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O Ministério Público Federal (MPF) pediu nesta quinta-feira (3) à Justiça Federal do Distrito Federal a suspensão imediata da segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado. O CNU de 2025 oferece 3.652 vagas distribuídas em nove blocos temáticos, abrangendo 32 órgãos do poder Executivo federal.

O MPF alega que o certame foi lançado na última segunda-feira (30) pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) “sem a correção das falhas estruturais apontadas em ação civil pública ajuizada há uma semana e sem adoção de medidas capazes de garantir o cumprimento efetivo das cotas raciais no certame.”

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O Ministério Público relata que, em 25 de junho, apresentou ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) ação civil pública que aponta problemas estruturais do edital do processo seletivo e solicitou a comprovação da adoção de medidas que corrijam as falhas.

“A suspensão imediata do concurso pode evitar prejuízos à efetividade da política de ações afirmativas e aos candidatos cotistas”, diz a nota do MPF.

Nesta sexta-feira (4), a Advocacia-Geral da União (AGU) disse à Agência Brasil, que “a União não foi intimada de decisão judicial, nem instada a se manifestar nos autos do processo”. Em resposta aos questionamentos da reportagem, o Ministério da Gestão declarou em nota que “ainda não foi notificado pela justiça federal sobre qualquer decisão nesse processo”.

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O edital do CNU 2025 foi publicado na segunda-feira, alguns dias depois do MPF ter ajuizado a ação civil pública. Com base no texto do edital, os procuradores entendem que as regras do certame mantém os mesmos problemas já registrados na primeira edição do concurso, em 2024, quando vários candidatos questionaram judicialmente os critérios do certamente para o enquadramento (ou negativa) como cotista. Confira os apontamentos do MPF:

1 – Comissões de heteroidentificação

A Procuradoria da República assinalou que o edital do certame mantém a orientação de que as decisões das comissões de heteroidentificação permanecem definitivas. “Isso contraria os princípios do contraditório, da ampla defesa e da motivação dos atos administrativos”, aponta o MPF.

Em concursos públicos, a comissão de heteroidentificação é responsável por verificar a autodeclaração de candidatos que concorrem a vagas reservadas a pessoas negras (pretos e pardos). Em janeiro deste ano, o MPF chegou a recomendar a suspensão da divulgação dos resultados finais do primeiro concurso unificado de 2024, até que as falhas no cumprimento de regras relativas às cotas raciais fossem sanadas.

Na época, o Ministério Público Federal relatou que recebeu reclamações de candidatos sobre a aplicação dos critérios de avaliação dessas comissões. Os relatos tratam de falhas no processo de heteroidentificação de candidatos cotistas, falta de transparência, dificuldades para apresentação de recursos e violação ao direito ao contraditório, entre outras situações.

Mesmo assim, o cronograma de divulgação dos resultados do CNU 2024 foi mantido.

2 – Sorteio para cotas

O Ministério Público Federal aponta que o sorteio de vagas do CNU 2025 para aplicação proporcional das cotas raciais, nos casos de cargos com número de vagas inferior ao mínimo legal, adotou critérios sem transparência e que carecem de mecanismos de controle externo. De acordo com o MPF, isso compromete a ação afirmativa e a segurança jurídica dos candidatos de cotas étnico-raciais.

O Ministério da Gestão realizou o sorteio em 26 de junho, com transmissão ao vivo pelo canal da pasta no YouTube.

3- Reserva proporcional por cota

Para o Ministério Público Federal, o edital também não cita, de forma expressa, o cadastro de reserva proporcional por modalidade de cota, o que impediria o monitoramento da convocação de candidatos até o fim do prazo de validade do concurso e fragilizaria o cumprimento da reserva legal.

A lei federal nº 15.142/2025 – nova legislação que trata das cotas étnico-raciais – e o decreto nº 9.508/2018, que trata de cotas para pessoas com deficiência, estabelecem que a reserva de vagas somente se aplica automaticamente quando o edital oferece:

  • aplicação da reserva legal de 30% para pessoas pretas, pardas, indígenas e quilombolas.
  • aplicação da reserva legal de 5% para PCDs.

4 – Listas classificatórias

Por fim, o MPF declara falta de clareza sobre a publicidade das listas classificatórias específicas e sobre o ranqueamento contínuo.


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A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP/DF) preparou um esquema especial de segurança para esta quinta-feira (8), data que marca três anos dos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, quando apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, inconformados com a derrota eleitoral, invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes, tentando depor o novo governo e forçar uma intervenção militar no país.

Segundo a pasta, a segurança da Praça dos Três Poderes foi reforçada com operação integrada entre agências policiais. O objetivo é ampliar o monitoramento e o compartilhamento de informações, reduzir o tempo de resposta e potencializar ações preventivas. A Polícia Militar do DF (PMDF) instalou estrutura de comando e controle e reforçou o efetivo de policiamento ostensivo, mantendo tropas especializadas em prontidão para eventual acionamento.

Haverá intervenções nas vias de acesso e eventuais desvios ou bloqueios estarão condicionados à avaliação de necessidade e risco. O monitoramento pode incluir abordagens e revista de mochilas. Todos os presentes passarão por credenciamento antes de acessar o local do evento. O governo do DF recomenda que quem deseja participar dos atos chegue o mais cedo possível para evitar filas.

O isolamento da Esplanada, também sob responsabilidade da PMDF, se dará a partir de 00h01 até o término do evento. Todo o monitoramento da área central de Brasília está sendo realizado pelo Centro Integrado de Operações de Brasília (CIOB/SSP-DF), em conjunto com as forças de segurança pública.

Para lembrar dos três anos da tentativa de golpe, eventos especiais serão realizados na capital federal. No Palácio do Planalto, por exemplo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa de uma cerimônia com autoridades e representantes da sociedade civil ainda pela manhã. Telões na área externa do prédio já foram montados.

O Supremo Tribunal Federal (STF) também preparou uma programação especial dentro da campanha “Democracia Inabalada”. A programação inclui a abertura de uma exposição, a exibição de um documentário, uma roda de conversa com jornalistas e uma mesa de debate.


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Ao comentar sobre a conversa que teve com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira (10) que o Brasil e o país norte-americano estabeleceram uma relação que nunca deveria ter sido truncada.

“Comecei a conversar com o Trump dizendo assim: estou completando 80 anos de idade e você vai completar 80 anos no dia 14 de junho do ano que vem. Ele é oito meses mais novo que eu, portanto, tenho idade pra falar mais grosso com ele”, brincou Lula.

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“Disse para o Trump: nós dois, com 80 anos, governamos as duas maiores democracias do Ocidente. A gente não pode passar discórdia, desavença para o restante do mundo. Precisamos passar harmonia, precisamos conversar. Tem divergência? Tem. Vamos colocar na mesa, sentar e conversar’. Não tem tema proibido pra conversar comigo.”

Durante a cerimônia de lançamento do novo modelo de crédito imobiliário, em São Paulo, o presidente avaliou que as divergências entre os dois países devem ser tratadas com democracia e respeito.

“Nunca tratei presidente de outro país ideologicamente. Quem tem que tratar ideologicamente é o povo que o elegeu, eu não. Eu tenho que tratar com respeito alguém que foi eleito e ele tem que tratar com respeito alguém que foi eleito e fim de papo”, disse. “Gosto de conviver com desavenças, tratando democraticamente”, completou.

“O Brasil não tem interesse de brigar com os Estados Unidos. Não quero brigar com a Bolívia, não quero brigar com o Uruguai, por que eu vou brigar com os Estados Unidos? Se a gente ganhar, o que a gente vai fazer? É melhor não brigar. É melhor fazer sentar numa mesa, conversar um pouquinho, assinar uns documentos e tudo fica bem.”

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Lula citou ainda que o Brasil não deve depender “de um país ou do humor de um presidente de outro país”. “Essa relação é importante porque, no mundo, ninguém respeita quem não se respeita. Se você acha que lamber botas te ajuda, vai cair do cavalo. As pessoas respeitam quando percebem que você tem autoridade moral, tem caráter”, concluiu.


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O Brasil começou com vitória nesta segunda-feira (13) no ATP 500 de Munique (Alemanha. Primeiros representantes do país no saibro alemão, os gaúchos Rafael Matos e Orlando Luz arrancaram a classificação às quartas de final ao derrotarem a parceria do australiano John Peers (ex-número 2 do mundo) com o norte-americano Robert Galloway. Ao fim de 2h01min de embate, Matos e Luz levaram a melhor por 2 sets a 1, com parciais de 7/6 (10/8),  4/6 e 10/7.

Recém vice-campeões do ATP 250 de Houston (Estados Unidos), Matos e Luz terão como adversários na próxima fase os vencedores do duelo entre os austríacos Alexander Erler e Lucas (cabeças de chave 4) contra a parceria do britânico Luke Johnson com o polonês Jan Zielinski. O jogo está previsto para quarta (15), ainda sem horário definido.

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O torneio em Munique é preparatório para Roland Garros (França), segundo Grand Slam do ano, em maio. O primeiro foi o Aberto da Austrália, em janeiro, e, após a competição em Paris, ocorrerão o Torneio de Wimbledon e o US Open, em junho e setembro, respectivamente. Os Grand Slams distribuem a maior pontuação do circuito (1500 pontos).


Brasília 16/02/2026  - Com João Fonseca, brasileiros disputam chaves principais do Rio Open.
Foto: FOTOJUMP

No torneio pela primeira vez na carreira, o carioca João Fonseca terá pela frente na estreia o chileno Alejandro Tabilo nesta terça (14), a partir da 6h (horário de Brasília) – FOTOJUMP

João Fonseca debuta terça (14) em Munique

Após subir cinco posições no ranking nesta segunda (13), o  carioca João Fonseca debuta no saibro alemão como atual número 35 do mundo. O duelo de estreia será contra o chileno Alejandro Tabilo (45º), a partir das 6h (horário de Brasília) desta terça (14).  Será a terceiro embate dos dois no circuito profissional, sendo que o chileno leva vantagem com duas vitórias: a primeira foi no ATP 250 de Bucareste (Hungria) em 2024 e a segunda este ano, no ATP 250 de Buenos Aires.

Fonseca chega em Munique após boa campanha no Masters 1000 de Mônaco, interrompida nas quartas de final após revés para o alemão Alexander Zverev, número 3 do mundo. Antes da eliminação o brasileiro derrotou o canadense Gabriel Diallo (36º), o francês Arthur Rinderknech (27º), e o italiano Matteo Berretini – ex-top 10 e atual 90º no ranking.

Dupla de Marcelo Melo estreia quarta (15)

Ao lado do alemão Alexander Zverev, número 3 do mundo, o mineiro Marcelo Melo estreará contra os segundos favoritos ao título, os franceses Sadio Doumbia e Fabien Rebout. O horário da partida ainda não foi definido.

“Superman” está prestes a estrear nos cinemas mundiais, e o diretor James Gunn afirmou que, apesar de estar envolvido em inúmeros filmes do gênero, é inegável a fadiga após o lançamento de inúmeras franquias de heróis.

Em entrevista à revista GQ, o diretor afirmou que se o filme não é feito com carinho, ele provavelmente não agradará ao público. “Acho que existe uma coisa chamada ‘fadiga” dos super-heróis. Na verdade, não têm nada a ver com eles, mas com a história que pode ser contada, e como ela vai ficar se você perder o foco no personagem“, contou o diretor.

Na sequência, ele declarou o seu amor pelos filmes do gênero, e também como o público costuma abraçá-los, mas é necessário um cuidado para não se perder na narrativa. “Nós amamos o Superman. Amamos o Batman e nós amamos o Homem de Ferro. Eles se tornaram esses personagens tão amados porque temos essas histórias em nossos corações. E se eles viram apenas piadas nas telas, é claro que o filme ficará muito chato“, afirmou.

Inaugurando uma nova fase dos filmes da DC, o longa dirigido por Gunn conta a história de um Clark Kent mais jovem, recém-saído de Smallville. O filme é descrito com “ação épica, humor e coração”, além ainda de “um Super-Homem” movido pela compaixão e por uma crença inerente na bondade da humanidade”.

O super-herói será interpretado por David Corenswet (“The Politician”) e seu interesse amoroso, Lois Lane, por Rachel Brosnahan (“Maravilhosa Sra. Maisel”).

O elenco ainda é composto por Nicholas Hoult (“X-Men”) como Lex Luthor, Edi Gathegi (“For All Mankind”); Anthony Carrigan (“Barry”, “Gotham”); Nathan Fillion (Guardiões da Galáxia”); Isabela Merced (“The Last of Us”); Skyler Gisondo (“Licorice Pizza”); Sara Sampaio (“At Midnight”); María Gabriela de Faría (“The Moodys”); Wendell Pierce (“Selma: Uma Luta pela Igualdade”); Alan Tudyk (“Andor”); Pruitt Taylor Vince (“Bird Box”); e Neva Howell (“Greedy People: Pessoas Gananciosas”).
“Superman” chega aos cinemas nesta quinta-feira (10).

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