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A dupla da brasileira Luisa Stefani com húngara Timea Babos garantiu nesta quinta-feira (6) a classificação às semifinais do WTA Finals com vitória de virada sobre as atuais campeãs Gabriela Dabrowski (Canadá) e Erin Routliffe (Nova Zelândia). É a primeira vez que uma representante do país chega às semifinais do torneio, que reúne as oito melhores duplas da temporada. Stefani e  Babos (cabeça de chave 7) derrotaram as adversárias (cabeça de chave 3) por 2 sets a 1 (parciais de 2/6, 7/5 e 10-5), em Riad (Arábia Saudita).

A parceria Brasil-Hungria avançou em segundo lugar no Grupo B (Liezel Huber) e terá pela frente na semi a única dupla invicta no WTA Finals, formada pela taiwanesa Su-wei Hsieh e a letã Jelena Ostapenkko – elas terminaram a fase de grupos (Martina Navratilova) na liderança. O jogo que garantirá vaga na final será nesta sexta-feira (7), em horário ainda indefinido.

“Eu nunca estive preparada para voltar para casa. Isso não funciona no tênis, precisávamos lutar e foi isso o que fizemos. Teve um ponto decisivo no segundo set onde salvamos algumas bolas, muita energia, acabamos quebradas a seguir, mas o momento mudou para mim e para nós também. Disse à Timea que tinha um motivo por ter vencido esse torneio três vezes e no final ela jogou demais e tivemos um grande esforço de equipe para vencer essa partida. As adversárias são duras, tínhamos perdido dois jogos para elas, mas lutamos e estamos orgulhosas”, comemorou Stefani, estreante na competição, referido-se à parceira que detém três títulos de duplas de WTA Finals (2017, 2018 e 2019).

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As adversárias na semi, Hsieh e Ostapenko, iniciaram a competição como cabeça de chave 6. Neste ano, elas foram vice-campeãs dos torneios de Wimbledon, Dubai e Aberto da Austrália. Já Stefani e Babos, foi a sétima dupla melhor do ano, com três títulos: um WTA 250 SP Open e três WTA 500 – Linz (Áustria(, Estrasburgo (França).  

O embaixador do Irã no Brasil, Abdollah Nekounam, afirmou nesta segunda‑feira que Teerã agradece o posicionamento do governo brasileiro, que condenou a ofensiva inicial dos Estados Unidos e de Israel contra o território iraniano. Segundo ele, a manifestação de Brasília reforça a defesa da soberania e da integridade territorial.

Leia mais em: https://exame.com/mundo/embaixador-do-ira-agradece-posicao-do-governo-brasileiro-e-diz-que-teera-mantera-ataques/


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O Ministério da Saúde reuniu uma equipe emergencial para reforçar o atendimento na base polo de Surucucu, na Terra Indígena (TI) Yanomami, em Roraima. A iniciativa divulgada na última quarta-feira (18) é uma resposta do Governo Federal ao aumento das infecções por coqueluche entre crianças da região, que já soma oito casos e três óbitos. 

A coqueluche é uma infecção respiratória bacteriana e contagiosa, cujos primeiros sintomas são crises de tosse seca. A equipe enviada pelo Ministério da Saúde chegou à região na última segunda (16) e foi acompanhada por especialistas do Programa de Treinamento em Epidemiologia Aplicada aos Serviços do SUS, com experiência na contenção de possíveis surtos ou aumento de casos de doenças infecciosas.

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O grupo vai atuar em conjunto com o Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) Yanomami, que já estava em Surucucu realizando coletas de material e trabalhos de prevenção com aldeias adjacentes. Ao todo, 50 profissionais vão reforçar a prevenção de novos casos e a assistência local.

As crianças infectadas estão em tratamento em hospitais de Boa Vista, capital do estado. Duas já foram liberadas para suas respectivas aldeias, e todos os casos suspeitos seguem em investigação e acompanhamento. 

Vacinação

A vacinação é o principal meio de prevenção contra a coqueluche, e, no Brasil, a vacina é disponibilizada através do SUS para crianças de até 7 anos e gestantes, em Unidades Básicas de Saúde. 

De acordo com o Dsei Yanomami, o esquema vacinal completo das crianças com menos de 1 ano de idade quase dobrou entre 2022 e 2025, passando de 29,8% para 57,8%. Entre os menores de 5 anos, esse índice passou de cerca de 52% para 73% no mesmo período. 

Desafios

Em 2023, o Governo Federal decretou estado de emergência na Terra Indígena Yanomami, por causa do alto índice de desnutrição, malária e mortes por causas diversas.

A partir disso, foram instituídas ações para combater a crise sanitária, resultante do garimpo ilegal. A iniciativa envolveu os ministérios da Saúde, Defesa e Povos Indígenas, para estruturar os serviços de saúde pública e segurança. 

Foram tomadas medidas como fechamento de garimpos ilegais e destinação de recursos para controle do espaço aéreo, além ações para despoluição dos rios, tratamentos de água potável e construção de unidades especializadas de saúde.

Em 2023, o Dsei contava com 690 profissionais. Desde então, mais 1.165 profissionais foram contratados ─ um crescimento de 169%.

Segundo dados de 2025 do Ministério da Saúde, desde a decretação do estado de emergência, a mortalidade na região caiu 27,6%. Lideranças indígenas reforçam, entretanto, que ainda existem muitos desafios a serem ultrapassados.

Com uma população de mais de 30 mil pessoas e cerca de 376 comunidades, a TI Yanomami é o maior território indígena do país.

*Estagiária sob supervisão da jornalista Tâmara Freire.


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Em ofício encaminhado nesta segunda-feira (23) ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) pediu o encerramento de investigações de “duração indefinida”, em especial o chamado “inquérito das fake news”.

O documento é assinado pelo presidente, Beto Simonetti, e demais integrantes do Conselho Federal da OAB, bem como pelos presidentes das 27 secções estaduais e distrital da entidade. O texto expressa “extrema preocupação institucional com a permanência e conformação jurídica de investigações de longa duração, em especial do Inquérito n.º 4.781 [fake news]”.

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O texto pede “que sejam adotadas providências voltadas à conclusão dos chamados inquéritos de natureza perpétua, em especial daqueles que, por sucessivos alargamentos de escopo e prolongamento temporal, deixam de ostentar delimitação material e temporal suficientemente precisa”.

O inquérito das fake news foi aberto em 2019 por ordem do então presidente do Supremo, Dias Toffoli, de ofício, isto é, sem provocação externa, seja do Ministério Público ou de qualquer outra instituição ou pessoa. O ministro Alexandre de Moraes foi então escolhido como relator, sem sorteio ou distribuição regular.

 


Brasília (DF), 05/10/2023 - O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Beto Simonetti, durante o seminário 35 anos da Constituição Federal, no STF. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Brasília (DF), 05/10/2023 – O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Beto Simonetti,.e demais integrantes do Conselho Federal da OAB assinaram o ofício enviado ao STF. Foto-arquivo: Marcelo Camargo/Agência Brasil – Marcelo Camargo/Agência Brasil

Na ocasião, a medida, considerada incomum, em especial devido à maneira como foi definida a relatoria, foi justificada como sendo necessária para apurar ameaças e ataques virtuais que tinham os ministros do Supremo como alvo. Ao longo dos anos, contudo, foram abertas dezenas de linhas de investigação contra centenas de pessoas, com inúmeras prorrogações do prazo para o encerramento do processo.

No ofício, a OAB reconhece que o inquérito “nasceu em contexto excepcional”, e que por isso seus procedimentos heterodoxos acabaram sendo validados pelas instituições em “circunstâncias extraordinárias”, mas que por esse mesmo motivo a apuração deve ser conduzida “com estrita observância da excepcionalidade que lhe deu origem”.

“O Inquérito n.º 4.781, instaurado em março de 2019, aproxima-se de sete anos de tramitação, o que, por si só, recomenda exame cuidadoso sob a ótica da duração razoável dos procedimentos e da necessária delimitação de seu objeto”, observa o texto.

A OAB apresenta ainda como justificativa para o pedido de encerramento do processo os “relatos recentes sobre a inclusão, no âmbito do mesmo procedimento, de pessoas e fatos que, embora possam merecer apuração rigorosa por canais próprios, não se apresentam de forma imediatamente aderente ao núcleo originário que justificou a instauração do inquérito”.

O texto faz referência indireta à operação deflagrada neste mês pela Polícia Federal (PF), por ordem de Moraes, no âmbito desse inquérito, contra quatro servidores da Receita Federal que foram apontados como suspeitos de vazar informações fiscais sigilosas de ministros do Supremo e seus familiares. Em decisão sigilosa, foram determinadas medidas como uso de tornozeleira eletrônica e afastamento das funções.

O ofício menciona ainda o “tom intimidatório” que, ao ver da OAB, é alimentado pela persistência de um quadro de pouca clareza quanto ao objeto e à duração de inquéritos como o das fake news, algo que seria “incompatível com o espírito democrático, republicano e institucional consagrado pela Constituição de 1988”.

A ordem cita ainda ser indispensável proteger o livre exercício profissional de jornalistas e advogados, conforme proteção conferidas pela Constituição a esses profissionais.

“A advocacia não pode atuar sob ambiente de incerteza quanto aos limites da atuação investigativa estatal, sobretudo em temas que envolvam sigilo profissional, acesso a dados e preservação da confidencialidade da relação entre defensor e constituinte”, afirma o documento.

Ao final, a OAB solicita que seja marcada uma audiência com Fachin para que tais preocupações sejam expostas em pessoa pelos representantes da ordem.

Vista aérea da Cidade Universitária da UFRJ, maior universidade federal do País
Vista aérea da Cidade Universitária da UFRJ, maior universidade federal do País

BRASÍLIA- A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) divulgou um comunicado nesta terça-feira, 23, informando que o orçamento das universidades e institutos federais para 2026 sofreu um corte de R$ 488 milhões, o que representa uma redução de 7,05% nos recursos discricionários (não obrigatórios) das instituições.

Em nota, a Andifes manifestou “profunda preocupação” e afirmou que o corte promovido pelo Congresso no Projeto de Lei Orçamentária Anual enviado pelo Executivo agrava o quadro “já crítico” das instituições. O orçamento discricionário é utilizado para pagamento de contas de água, luz, limpeza, entre outras, como o pagamento de bolsas de assistência estudantil.

Em nota, o Ministério da Educação (MEC) afirmou que “estuda formas de mitigar o impacto para assegurar a completa execução das políticas públicas educacionais.”

Conforme a Andifes, os cortes “incidiram de forma desigual entre as universidades e atingiram todas as ações orçamentárias essenciais ao funcionamento da rede federal de ensino superior”.

A instituição afirma que uma das áreas mais afetadas será a assistência estudantil, fundamental para garantir que estudantes de baixa renda consigam permanecer na universidade. Apenas nesta ação, diz a Andifes, R$ 100 milhões foram cortados, o que representa uma redução de 7,3% no orçamento da área.

“Os cortes aprovados agravam um quadro já crítico. Caso não haja recomposição, o orçamento das Universidades Federais em 2026 ficará nominalmente inferior ao orçamento executado em 2025, desconsiderando os impactos inflacionários e os reajustes obrigatórios de contratos, especialmente aqueles relacionados à mão de obra”, diz o comunicado.

A instituição diz ainda que cortes na Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e no Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CNPq) fragilizam o desenvolvimento científico do País.

“Estamos, portanto, em um cenário de comprometimento do pleno desenvolvimento das atividades de ensino, pesquisa e extensão nas Universidades Federais, de ameaça à sustentabilidade administrativa dessas instituições e à permanência dos estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica”, afirma a Andifes.

A instituição diz ainda que está articulando com o Congresso e o Governo Federal para recompor o orçamento.

A luta das universidades federais por mais orçamento é antiga. Após enfrentarem um relação turbulenta com o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, as instituições retomaram o diálogo com o governo federal após o início do mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Apesar disso, também tiveram de enfrentar restrições orçamentárias. Em maio, as universidades anunciaram uma série de medidas de economia, como cortes nos gastos de combustível até a interrupção da compra de equipamentos de informática e passagens aéreas. A medida ocorreu devido a diminuições orçamentárias aprovadas pelo Congresso e sancionadas por Lula. Na época, uma mudança na forma como eram feitos os repasses também estrangulou a verba para universidades. Após reclamações, o governo federal anunciou a recomposição do orçamento.

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