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NOTÍCIAS EXTRAS


Sala de aula.
Ricardo Wolffenbüttel/Udesc
O Ministério da Educação divulgou nesta semana os dados da Prova Nacional Docente aplicada em 2025. Dentre as áreas avaliadas, os profissionais de Matemática tiveram um menor índice de proficiência. Enquanto Ciências Humanas alcançou o número de 80,2% profissionais proficientes, Matemática não atingiu nem metade, ficando apenas com 45% de participantes.
O resultado da prova é um sinal de alerta importante para o ensino da matemática no Brasil. De acordo com a Kátia Smole, presidente do Instituto Reúna e ex-secretária de Educação Básica do MEC, o contexto pós-pandemia agravou o cenário, já que muitos professores chegam às licenciaturas já com lacunas importantes na própria formação em matemática.
“Não temos clareza de como os estudantes das licenciaturas, que costumam ingressar nos cursos com notas mais baixas no Enem, estão sendo apoiados para superar defasagens de aprendizagem vindas da educação básica”, explica.
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Para Smole, uma das principais dificuldades é a separação do conhecimento matemático do conhecimento pedagógico nos cursos. Segundo ela, a Matemática é uma das áreas em que essa distância entre “saber o conteúdo” e “saber ensinar o conteúdo” mais fica evidente. A prova mede também a união dos dois.
“O futuro professor aprende Cálculo, Álgebra, Geometria entre outros assuntos de um lado, e Didática e Psicologia da Educação de outro, mas nem sempre aprende a integrar essas dimensões na prática da sala de aula.”
No mesmo sentido, o Ministério da Educação realizou em 2025 a Escuta Nacional de Professores e Professoras que Ensinam Matemática, para entender as dificuldades dos educadores dessa disciplina em sala de aula. O resultado mostrou que apenas 35% dos professores dos Anos Finais e do Ensino Médio relatam ter recebido formação aprofundada em recomposição das aprendizagens em Matemática. Nos Anos Iniciais, o percentual cai para menos de 25%.
O conjunto de pesquisas e resultados, segundo a especialista, demonstra que é preciso ter um foco de governo e escolas em formação continuada para trabalhar situações reais em salas de aula. Além da importância de fortalecer práticas que aproximem teoria e prática.
“O professor precisa sair da licenciatura preparado não apenas para resolver Matemática, mas para fazer os alunos aprenderem matemática. É importante uma mudança de visão: Matemática não pode ser vista apenas como memorização de regras e procedimentos. O foco precisa estar no raciocínio, na resolução de problemas, na argumentação, na compreensão conceitual e no desenvolvimento progressivo das aprendizagens”, completa.
Reflexo em sala de aula
A falta de preparo e formação continuada em matemática reflete diretamente na sala de aula.
Outro dado importante da escuta feita pelo ministério é de que um terço dos professores dos Anos Iniciais não se sente preparado ou se sente pouco preparado para a avaliação em Matemática.
Para a ex-secretária, que também é especialista em educação nas áreas de ciências e matemática, quando os próprios professores dizem que não se sentem preparados para avaliar ou recompor aprendizagens em Matemática, isso mostra que a fragilidade da formação inicial chega diretamente à prática pedagógica.
“Muitos professores conhecem procedimentos matemáticos, mas têm dificuldade em interpretar o raciocínio do estudante, identificar a origem dos erros ou adaptar a explicação quando a turma não aprende.”
Há também um aspecto invisível: a ansiedade matemática dos estudantes. Muitos chegam à sala de aula acreditando que “não são bons em matemática” e parte dos professores também carrega inseguranças da própria trajetória escolar.
“Quando o professor não se sente seguro para ensinar, avaliar e intervir, essa insegurança pode reforçar práticas mais mecânicas e menos investigativas”, acrescenta Kátia.
Desafio sistêmico
A especialista lembra que o ensino da matemática é um desafio sistêmico e que precisa de mais atenção de gestores em todos os níveis: municipais, estaduais e federais.
De acordo com Kátia, a formação docente é central, mas precisa estar articulada à uma política consistente de apoio à aprendizagem matemática. Além disso, o professor precisa ser apoiado continuamente, porque nenhuma política de matemática funciona sem valorização docente e sem investimento.
“O primeiro passo é construir coerência pedagógica sistêmica. Currículo, avaliação, formação de professores, materiais didáticos e práticas pedagógicas precisam trabalhar na mesma direção. A União tem papel importante de coordenação: apoiar financeiramente, produzir referências nacionais, fortalecer avaliações e induzir políticas de formação. Estados e municípios precisam garantir implementação: formação continuada de qualidade, acompanhamento pedagógico, materiais alinhados ao currículo e apoio às escolas na recomposição das aprendizagens.”
Política Nacional Toda Matemática
No ano passado, o Ministério da Educação lançou a Política Nacional Toda Matemática com o objetivo de assegurar o direito à aprendizagem de qualidade na educação básica e melhoria continua do desempenho acadêmico. A expectativa é que a política ajude estados e municípios a priorizar aprendizagens essenciais, fortalecer a formação de professores e apoiar a recomposição das aprendizagens desde os anos iniciais.
De acordo com Kátia Smole, os resultados da política não serão imediatos, mas que é importante a iniciativa de reconhecer que melhorar a aprendizagem matemática não depende de uma ação isolada.
“Países que avançaram em Matemática fizeram isso com continuidade, consistência e investimento de longo prazo. O mais importante é que o Brasil começou a tratar a aprendizagem matemática como uma agenda estratégica para o futuro do país”, finaliza.

Começa nesta quarta-feira (19) mais uma edição do Cinedeia – o Festival Cearense Internacional de Diversidade, Equidade, Inclusão e Acessibilidade. O projeto está em sua quinta edição e chega a Fortaleza depois de circular pelo interior do estado.

Na capital cearense, a programação irá se concentrar no CineTeatro São Luiz, onde o público poderá conferir 15 filmes brasileiros que tratam de temas como: diversidade, envelhecimento, povos indígenas, cultura afro-brasileira, inclusão social e meio ambiente.
Lucas Paz, diretor do projeto, dá mais detalhes sobre a programação. 

“Vocês podem contar com uma programação inteiramente gratuita. Teremos exibição de filmes de todo o Brasil com Libras e áudio descrição, a presença de acompanhantes atitudinais, debates, mesas expositoras, como também um curso de qualificação profissional audiovisual inclusiva, disponível em Libras e com a tradução de intérpretes”.

As sessões acontecerão até o próximo dia 23 de agosto.

Nesta quarta e quinta, as sessões serão voltadas para escolas; e de sexta até domingo, o festival abre suas portas para o público em geral. Lucas destaca ainda que o festival funcionará como um canal para aproximar o público de entidades que podem contribuir com a cidadania e a inclusão. 

“Para além das ações de sustentabilidade e sociais, nós também promovemos encontros da população com órgãos públicos e associações. Então, todas as visitas que você fizer durante o festival, de nove da manhã às nove da noite, você encontrará mesas expositoras com diferentes órgãos, coordenadorias de diversidade, de direitos humanos, de meio ambiente, como associações que também trabalham com essas causas de diversidade e inclusão dentro da economia criativa, dentro da inovação sustentável e dentro da gestão pública.

Outro destaque do Cinedeia será a projeção na fachada do histórico Cineteatro de um videomapping acessível.

A programação completa e o link para retirada dos ingressos estão disponíveis no instagram do projeto @cinedeia.ce.

 

2:22


Logo Agência Brasil

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (6), em votação simbólica, o texto base do projeto de Lei (PL) 2780/24, que institui a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE). O projeto prevê, entre outros pontos, a criação de um comitê ou conselho responsável por definir quais são os minerais críticos e estratégicos do país.

Também estão previstos incentivos governamentais e prioridade de licenciamento para projetos do setor.

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Os deputados aprovaram um texto substitutivo apresentado pelo relator, Arnaldo Jardim (Cidadania-SP). Os congressistas analisam agora destaques para alterar trechos do projeto.

O comitê criado pelo projeto será vinculado ao Conselho Especial de Minerais Críticos e Estratégicos (CMCE), órgão de assessoramento presidencial sobre a formulação de políticas e diretrizes voltadas ao desenvolvimento do setor mineral.

Pela proposta, o comitê será responsável por analisar e homologar a mudança de controle societário, direta ou indireta, de mineradoras que atuam em áreas com minerais críticos e estratégicos.

Fundo

A proposta aprovada cria um Fundo Garantidor da Atividade Mineral (Fgam) com aporte de R$ 2 bilhões da União para garantir empreendimentos e atividades vinculados à produção de minerais críticos e estratégicos. O montante do fundo pode chegar a R$ 5 bilhões.

O fundo somente poderá apoiar projetos considerados prioritários no âmbito da política, atribuição que caberá ao CMCE.

Terras raras são um grupo de 17 elementos químicos  que estão dispersos na natureza, o que dificulta a extração, sendo essenciais para turbinas eólicas, smartphones, carros elétricos e sistemas de defesa.

Soberania 

Durante a discussão da proposta, um dos pontos polêmicos foi a soberania do país sobre a exploração e beneficiamento desses minerais, considerados estratégicos para o país.

Com cerca de 21 milhões de toneladas, a reserva brasileira de terras raras é a segunda maior já mapeada no mundo, ficando atrás apenas da China, que detém aproximadamente 44 milhões de toneladas. Porém, apenas cerca de 25% do território nacional foi mapeado, o que indica um enorme potencial ainda desconhecido. 

A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) disse que faltou ao projeto elementos para assegurar o desenvolvimento do país, inclusive com a criação de uma empresa estatal responsável por garantir a agregação de valor na exploração desses minerais.

“É preciso que a soberania nacional e os interesses nacionais estejam muito concretos na lei”, criticou a deputada ao apontar que a proposta não estabelece regras claras sobre os percentuais de participação de capital estrangeiro na exploração desses minerais.

“A lei precisa deixar claro até onde o capital estrangeiro pode ou não intervir nos interesses brasileiros. Estamos tratando aqui de uma área absolutamente estratégica para o desenvolvimento no século XXI”, afirmou. 

Segundo ela, o texto não estabelece percentuais sobre o limite do capital estrangeiro. 

Atualmente há apenas uma mina de terras raras em operação no país: a Serra Verde, em Minaçu, em Goiás, que funciona desde 2024. A mineradora foi comprada pela norte-americana USA Rare Earth, por cerca de US$ 2,8 bilhões.

A compra foi questionada por deputados do Psol, que pediram à Procuradoria-Geral da República (PGR) a anulação da venda da Serra Verde. A compra também foi criticada pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, que afirmou que a iniciativa do ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, avança sobre temas de competência da União.  

O deputado Arnaldo Jardim defendeu que o projeto assegura que a exploração e a transformação desses minerais dentro do Brasil preserva a soberania.

Segundo ele, o texto limita as vendas do minério bruto. O objetivo é que o país não seja apenas exportador de matéria-prima e passe a atuar no desenvolvimento tecnológico.

“Consolida-se, assim, um marco legal robusto para o desenvolvimento da cadeia de minerais críticos e estratégicos, condição essencial para que o Brasil aproveite a janela de oportunidade global aberta pela transição energética”, argumentou.

Após o debate, o relator incluiu no texto a previsão de realização de consulta e o consentimento prévio, livre e informado aos povos e comunidades tradicionais e povos indígenas diretamente ou indiretamente afetados por projetos extrativos, povos e comunidades tradicionais e povos indígenas afetados direta ou indiretamente por projetos extrativos, em referência à Convenção n 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

“Superman” está prestes a estrear nos cinemas mundiais, e o diretor James Gunn afirmou que, apesar de estar envolvido em inúmeros filmes do gênero, é inegável a fadiga após o lançamento de inúmeras franquias de heróis.

Em entrevista à revista GQ, o diretor afirmou que se o filme não é feito com carinho, ele provavelmente não agradará ao público. “Acho que existe uma coisa chamada ‘fadiga” dos super-heróis. Na verdade, não têm nada a ver com eles, mas com a história que pode ser contada, e como ela vai ficar se você perder o foco no personagem“, contou o diretor.

Na sequência, ele declarou o seu amor pelos filmes do gênero, e também como o público costuma abraçá-los, mas é necessário um cuidado para não se perder na narrativa. “Nós amamos o Superman. Amamos o Batman e nós amamos o Homem de Ferro. Eles se tornaram esses personagens tão amados porque temos essas histórias em nossos corações. E se eles viram apenas piadas nas telas, é claro que o filme ficará muito chato“, afirmou.

Inaugurando uma nova fase dos filmes da DC, o longa dirigido por Gunn conta a história de um Clark Kent mais jovem, recém-saído de Smallville. O filme é descrito com “ação épica, humor e coração”, além ainda de “um Super-Homem” movido pela compaixão e por uma crença inerente na bondade da humanidade”.

O super-herói será interpretado por David Corenswet (“The Politician”) e seu interesse amoroso, Lois Lane, por Rachel Brosnahan (“Maravilhosa Sra. Maisel”).

O elenco ainda é composto por Nicholas Hoult (“X-Men”) como Lex Luthor, Edi Gathegi (“For All Mankind”); Anthony Carrigan (“Barry”, “Gotham”); Nathan Fillion (Guardiões da Galáxia”); Isabela Merced (“The Last of Us”); Skyler Gisondo (“Licorice Pizza”); Sara Sampaio (“At Midnight”); María Gabriela de Faría (“The Moodys”); Wendell Pierce (“Selma: Uma Luta pela Igualdade”); Alan Tudyk (“Andor”); Pruitt Taylor Vince (“Bird Box”); e Neva Howell (“Greedy People: Pessoas Gananciosas”).
“Superman” chega aos cinemas nesta quinta-feira (10).

Nicholas Hoult conta constrangimento em teste para papel de Superman​

 


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As partidas desta quinta-feira (18) abriram a segunda rodada da fase de grupos da Copa do Mundo 2026. Foram quatro partidas disputadas pelos grupos A e B. 

>> Veja os resultados dos jogos de hoje: 

África do Sul 1 x 1 República Tcheca (Grupo A)

A África do Sul e a República Tcheca terminaram em 1 a 1. O atacante tcheco Michael Sadílek abriu o placar. Ele fez o gol mais rápido da Copa do Mundo de 2026 nos primeiros seis minutos do jogo. Aos 60 minutos, os sul-africanos conseguiram fazer o gol de empate na marcação de um pênalti.

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As duas seleções seguem com chances de classificação para a próxima rodada do torneio.

Suíça 4 x 1 Bósnia e Herzegovina (Grupo B)

A Suíça venceu a Bósnia por 4 a 1, com a ajuda de dois gols do reserva Johan Manzambi no segundo tempo, e assumiu a dianteira no Grupo B da Copa do Mundo nesta quinta-feira (18), no Estádio de Los Angeles. Com quatro pontos, os suecos precisam de apenas mais um para garantir vaga na próxima fase do Mundial. 

Eles irão enfrentar o Canadá, em Vancouver, na quarta-feira (24). A Bósnia, com um ponto, joga contra o Catar em Seattle.

Canadá 6 x 0 Catar (Grupo B)

O Canadá (foto) conquistou a primeira vitória em uma Copa do Mundo. Anfitriões do evento ao lado de Estados Unidos e México, os canadenses golearam o Catar por 6 a 0 em Vancouver, pela segunda rodada do Grupo B.

O time da casa lidera a chave com os mesmos quatro pontos da Suíça, mas fica a frente no saldo de gols.

México x Coreia do Sul (Grupo A)

A última partida do dia é entre México e Coreia do Sul, às 22h (horário de Brasília), em Guadalajara, cidade mexicana. 

Com três pontos obtidos após vencerem as partidas na primeira rodada, as seleções disputam a liderança provisória do Grupo A. Quem vencer nesta quinta-feira, praticamente garante vaga antecipada na próxima fase.

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