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NOTÍCIAS EXTRAS

O cantor Teto, 23, é um dos nomes que vão subir ao palco Factory do The Town 2025 neste sábado (6). Na mesma data, nomes como Lauryn Hill (convida YG Marley e Zion Marley), Travis Scott, Matuê, Cabelinho e Karol Conká também passando pelos palcos do Autódromo de Interlagos, localizada na zona sul de São Paulo.

O baiano será a última atração do Factory e fará seu show às 19h25. Antes dele, Budah, Borges e Wiu também se apresentarão no local.

À CNN, o dono de hits como “Vampiro”, “Fim de Semana no Rio” e “M4” contou que levará ao festival paulistano o show da turnê “Maior Que o Tempo” com algumas novidades pensadas especialmente para o momento. Essa é a primeira turnê do rapper, que classifica o momento inédito como “marco inesquecível” em sua carreira.

“Estou sentindo um mix de emoções muito boas: sair em turnê pela primeira vez e poder levá-la aos palcos de um dos maiores eventos de música do país tem um peso enorme”, declarou Teto. “Esse show vai ser uma adaptação do que já venho apresentando na turnê, mas pensado de um jeito especial pro festival. Acho que mostra um lado meu que nem todo mundo conhece ainda. É um momento em que consigo me conectar muito com o público e mostrar várias facetas minhas na música.”

A ideia é apresentar um show que passeia pela história de sua carreira, trazendo as novas facetas apresentadas por ele no álbum “Maior Que O Tempo”, lançado em março desse ano.

“Sempre curto preparar umas surpresas!”, adiantou. “Vai ser uma mistura de passado, presente e futuro — um show realmente maior que o tempo!.”

Confira o setlist da turnê “Maior Que O Tempo”, do Teto

  1. “Não Pare”
  2. “Bem Novin”
  3. “Eu Vou Ser Rico”
  4. “Manha”
  5. “Leite Derramado”
  6. “Mustang Preto”
  7. “Mais um Voo”
  8. “Fashion”
  9. “Problemas de um Milionário”
  10. “Pretty Let Girl”
  11. “Paypal”
  12. “4tal”
  13. “Groupies”
  14. “zumzumzum”
  15. “OQQELESVAOFALAR?”
  16. “Minha Vida é um Filme?”
  17. “Mulher Secreta”
  18. “Temporal”
  19. “Grécia”
  20. “Yes or No”
  21. “Fim de Semana no Rio”
  22. “Vampiro”
  23. “Prevendo a Jogada”
  24. “Maior que o Tempo”

The Town 2025: tudo o que se sabe sobre a 2ª edição do festival

Um em cada dez estudantes do mundo teve a educação interrompida por riscos climáticos em 2025. Isso significa que mais de 171 milhões de crianças e adolescentes não tiveram aulas devido a tempestades, enchentes, ondas de calor, secas e incêndios.

Os números fazem parte de um relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) que analisou informações de 106 países e territórios.

No Brasil, foram pelo menos 745 mil estudantes sem acesso à educação. Nesse quantitativo estão alunos do Rio Grande do Sul que ficaram sem aulas no início do ano passado devido a uma onda de calor; e crianças e jovens no Paraná impedidos de frequentar a escola por causa de um tornado, em novembro.  

Danilo Moura, especialista em Mudanças Climáticas do Unicef no Brasil, destaca que a crise climática reproduz padrões de desigualdades.

“Quando você olha para o mundo, os países mais pobres, que são os países menos responsáveis por causar a crise climática – pois eles são quem menos emitiu gases que causam efeitos de estufa – são os países que são mais impactados, por uma combinação de geografia com vulnerabilidade. Você tem muitos países pobres que estão justamente nas regiões em torno da Linha do Equador, onde os impactos da mudança do clima são mais extremos. E você, obviamente, está falando de países que já são mais pobres e que, portanto, têm menos recursos para se adaptar, para se proteger, para proteger essas populações”. 

Ele alerta para os impactos dos efeitos climáticos a longo prazo, especialmente nesses países, onde estão 75% dos estudantes afetados.

“Esses eventos climáticos extremos que afetam a educação têm um impacto cumulativo no longo prazo. Você está falando de gerações de crianças e adolescentes que, não tendo acesso à educação ou tendo um acesso prejudicado à educação, isso tem um impacto sobre aprendizagem, sobre desenvolvimento, sobre vínculo. A escola é um fator de proteção das crianças para além da aprendizagem. Tem a ver com vínculo social, com proteção contra a violência, segurança alimentar. Com frequência, no mundo todo, as escolas são um fator que oferece garantia de alimentação para as crianças, como é o caso no Brasil, né? Com a merenda escolar. A gente está falando de um desafio que reproduz muitas injustiças, porque são justamente os países e as comunidades mais vulneráveis que são impactados de forma desproporcional”.

O relatório do Unicef sugere algumas recomendações a governos e parceiros da educação. Entre as ações estão:

  • Fortalecimento da resiliência climática dos sistemas educacionais;
  • Aumento do financiamento destinado à infraestrutura e resiliência educacional;
  • Capacitação de crianças e jovens e fortalecimento dos sistemas de dados sobre clima e educação.

Planejamento para mitigar efeitos

No Brasil, o Ministério da Educação (MEC) tem atuado tanto na recuperação das aprendizagens quanto na prevenção e mitigação dos impactos causados por interrupções do calendário escolar, como explica a secretária de Educação Básica do MEC, Kátia Cruz.

“A resolução do Conselho Nacional de Educação estabelece diretrizes para garantir a continuidade das atividades educacionais em situações de crise, orientando as redes de ensino a adotarem medidas de prevenção, resposta e recuperação, como a reorganização do calendário escolar e, quando necessário, a realização de atividades pedagógicas não presenciais. Além disso, o MEC, por meio da nossa Secretaria de Educação Básica, estruturou o Pacto Nacional pela Recomposição das Aprendizagens, que vem apoiando estados e municípios na identificação e recuperação de defasagens de aprendizagem, inclusive aquelas decorrentes de interrupções provocadas por eventos climáticos”. 

Em relação à preparação para futuras emergências, a Secretaria de Educação Básica desenvolveu também o Guia de Ações Educacionais em Resposta a Emergências Climáticas, que oferece orientações para reduzir impactos sobre o funcionamento das escolas e sobre a aprendizagem dos estudantes.

 

*Com produção de Luciene Cruz

4:02


Armadilha para caça de javalis foi encontrada em Santo Expedito (SP)
Polícia Militar Ambiental
A Polícia Militar Ambiental apreendeu e destruiu nesta quarta-feira (28) uma armadilha destinada à caça de javalis que estava montada em uma fazenda em Santo Expedito (SP).
Um homem, de 58 anos, que é funcionário da propriedade rural, confessou ter fabricado e armado a estrutura próxima à margem do Rio do Peixe e recebeu um auto de infração ambiental com multa no valor de R$ 500,00.
Os policiais encontraram dentro da armadilha espigas de milho para a ceva de animais.
Segundo a polícia, o funcionário da fazenda alegou que havia montado a armadilha para capturar javalis, em um local com plantação de mandioca, e que não sabia da necessidade de autorização para exercer tal prática.
O homem foi autuado com base no artigo 25 da Resolução 05/2021, da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado de São Paulo (Sima), que trata da infração administrativa de “matar, perseguir, caçar, apanhar, coletar ou utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente, ou em desacordo com a obtida”.
Depois de apreendida, a armadilha foi destruída pelos policiais.
Armadilha para caça de javalis foi encontrada em Santo Expedito (SP)
Polícia Militar Ambiental
Expansão dos javalis e caça esportiva
Não existem estatísticas sobre a quantidade exata de javalis no Brasil ou o prejuízo que causam. Mas os especialistas são unânimes em dizer que a espécie deve ser controlada.
A caça deveria ser um dos principais métodos de controle, mas o aumento do número de caçadores não está se refletindo em uma redução dos javalis no país. Pelo contrário. O animal só está se espalhando.
Em 2016, havia javalis em 563 municípios brasileiros, segundo levantamento do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Em 2019, o número quase triplicou e os animais apareceram em 1.536 municípios.
Em vez de controlar a expansão do animal, alguns caçadores estão, inclusive, espalhando o javali pelo país de forma ilegal.
O ritmo de expansão do javali no Brasil é bem maior do que o registrado em países vizinhos. É 11 vezes maior do que o do Uruguai, por exemplo, por onde a espécie foi introduzida no país.
Armadilha para caça de javalis foi encontrada em Santo Expedito (SP)
Polícia Militar Ambiental
Porcos selvagens
Os javalis (Sus scrofa scrofa) pertencem à família Suidae. São porcos selvagens naturais da Europa, do norte da África e da Ásia, que entraram no Brasil há mais de 100 anos. Eram criados para consumo, mas muitos escaparam do confinamento e cruzaram com porcos domésticos. Desse cruzamento surgiu um animal híbrido: o javaporco (Sus scrofa), que se desenvolveu e ficou maior. Enquanto o javali pesa em torno de 80 quilos, o javaporco pode passar de 100 quilos, e se reproduz mais de uma vez por ano, o que aumenta o risco de invasão e descontrole da espécie.
Invasões de javaporco já ocorreram em algumas áreas do Estado de São Paulo, como o Parque Estadual Vassununga, que precisou ser fechado depois que esses animais tomaram conta da mata e causaram um grande desequilíbrio ambiental. O parque, em Santa Rita do Passa Quatro (SP), já foi reaberto.
A facilidade que os javalis possuem de se adaptar a ambientes diversos e até modificados pelo homem e a ausência de predadores naturais os colocam na lista das 100 piores espécies exóticas invasoras do mundo.
Visualmente falando, em comparação com o queixada (Tayassu pecari) e com o cateto (Pecari tajacu), os javalis e javaporcos são bem maiores, já que esses últimos podem chegar aos 200 quilos. Além disso, possuem um rabo comprido de seis a oito centímetros, enquanto os pecarídeos têm “tocos” que não ultrapassam os três centímetros. As orelhas dos javalis também são maiores e mais compridas.
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Os dentes caninos crescem a vida toda nos javalis e saem facilmente da boca em direção à cabeça, chegando a medir até 12 centímetros. Além disso, os porcos são conhecidos pela capacidade de se “multiplicar” rapidamente, tendo em média de seis a dez filhotes por gestação.
Vivem em bandos geralmente com um macho dominante. Já a alimentação é diversa, sendo onívoros e não possuindo muitas restrições. Por esse motivo, quando há falta de oferta na natureza, esses animais podem causar estragos em lavouras, se alimentando até de galinhas e pequenos mamíferos. Eles também destroem nascentes e pisoteiam sementes.
O problema da superpopulação também acarreta outro desafio: a proliferação de doenças. Estudos ainda são escassos na área, mas porcos são flagrados com tumores e doenças de pele e não se sabe ao certo ainda quanto isso afeta outros animais nativos.
A Instrução Normativa nº 03/2013, de 31 de janeiro de 2013, do Ibama, considerou como javali a espécie exótica invasora javali-europeu, em todas as suas formas, raças, linhagens e diferentes graus de cruzamento com o porco-doméstico (Sus scrofa domesticus) para serem abrangidos pela mesma legislação.
Apesar de no Brasil ser proibida a caça, o javali, desde 2013, é a única exceção, com uma série de regras e processos a serem respeitados e seguidos. No entanto, as populações de javalis vêm aumentando e criadouros clandestinos só pioram o problema, o que prova que a caça não é um controle efetivo para o problema.
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