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NOTÍCIAS EXTRAS

Essa é uma frase do Mark Anderson, em um livro clássico sobre planejamento de carreira.

A ideia central dele é provocativa: qualquer tentativa de desenhar onde você estará daqui a 10 anos tende a ser pouco útil, porque o mundo muda rápido demais e essa velocidade só aumenta.

Então, em vez de tentar prever o futuro, a recomendação é outra:

desenvolver habilidades valiosas, manter-se aberto a oportunidades e estar pronto para mudar de direção quando algo melhor surgir.

Agora, isso parece contraditório com o que muitos de nós fazemos especialmente em programas de MBA, onde é comum construir um plano de carreira de curto e longo prazo (geralmente pensando em 10 anos).

Mas eu não vejo como contradição.

Planejar não é se prender a um destino fixo.

É criar uma direção inicial e, ao mesmo tempo, desenvolver flexibilidade para ajustar essa rota conforme novas oportunidades aparecem.

E, na prática, essas oportunidades raramente chegam de forma planejada.

Muitas vezes vêm de onde menos se espera:

uma conversa casual que vira um projeto, um colega que sai da empresa e abre espaço para você assumir algo novo, uma chance que surge e traz visibilidade.

Pessoas com crescimento acelerado costumam ter um padrão claro: dizem “sim” para oportunidades mesmo sem saber exatamente como vão dar conta delas.

E para isso, existe um ponto essencial: estar preparado.

Isso significa desenvolver um conjunto de habilidades transferíveis, capacidade técnica, raciocínio analítico, vendas, persuasão, liderança, finanças.

A parte técnica continua importante, inclusive com IA.

Mas a habilidade de fazer boas perguntas, interpretar contexto e se relacionar bem com pessoas segue sendo decisiva.

Outro ponto importante: estar perto de onde a ação está acontecendo.

Isso significa olhar para setores em crescimento, empresas que estão inovando, ambientes dinâmicos em vez de áreas estagnadas.

Claro, empresas e setores podem se reinventar. Mas a lógica geral continua válida: é mais provável crescer onde há expansão.

Se eu tivesse que resumir tudo isso em uma ideia, seria:

desenvolver habilidades transferíveis, manter-se aberto e alerta às oportunidades, e ter flexibilidade para mudar quando fizer sentido.

E aqui fica a pergunta: você acredita que planejar demais a carreira ajuda… ou pode acabar limitando as suas oportunidades?


Logo Agência Brasil

O programa premiado Caminhos da Reportagem apresenta, na segunda-feira (18), a edição Escala 6×1: um País Cansado, que traz um panorama sobre como a redução do tempo de trabalho está sendo discutida no país. A atração vai ao ar às 23h na TV Brasil, emissora pública da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

O fim da escala de seis dias de trabalho para um dia de folga (6×1) está em debate em todo o país, desde 2015, no Congresso Nacional. A discussão ganhou as ruas, e movimentos sociais têm pressionado pela mudança.

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Neste ano, o governo federal, que também levantou a bandeira da redução da jornada, enviou um projeto de lei para o Congresso. Experiências de diminuição do tempo de trabalho apontam possíveis caminhos, com mais tempo de vida fora do trabalho e descanso para trabalhadores.

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirma que, para o governo, o que está sendo discutido é a redução da jornada de trabalho máxima de 44 horas para 40 horas semanais, com duas folgas e sem perda de salário. “Isso não impede de delegar para a negociação coletiva para ver qual a grade de jornada. Trabalhadores e empregadores saberão melhor organizar esse processo.”

O Caminhos da Reportagem apresenta a história de Otoniel Ramos da Silva, que trabalha como porteiro de segunda a sábado no Rio de Janeiro. Além de ser um dos trabalhadores que vivem a escala 6×1, Otoniel mora na região metropolitana onde a população perde mais tempo indo para o trabalho.

O profissional leva, em média, duas horas para ir e duas horas para voltar, nos seis dias da semana em que trabalha. O domingo é o único dia de folga. “O trabalho é tranquilo, já o desgaste para o trabalho, a ida e a volta, é o que mais cansa”, diz.

A escala 6×1 impacta negativamente na felicidade, segundo estudo coordenado pela pesquisadora e fundadora da Reconnect, Renata Rivette. Ela explica que, por muito tempo, se acreditou que era possível separar o trabalho da vida pessoal. “Hoje a gente sabe que não. E dependendo da escala, tem já uma exaustão física, tem uma exaustão mental, e a pessoa vive quase que a vida infinita do trabalho.”

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Iniciativas inovadoras

A rede hoteleira Hplus, que conta com 18 hotéis no Brasil, vem adotando gradativamente a escala 5×2 entre os funcionários, mas mantém a jornada de 44 horas semanais. A iniciativa partiu da proprietária da rede, a empresária Paula Faure, que aposta nos benefícios para a equipe e para os negócios.

A expectativa é diminuir o número de atestados e a rotatividade dos funcionários. “O nosso turnover, nossa rotatividade, chega a 50% ao ano. Isso significa que todo ano metade da minha equipe pede demissão, e eu tenho que recontratar metade dessa equipe. Isso gera tempo de recrutamento, tempo de treinamento e de seleção.”

Em São Paulo, a Coffee Lab foi fundada em 2004 e, desde o começo, funcionava com a escala 5×2. A empresa foi uma das 19 que participaram do desafio Four Day Week Global, que significa semana de quatro dias em português. Desde então, mudou para a escala 4×3, quatro dias de trabalho e três de descanso.

“A escala 4×3 está sendo melhor que a 5×2 em muitos aspectos, operacionais, financeiros, de clima organizacional.  Inclusive, os funcionários nessa escala são mais concentrados, eles erram menos. Então, a empresa erra menos. O turnover também, né, gente? Nossa, é 8%. O turnover de 8% é muito pequeno”, destaca a torrefadora e proprietária, Isabela Raposeiras.

O barista e instrutor Claudevan Leão afirma que ter três dias de folga na semana permite que ele descanse mentalmente e fisicamente. “Ter a escala 4×3 fez com que a gente lembrasse que eu tenho uma vida fora do trabalho”, diz o funcionário.

Consumidor

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) tem encabeçado a apreensão dos empresários que temem a redução da jornada. O presidente do Conselho de Assuntos Legislativos da CNI, Paulo Afonso Ferreira, explica que a confederação não é contra discutir o tema, mas alerta que, caso haja a mudança, quem vai acabar pagando a conta é o consumidor, uma vez que as empresas precisarão pagar o mesmo salário de 44 horas semanais para 40 horas semanais.

“Vamos fazer esse comprometimento, os sindicatos laborais junto com os sindicatos patronais, vamos fazer um acordo, como nós já fizemos no meu setor da construção, mas não foi uma coisa imposta.”

O pesquisador e professor da FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia), Fernando de Holanda Barbosa, acredita que o ponto principal de preocupação da proposta é justamente a redução da carga total de trabalho, com a consequente diminuição da produção, e manutenção do salário.

“O que significa? Que o trabalhador vai ficar mais caro por hora trabalhada. Obviamente você espera que haja uma reação ao longo do tempo das empresas.”

Avanços

Uma reação que o sociólogo Clemente Ganz Lúcio, assessor das centrais sindicais, afirma não ser nova. Ele diz que a experiência mostra que as empresas procuram outros caminhos que não necessariamente o repasse imediato para o preço, e que os empresários usaram as mesmas justificativas em 1988, quando houve, pela Constituição Federal, a redução de 48 horas para 44 horas semanais.

“Vocês nos disseram em 1988 a mesma coisa que estão dizendo hoje, que as empresas iam quebrar, que o país ia quebrar, a inflação ia aumentar, os empregos iam aumentar, a informalidade ia aumentar, as mesmas coisas. Nada disso que vocês falaram aconteceu.”

Da área da economia, a pesquisadora e professora da Unicamp Marilane Teixeira defende que o Brasil está pronto para trabalhar menos. Segundo ela, avanços tecnológicos foram observados nos últimos 38 anos, desde a última redução da jornada de trabalho.

“Eu acho que a tecnologia já permite que o Brasil trabalhe menos, e as pessoas possam usufruir de uma jornada de trabalho menor.”

Sobre o programa

No ar desde 2008, o Caminhos da Reportagem é uma das produções jornalísticas brasileira mais prestigiadas pelo público e a crítica. No final de 2025, o programa da TV Brasil ultrapassou a marca de 100 prêmios recebidos. Os reconhecimentos atestam a relevância editorial, a qualidade jornalística e o compromisso da equipe com reportagens aprofundadas sobre os mais variados temas de interesse público.

Exibido às segundas, às 23h, o Caminhos da Reportagem tem horário alternativo na madrugada para terça, às 2h30. A produção disponibiliza as edições especiais no site e no YouTube da emissora pública. As matérias anteriores também estão no aplicativo TV Brasil Play, disponível nas versões Android e iOS, e no site http://tvbrasilplay.com.br.

Ao vivo e on demand

Acompanhe a programação da TV Brasil pelo canal aberto, TV por assinatura e parabólica. Saiba aqui como sintonizar.

Seus programas favoritos estão no TV Brasil Play, pelo site http://tvbrasilplay.com.br ou por aplicativo no smartphone. O app pode ser baixado gratuitamente e está disponível para Android e iOS. Assista também pela WebTV: https://tvbrasil.ebc.com.br/webtv.

Serviço

Caminhos da Reportagem – Escala 6×1: um País Cansado – Segunda-feira (18), às 23h, na TV Brasil

TV Brasil na internet e nas redes sociais  

Site – https://tvbrasil.ebc.com.br
Instagram – https://www.instagram.com/tvbrasil
YouTube – https://www.youtube.com/tvbrasil
X – https://x.com/TVBrasil
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TV Brasil Play – http://tvbrasilplay.com.br


Namorada de Yamal compartilha último “arrume-se comigo” antes da final da Copa e revela nervosismo
Redes sociais
A influenciadora Inés García Santos, namorada de Lamine Yamal, compartilhou o último episódio de sua série de vídeos de “arrume-se comigo” durante a Copa do Mundo.
O atacante espanhol, de 19 anos, é um dos destaques da seleção da Espanha, que enfrenta a Argentina neste domingo (19), às 16h (de Brasília), na final da Copa do Mundo de 2026.
O conteúdo foi publicado no TikTok horas antes da partida.
Durante o vídeo, Inés falou sobre a ansiedade para o confronto e contou que a experiência de acompanhar o torneio foi mais intensa do que imaginava.
“Quando cheguei aqui, pensei que tudo seria como um passeio, férias, uma aventura. Dormi somente 4 horas. Estou muito nervosa. Daqui a 15 minutos já não vou mais falar com ninguém, vou ficar olhando para baixo durante o jogo e rezando”, disse.
Inés García Santos, namorada de Yamal, mostra bastidores antes da final da Copa contra a Argentina
Redes sociais
Além do vídeo no TikTok, a influenciadora publicou registros no Instagram antes da partida.
Em uma das postagens, apareceu ao lado de Yamal e escreveu uma mensagem de apoio ao jogador: “Feliz dia, meu amor, você merece isso 🤞🏽🤎”.
“Estou muito nervosa”: namorada de Yamal mostra preparação para final da Copa.
Redes sociais
Inés fez apelo a Yamal após anúncio de Bieber na final
Após Justin Bieber ser anunciado como uma das atrações do show do intervalo da final da Copa do Mundo, a torcida da namorada de Lamine Yamal, atacante da seleção espanhola, cresceu.
A influenciadora usou seu perfil na rede social para pedir que o atleta chegasse até a decisão do Mundial.
Namorada de Lamine Yamal faz apelo após Justin Bieber ser anunciado na final da Copa: ‘Faça o que for para chegar’
Reprodução/Instagram
“Meu amor, faça o que for preciso para chegar à final. Você entendeu? O que for preciso”, escreveu.
Cerimônia de encerramento da Copa terá Madonna, Justin Bieber e até participação de Tom Cruise
Jovem astro do time, com apenas 19 anos, Yamal é a grande esperança da torcida espanhola para a final deste domingo (19).
Filho de dois imigrantes e muçulmano, o espanhol que cresceu em um conjunto habitacional é um símbolo da diversidade da Espanha moderna.
Saiba mais sobre a história dele na reportagem “Lamine Yamal, astro da Espanha na final da Copa, é filho de imigrantes, luta contra racismo e tem irmão que virou xodó nas redes”.
Agora no g1

A Praça Padre Cícero, em Juazeiro do Norte (CE), se transforma a partir de hoje em palco das apresentações da programação do Ciclo de Reis, que este ano tem como tema O Reinado da Tradição.  

Até a próxima segunda-feira (29), cerca de mil brincantes, de mais de 50 grupos farão apresentações abertas ao público, sempre a partir das 16h.


Brasília (DF), 05/01/2025 - Mestre Antônio Cândido. Dia de Reis. Foto: Antônio Cândido/Arquivo Pessoal

Ciclo de Reis em Juazeiro do Norte. Foto:  Antônio Cândido/Arquivo Pessoal

Roberto Viana, diretor de Patrimônio da Secretaria Municipal de Cultura, lembra que  diversas  manifestações culturais celebram e fomentam a cultura, a identidade e a religiosidade da região do Cariri cearense.

“São grupos de Reisado, Guerreiro, Maneiro Pau, Coco, Batamarteiro, Lapinha, Bandas Cabaçais, várias outras diversidades de grupos que estão aqui no nosso município”.

Roberto reforça que o evento é um momento em que aprendizado e a tradição do fazer cultural e da identidade de cada folguedo é compartilhada com o público.

“De um lado, a educação patrimonial, que faz com que estudantes, alunos, alunas e a comunidade geral possa ter contato com a memória e a história desses grupos. Cada um desses grupos, no momento da sua experiência cultural, realiza nos seus terreiros, nas suas casas, as suas tradições. E o ciclo de reis é um momento que engloba, que abraça todas essas tradições em uma grande mostra.


Brasília (DF), 05/01/2025 - Mestre Antônio Cândido. Dia de Reis. Foto: Antônio Cândido/Arquivo Pessoal

Mestre Antônio Cândido em Dia de Reis, no Juazeiro do Norte. Foto: Arquivo Pessoal

No próximo Dia de Reis, celebrado em 6 de janeiro, lapinhas e a tradicional queima de palhas, na residência da Mestra Vanda, marcarão o fechamento desse ciclo tão simbólico para católicos e para os fazedores da cultura popular.

No site e redes sociais da Prefeitura de Juazeiro do Norte é possível saber detalhes da programação dia a dia.

2:19


Logo Agência Brasil

Há nove dias, o Fluminense demitia o técnico argentino Luis Zubeldía em meio a uma crise de resultados, com oito partidas sem vitória e uma eliminação na Copa do Brasil. Agora comandado interinamente pelo auxiliar fixo Marcão, o Tricolor parece outro time. Neste sábado (22), diante de pouco mais de 30 mil pessoas, derrotou o Remo por 2 a 1, de virada, no Maracanã, chegando a três jogos sem perder, com uma classificação às quartas de final da Libertadores no meio do caminho. No Brasileirão, o clube das Laranjeiras mantém a quarta posição, agora com 41 pontos. Já o Remo, com 23, amarga mais uma rodada na zona de rebaixamento.

O primeiro tempo foi de domínio da posse pelo Fluminense, mas maior efetividade da equipe paraense. Os visitantes abriram o placar aos 31 minutos, quando Marcelinho foi até a linha de fundo pela direita e cruzou para Jajá, livre por trás da marcação tricolor, completar de primeira para as redes.

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O Fluminense não se desesperou e, após a volta dos vestiários, pressionou o adversário até empatar.

Aos 20 minutos do segundo tempo, Soteldo cruzou da esquerda e Hulk cabeceou. A bola bateu no travessão, quicou fora do gol mas pegou um efeito que a fez pular para dentro da meta defendida por Marcelo Rangel.

Aos 37 minutos veio a virada. Após cobrança curta de escanteio pela direita, Riquelme Felipe cruzou na cabeça do colombiano Serna, que havia entrado no lugar de Canobbio. O forte desvio dele venceu o goleiro adversário para dar o triunfo ao Tricolor.

Na próxima rodada, o Fluminense visita o Athletico Paranaense, em Curitiba, no domingo (30). Já o Remo recebe o Coritiba no dia seguinte.

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9 de junho de 2025
18:32

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