Fonte de dados meteorológicos: wetterlang.de
Os Garotin crescem no segundo álbum, ‘Força da juventude’, mas sem perder o frescor e a pegada do disco de estreia
O trio fluminense 'Os Garotin' lança o segundo álbum, 'Força...
Drake lança três álbuns de surpresa no mesmo dia
Drake em 'Hotline Bling'. Reprodução/YouTube Drake havia anunciado que lançaria...
Produtora de filme ‘Dark Horse’ nega ter recebido dinheiro de Vorcaro: ‘Não consta um único centavo’
Jim Caviezel no pôster de 'Dark Horse' Reprodução/Instagram/therealjimcaviezel A GOUP...
Donald Gibb, de ‘O Grande Dragão Branco’, morre aos 71 anos
Morre o ator Donald Gibb, famoso pelo papel de Ray...
Defesa de Castro diz que “nada de relevante” foi apreendido pela PF
O ex-governador do Rio, Cláudio Castro, é alvo de mandado...
PF revela esquema de milícia digital liderada por pai de Vorcaro
Os pagamentos para financiar as ações do grupo - chamado...

As principais notícias estão Aqui. No Portal Amazônia News!

RELEVANTES

O que é o transtorno de personalidade borderline?

o-que-e-o-transtorno-de-personalidade-borderline?

Fundo de advogado e aliado de Eduardo Bolsonaro comprou casa em cidade em que ele vive nos EUA

fundo-de-advogado-e-aliado-de-eduardo-bolsonaro-comprou-casa-em-cidade-em-que-ele-vive-nos-eua

Protagonismo docente e futuro da aprendizagem marcam congresso do Sesi-SP

protagonismo-docente-e-futuro-da-aprendizagem-marcam-congresso-do-sesi-sp

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

Veja também

Zé Felipe faz chamada de vídeo com filhas e web aponta aparição de Virginia
O cantor Zé Felipe, 28, compartilhou na tarde deste sábado...
Wellhub movimenta R$ 13,2 bilhões na economia brasileira, diz estudo
A plataforma Wellhub movimentou R$ 13,2 bilhões na economia brasileira...
Wagner Moura perde prêmio de Melhor Atuação no Gotham Awards
O ator Wagner Moura, 49, perdeu na categoria de Melhor...
Voluntárias ingressam no serviço militar inicial feminino
Após passarem pelo processo de recrutamento, mulheres ingressam pela primeira...
Volta a chover em São Paulo e número de pessoas sem luz aumenta
A região metropolitana de São Paulo registrou chuvas e ventania...

NOTÍCIAS EXTRAS


Carlos Nobre, no Festival LED – Luz na Educação, em Belém.
Nay Jinknss / Festival LED
Em Belém, participando do Festival LED – Luz na Educação, o climatologista Carlos Nobre analisou nesta terça-feira (2) os resultados da COP 30, realizada em novembro na capital paraense. Ele destacou a urgência climática e a necessidade de avanços na COP 31, especialmente na desaceleração rápida do uso de combustíveis fósseis e do desmatamento.
“Todos nós esperávamos que esta seria a mais importante de todas as COPs, porque nunca o planeta desde que nós existimos esteve com risco que estamos agora de emergência climática”, afirmou, alertando que, “se não houver redução rápida de emissões dos gases do efeito estufa, Belém será inabitável em 2070, com a temperatura global chegando a 2,7°C a 2,8°C – e na cidade chegando a 5ºC”.​
Ele criticou a falta de consenso sobre os mapas do caminho para zerar combustíveis fósseis e desmatamento, apesar das expectativas iniciais do presidente Lula. “Infelizmente a gente não aprovou os mapas do caminho para zerar os combustíveis fósseis e o desmatamento rapidamente”, disse Nobre, explicando que as COPs avançam por consenso, não por maioria, o que bloqueou esses pontos cruciais.​
LEIA TAMBÉM:
Festival LED Belém tem pocket show com Joelma: veja programação
‘Tela não devia entrar em sala de aula’, diz Ailton Krenak no Festival LED, em Belém
Festival LED – Luz na Educação começa em Belém
Avanços em adaptação e inclusão
Apesar das frustrações, Nobre apontou ganhos como a aprovação de 50 pontos de adaptação, criação do Comitê de Belém e um fundo de pelo menos US$ 300 bilhões anuais para populações vulneráveis.
“Foi também a primeira COP com grande número de indígenas. Foi a primeira COP que colocou no seu documento como nós temos que valorizar e proteger todos os afrodescendentes”, destacou, elogiando a valorização do conhecimento tradicional pela primeira vez em 500 anos.
O “Pacote de Belém”, aprovado por 195 países, incluiu esses itens, além de triplicar financiamentos para adaptação até 2035, embora os recursos imediatos fiquem abaixo da meta. Nobre viu otimismo na liderança brasileira contínua até novembro de 2026.​
Desafio dos fósseis
Nobre enfatizou que 75% das emissões vêm de combustíveis fósseis, responsáveis por 7 milhões de mortes anuais por poluição urbana.
“Sem dúvida, o maior desafio é porque nós estamos numa emergência e 75% das emissões dos gases do efeito estufa são queima de combustíveis fósseis”, declarou, defendendo o fim do uso até 2040, não ultrapassando 2045, apoiado por cientistas do Pavilhão de Ciência Planetária da COP 30.​
Ele ainda citou a viabilidade econômica: “Os painéis solares hoje já são 1/4 do preço da energia termoelétrica, não geram poluentes, energia solar emprega 4 vezes mais pessoas que termoelétricas”.
Ele mencionou a iniciativa da criação de painel científico para transição energética, proposto por Ana Toni, secretária executiva da COP 30; e lembrou das reuniões marcadas na Colômbia a fim de preparar relatório para COP 31.​
Na próxima COP, sediada na Turquia/Austrália em 2026, Nobre aposta em avanços nos mapas do caminho. “O presidente da COP André Corrêa do Lago, a secretária executiva Ana Toni, eles estão muito motivados […] e eles querem levar muito essa discussão agora sem parar pra que toda a preparação para a COP 31 […] ela realmente seja para o que a COP 30 não foi”, projetou.​
Ele também defendeu a continuidade da presença de indígenas, quilombolas e jovens. “É importante que também na COP 31 em diante todos os povos indígenas, de comunidades locais estejam presentes porque isso marcou muito bem essa COP”.


Jota.Pê (à esquerda), João Gomes (ao centro) e Mestrinho lançam hoje, 7 de maio, o álbum ‘Dominguinho vol. 2’, gravado em Salvador
Divulgação
♫ CRÍTICA DE ÁLBUM
Título: Dominguinho vol. 2
Artistas: Jota.Pê, João Gomes e Mestrinho
Cotação: ★ ★ ★
♬ No mundo a partir de hoje, 7 de maio, o segundo volume do álbum “Dominguinho” é imposição mercadológica diante do sucesso retumbante do álbum original de 2025. Ao ser lançada em abril do ano passado, a gravação do show acústico feito por João Gomes, Jota.Pê e Mestrinho no Centro Histórico de Olinda (PE), sem plateia, gerou turnê que arrastou multidões pelo Brasil para ver o show do trio. Uma sequência então soa natural do ponto de vista empresarial.
Com 12 músicas, o álbum “Dominguinho vol. 2” repete a fórmula do antecessor no registro ao vivo audiovisual feito em 11 de março deste ano de 2026 em apresentação do trio no Centro Histórico de Salvador (BA), na Bahia.
A doçura do canto do trio – evidenciada sobretudo no mel da voz grave de João Gomes, motor do projeto que catapultou Jota.Pê e Mestrinho a outro patamar no mercado da música – está reproduzida em músicas como a inédita “Deusa minha” (Jadson Araújo, Kaique Carneiro, Keu Dantas, Kinho Compositor, Mateus Vulcani, Ruan Tavarez e Samuel Vulcani, 2026).
Tal doçura é aditivada pelo toque afetuoso da sanfona de Mestrinho. Contudo, parece haver dose bem menor de espontaneidade no registro desse repertório que gravita em torno do universo da música nordestina rotulada genericamente como forró. Até porque, dessa vez, o trio já sabe que o segundo álbum é efeito causado pelo primeiro.
Dentro do universo nordestino, João Gomes, Jota.Pê e Mestrinho repõem em cena músicas como o apaixonado xote “Ligação estranha” (Dorgival Dantas, 2017) e recorrem a um eficaz medley para conectar o xote “Meu cenário” (Petrúcio Amorim, 2003) – sucesso do cantor Flávio José no circuito nordestino – com outro xote, “Numa sala de reboco” (Luiz Gonzaga e Zé Marcolino, 1965), standard do cancioneiro de Luiz Gonzaga (1912 – 1989), referencial cantor pernambucano imortalizado como o Rei do baião e evocado pela voz grave e pelo chapéu de vaqueiro de João Gomes.
Pautado por regravações de músicas como “Verão sem calor” (Jadson Araújo, 2022), tema no qual o trio persegue a melancolia entranhada na letra escrita com lirismo popular, o repertório de “Dominguinho vol. 2” também joga para a galera com (estranha) recriação do funk melody “Se ela dança, eu danço” (2006), sucesso autoral de MC Leozinho há 20 anos.
É que “Dominguinho”, o show, costuma evoluir para um baile na segunda metade, com o trio se apropriando de hits alheios. Como o repertório inédito por vezes resulta com moderado poder de sedução, caso de “Dois mundos” (Mestrinho, 2006), recorrer a um sucesso alheio, como “As quatro estações” (Sandy, Álvaro Socci e Claudio Matta, 1999), megahit da dupla Sandy & Junior reaviado pelo trio na cadência do xote, é tática certeira.
“As quatro estações” deverá funcionar bem no show com o calor da plateia. No álbum, o clima é outonal. Só que “Dominguinho vol. 2” é, em essência, álbum feito para gerar mais apresentações do trio pelo Brasil. Afinal, o projeto agregou prestígio a João Gomes e elevou a popularidade de Jota.Pê e Mestrinho, tendo fôlego para continuar em cena por mais tempo.
Capa do álbum ‘Dominguinho 2’, de João Gomes, Jota.Pê e Mestrinho
Divulgação

O termo kuntari katu, original das línguas indígenas nheengatu e tupi, significa “aquele que fala bem”.

Na COP30 (30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas), em Belém, que registrou a maior participação de povos originários e comunidades tradicionais da história desses eventos, jovens indígenas não apenas ocuparam as mobilizações de rua e os eventos de debate espalhados pela cidade, mas também participam diretamente das complexas negociações diplomáticas internacionais ainda em curso.

Esse processo foi possível graças a um programa de formação desenvolvido numa parceria entre os ministérios dos Povos Indígenas (MPI), das Relações Exteriores (MRE) e o Instituto Rio Branco, este último responsável pela formação de diplomatas brasileiros. Batizado justamente de Kuntari Katu, o curso durou mais de um ano e preparou 30 jovens indígenas, de todas as regiões do país, com uma sólida formação para atuar no processo de negociação da COP30, que termina nesta sexta-feira (21).

A reportagem da Agência Brasil conversou com três desses diplomatas indígenas, nos corredores da Zona Azul, a área oficial de negociações.

“Tudo o que está sendo discutido na COP nos impacta direta e indiretamente. Quando vai para a adaptação nos afeta, quando se trata da mitigação nos afeta, o financiamento nos afeta, porque apenas 1% desses recursos chega em nossos territórios, a gente se sente desassistido nesses espaços, por isso estar presente na negociação é importante, falando da nossa realidade. Nós somos nossos próprios porta-vozes, ninguém está falando pela gente”, afirma Wasady Xakriabá, de 28 anos, do norte de Minas Gerais.

Em Belém, ela vem acompanhando a Plataforma de Comunidades Locais e Povos Indígenas, mecanismo oficial do Secretariado do Clima das Nações Unidas (UNFCCC, na sigla em inglês) para debater as questões desses grupos nas negociações climáticas.

O curso Kuntari Katu começou a ser desenvolvido em agosto de 2024 e foi estruturado para treinar os participantes com ferramentas essenciais para atuar nos fóruns internacionais. Os módulos presenciais abordam desde as complexidades do financiamento climático até os mecanismos de mercado de carbono, passando por temas como gênero, mitigação e a integração entre as agendas de biodiversidade e clima.

As aulas foram ministradas por diplomatas experientes e especialistas do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), garantindo que os alunos compreendessem tanto a teoria quanto a prática das negociações internacionais.

Estudante de relações internacionais, Eliel Camlem, de 24 anos, é indígena do povo Xokleng Laklãnõ, de Santa Catarina. Na COP30, ele acompanhou as discussões sobre as metas de adaptação climática, que avançou na definição de 59 indicadores.

“Muita coisa sobre esses espaços eu aprendi na graduação, mas teoria e prática são coisas diferentes. O que eu posso destacar sobre estar e aprender nesses espaços, e que muitas vezes não dos damos conta, é a força que os indígenas possuem, mesmo sendo poucos acompanhando a negociação”, aponta.

Entre os principais desafios enfrentados na mesa de negociação pelos jovens do Kuntari Katu está a disputa por conceitos que vão aparecer nos documentos finais. “Uma coisa que a gente sempre diz é que a UNFCCC tem um dicionário próprio. Então, quando alguém tenta introduzir uma nova palavra para esse dicionário, acaba gerando um grande entrave nas negociações e acaba parando tudo”, relata Jean Truká, de 24 anos, do povo Truká, de Pernambuco. Também inserido na Plataforma de Comunidades Locais e Povos Indígenas, ele revela que houve embates com outros países para inserir o conceito de demarcação territorial.

“Quando a gente pauta demarcação, dentro da mesa de negociação, os outros países não aceitam porque não é um conceito entendido da mesma forma no resto do mundo”, exemplifica Jean, formado em gestão ambiental.

“Até o conceito de povos indígenas em outros países, muitos não se identificam dessa forma, principalmente o pessoal da China, por exemplo. Eles não se identificam como povos indígenas e, às vezes, nem como comunidades tradicionais”, acrescenta Eliel.

O obstáculo do idioma também é um desafio para a participação dos indígenas nos espaços de negociação. “A gente chega em salas de reunião e, muitas vezes, não tem nem português, só o inglês e o espanhol. Então, eu me pego pensando na participação dos nossos anciãos, caciques e das nossas lideranças nesse processo de negociação, isso pode dificultar a incidência dos povos indígenas”, observa Wasady. Mesmo assim, pondera, não há nada que possa deter o protagonismo dos povos tradicionais no cuidado com o planeta.

“A gente está trazendo não só nós nossas vozes enquanto pessoas, mas a voz das florestas, das árvores, dos animais, porque eles não podem falar, né? E a gente está ali vivenciando, então a gente meio que se torna porta-voz de todos os seres que habitam nossos territórios.”

Idealizadora do Kuntari Katu, a ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, explica que o formato foi pensado para garantir não apenas a presença dos indígenas nos espaços, mas desenvolver capacidade de intervenção nos debates negociais que ocorrem nessas conferências.

“Quatro representantes do Kuntari Katu já estiveram na COP16 da Biodiversidade, em Cali, na Colômbia, e uma participou da COP29 do Clima em Baku, no Azerbaijão. Na preparatória de Bonn [Alemanha], 23 alunos do curso estiveram presentes para compreenderem os desafios que encontrariam em Belém. Agora, as lideranças estão incidindo nos debates da COP30, levando a pauta indígena para as mesas. Kuntari Katu significa aquele que fala bem. É isso o que esses jovens estão fazendo: falando sobre suas realidades e a importância dos territórios indígenas para a mitigação da emergência climática dentro dos espaços decisórios”, destacou a ministra.

COP30 em Belém: o significado para o Brasil em sediar o encontro

A partir desta segunda-feira, o Brasil vai sediar um evento de alto nível sobre conservação de animais silvestres. A capital do Mato Grosso do Sul, Campo Grande, recebe ao longo da semana a 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres, a COP15.

Ao anunciar a programação para a conferência, a Ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, destacou a importância da cooperação entre os territórios no debate para a preservação das espécies que têm intenso fluxo de migração no planeta, e da preservação desses animais.

“As espécies, elas não têm uma governança territorializada, é uma governança em fluxo e, portanto, se não tiver cooperação, se não tiver parceria, fica muito difícil que a gente cuide não só da espécie quanto dos seus habitats. As espécies migratórias também são uma espécie de bioindicadores, nos mostram o quanto determinadas regiões ou países estão vulneráveis ou estão preservados em condições adequadas”, diz.

Segundo a Ministra, os debates serão técnicos e baseados na ciência. O encontro acontece entre os dias 23 e 28 de março, quando o Brasil assume a presidência da conferência até o próximo encontro, daqui a três anos.

Com o tema “Conectando a natureza para sustentar a vida”, a COP15 busca avançar em decisões estratégicas a partir da análise do estado de conservação das espécies e das medidas a serem implementadas pelos países membros. A conferência reúne 133 partes, sendo 132 países mais a União Europeia, e a previsão é que 2.000 participantes debatam os desafios e as soluções para a conservação das espécies migratórias, seus habitats e as rotas de deslocamento usados por esses animais.

2:04

Além do impasse no Congresso Nacional, a regulamentação do trabalho de motoristas de aplicativos gera forte divisão na própria categoria. Um levantamento do Instituto Datafolha encomendado pela Uber, obtido pela Coluna do Estadão, aponta que 42% dos motoristas da plataforma acreditam que o governo deve regulamentar o trabalho por apps, 41% acreditam que não, e 17% não souberam dizer.

Questionados sobre qual ação o poder público deveria adotar em relação ao setor, 52% dos trabalhadores citaram o auxílio na renovação ou troca do carro. Em segundo lugar, 21% afirmaram que o governo não deveria tomar qualquer providência.

No caso de transporte por aplicativo, que passa a integrar a lista, conta tanto o serviço de veículos particulares, como Uber, quanto o de táxis, como o 99 Táxi
No caso de transporte por aplicativo, que passa a integrar a lista, conta tanto o serviço de veículos particulares, como Uber, quanto o de táxis, como o 99 Táxi

Ações que o governo deveria adotar

  • Nada, melhor não ter intervenção do poder público – 21%;
  • Implementar e/ou melhorar a previdência específica para motoristas de aplicativo – 17%;
  • Incentivar programas de capacitação e qualificação – 7%;
  • Melhorar a remuneração dos motoristas/tarifa mínima por km – 1%.

O instituto aferiu as 11 preocupações de médio e longo prazo dos motoristas de aplicativo. Cada entrevistado pôde dar até quatro respostas estimuladas, o que faz com que a soma dos itens ultrapasse os 100%. A apreensão mais citada foi com a manutenção do automóvel, seguida pelo receio de assaltos.

Entre as 11 preocupações mencionadas, cinco têm ligação direta com questões previdenciárias. Os trabalhadores do aplicativo apontaram a preocupação em perder renda em caso de acidente (3º lugar), doença (4º), exclusão da plataforma (5º); deixar a família sem dinheiro em caso de morte (6º) e perder renda quando envelhecer (8º).

Preocupações a médio e longo prazo

  • Manutenção do veículo/carro quebrar/desgaste veicular/depreciação do veículo – 49%;
  • Receio/perigo de transportar desconhecidos e/ou ser assaltado – 37%;
  • Não ter renda caso eu sofra um acidente e precise parar de dirigir – 36%;
  • Perder minha renda em caso de doença se eu precisar parar de dirigir – 31%;
  • Perder minha renda caso eu seja descadastrado da plataforma – 25%;
  • Deixar minha família desamparada, sem renda, caso eu faleça – 24%;
  • Deixar de ter retorno financeiro/ficar sem renda – 24%;
  • Não ter renda quando eu ficar velho demais para dirigir – 15%;
  • Não ter férias como nos contratos CLT – 12%;
  • Não tem preocupação/é um trabalho temporário/pretendo parar em breve – 11%;
  • Não ter licença-maternidade/paternidade – 2%.

O Datafolha entrevistou, entre 8 de maio e 13 de agosto de 2025, 1.800 motoristas ativos na Uber. A margem de erro é de dois pontos percentuais, e o nível de confiança, 95%.

Presidente da Câmara defende aprovação rápida do projeto

Como mostrou a Coluna, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), defendeu que o Congresso aprove logo um texto sobre a regulação dos motoristas de aplicativos, antes que o assunto seja decidido pelo Supremo Tribunal Federal. A proposta é alvo de inúmeros embates entre governo, empresas, restaurantes e gera insatisfação também dos trabalhadores.

“É melhor a gente legislar do que o Supremo. A gente nunca encontra o texto perfeito, mas o texto possível. Vamos fazer um texto que desagrade um pouco todo mundo”, afirmou Motta durante uma reunião na residência oficial da Câmara no mês passado, segundo presentes ao encontro.

Ganho mínimo por corrida é um dos impasses

Um dos maiores pontos de discordância da proposta é o ganho mínimo de R$ 8,50 para trabalhador por corrida. O governo havia sugerido inicialmente o valor de R$ 10. O relator, deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE), ajustou, mas ainda não há consenso das empresas.

De acordo com o texto, o motorista de aplicativo teria direito a receber uma remuneração bruta mínima de R$ 8,50 por cada corrida em que a distância seja de até dois quilômetros. No caso de entregas, o piso seria aplicado em distâncias de até três quilômetros nos deslocamentos por carro e até quatro quilômetros nas entregas de moto, bicicleta e a pé.

Relator defende que taxa cobrada dos motoristas não passe de 30%

As conversas também envolvem a taxa única por serviço, estabelecida em no máximo 30% do valor cobrado do motorista por cada serviço prestado. As plataformas defendem que não haja um teto fixo, alegando que a medida diminui a flexibilidade do modelo.

Um meio-termo que está sendo construído é uma taxa média de 30%, que poderia ser calculada mensalmente ou semanalmente.

Outras Postagens

Defesa de Castro diz que “nada de relevante” foi apreendido pela PF

defesa-de-castro-diz-que-“nada-de-relevante”-foi-apreendido-pela-pf

PF revela esquema de milícia digital liderada por pai de Vorcaro

pf-revela-esquema-de-milicia-digital-liderada-por-pai-de-vorcaro

Programa Brasil Contra o Crime Organizado foca na asfixia financeira

programa-brasil-contra-o-crime-organizado-foca-na-asfixia-financeira
Rolar para cima