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NOTÍCIAS EXTRAS

Operação Rota Limpa: PCRR prende casal acusado de desvio de merenda escolar da Seed

O servidor efetivo J.M.B., de 49 anos, e da mulher dele, M.A.G., de 49 anos, apontados como os “cabeças” de um esquema de desvio de merenda escolar.

A Câmara dos Deputados rejeitou a cassação da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) em votação no plenário na madrugada desta quinta-feira, 11. Dos 408 parlamentares que formaram o quórum, 227 foram a favor da perda do mandato, 170 contra e 10 se abstiveram. O mínimo exigido para a cassação era de 257 votos.

Em maio, Zambelli foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a dez anos de reclusão em regime inicial fechado e multa no valor de dois mil salários-mínimos pela invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Abaixo, veja como votou cada deputado na rejeição da cassação do mandato da deputada. Clicando nas seleções ‘Nome’, ‘Partido’ e ‘Voto’ é possível organizar cada uma das colunas em ordem alfabética. Também é possível pesquisar o nome de cada deputado.

Zambelli ainda pode perder o mandato por faltas, mas, diferente de se fosse cassada, mantém a elegibilidade.
Zambelli ainda pode perder o mandato por faltas, mas, diferente de se fosse cassada, mantém a elegibilidade.


Logo Agência Brasil

A fase final da terceira edição da Copinha Feminina tem início nesta sexta-feira (11). Às 15h (horário de Brasília), São Paulo e Grêmio duelam no Canindé pelas quartas de final do torneio sub-20, que é disputado na capital paulista.

Os outros jogos serão no sábado (12). Às 10h, o Flamengo mede forças com a Ferroviária no Centro Esportivo, Recreativo e Educativo do Trabalhador (Ceret). O Fluminense, atual campeão, vai a campo às 11h, na Ibrachina Arena, contra o Santos, a quem já enfrentou na fase de grupos. Por fim, às 18h, novamente no Ceret, Internacional e Corinthians definem a última vaga às semifinais.

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Os confrontos foram definidos com base nas campanhas gerais das equipes. O melhor desempenho enfrenta a “pior” campanha entre os classificados, o segundo time com o rendimento mais positivo pega o sétimo e assim sucessivamente.

A primeira fase chegou ao fim na quarta-feira (10). Primeiro campeão da Copinha Feminina, o Flamengo garantiu a ponta do Grupo A – Pau Brasil, disputado no Ceret, ao golear o Criciúma por 7 a 1. Mesmo placar da vitória do Corinthians sobre o Aliança-GO. Rubro-Negro e Timão somaram sete pontos, mas o time carioca ficou na liderança pelo saldo de gols. A equipe paulista avançou como uma das melhores segundas colocadas.

Pelo Grupo E – Embaúba, com sede na Ibrachina Arena, Fluminense e Santos empataram sem gols. Ambos foram a sete pontos, com as tricolores à frente no saldo. As Sereinhas da Vila se garantiram como uma das melhores segundas. No outro jogo desta chave, o Sport fez 4 a 0 no Vila Nova.

Na terça-feira (9), Inter e Ferroviária se garantiram nas quartas ao terminarem o Grupo B – Jequitibá Rosa, realizado no Estádio Nicolau Alayon, em primeiro e segundo lugares, respectivamente. As Gurias Coloradas ficaram na liderança pelo saldo graças ao triunfo por 8 a 0 sobre o Minas Brasília. As Guerreirinhas Grenás também golearam: 4 a 0 sobre o Centro Olímpico.

No mesmo dia, o Grêmio assegurou a ponta do Grupo D – Araucária, sediado no Ceret, ao fazer 2 a 0 na União Desportiva Alagoana (UDA). As Mosqueteiras finalizaram a chave com sete pontos, um a mais que o Botafogo, que venceu o Palmeiras, também por 2 a 0. A pontuação das Gloriosas, porém, não foi suficiente para garanti-las na fase final.

Ainda na terça, o São Paulo cravou a melhor campanha da primeira fase ao superar o Red Bull Bragantino por 1 a 0 e terminar o Grupo C – Ipê Amarelo, no Canindé, com nove pontos e 100% de aproveitamento. O segundo lugar da chave ficou com o América-MG, que fez 4 a 0 no Remo. Com quatro pontos, as Spartanas deram adeus à competição.


Logo Agência Brasil

Quinze grandes empresários franceses que têm negócios no Brasil em setores variados se comprometeram a investir, nos próximos 5 anos, R$ 100 bilhões no país. O compromisso foi firmado em reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Paris, na França, nessa sexta-feira (6).

Em coletiva de imprensa nesta manhã deste sábado (7), no horário de Paris, Lula destacou que as viagens que faz no exterior trazem grandes benefícios para o Brasil.

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“Se a gente somar os investimentos que nós conseguimos na China, se a gente somar os investimentos que nós conseguimos no Japão, nós vamos perceber que nós estamos fazendo aquilo que todo e qualquer presidente da República precisaria fazer pelo Brasil”, afirmou.

A França é a terceira maior origem de investimentos diretos no Brasil. São US$ 66,34 bilhões em estoque. Segundo o Planalto, a estimativa é de que mais de mil empresas francesas atuem no Brasil, com responsabilidade direta pela geração de 500 mil postos de trabalho.

O presidente brasileiro acrescentou que o trabalho dele é abrir o diálogo entre os empresários brasileiros e estrangeiros para ampliar os negócios. “O papel do presidente é abrir a porta e dizer para os caras: ‘olha, está aqui as possibilidades, nós produzimos isso, nós oferecemos isso, o que você tem para nos oferecer?’, e fazer negócio. E foi isso que eu fiz aqui na França”, completou.

Lula está na França desde o dia 5 de junho, na primeira viagem de um chefe de Estado ao país em 13 anos. Na viagem, foram aprofundados os 20 acordos bilaterais do Plano de Ação de Parceria Estratégica Brasil-França.

Helicópteros

Outro projeto discutido entre Lula e o presidente da França, Emmanuel Macron, é o de cooperação para produção de helicópteros na fábrica da empresa brasileira Helibrás, em Itajubá (MG). O ministro das relações exteriores, Mauro Vieira, comentou a iniciativa de usar a planta do Brasil.

“[Os] helicópteros que poderão servir às polícias estaduais, aos governos estaduais, poderão ser empregados pelas agências de saúde e também com objetivos de defesa e controle do meio ambiente. As instalações de Itajubá poderão ser também utilizadas para futuras exportações para outros países da região que tenham interesse”, explicou.

Brasil e França assinaram ainda, na atual viagem, acordos bilaterais de cooperação para o desenvolvimento de vacinas e produtos laboratoriais, envolvendo a Fiocruz e instituições francesas, como o Instituto Pasteur.

Acordo UE-Mercosul  

Sobre o acordo do Mercosul com a União Europeia (UE), Lula questionou a tese de que a agricultura francesa seria prejudicada pelo agronegócio brasileiro. Para o presidente, a afirmação não está correta porque existem cotas para exportação de produtos brasileiros.  

“Se eles cumprissem a cota, no máximo, os franceses iriam comer dois hambúrgueres [de carne importada do Brasil], em média, por ano. É nada”, disse o presidente, acrescentando que sugeriu ao presidente Macron que os agricultores brasileiros e franceses se reunissem para discutir o assunto.  

“Longe de mim querer prejudicar o pequeno agricultor francês. Eu não quero que a gente pare de comparar vinho da França, embora a gente produza vinho”, acrescentou Lula, destacando que a política comercial é uma via mão dupla.

O presidente lembrou ainda que a UE tem 27 países e que o acordo tem que ser coletivo, apesar da resistência francesa.  “Eu acho que o Parlamento Europeu aprova o acordo, independentemente de a França querer ou não, porque a França já deu procuração”, finalizou. 

* Matéria ampliada às 9h08 para acréscimo de informações sobre o acordo entre Mercosul e União Europeia

O projeto de lei que flexibiliza as regras do licenciamento ambiental no Brasil, aprovado na última semana pelo Senado (PL 2.159/2021), pode inviabilizar os compromissos climáticos e ambientais do país anfitrião da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30). O evento reúne políticos, organizações e diplomatas para definir metas para desacelerar o aquecimento global e ocorrerá em Belém, no Pará, em novembro deste ano. 

“Os impactos diretos e indiretos dessa nova lei, se ela for aprovada da forma como está, podem inviabilizar as metas climáticas e a meta do desmatamento zero no Brasil, defendida pelo presidente Lula”, afirmou André Lima, secretário extraordinário de Controle do Desmatamento e Ordenamento Ambiental Territorial do Ministério do Meio Ambiente e Mudanças do Clima (MMA), em entrevista à InfoAmazonia.

Os impactos diretos e indiretos dessa nova lei, se ela for aprovada da forma como está, podem inviabilizar as metas climáticas e a meta do desmatamento zero no Brasil, defendida pelo presidente Lula.

André Lima, secretário extraordinário de Controle do Desmatamento e Ordenamento Ambiental Territorial do MMA

André Lima, secretário de Controle do Desmatamento. Foto: Rogério Cassimiro/MMA

Os compromissos ambientais e climáticos do Brasil no Acordo de Paris (2015) para combater as mudanças climáticas preveem o desmatamento zero até 2030, a criação de mais áreas protegidas e a restauração florestal.

Com as mudanças propostas pelo Congresso, as terras indígenas, unidades de conservação e quilombos da Amazônia que já sofrem pressão crescente correm o risco de serem excluídos dos estudos de licenciamento ambiental. Se o texto atual for mantido, até 3 mil áreas protegidas podem simplesmente deixar de ser consideradas na análise de impactos de obras e empreendimentos.

Lima explica que o projeto em tramitação no Congresso fragiliza a proteção ambiental ao desconsiderar os impactos de grandes obras na Amazônia e ao criar mecanismos que encurtam prazos ou permitem autolicenciamento.

Em audiência na Comissão de Infraestrutura do Senado, na manhã desta terça-feira  (27), a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, alertou que a Amazônia “está entrando em ponto de não retorno: O “ponto de não retorno” da Amazônia, ou tipping point em inglês, refere-se a um limiar crítico na degradação da floresta, a partir do qual ela pode perder sua capacidade de se regenerar, com impactos irreversíveis no clima e no ecossistema.”, que pode ser provocado pelo avanço do desmatamento, levando o bioma perder sua capacidade de se recuperar e se regenerar.

“Existe um fenômeno avassalador que se chama mudança do clima. Se a gente não conseguir resolver esse problema, ele só vai piorar, e de forma assustadora em um país como o Brasil”, disse a ministra aos senadores.

Marina Silva acabou abandonando a comissão após discutir com os senadores Omar Aziz (PSD-AM) e Marcos Rogério (PL-RO). O debate começou após os senadores cobrarem o asfaltamento da BR-319. Aziz disse que os dados oficiais do governo brasileiro sobre desmatamento na área de influência da rodovia são “falsos”.

Ministra do Meio Ambiente disse aos senadores que a Amazônia se aproxima do ponto de não retorno e que o desmatamento precisa ser freado. Foto: Rogério Cassimiro/MMA

Mudanças ameaçam 17 milhões de hectares 

O PL do Licenciamento foi aprovado pela Câmara em 2021, mas, após as modificações aprovadas pelo Senado na última semana, o texto precisará retornar à análise dos deputados antes de seguir para sanção presidencial.

A tramitação é acompanhada por diversas articulações para viabilizar obras e empreendimentos na Amazônia. Entre elas, estão a tentativa de exploração de petróleo na Foz do Amazonas; novas concessões de rios para o escoamento da produção do agronegócio; a construção das hidrovias do Madeira e do Araguaia; a exploração de minérios, como no projeto de potássio no Amazonas; e a construção de rodovias e ferrovias, a exemplo da BR-319 e da Ferrogrão.

Um estudo realizado pelo Instituto Socioambiental (ISA) aponta que ao menos 75 obras previstas no Programa de Aceleração do Crescimento:  O PAC é um programa do governo federal que realiza investimentos massivos em infraestrutura com o objetivo de ser um dos “catalisadores para o desenvolvimento econômico e social” do pais. (PAC) excluíriam 17 milhões de hectares de floresta da necessidade de estudos ambientais e medidas de mitigação — que servem para reduzir os impactos dos empreendimentos.

Segundo a análise, considerando os critérios atuais, 277 áreas protegidas seriam abrangidas por exigências de licenciamento. No entanto, com o texto atual do PL, esse número cairia para 102 áreas, afetadas por 42 obras (4 ferrovias, 1 hidrelétrica, 2 hidrovias, 7 portos e 28 rodovias).

BR-319 e Ferrogrão podem impulsionar desmatamento

Indígenas Kayapó fecham a BR-163 durante protesto contra Ferrogrão. Foto: Lucas Landau/Instituto Kabu Crédito: LUCAS LANDAU

À InfoAmazonia, Lima destacou dois projetos como os mais críticos para o avanço do desmatamento na Amazônia: as obras da rodovia BR-319 e da ferrovia Ferrogrão, cujos impactos ambientais indiretos deixariam de ser considerados pelo texto proposto pelos parlamentares.

“A obra da BR-319 tem um potencial de emissões de 8 gigatoneladas de carbono. São quatro anos de emissões globais do Brasil numa única obra na Amazônia, dependendo de como ela for executada”, observa Lima.

A obra da BR-319 tem um potencial de emissões de 8 gigatoneladas de carbono. São quatro anos de emissões globais do Brasil numa única obra na Amazônia, dependendo de como ela for executada.

André Lima, secretário extraordinário de Controle do Desmatamento e Ordenamento Ambiental Territorial do MMA

A rodovia que liga Porto Velho (RO) a Manaus (RO), construída pelo governo militar em 1976, foi desativada em 1988. O trajeto a ser reconstruído cortaria uma grande região preservada da Amazônia, onde estão ao menos 69 terras indígenas e 41 unidades de conservação. No entanto, só com as promessas da obra, o desmatamento na área de influência da rodovia chegou a ser duas vezes e meia maior do que a média para toda a Amazônia. 

Estudos publicados por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) indicam que a rodovia poderia impulsionar o desmatamento da Amazônia em 1.200%. A obra para reconstrução da rodovia já foi proposta nos governos de Fernando Henrique (1994-2001), Lula (2003-2010), Dilma (2011-2016) e Bolsonaro (2019-2022), o que mais avançou com o projeto. No entanto, nenhum deles conseguiu obter o licenciamento ambiental.

No caso da Ferrogrão, o empreendimento terá impacto em pelo menos seis terras indígenas — incluindo territórios de três povos isolados — e 17 unidades de conservação, segundo levantamento exclusivo da InfoAmazonia e do Joio e o Trigo. O projeto é planejado para ligar o norte de Mato Grosso ao porto de Miritituba, no Pará, e tem potencial de agravar o desmatamento que já se tornou um problema ao longo da BR-163, paralelo ao trecho da ferrovia.

“Se não forem adotados, previamente, os cuidados de governança ambiental, a gente pode estar condenando uma parte expressiva da Amazônia a desmatamento, grilagem, garimpo ilegal, ocupação de territórios de populações tradicionais, exploração madeireira clandestina e incêndios florestais”, alerta Lima.

Avanço do desmatamento no interior de Porto Velho, Rondônia. Foto: Fábio Bispo/InfoAmazonia Crédito: Washington Fidelis

MMA articula vetos do presidente Lula

Lima destaca que a desobrigação dos estudos ambientais pode ser ainda mais grave com a criação da chamada Licença Ambiental por Adesão e Compromisso (LAC), que é emitida de forma autodeclaratória. “Praticamente aperta um botão e sai a licença”, explica o secretário.

Como exemplo, ele cita obras de médio impacto que podem ser aprovadas pela LAC, como pequenas hidrelétricas. “Poderá haver dezenas dessas pequenas hidrelétricas em um mesmo trecho de um rio. Cada uma licenciada por adesão e compromisso”.

Outros trechos da lei, como a Licença Ambiental Especial (LAE), incluída no Senado; e o enfraquecimento do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama), também são consideradas mudanças graves, segundo Lima.

No caso da LAE, o dispositivo prevê tramitação diferenciada para projetos considerados como “estratégicos” por um conselho do governo. A medida poderia ser aplicada, por exemplo, para os futuros projetos de petróleo na Foz do Amazonas, que tem leilão para 47 blocos previsto para junho. Nesse caso, o licenciamento deveria ser concluído no prazo de até um ano. A proposta é uma das que precisa de análise dos deputados.

A expectativa dentro do governo, segundo Lima, é da derrubada das alterações promovidas no Senado, como é o caso da LAE, e posteriormente o veto do presidente Lula. “Dependendo de como o projeto for aprovado na Câmara, vamos trabalhar internamente para que haja vetos, porque realmente ele [projeto de lei] tem problemas graves, inclusive de inconstitucionalidade”.

Outro desdobramento possível, segundo Lima, seria “uma enxurrada de judicialização” diante dos pontos considerados inconstitucionais pelos técnicos do MMA. O que novamente poderia deslocar as pressões políticas para o Supremo Tribunal Federal (STF).

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