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NOTÍCIAS EXTRAS

BRASÍLIA – O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desembolsou R$ 345 mil na operação de transporte da ex-primeira-dama do Peru Nadine Heredia ao Brasil para fins de asilo diplomático. Heredia foi condenada a 15 anos de prisão pela Justiça peruana em uma ação de corrupção, originada da Operação Lava Jato.

A ex-primeira-dama desembarcou em Brasília em abril deste ano após uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) buscá-la em Lima. O translado envolveu R$ 318 mil em custos logísticos, como combustível, manutenção e horas de voo, outros R$ 19 mil em taxas aeroportuárias de handling e R$ 7,5 mil em diárias para a tripulação.

A ex-primeira-dama do Peru Nadine Heredia.
A ex-primeira-dama do Peru Nadine Heredia.

A aeronave utilizada foi um jato E-135 Shuttle (VC-99C), que partiu de Brasília rumo a Lima com paradas técnicas em Curitiba. Os custos e detalhes do deslocamento foram obtidos pelo deputado Marcelo Van Hattem (Novo-RS) por meio de um requerimento de informação ao Ministério da Defesa.

A FAB informou ao parlamentar que a solicitação de envio do avião para Lima partiu do presidente Lula, por meio de um ofício expedido no dia 15 de abril deste ano via Ministério das Relações Exteriores. Ainda de acordo com a Força Aérea, não foi realizada estimativa prévia dos custos da missão.

Heredia é mulher do ex-presidente do Peru Olanto Humala, também condenado a 15 anos de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro. Diferentemente da esposa, Humala foi preso após comparecer a uma audiência.

Ao tomar conhecimento da prisão do marido, a ex-primeira-dama faltou à audiência no tribunal e se dirigiu à embaixada brasileira com o filho Samir Mallko Ollanta Humala Heredia.

Nadine Heredia deu entrada na Embaixada do Brasil em Lima, com pedido de asilo diplomático, logo após o anúncio da sentença. Em coordenação com o governo peruano, o governo Lula concedeu o asilo, e ela obteve um salvo-conduto para deixar o país

Segundo o Ministério Público, Humala e Nadine Heredia teriam recebido recursos de forma ilícita em operações da construtora Odebrecht (atualmente Novonor), que atuava no país vizinho em grandes obras públicas. Além disso, também teriam sido destinatário de dinheiro enviado para campanhas eleitorais, pela ditadura chavista na Venezuela.


Parna Rappers: poemas do século XIX viram rap em clipes feitos por IA
Sonetos do século 19, como os de Olavo Bilac, com batidas de rap e clipes gerados por inteligência artificial. O resultado, além de fazer sucesso nas redes sociais, pode ser útil a estudantes que farão o Enem, segundo professores ouvidos pelo g1.
No primeiro dia de provas, neste domingo (9), os candidatos vão encarar questões de Linguagens em que o Parnasianismo costuma marcar presença. Se cair, por exemplo, a poesia “Música Brasileira”, a versão cantada do “MC Olavo Bilac” no Parna Rappers (veja no vídeo acima), pode já estar na cabeça do estudante seguidor do perfil.
“É bem mais atrativo para o aluno porque modifica a abordagem temática. E, quando se mantém uma estrutura parnasiana, com o discurso atual, cria um diálogo objetivo, onde o aluno se enxerga naquele contexto”, analisa Daniel Oliveira, professor de português e literatura do colégio Matriz Educação.
“Os poemas parnasianos são considerados mais difíceis porque fogem da normatividade da narração. Os textos são melhor entendidos quando contam histórias, mas o parnasiano é um texto descritivo e menos atrativo”, explica Daniel.
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O professor Literatura do Colégio Qi, Hugo Sant’Anna, concorda e vê as novas tecnologias como aliadas na formação dos alunos.
“A ajuda de um perfil como o Parna Rappers é enorme e evidente para os estudantes que buscam fazer o Enem e, talvez, até necessária (…) a poesia vem da música e o retorno a ela, por meio de poemas que são ricos em rimas, é algo incrível e significativo. Belchior, por exemplo, fez isso, no passado, ao citar Bilac, um grande parnasiano, em “Divina comédia humana””, avaliou.
“Um perfil como o Parna nos mostra como a internet chegou pra ficar e pode ser absurdamente positiva e convidativa, sem falar do seu caráter democrático, de levar poemas para boa parte de estudantes”, completou.
Em quase todas as edições do exame nacional, poemas costumam aparecer para analisar linguagem, estilo, figuras retóricas e também para discutir o contexto histórico e cultural dos movimentos literários.
O padrão da prova não é cobrar datas ou classificações, mas, sim, interpretação, o que abre espaço para novas maneiras de aproximar o estudante da poesia.
“Ter literatura nas redes sociais, é um suspiro poético, em meio a uma enormidade de informações”, comentou o professor Hugo Sant’Anna.
Nos últimos anos, questões do Enem usaram poemas de diferentes épocas. Em 2019, o exame cobrou a identificação de imagens e do eu lírico em poemas do caderno de Linguagens.
Em 2020, a prova voltou a apresentar textos poéticos como base para perguntas sobre construção de sentidos.
Em 2023, um trecho de Bilac, autor central do Parnasianismo, reapareceu na prova, mostrando que poemas do fim do século 19 seguem no repertório do exame.
Os poetas MCs e a IA
Parna Rappers: Poemas do século XIX viram rap e somam 800 mil visualizações em clipes feitos por IA
Reprodução redes sociais
É justamente nessa intersecção entre tradição e novas linguagens que surgiu o Parna Rappers, projeto criado pelo publicitário carioca Gabriel Gil que transforma sonetos parnasianos em clipes de rap com imagens geradas por inteligência artificial.
O resultado do projeto virou material de estudo em salas de aula, segundo o próprio autor.
“A ideia era conectar os poemas antigos com os ritmos e as tecnologias de hoje. É legal ver como as pessoas gostam e mandam mensagens. Tem professores que me procuram para comentar”, conta Gabriel.
Poesia no Enem
Embora o Enem priorize movimentos como Modernismo e Romantismo, o Parnasianismo segue como conteúdo possível nas questões de Linguagens, especialmente quando a prova coloca poemas em contraste ou discute a evolução da poesia brasileira.
Além de Bilac, obras de autores como Alberto de Oliveira, Raimundo Correia e Vicente de Carvalho também já apareceram em edições do exame.
A abordagem costuma ser interpretativa, quando o candidato precisa identificar efeitos de sentido, reconhecer o papel da forma rígida, da métrica perfeita, da rima ou da objetividade do poema.
Nesse contexto, o Parna Rappers acaba funcionando como uma espécie de “tradução estética” do repertório, segundo professores.
Sonetos parnasianos ganham ritmo de rap e visual contemporâneo, fazendo uma ponte que aproxima os versos de estudantes.
“Os poemas vão se encaixar super bem com o rap, principalmente com o Parnasianismo, porque a galera (autores da época) primava muito pelo rigor, com a métrica, as sílabas bem encaixadas (…) Eles tinham esse rigor pela métrica e isso garante que cada poema vai funcionar”, explica Gabriel.
Parna Rappers: Poemas do século XIX viram rap e viralizam em clipes de IA
Reprodução redes sociais
IA, música e novas linguagens
O Parna Rappers começou a ganhar forma em abril deste ano, quando Gabriel decidiu testar ferramentas de criação musical e geração de imagens. Os beats são feitos na plataforma Suno, e os clipes são montados a partir de sequências criadas por IA.
“Não é só apertar um botão (…) A IA às vezes dá uma alucinada, algum verso quebra o ritmo da poesia, mas eu arrumo, não mexo em nada no poema original. Todo vídeo tem a letra ou o poema original”, contou Gabriel.
A métrica regular dos parnasianos, com os famosos sonetos de 14 versos, tornou o trabalho naturalmente compatível com vídeos curtos, o formato favorito das redes sociais.
O criador foi mapeando poetas do século 19 e início do 20, consultando sites especializados e o acervo da Academia Brasileira de Letras (ABL).
Ao todo, ele planejou 50 vídeos. Atualmente, 33 clipes já foram publicados no Instagram, Tiktok, Youtube e Spotify. Vilaça, Bilac, Alberto de Oliveira, Vicente de Carvalho, Francisca Júlia, Teófilo Dias, Augusto dos Anjos e outros autores entraram na lista.
“O projeto mostra como está a tecnologia. Coloca a poesia onde ninguém imaginava encontrar”, resume o idealizador.
Impacto em sala de aula
O fenômeno ultrapassou as redes. Com mais de 800 mil visualizações em todas as plataformas, professores passaram a usar as músicas nas aulas de literatura, especialmente para aproximar os estudantes de poemas que normalmente parecem distantes da realidade jovem.
“Os professores estão proibindo celulares nas escolas, todo mundo distraído, e de repente tem esse poema que, só de ler, não gera reflexão, mas como música pode ser mais interessante e pode levar a outros versos”, diz o autor.
“Se um vídeo impactar uma única pessoa ao ponto dela pesquisar mais sobre o poeta ou sobre poesia, já valeu a pena”, comenta Gabriel.
Francisca Júlia da Silva foi considerada a maior poetisa parnasiana do Brasil e também está no Parna Rappers
Reprodução redes sociais
Na opinião do professor Daniel, o rap e a tecnologia desperta a atenção do aluno e leva ele para temas que ele talvez não tivesse interesse.
“O rap, de uma maneira bem objetiva, transpõe uma expressão cultural jovem. Não que o rap seja jovem, mas a linguagem do rap hoje é uma linguagem muito acessível ao jovem, muito atrativa, por conta da rima, por conta da maneira que o rap se dá. Então isso já torna o rap algo bastante atrativo para o aluno”.
No perfil do Parna Rappers no Instagram, é comum encontrar comentários de seguidores reforçando a função didática do projeto. Até quem não parece ser fã do Parnasianismo tem contato com as poesias e autores.
“É uma excelente maneira de trabalhar esse e tantos outros escritores que, no geral, soam como ‘chatos’ de se ler”, escreveu uma seguidora.
“Muito bom. Queria ter assistido a uma aula de literatura no ensino médio com essa trilha sonora”, comentou uma professora.
“Esse canal deve ser visto por todos os brasileiros. Vocês deveriam receber um prêmio da Academia Brasileira de Letras. Trabalho incrível”, escreveu outro seguidor.
“Muito obrigado pelo maravilhoso serviço à Literatura”, comentou um escritor.
“Altamente recomendado para professores de língua e literatura brasileira”, disse outro seguidor.
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Alfabetização midiática na redação
Além de ajudar no desenvolvimento do aluno, o uso de IA e de formatos diferentes de produção também dialoga com a Competência 5 da redação do Enem.
A Competência 5 mede se o candidato sabe propor soluções para o problema do tema da redação e se demonstra uso crítico da tecnologia, das mídias e da informação, algo que se torna cada vez mais relevante em temas ligados ao digital.
O professor Daniel Oliveira acredita que os alunos que conseguem ter um repertório mais variado de conhecimento vão ter mais facilidade na construção da redação.
“Repertório é efetivamente todo e qualquer conhecimento de mundo que o aluno tem, que dialogue de maneira objetiva com a temática da redação e que o permita associar esse repertório ao desenvolvimento que ele está apresentando. O aluno que entende que repertório é conhecimento de mundo, ele vai olhar para o rap, ele vai olhar para o Djonga, para o Emicida, para esses autores parnasianos e vai encontrar nesses autores inspiração e sustentação para o argumento que ele está desenvolvendo ao longo do texto”, diz.

VÍDEOS: Tema da redação é divulgado: ‘Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira’ VÍDEOS: confira na transmissão acima tudo que você precisa para não perder a prova. GABARITO EXTRAOFICIAL: O g1 vai divulgar a partir das 18h30, o gabarito extraoficial do primeiro dia. PODE LEVAR? Veja lista com o que pode e o que não pode levar na prova; leia reportagem. REDAÇÃO: Alunos ‘nota mil’ na redação do Enem dão 4 dicas para texto de sucesso; leia reportagem

Nesta apuração, cinco das oito classes de despesa componentes do índice registraram acréscimo em suas taxas de variação. A maior

“Paciente em choque, pressão nove por cinco, baixa saturação e arritmia.”
É assim, em clima de emergência, que começa o primeiro episódio do podcast S.O.S! Terra Chamando!, uma co-produção da Empresa Brasil de Comunicação e da Casa de Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Misturando ficção e realidade, o episódio “Terra na UTI” transforma o planeta em personagem: uma paciente de quatro bilhões e meio de anos, em estado crítico, atendida pelo fictício Dr. Cruz. Enquanto tenta salvar a Terra, o médico enfrenta o diagnóstico simbólico do nosso tempo: o Antropoceno — era marcada pela ação humana que tem levado o planeta ao colapso.

O ouvinte é levado a um passeio pela história geológica da Terra, da formação do planeta à atual crise climática, passando pela origem da vida, pela “zona de habitabilidade” e pela teoria de Gaia, que entende a Terra como um organismo vivo.

Participam deste primeiro episódio nomes como Simone Daflon, do Observatório Nacional; Dominichi Miranda de Sá, da Casa de Oswaldo Cruz; e Adriana Alves, do Instituto de Geociências da USP. 

Ao longo da série, a Terra vai conversar com seus próprios sintomas: aquecimento global, secas, enchentes, incêndios e perda da biodiversidade. E entre uma parada cardiorrespiratória e outra, o podcast convida o público a refletir sobre a saúde do planeta e o papel da humanidade nesta crise.

Além de conferir aqui na Radioagência Nacional, o podcast está disponível nas principais plataformas de áudio.

👉 Ouça agora e siga o podcast S.O.S! Terra Chamando!, no seu tocador favorito! 

💻 Em breve com interpretação em Libras no canal da Rádio Nacional no YouTube.

💬 Você pode conferir, no menu abaixo, o roteiro base do episódio, a tradução em Libras e ouvir o podcast no Spotify, além de checar toda a equipe que fez esse conteúdo chegar até você.

S.O.S! Terra Chamando! – Ep1 – Terra na UTI

 🎵Sobe som barulho hospital🎵

 Dr. Cruz (Pablo Aguiar):  “Abram espaço, abram espaço, por favor! Paciente em choque não hemorrágico, desidratada, pressão arterial nove por cinco, baixa saturação de oxigênio. Em arritmia!

🎵Sobe som barulho hospital🎵

 Dr. Cruz: Senhora, eu sou o Dr. Cruz e vou acompanhá-la a partir de agora! Teremos que transferi-la para a UTI, ok? Mas, antes preciso que me responda a algumas perguntas.

 Terra (Kailane Vinício): UTI, Dr? Tem certeza? Estou morrendo?

 Dr. Cruz: Vamos fazer tudo para que a senhora fique bem!! Me diga: como se chama? Qual sua idade? E há quanto tempo tem sentido esses sintomas?

Terra: Me chamo Terra, tenho 4 bilhões e meio de anos, moro no sistema solar, vizinha de Vênus e de Marte, o Dr. conhece? Bem, eu tenho me sentido assim, desde que a humanidade passou aaa …..

🎵Sobe som 🎵

Dr. Cruz:  Atenção, equipe de emergência! Paciente em parada cardiorrespiratória. Manobras de reanimação! No 3, valendo! Um, dois, três…

🎵Sobe som 🎵

 🎵Vinheta de apresentação do podcast S.O.S! Terra Chamando! 🎵

Adrielen Alves:  Que cena dramática da Terra, na voz de Kailane Vinício, sendo transferida para a UTI. A Terra está aos cuidados do Dr. Cruz, que se apressa em dar uma nova chance à Terra.

Dr. Cruz:  Vamos fazer 8 mg de noradrenalina, eletro urgente, além de gasometria, hemograma e glicemia.

Adrielen: Mas, apesar dos esforços, o Dr. Cruz sabe que a situação da Terra é grave! Muito grave!

🎵Sobe som ritmado🎵

Adirielen: Eu sou Adrielen Alves, jornalista de ciência. Este é o episódio um da primeira temporada do podcast: S.O.S! Terra Chamando! – Uma parceria da Empresa Brasil de Comunicação e da Casa de Oswaldo Cruz.

🎵Sobe som trilha🎵

Adrielen: A Terra, esta jovem senhora, de (abre aspas) quatro bilhões e meio de anos, está na Unidade de Terapia Intensiva, com sintomas típicos de quem está intoxicada, ou envenenada, ou sob forte reação a um agente estranho. Agente estranho?!?

Dr. Cruz: Seria um parasita a causar tantos danos?

Adrielen: A Terra, nossa personagem principal nesta mistura de ficção e realidade, está doente: em franco aquecimento, com secas e cheias históricas, incêndios e perda da biodiversidade.

Terra: A sensação que tenho é da temperatura subindo. Às vezes seca, às vezes encharcada. Me sinto em colapso. Morrendo por dentro!!

Adrielen: E neste nosso metaverso cheio de prosopopeia (ela mesma, a figura de linguagem!), a Terra será ora essa personagem que tem voz e sentimentos, ora será apenas o planeta. Isso mesmo. “O” (entre aspas) planeta – O único com vida em abundância. O único com vida. Ponto.

Adrielen: Terra. De origem germânica. O nome, dado a este corpo celeste rochoso há mil anos, colou! Mas, Terra também era a deusa ‘’Gaia’’, para os gregos, ou ‘’Telo’’, para os romanos.

Terra, significa solo – que, com a velha e boa licença poética, a gente pode dizer “solo” para além do lugar onde pisamos, além da crosta terrestre.

Solo, porque é única. Especial. Diferente, até onde sabemos, de todos os outros incontáveis planetas do universo. Este errante, que é como os gregos se referiam aos planetas, segue carreira solo pela nossa galáxia, a Via Láctea. E é nele que temos uma combinação extraordinária que favorece a vida.

 Pra começar, estamos a uma distância ‘’perfeita’’ da nossa estrela – o Sol. “Ao ponto’’ para radiação, temperatura e água. E água em estado líquido!! E você já deve ter ouvido aquele ditado, onde tem água, tem vida! Quem está com a gente agora é a Simone Daflon, ela está a frente da coordenação de astronomia do Observatório Nacional do Rio de Janeiro. Vamos Ouvir:

 Simone Daflon: Então, tem uma coisa que é a zona de habitabilidade de um sistema planetário. Zona de habitabilidade é o seguinte, é uma faixa em torno da estrela central em que você pode ter água no estado líquido. Porque a água é um dos ingredientes fundamentais para o desenvolvimento da vida, como a gente conhece. Tudo isso que a gente está falando sempre é a vida como a gente conhece, que é só o que a gente sabe também, onde a gente pode separar. Então, se um planeta que está formado muito perto da estrela, antes dessa faixa de habitabilidade, dessa zona de habitabilidade, vai ser muito quente, a água vai evaporar. Então a gente não vai ter água na forma líquida. Um planeta que esteja muito afastado, esteja depois dessa zona de habitabilidade, a água vai estar congelada, vai estar na forma de gelo, então também não vai permitir que a vida se desenvolva. Então, você tem que ter um planeta que tenha um tamanho razoável que se encontre nessa faixa de distância em torno da estrela, e essa zona de habitabilidade ela varia de acordo com a estrela. Então, uma estrela muito quente, a zona de habitabilidade, é mais distante dela. Porque ela emite muita radiação quanto mais perto da estrela, aí que você evapora mesmo toda a água e tal, mas distante, e uma estrela muito pequena, a zona de habitabilidade é mais próxima da estrela.’’

Adrielen: Ela faz parte de um grupo de cientistas, estudantes e amadores engajados em dar a real “pra geral”. Ele é chamado Astrônomos pelo Planeta Terra.

Terra: Gente, acorda! Eu, Terra, sou a única chance de vocês!

Adrielen: Pois é, a Simone Daflon concorda! Assim como outros quase dois mil astrônomos de mais de 70 países que fazem parte do grupo. Esse movimento que reconhece os esforços para encontrarmos novos mundos, mas chama a Astronomia, que é a ciência que estuda o universo, para olhar para dentro. Pra sua própria casa! Pro nosso planeta!

🎵Barulho de campainha🎵

Simone Daflon: Em 1991, foi o primeiro planeta descoberto fora do sistema solar. Então foi a primeira vez que foi observado um planeta que não eram os 8 ou 9, agora 8 conhecidos aqui no nosso sistema solar. E de lá para cá, usando técnicas diferentes, cada vez foram surgindo novos planetas. Você tem uma ideia agora, tem a gente tem praticamente. Tem 5.700 planetas mais ou menos conhecidos em torno de outras estrelas que não sejam o sol.. A gente até agora só encontrou 200 planetas parecidos com a Terra. Todos os outros são planetas parecidos com Júpiter, ou parecidos com Netuno, que até onde a gente entende a vida, como a gente conhece, não seria possível a vida se desenvolver em planetas tão grandes. 

🎵Sobe som🎵

Adrielen: Uau, você deve estar dizendo? 200 planetas parecidos com a Terra? Sim. Mas, o único com vida e onde podemos estar é aqui. É só o que temos. Ou se sabe. Ou, por enquanto, se sabe.

 O que sabemos também é que a Terra é relativamente jovem, se considerarmos que o universo surgiu há pouco mais de 13 bilhões de anos, segundo a teoria do Big-Bang. Esta teoria cosmológica é considerada, até então, uma das mais aceitas sobre a origem e expansão do universo.

 Bilhões de anos mais tarde (e bota bilhões nisso), vem a formação do nosso sistema solar e da Terra, que é rica em ferro, oxigênio, silício, entre outros elementos.

Nesta evolução, a Terra desenvolveu sistemas complexos e interligados.

🎵Sobe som trilha história da Terra🎵

Adrielen: Chegou a hora de um breve passeio pela história do planeta! Partiu?

 Pay attention! Ou fait-attention! No bom e velho português: Presta atenção!

🎵Sobe som trilha história da Terra🎵

Adrielen:  A Terra é formada de atmosfera – camada de gases que envolve o planeta, entre eles o nitrogênio e o oxigênio. Hidrosfera – que são todas as águas que existem – oceanos, rios, lagos, águas subterrâneas e o vapor de água. E a Litosfera – é a parte mais externa do planeta, tem rochas e o solo (olha o solo aí novamente! E, por fim, mas não menos importante, a biosfera – que é onde eu, você e tudo que é vivo se inclui!

Em quase cinco bilhões de anos, o planeta já resfriou, aqueceu, congelou, inundou, uniu e separou continentes. O tempo dessas transformações foi dividido em éons, eras, períodos e épocas geológicas.

 Bora se situar? Pode levantar a mão quem está no Éon Fanerozóico, da Era Cenozóica, do Período Quaternário! Levantou a mão? Sim!! Você está. Eu estou. Enfim, humanidade presente!

 É ‘’oico’’ que não acaba mais…Todos aqueles nomes difíceis que a gente aprende nas aulas de Geografia no ensino fundamental, fazem parte da história do planeta Terra.

Talvez, a gente tenha familiaridade com um dos tempos mais ‘’lúdicos’’. Lúdicos com muitas aspass. Para quem é fã dos dinossauros, é fácil saber que eles viveram e foram extintos no Éon Fanerozóico, Era Mesozóica, períodos que vão do Triássico ao Cretáceo. Não? Não é fácil.

 Mas, para finalizar o nosso passeio pela escala de tempo geológico – que passa por Éon, Era, Período e Época, estamos na época chamada de Holoceno. Estamos no Holoceno? Holoceno?. Essa é realmente uma pergunta e já já você vai entender o porquê.

O Holoceno é a época iniciada há cerca de 11 mil anos, após o último período glacial, caracterizada pela estabilidade climática e da biodiversidade.

Sim. Você ouviu bem. Eu disse: estabilidade climática e da biodiversidade!!! Então, será que estamos mesmo no Holoceno?

Bem, na datação do tempo geológico, cabe uma comparação: a humanidade aparece no último segundo da prorrogação do jogo.

🎵Apito de cartão vermelho/ impedimento🎵

Dominichi Miranda: ‘’A gente lembra que o planeta, de fato, tem 4,5 bilhões de anos de existência. O Homo sapiens, não estão falando nem dos hominídeos. O Homo sapiens, a nossa espécie, tem 100 mil anos. Se a gente pensar em termos, como alguns teóricos sugerem, se a gente pensar em termos até de uma ilustração do corpo humano, se o planeta fosse um corpo humano no inteiro, os humanos seriam a poeirinha da unha, desse corpo humano. Então, realmente, a gente precisa, repensar como a gente se vê nesse planeta. É a espécie que mais produziu um impacto, sem dúvida, se a gente for pensar em termos de Antropoceno. Mas a gente está longe de ser essa espécie mais importante. Então, assim, ter clareza desse tipo de questão, ela é fundamental para que a gente se veja nessa rede planetária da vida.

Adrielen: A gente acabou de ouvir a Dominichi Miranda de Sá, pesquisadora da Casa de Oswaldo Cruz, da Fiocruz. É uma fala nocauteadora!

🎵Som de nocaute🎵

Terra: Quem são vocês que chegam por último e ainda exigem sentar na janela? Que poeirinha que nada! São uma pedra no meu sapato.

Adrielen: Daí, Dominichi larga a #Antropoceno. Seria a nova época geológica, que entraria após o Holoceno. ‘’Seria’’ porque o Antropoceno ainda não é unanimidade entre cientistas. Acredite se puder!

Mas, consenso há de que a espécie humana no centro, como preconiza o Antropoceno, é capaz de levar o planeta a uma fúria climática.

🎵colagem sonoras públicas🎵  

Adriana Alves:  Não tem saída. Está tudo conectado. Tem ação. Tem reação.

A Terra está viva! Gaia tá on, diriam nossos ancestrais! Super on!  Como conta a Adriana Alves, professora do Instituto de Geologia da Universidade de São Paulo

Adriana Alves: Os povos sul-americanos, incas e maias tinham a Terra como um organismo vivo, como se fosse qualquer ser vivo que a gente conhece. Então, era como se a Terra fosse a grande mãe ou Pachamama, como os peruanos gostam desse termo. Gaia é um ser vivo que provém tudo aquilo que a vida necessita. Então, Gaia tem um coração que seria o núcleo. Tem dispositivos de, vamos dizer assim, de demonstração de fúria, que seriam vulcões, terremotos, que vem da dinâmica mantélica. Aí, vem a parte da crosta terrestre, que é onde a gente vive. Gaia nos dá água, alimento. Então, Gaia essa entidade quase que mitológica, que representaria a Terra, que é mãe de tudo e que provê, conforme os seus humores.

Adrielen:  Essa é a dinâmica de Gaia, na voz de Adriana Alves que se conecta com um dos maiores pensadores de ecologia que o planeta já teve, Bruno Latour.

Não há chance de pensarmos em saúde da humanidade, se não pensarmos em saúde do planeta Terra.

 Estamos diante de uma escolha existencial, lembrou o filósofo francês no prefácio à edição brasileira do livro ‘’Diante de Gaia: oito conferências sobre a natureza no Antropoceno’’.

Sonoplastia – Sobe som instrumental

Thiago Regotto: “Gaia são todos os seres vivos e as transformações materiais que eles submeteram à geologia, desviando a energia do sol para benefício próprio. É nessa rede, nessas trajetórias de seres vivos, que alguns desses viventes – os viventes que somos, que se proclamam humanos, ou seja, pessoas feitas de terra, de húmus, de lama e de cinzas- encontram-se irreversivelmente emaranhados. Ou mantemos as condições que tornam a vida habitável para todos os que chamamos de terrestres, ou então não merecemos continuar vivendo.’’

🎵Sobe som🎵

Dr. Cruz: Boa noite, dona Terra, como a senhora se sente?

Terra: Doutor, me sinto muito fraca, cansada.

Dr. Cruz: Bem, isso é esperado. A senhora teve uma parada cardiorrespiratória, foi reanimada, e agora precisamos entender o que provocou esse sério colapso. A suspeita é de que seja realmente o Antropoceno.

Terra: Antropoceno? Eu já ouvi falar em ‘’Lixoceno’’, é a mesma coisa? Que doença é essa, Dr?

🎵Sobe som🎵

Adrielen: No segundo episódio, o diagnóstico, as causas e os sintomas do Antropoceno- tudo sobre o mal que tem levado a Terra ao esgotamento.

Sonoplastia – Sobe som trilha

Adrielen:Este é o S.O.S! Terra Chamando! O podcast sobre a saúde do planeta. Uma co-produção da Empresa Brasil de Comunicação e da Fundação Oswaldo Cruz.

Eu sou Adrieleen Alves, responsável pela idealização, roteiro e apresentação. A pesquisa e a produção são de Anita Lucchesi e Teresa Santos.

A edição de conteúdo é da Julianne Gouveia.

A revisão é da Ana Elisa Santana.

A locução de trechos do livro do Bruno Latour é do Thiago Regotto.

Fazem parte da comissão técno-científica: Carlos Machado de Freitas da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca; Carlos Henrique Assunção Paiva, Diego Vaz Bevilaqua, Dilene Raimundo do Nascimento, Magali Romero Sá, da Casa de Oswaldo Cruz; e Tereza Amorim Costa, do Museu da Vida Fiocruz, unidades da Fundação Oswaldo Cruz.

Os atores são Kailane Vinício e Pablo Aguilar.

O apoio à produção em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo, ficou por conta de Adriana Ribeiro e Victor Ribeiro. A operação de áudio é de Álvaro Seixas, Thiago Coelho e Reynaldo Santos, Thales Santos e Reinaldo Shiro.

A edição final e a sonoplastia são da Pipoca Sound.

Este episódio usa áudios de Simone Daflon, do Observatório Nacional; Dominichi Miranda de Sá, da Casa de Oswaldo Cruz e de Adriana Alves, do Instituto de Geologia da Universidade de São Paulo; Antonio Guterres, Chefe das Nações Unidas, além do acervo da Empresa Brasil de Comunicação.

 Até a próxima!

🎵 Vinheta de Encerramento 🎵

Em breve

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21:30

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