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Classificar as facções criminosas ou as milícias que atuam no Brasil de terroristas não combate o crime organizado, ao mesmo tempo que pode servir de pretexto para interferências estrangeiras, argumenta o líder do governo no Congresso Nacional, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP).

“Não há nenhum problema em rotular [de terrorismo]. Se querem rotular, deem o nome que tiverem que dar para isso, desde que o rótulo não comprometa a soberania nacional. O que nós não queremos é dar brecha para qualquer nação estrangeira intervir no Brasil. O problema do crime organizado vai ser resolvido por nós, brasileiros”, disse a liderança governista.

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Randolfe conversou nesta quinta-feira (6) com a Agência Brasil sobre os projetos de lei em tramitação no Legislativo que tratam das organizações criminosas e que viraram motivo de disputa entre governo e oposição.

A liderança governista destacou que o Executivo não tem problema em rotular as organizações criminosas como terroristas, apesar de avaliar que a medida é inócua para avançar no combate ao crime organizado.

“Eu não quero debater rótulo, eu quero debater o conteúdo [das políticas] para derrotar o crime. Não é o rótulo que vai derrotar o crime organizado. Não é chamar o outro de feio que vai derrotá-lo. O horror não se combate chamando-o de horror. Tem que aumentar a pena para membro de facção, tem que combater o fluxo financeiro das facções, tem que ter coordenação de forças policiais”, justificou.  

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O governo e a oposição travam uma disputa na Câmara dos Deputados sobre qual projeto deve prevalecer para combater as organizações criminosas, se o PL das facções, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ou se o PL do Terrorismo [1.283/2025], do deputado Danilo Forte (União-CE), que equipara as facções e milícias ao terrorismo. Há ainda a possibilidade de juntar os dois projetos em um só. O presidente da Câmara, Hugo Motta, informou que a Casa deve decidir sobre o tema até o final da próxima semana. 

Prevista para esta semana, a votação do PL do terrorismo foi adiada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara.

“Essa decisão é do presidente [Hugo Motta]. O rito é ele que vai decidir. Pode ser que venha para a CCJ. Pode ser que ele apense [juntando os dois projetos em disputa sob a mesma relatoria]”, explicou à Agência Brasil o presidente da CCJ, deputado Paulo Azi (União-BA).

Especialistas tem alertado que equiparar as fações e milícias ao terrorismo expõe o Brasil à estratégia intervencionista dos Estados Unidos na América Latina. 

Proselitismo

Para o líder do governo Randolfe Rodrigues, o PL que equipara as organizações criminosas ao terrorismo serve a certo discurso político-ideológico.  

“Vamos parar de proselitismo e de ideologização da questão e tratar como uma questão de Estado para ser enfrentada por todos os lados, direita, esquerda, governo e oposição”, afirmou.

Randolfe argumentou que o governo brasileiro apresentou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança e o PL Antifacção para combater o crime com aumento de penas para os membros da organização criminosa, integração das polícias e aposta na inteligência das forças de segurança.

“Não basta você ter uma operação contra o crime organizado em uma área de favela e depois deixar a área para que outros recrutados do crime organizado continuem fazendo o que o PCC, o que Comando Vermelho e outras organizações fazem. As medidas que o governo encaminha são baseadas no binômio coordenação das forças de polícia para enfrentar uma guerra e aumento de penas para o combate às facções”, completou.

Terrorismo

O autor do projeto de lei que equipara as facções ao terrorismo, deputado Danilo Fortes, justificou que a medida é importante para dar condições da polícia enfrentar as organizações criminosas sem medo da Corregedoria, que é o órgão responsável por monitorar e aplicar sanções contra policiais que violam as regras.

“O PL dá condição para você criar situações extralegais de poder fazer o enfrentamento, inclusive ações preventivas. Eu não estou entrando na seara política ou ideológica. Eu estou entrando na questão das condutas que o crime organizado está tendo no Brasil, que são condutas de terrorismo. Quando você provoca medo coletivo, são ações de terrorismo”, disse à Agência Brasil.

O deputado ainda rejeitou a tese de que a medida poderia abrir brecha para intervenção estrangeira no Brasil.

“Os Estados Unidos não podem invadir. Isso é [responsabilidade] da ONU. A soberania só é ferida se tiver algum acordo bilateral ou multilateral, o que não existe. E quem vai fazer a definição é o Poder Executivo. Nós estamos perdendo a soberania para o crime, internamente”, disse.

A avaliação “ótima/boa” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se manteve em 30% na pesquisa Ipsos/Ipec divulgada na noite desta terça-feira, 9, ante a de setembro. Os que consideram Lula “ruim/péssimo” somam 40%. No levantamento de setembro, eram 38%. Já a avaliação regular ficou em 29%, ante 31%. Não sabem ou não responderam 2% (era 1%).

Já a aprovação de Lula ficou em 42% agora, ante 44% em setembro. Segundo a pesquisa, 52% desaprovam o presidente. Eram 51% na sondagem anterior. Não sabem ou não responderam 6%, ante 5%.

Avaliação negativa de Lula registrou oscilação para cima
Avaliação negativa de Lula registrou oscilação para cima

Lula obteve um índice de 40% de confiança, um ponto porcentual a menos em relação à pesquisa de setembro. Já os que afirmam não confiar no presidente continuam em 56%. Não sabem ou não responderam 4%, ante 3%.

Considerando-se as expectativas dos entrevistados, a percepção sobre o governo Lula é melhor para 24%, índice mantido ante o de setembro. Já 43% têm uma percepção pior (ante 44%), e 31%, igual (eram 30%). Não sabem ou não responderam 2% (3% na anterior).

O levantamento foi realizado entre 4 e 8 de dezembro. Foram realizadas 2 mil entrevistas em 131 cidades brasileiras. O nível de confiança é de 95%. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais.


Criança lê em biblioteca em comunidade rural no interior do Ceará.
Claudiana Mourato/SVM
Embora o Brasil tenha superado a meta nacional de alfabetização para 2025, os estados do Amazonas, Pará, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Santa Catarina não conseguiram atingir os índices individuais estabelecidos para o ano.
Enquanto o país alcançou a marca de 66% de crianças alfabetizadas no 2º ano do ensino fundamental — superando a meta agregada de 64% —, essas unidades da federação ficaram abaixo de seus respectivos objetivos específicos.
De acordo com os dados do Indicador Criança Alfabetizada (ICA) 2025, divulgados pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), 19 estados e o Distrito Federal alcançaram ou superaram suas metas.
O desempenho nacional representa um avanço em relação a 2024, quando o índice era de 59,2%. Contudo, o cenário estadual revela disparidades: o Rio Grande do Sul, por exemplo, registrou 52% de alfabetização frente a uma meta de 69%, apresentando a maior distância em relação ao objetivo proposto.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Outros estados também enfrentaram dificuldades para cumprir o cronograma do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada. O Amazonas atingiu 57% (meta de 61%), o Rio Grande do Norte ficou com 48% (meta de 51%) e Santa Catarina registrou 59% (meta de 67%). No Sudeste, o Rio de Janeiro chegou a 60%, falhando por um ponto percentual em atingir sua meta de 61%. No Norte, o Pará alcançou 58%, também ficando ligeiramente abaixo do objetivo de 59%.
Próximas metas
O governo federal espera que, por meio da política de colaboração entre estados e municípios, o Brasil chegue a 80% de crianças alfabetizadas até 2030.
Essa meta já foi atingida em 2025 por três estados: Ceará (84%), Goiás (80%) e Paraná (80%).
A projeção é que as metas nacionais e estaduais aumentem de maneira progressiva ao longo dos próximos anos, até chegar a 80%.
2026: 67%
2027: 71%
2028: 74%
2029: 77%
2030: 80%
Como a alfabetização é calculada
O Indicador Criança Alfabetizada é calculado a partir de um teste aplicado a estudantes do final do 2º ano do ensino fundamental de, em média, 7 anos.
A avaliação é composta por 16 itens de múltipla escolha e três de resposta construída, sendo uma produção textual.
O padrão nacional é definido por um corte de 743 pontos na escala do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb).
Para serem consideradas alfabetizadas, as crianças devem ser capazes de ler pequenos textos, fazer inferências básicas e escrever textos simples da vida cotidiana.


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A Justiça de São Paulo acatou determinação do Ministério Público SP e da Defensoria Pública e determinou no fim desta sexta-feira (12) que a Enel restabeleça a energia elétrica em até 12 horas. Caso isso não aconteça, a concessionária será multada em R$ 200 mil por hora.

Três dias depois da ventania de quarta-feira (10), São Paulo e sua região metropolitana ainda tem 493.303 clientes sem energia, segundo dados da própria Enel. Na capital paulista o número é mais de 363 mil consumidores neste momento.

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A ordem da Justiça especifica que é necessário que haja fornecimento de energia a “delegacias, presídios e equipamento de segurança; creches, escolas e espaços coletivos, especialmente em razão da realização de vestibulares e provas; sistemas de abastecimento de água e saneamento, como instalações da Sabesp e condomínios com bombas elétricas; locais que concentram pessoas vulneráveis, como idosos e pessoas com deficiência”.

O pedido das autoridades também vale para o restabelecimento da energia “em todas as demais unidades consumidoras afetadas desde 9 de dezembro de 2025”.

Além disso, o Poder Judiciário determinou ainda que a Enel assegure canais de atendimento funcionais e sem restrições tecnológicas que impossibilitem o registro da falta de energia pelos consumidores. O não cumprimento desta ordem pode acarretar em execução de multa imediata e a tomada de medidas mais enérgicas, como o bloqueio de valores, intervenção judicial e apuração de responsabilidade civil e criminal.

A Enel divulgou uma nota nesta manhã afirmando que “não foi intimada da decisão [da Justiça] e segue trabalhando de maneira ininterrupta para restabelecer o fornecimento de energia ao restante da população que foi afetada pelo evento climático”.

Ciclone

O causador de chuvas e ventanias em São Paulo foi a passagem de um ciclone extra-tropical. Na quarta-feira, a cidade e municípios da região metropolitana foram atingidas por fortes ventos, de até 100km/h em alguns pontos. Isso fez com que houvesse muitas quedas de árvores, mais de 330. Elas atingiram cabos da rede elétrica, o que causou problemas no fornecimento da energia elétrica.

No auge da falta de energia, 2,2 milhões de consumidores ficaram sem luz. Ainda há pontos de São Paulo sem energia até agora.

 

Inscrições para a Corrida 9 de Julho começam nesta terça-feira

A competição internacional faz parte do calendário do aniversário de Boa Vista, que completará 135 anos em 2025, e terá duas novas modalidades.

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