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NOTÍCIAS EXTRAS

Em seus quase 40 anos de carreira como psiquiatra, Igor Galynker perdeu três pacientes para o suicídio enquanto estavam sob seus cuidados. Nenhum deles havia lhe dito que pretendia se matar.
Leia mais (11/20/2025 – 19h30)


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O engenheiro agrônomo Luciano Andrade Moreira foi escolhido pelos editores da revista Nature como uma das dez pessoas ao redor do mundo que moldaram a ciência em 2025. Seu nome configura na lista “Nature’s 10”.

Em associação com outros cientistas, Moreira estuda há mais de uma década o uso da bactéria natural Wolbachia, comum em diferentes insetos, em mosquito Aedes aegypti para bloquear a transmissão de vírus como os da dengue, zika e chikungunya.

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A técnica desenvolvida a partir da pesquisa é chamada de “Método Wolbachia.” Como demonstrou em artigo assinado em 2009, os mosquitos portadores da bactéria têm menor probabilidade de contrair esses vírus.

Segundo a revista Nature, “os cientistas ainda não compreendem o mecanismo, mas a bactéria pode estar competindo com o vírus por recursos ou estimulando a produção de proteínas antivirais.”

A aplicação do método pode ser decisiva no controle de doenças. Os mosquitos infectados com a bactéria, chamados de wolbitos, ao serem liberados em áreas urbanas e ao se reproduzirem com outros Aedes aegypti reinfectam a bactéria para as novas gerações de mosquitos.

Fábrica de mosquitos

É isso que faz uma biofábrica de mosquitos wolbitos com sede em Curitiba (PR), dirigida por Luciano Andrade Moreira, e criada em parceria entre a Fiocruz, o Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP) e o World Mosquito Program (WMP), uma organização sem fins lucrativos com atuação em 14 países.

Atualmente, o Método Wolbachia faz parte da estratégia nacional de enfrentamento das arboviroses, do Ministério da Saúde, e está em implantação em Balneário de Camboriú (SC), Brasília (DF), Blumenau (SC), Joinville (SC), Luziânia (GO) e Valparaíso de Goiás (GO).

A escolha das cidades é feita pelo ministério considerando indicadores epidemiológicos – a ocorrência de casos de arboviroses em padrões elevados nos últimos anos.

A Revista Nature é uma publicação britânica em circulação desde 1869 e é considerada a revista científica mais citada do mundo. A lista “Nature’s 10” não configura como prêmio ou ranking acadêmico, mas coloca em destaque internacional pesquisadores e iniciativas de impacto.

Em 2023, a ministra Marina Silva (Meio Ambiente e Mudança do Clima) foi incluída na lista pelo trabalho no combate ao desmatamento na Amazônia Legal.

Desafios para a educação no Brasil não são novidade, mas um recuo inédito da aprendizagem nos países ricos expõe um crise global, que afeta o nosso futuro. A Organização pela Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgou nesta terça-feira, 8, os dados do Pisa, a maior avaliação internacional, aplicada entre alunos de 15 anos, incluindo brasileiros.

Os resultados preocupam. Em um mundo dominado pelas telas e pela inteligência artificial, os jovens têm dificuldades de se concentrar, ler, interpretar números e textos, raciocinar, usar dados complexos, enfrentar a desinformação. São competências necessárias não apenas na sala de aula, mas para desenvolver economias mais produtivas e democracias fortes.

Em seu relatório, a OCDE faz alertas e destaca habilidades necessárias para garantir nossa “sobrevivência na era digital” – antes que seja tarde para essa e as próximas gerações.

1 – Pouca leitura, muito feed

As pessoas apelam rapidamente para explicações como o impacto da pandemia de COVID, mas o declínio na leitura já era visível bem antes da pandemia surgir. Não podemos afirmar com certeza, mas a queda nos níveis de leitura por prazer e a transição para a leitura digital – passar os olhos por feeds de redes sociais e processar informações rapidamente – podem estar comprometendo a capacidade dos estudantes de se engajarem com textos e dados complexos

Andreas Schleicher, diretor de Educação e Competências da OCDE

Dificuldades de leitura e interpretação de texto já eram observadas desde antes da pandemia
Dificuldades de leitura e interpretação de texto já eram observadas desde antes da pandemia

2- Regra para celular na escola faz diferença?

Nas escolas com políticas claras sobre o uso de celulares – seja por meio de proibições ou de diretrizes bem definidas – menos estudantes se distraem com dispositivos digitais.

Relatório da OCDE sobre o Pisa 2025

3 – ‘Dieta’ de IA não emagrece nem faz aprender

Do mesmo modo que não ficamos em forma assistindo a esportes, mas sim praticando esportes, o aprendizado não ocorre pelo consumo de conteúdo, mas como esforço cognitivo produtivo da mente com o novo material. Onde a tecnologia possibilita ou aprimora o esforço cognitivo, os alunos progredirão. Onde a tecnologia atalha o esforço produtivo do aprendizado, ela prejudicará o desenvolvimento dos estudantes.

Andreas Schleicher, diretor de Educação e Competências da OCDE

Pisa foi aplicado entre 760 mil alunos de 15 anos
Pisa foi aplicado entre 760 mil alunos de 15 anos

4 – Incluir – mas com qualidade

Expandir a participação escolar sem melhorar os resultados de aprendizagem não é suficiente para o sucesso econômico e social. Avaliações abrangentes da inclusão educacional devem, portanto, considerar tanto a matricular escolar quanto a aquisição de habilidades cognitivas essenciais, para que os jovens não sejam deixados para trás.

Relatório da OCDE sobre o Pisa 2025

5 – Só informação não basta

Em um mundo de capacidade de atenção reduzida e sobrecarga crescente de informação, formuladores de políticas têm papel fundamental a desempenhar na construção de uma cultura educacional que cultive a profundidade de pensamento necessária para prosperar. O futuro pertence não apenas aos que conseguem acessar a informação – mas àqueles que conseguem interpretá-la, conectá-la e extrair significado dela.

Andreas Schleicher, diretor de Educação e Competências da OCDE

6- Se os robôs dominam, o que nós fazemos melhor?

Se as máquinas dominam cada vez mais o rotineiro, a educação precisa apostar o dobro no que é irredutivelmente humano. Na nossa capacidade de pensar sobre o nosso próprio pensamento. De se distanciar e enxergar o sistema por trás do sintoma. De construir e navegar relacionamentos sociais complexos. De tomar decisões éticas quando os dados se esgotam. De criar o que nunca existiu antes. Essas não são habilidades sociais (soft skills); são competências de sobrevivência na era digital.

Andreas Schleicher, diretor de Educação e Competências da OCDE

O Inmet, Instituto Nacional de Meteorologia, monitora uma possível onda de calor em parte do Brasil nos próximos dias. Áreas do centro-leste do Amazonas, oeste do Pará, Centro-Oeste e Sudeste, além do estado do Paraná poderão registrar temperaturas máximas acima da média, com tendência de aumento do calor.

De acordo com comunicado do Inmet, publicado nesta quarta-feira (12), para confirmar o fenômeno, é necessário que as temperaturas máximas permaneçam pelo menos 5 graus Celsius acima da média por cinco dias consecutivos.

Além da provável onda de calor, espera-se a manutenção das condições da baixa umidade do ar em grande parte do Centro-Oeste, sul do Pará, partes do Nordeste e Sudeste.

Já na região Sul, permanece o alerta de instabilidade, com previsão de chuva e trovoadas nesta quinta-feira no centro-norte do Rio Grande do Sul e no sul de Santa Catarina. Há ainda previsão de chuva no centro-sul do Paraná e demais áreas de Santa Catarina.

Também nesta quarta-feira, a Casa Civil da Presidência da República divulgou balanço da terceira reunião da sala de situação que avalia os riscos do El Niño, fenômeno climático que altera o regime de chuvas e as temperaturas em várias regiões do planeta.

De acordo com a nota, a estratégia será regionalizada e em parceria com estados e municípios. As providências serão tomadas de acordo com os riscos identificados em cada área do país, considerando os cenários de estiagem no Norte e Nordeste, chuvas intensas no Sul e temperaturas elevadas nas regiões Sudeste e Centro-Oeste.

Para o Sul, as previsões de curto prazo indicam volumes elevados de chuvas que podem chegar a 200 milímetros em sete dias em algumas áreas.

Nessa terça-feira, em entrevista ao programa A Voz do Brasil, o secretário Nacional da Defesa Civil, Wolnei Wolff, detalhou sobre os efeitos esperados do El Niño sobre o Brasil.

“O aquecimento das áreas do Atlântico, que já passam de 2 graus, nos permite inferir que nós já estamos vivendo um El Niño no grau muito forte, né? Isso quer dizer que vamos ter chuvas intensas na região Sul do Brasil, possivelmente ainda na região Sudeste, mas teremos também estiagem e escassez hídrica muito forte na região amazônica e na região do Nordeste, que a gente já começa a sentir também. Na região Centro-Oeste, é possível que tenhamos ainda incêndios e também, principalmente São Paulo, Rio, ondas de calor prometem ser bastante fortes”.

Para áreas sujeitas à estiagem e ao risco de isolamento de comunidades, estão sendo preparadas medidas relacionadas ao abastecimento e à segurança alimentar, com atenção a populações ribeirinhas, indígenas e quilombolas.

O governo federal também avalia planos de antecipação de estoques de combustíveis em localidades e corredores logísticos que possam ser afetados pela redução dos níveis dos rios.

Na saúde, o acompanhamento considera o risco de aumento das arboviroses, como dengue, zika e chinkungunya. Como medida preventiva, serão descentralizadas bases da Força Nacional do SUS em Manaus, Belém e Porto Velho; preparação de kits de saúde e acompanhamento específico nos distritos sanitários indígenas.

3:51


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A partir do início do ano-safra 2025/2026, em 1º de julho, o Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) deixará de cobrir parte dos médios produtores. O limite de enquadramento no seguro rural, que cobre eventuais inadimplências dos produtores que contraem empréstimos, cairá para R$ 200 mil por ano agrícola.

A decisão foi tomada em reunião extraordinária do Conselho Monetário Nacional (CMN), órgão composto pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad; pela ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet; e pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.

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Até agora, os bancos tinham de oferecer o seguro do Proagro para operações de crédito de custeio agrícola de até R$ 270 mil. Em nota, o Banco Central (BC) informou que a redução do limite permitirá a concentração do programa na agricultura familiar e a abertura de espaço para ampliar o seguro rural a produtores recorrentemente afetados por eventos climáticos, sem impacto no orçamento do Proagro.

O seguro das operações de crédito rural acima de R$ 200 mil, que atendem principalmente aos médios produtores, poderá ser atendido por seguradoras privadas, com subsídio do Programa de Subvenção do Prêmio do Seguro Rural (PSR), que barateia os seguros.

Essa foi a segunda redução recente nos limites do Proagro. Em abril do ano passado, o CMN havia reduzido o limite de enquadramento do Proagro de R$ 335 mil para R$ 270 mil por ano agrícola..

>>CMN reduz prazos mínimos de títulos agrícolas e imobiliários

Indenizações

Segundo o BC, a redução do limite possibilita a ampliação das indenizações e garante o atendimento a um número maior de pequenos produtores rurais, principalmente os afetados por mudanças climáticas.

A regra que proibia o seguro rural a produtores com grande reincidência de perdas foi melhorada. A concessão do seguro considerará não apenas a recorrência dos prejuízos, mas a severidade das perdas e o volume de indenizações concedido. Conforme o BC, a medida permitirá o atendimento a produtores e imóveis rurais que deixariam de ter acesso ao Proagro, sem agravar o perfil de risco do seguro rural.

Em relação à indenização, as faixas de risco do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) terão menor impacto para definir do valor de indenização a partir de 1º de julho. Essas faixas são usadas para calcular o risco atuarial do Proagro, que mede a possibilidade de o programa não ser viável no longo prazo. Com a mudança, o valor da indenização por cobertura concedida sobe, segundo o BC.

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