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NOTÍCIAS EXTRAS

O cenário de instabilidade no Oriente Médio e a constante oscilação nos preços do barril de petróleo têm colocado as economias globais em alerta. Neste cenário, o Brasil se destaca por possuir uma indústria de biocombustíveis altamente sofisticada que funciona como um amortecedor econômico e estratégico.

Leia mais em: https://exame.com/esferabrasil/biocombustiveis-podem-auxiliar-economia-brasileira-contra-volatilidade-do-petroleo/

Dados medidos em maio deste ano pelo sistema Deter revelam que, pela primeira vez, a maior parte da Floresta desmatada foi perdida para o fogo

Em meio à aceleração tecnológica e ao movimento natural de envelhecimento da população, a educação profissional volta ao centro do debate sobre o futuro do trabalho. No Estado de São Paulo, o SENAI-SP amplia seu papel histórico na formação industrial e aposta em diversos formatos — dos cursos técnicos e de qualificação profissional às graduações tecnológicas — para preparar profissionais capazes de unir conhecimento técnico, prática e competências socioemocionais. “A educação profissional e tecnológica virou estratégia de desenvolvimento econômico. Com menos gente disponível no mercado, quem está na ativa precisa ser mais produtivo — e isso exige qualificação alinhada às novas tecnologias”, afirma Marcello Souza, gerente de Relações com o Mercado do SENAI-SP.

A oferta, explica ele, é estruturada como uma trilha contínua de formação que acompanha o profissional ao longo de toda a carreira. Vai da qualificação para ingressar no mercado de trabalho à atualização e especialização de quem já atua na indústria, passando pelos cursos técnicos de nível médio, as graduações tecnológicas e até a pós-graduação voltada às novas tecnologias. Um dos exemplos é a Aprendizagem Industrial, que, segundo ele, “conecta jovens às empresas e contribui para a captação e retenção de talentos. O aluno aprende no SENAI-SP, aplica o conhecimento no ambiente produtivo e ainda tem a oportunidade de assimilar a cultura da empresa ao longo da formação”, completa Souza.

A metodologia do SENAI-SP integra teoria e prática em situações inspiradas em desafios reais
A metodologia do SENAI-SP integra teoria e prática em situações inspiradas em desafios reais

Método próprio

No centro dessa abordagem, está a Metodologia SENAI de Educação Profissional (MSEP), baseada em competências e estruturada a partir do perfil profissional demandado pela indústria. “Não ensinamos conteúdos isolados. Integramos teoria e prática em situações de aprendizagem inspiradas em desafios reais”, explica Guilherme Dias, supervisor de Educação do SENAI-SP. Cada unidade curricular conecta conhecimentos, capacidades técnicas e socioemocionais, que fazem sentido para a atuação profissional, selecionados conforme as competências que o estudante precisa desenvolver. “O protagonismo do estudante e a integração entre sala e laboratório garantem sentido ao que se aprende”, reforça.

A inteligência artificial (IA) já compõe esse cotidiano, mas com intencionalidade pedagógica. “Tecnologia é ferramenta. Serve para personalizar o ensino e ampliar o acesso a recursos, mas a análise crítica continua humana”, afirma Dias. Além disso, o SENAI-SP adota plataformas digitais, simuladores e laboratórios virtuais, sempre com diretrizes de uso responsável e debates sobre ética. “Queremos formar profissionais aptos a atuar e a transformar, impulsionando a indústria verde, a transição energética e a transformação digital da indústria”, completa.

Habilidades-chave

Além das competências técnicas, a formação desenvolve comunicação, trabalho em equipe, pensamento crítico, adaptabilidade e aprendizagem contínua — dimensões que dialogam com as habilidades do futuro apontadas pelo Fórum Econômico Mundial. “Projetos integradores estimulam a criatividade como processo de pensar e de resolução de problemas, algo central para a indústria”, diz Souza.

Os resultados aparecem na inserção no mercado. “A educação profissional entrega o que as empresas precisam no tempo certo. Os níveis de empregabilidade dos egressos giram em 84% a 85% após a conclusão. É comum ver trajetórias que começam na aprendizagem e evoluem rapidamente dentro das empresas”, afirma Souza.

Ao combinar trilhas formativas, método por competências e uso criterioso de tecnologias, o Senai-SP procura ir além do “técnico por si só”. A ideia é formar profissionais capazes de aprender sempre, operar tecnologias, trabalhar em equipe e propor soluções, exatamente o que a indústria tem pedido. “Mais do que preparar para o emprego, a missão é preparar para o futuro do trabalho”, conclui Souza.

Aprender fazendo:

A METODOLOGIA QUE UNE TEORIA E PRÁTICA

Criada em 1999, a Metodologia SENAI de Educação Profissional (MSEP) integra teoria, prática e tecnologia para formar profissionais preparados para os desafios da indústria.

Base por competências: desenvolve conhecimentos, habilidades e atitudes voltadas a situações reais de trabalho.

Currículo integrado: diferentes conhecimentos e capacidades são articulados de forma intencional e aplicada, conforme as competências que precisam ser desenvolvidas pelo estudante.

Situações reais: projetos, simulações e atividades práticas reproduzem contextos que refletem os desafios dos setores onde o SENAI-SP atua, permitindo que o estudante aprenda fazendo em ambientes próximos à realidade profissional.

Tecnologia com propósito: plataformas digitais, simuladores e inteligência artificial personalizam o aprendizado, com foco no uso ético e pedagógico.

Infraestrutura: laboratórios e oficinas que replicam o ambiente industrial, com equipamentos e maquinários utilizados pelas indústrias em suas atividades produtivas.


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O Supremo Tribunal Federal (STF) já condenou 643 acusados pela participação nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

O balanço das condenações foi divulgado pela Procuradoria-Geral da República (PGR), órgão responsável pelas denúncias enviadas ao Supremo para responsabilizar as pessoas que invadiram e depredaram as instalações do Congresso, Palácio do Planalto e do Supremo.

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As condenações envolvem os executores do atos, que foram apenados pelos crimes de associação criminosa armada, dano qualificado, deterioração do patrimônio tombado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e tentativa de golpe de Estado.

O tempo de prisão varia entre três e 17 anos, além do pagamento solidário de R$ 30 milhões pelos danos causados pela depredação de obras de arte, móveis históricos, estofados, aparelhos eletrônicos, entre outros.

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Acordo

Conforme o levantamento divulgado pela PGR, 555 acusados assinaram acordo de não persecução penal (ANPP) e terão seus processos encerrados.

O acordo permite que os acusados que não participaram diretamente dos atos de depredação possam confessar os crimes em troca de medidas diversas da prisão.

No dia 8 de janeiro, esses acusados estavam em frente ao quartel do Exército, em Brasília, e foram acusados de associação criminosa e incitação aos atos.

Por terem cometido crimes de menor gravidade, eles foram condenados a de um ano de prisão, mas as penas foram substituídas pela prestação de serviços comunitários e a presença em um curso sobre democracia.

Os acusados também estão com o passaporte retido, porte de arma revogado e deverão pagar solidariamente o valor de R$ 5 milhões por danos morais coletivos.

Mais de uma centena de praticantes e simpatizantes das religiões de matriz africana se reuniram na tarde deste domingo (7), em Brasília, para celebrar a fé e a resistência dos povos de terreiros e pedir o fim da intolerância religiosa.

A data foi escolhida pois o número sete tem relação com o orixá Exu e representa a união do espiritual com o material.

O evento na capital federal recebeu o nome de Caminhos para Exu e foi inspirado na Marcha para Exu, que chegou à terceira edição em São Paulo e reuniu milhares de pessoas na Avenida Paulista no mês passado, tendo sido replicado em outras cidades. 

“Nosso principal objetivo é mostrar que existimos; que estamos vivos”, explicou à Agência Brasil a cantora Kika Ribeiro, uma das idealizadoras do evento que tomou conta de um trecho da avenida W3 Sul, entre a Praça das Avós, na 506 Sul, e a Biblioteca Demonstrativa Maria da Conceição Moreira Salles, apoiadora do projeto.

“Estamos dizendo não à intolerância religiosa, para que todos, independentemente de suas religiões, possam viver conforme sua fé, seus credos, um respeitando o outro”, acrescentou Kika, antecipando a possibilidade da segunda edição do Caminhos para Exu acontecer ainda neste ano, em dezembro, conforme a resposta do público.
 


Brasília (DF), 07/09/2025 - Manifestação Exu, celebra resistência dos povos de terreiros e pede o fim da intolerância religiosa. Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

Caminhos para Exu celebra resistência dos povos de terreiro, em Brasília – Bruno Peres/Agência Brasil

Já a coordenadora cultural da Biblioteca Demonstrativa, Marina Mara, destacou que, além de adeptos do candomblé, umbanda, quimbanda, ifá e de outras religiões e manifestações de espiritualidade de influência africana, o evento atraiu muitos simpatizantes e pessoas atraídas pelos cânticos e pelo toque dos atabaques, agogôs e outros instrumentos.

“Isso é Exu! É comunicação, comunhão, prosperidade”, frisou Marina, citando algumas das características associadas ao orixá, considerado uma divindade fundamental nas religiões de matriz africana por, entre outras coisas, abrir os caminhos, servindo de mensageiro entre os planos humano e divino.

“Daí, também, porque nós, como uma biblioteca pública [vinculada ao Ministério da Cultura] que tem, entre suas funções, reunir todas as manifestações culturais e todo tipo de frente, estamos apoiando o evento”, disse Kika.

Ela explicou que, por ocasião do marcha, a direção da biblioteca decidiu prorrogar, até 15 de setembro, a exposição Cartas à Tereza, que homenageia a líder quilombola e símbolo da resistência negra no Brasil, Tereza de Benguela, e está em cartaz na galeria da Biblioteca Demonstrativa. “Queríamos aproveitar a vinda do público [da caminhada].”

A yalórisá (mãe de santo) Francys de Óya deixou o terreiro Kwe Oya Sogy, que ela coordena, em Samambaia, para prestigiar o encontro no coração de Brasília.

“O que me motivou a vir foi a força e o amor do povo [de terreiro] de querer mostrar a todos que não somos do mal; que somos alegria, saúde, prosperidade – eixos centrais da vida”, disse Francys, comentando o fato das religiões de matriz africana serem alvo de preconceito e violência.
 


Brasília (DF), 07/09/2025 - Manifestação Exu, celebra resistência dos povos de terreiros e pede o fim da intolerância religiosa. Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

Manifestação na capital foi inspirada na versão que ocorre há três anos em São Paulo, a Marcha para Exu – Bruno Peres/Agência Brasil

Dados

De acordo com o Censo de 2022, o número de praticantes dessas manifestações religiosas chegou, em 2022, a 1% da população brasileira – um aumento de mais de 300% em comparação ao resultado de 2010.

Segundo os pesquisadores, o aumento é fruto das políticas públicas de enfrentamento à intolerância religiosa. Ainda assim, dados da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos revelam que essas religiões e manifestações espirituais são os alvos mais frequentes da intolerância religiosa.

“Este Caminhos para Exu é justamente para desdemonizarmos nosso orixá. Para dizer a todos que, ao contrário do que muitos dizem e pensam, Exu é bom. É lindo. É amor. Basta olhar para esta festa, para este povo lindo”, concluiu a yalórisá.

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