vídeos, lives e conteúdos publicados em perfis nas redes.

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De acordo com o CNJ, a autorização judicial deverá ser individual para cada criança ou adolescente, mesmo quando a atividade envolver participação coletiva.  

A análise dos pedidos deverá ser feita caso a caso, considerando aspectos como a frequência da exposição, o conteúdo produzido, as formas de divulgação, eventual monetização e impulsionamento, bem como a compatibilidade da atividade com o desenvolvimento físico, psíquico, moral, social e educacional da criança ou do adolescente. 

Segundo o CNJ, o juiz deverá analisar:

  • Limites para horários,
  • Frequência e duração das atividades,
  • Garantia de períodos de descanso e alimentação,
  • Proteção da saúde física e emocional e
  • Preservação da frequência escolar e do desempenho educacional.

Estão vedadas:

  • Participações relacionadas à publicidade infantil abusiva,
  • Divulgação de produtos cuja comercialização seja vedada a esse público,
  • Conteúdos que promovam apostas, jogos de azar ou atividades equivalentes,
  • Conteúdos que incentivem comportamentos perigosos, discursos de ódio, discriminação e outras formas de violência contra grupos vulneráveis,
  • Situações enquadradas entre as piores formas de trabalho infantil.

Na decisão, o juiz avaliará “se a proposta para a exposição da criança e do adolescente no ambiente digital é compatível com a sua condição especial de pessoa no início do seu desenvolvimento”, descreve a resolução apresentada pelo conselheiro Fábio Esteves.

Os juízes ainda deverão determinar onde serão depositados valores que possam ser gerados pelas atividades das crianças nas plataformas digitais e redes sociais.

Os alvarás de liberação terão validade máxima de 12 meses para crianças e de 18 meses para adolescentes (a partir de 12 anos completos). O Ministério Público deverá participar do processo de autorização.

Banco Nacional de Alvarás

Pelas normas, o Poder Judiciário deverá criar o Banco Nacional de Alvarás para a Participação de Crianças e Adolescentes no Ambiente Digital (BNAD). O acervo reunirá as autorizações concedidas e servirá para orientar decisões de juízes quanto à atividade dos menores como influenciadores em plataformas digitais e redes sociais.

O BNAD também servirá para subsidiar políticas públicas de proteção a crianças e adolescentes no ambiente digital, além de rastrear decisões e produzir estatísticas para o monitoramento nacional das autorizações.

De acordo com o relator da resolução, conselheiro Fábio Francisco Esteves, o BNAD garantirá padronização de decisões judiciais “capaz de gerar segurança para as plataformas, a transparência para a sociedade e asseguradas as condições para o controle pelo sistema protetivo acerca das situações de crianças e adolescentes e ambientes digitais.”

Trabalho infantil

Esteves, que é juiz do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) especializado em direitos humanos, assinala que a decisão do CNJ não implica “em trabalho infantil, ainda que de alguma forma esteja dissimulado em práticas artísticas.”

Conforme o conselheiro, a participação de crianças e adolescentes nas redes sociais deve ser limitada. “A carga horária e as condições de produção e disposição, a natureza do conteúdo e frequência de aparição devem ser compatíveis com o íntegro desenvolvimento físico, intelectual, psicológico da criança e do adolescente.”

Os pedidos de autorização da Justiça para participação de crianças e adolescentes deverão ser apresentados individualmente, com documentos que comprovem a ciência dos pais ou responsáveis.

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