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A Justiça Federal em Brasília mandou soltar nesta sexta-feira (28) o banqueiro Daniel Vorcaro e mais quatro sócios do Banco Master.

O habeas corpus foi concedido pela desembargadora Solange Salgado da Silva, do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região.

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Com a decisão, Vorcaro e os sócios Augusto Ferreira Lima, Luiz Antonio Bull, Alberto Feliz de Oliveira e Angelo Antonio Ribeiro da Silva deverão usar tornozeleira eletrônica e estão proibidos de exercer atividades no setor financeiro, de ter contato com outros investigados e de sair do país.

Vorcaro foi preso pela Polícia Federal (PF) no dia 17 deste mês enquanto tentava embarcar para o exterior em seu jatinho particular no Aeroporto de Guarulhos. Atualmente, ele está detido no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Guarulhos (SP).

O banqueiro e outros sócios do banco foram alvo da Operação Compliance Zero, deflagrada pela PF para investigar a concessão de créditos falsos pelo Banco Master, incluindo a tentativa de compra da instituição financeira pelo Banco Regional de Brasília (BRB), banco público ligado ao governo do Distrito Federal. De acordo com as investigações, as fraudes podem chegar a R$ 17 bilhões.

Após a prisão, os advogados de Daniel Vorcaro negaram que o banqueiro tentou fugir do país e sustentou que ele sempre se colocou à disposição para contribuir com a apuração dos fatos.

O BRB informou que vai contratar uma auditoria externa para apurar os fatos. O banco também que vai apurar possíveis falhas de governança ou dos controles internos.

O diagnóstico científico para o planeta Terra em 2025 é de alerta vermelho. No oitavo episódio do podcast S.O.S! Terra Chamando!, especialistas de diferentes áreas destacam a necessidade da humanidade atuar pela segurança ambiental.

O Brasil ocupa um papel central nesse cenário de emergência. Com a Floresta Amazônica atuando como um gigantesco regulador térmico e reservatório de carbono, qualquer avanço do desmatamento compromete o “sistema respiratório” global.

O professor Paulo Artaxo (USP) explica que a perda de cobertura vegetal não gera apenas aquecimento local. “Se este carbono for deslocado para a atmosfera através do desmatamento e da degradação, podemos agravar em muito o efeito estufa global e levar o planeta a um colapso do sistema climático”, afirma. Os impactos já são sentidos na economia, com a alteração do regime de chuvas que afeta o agronegócio e a geração de energia hidrelétrica.

Outro ponto central do episódio é a discussão sobre os Limites Planetários, conceito criado em 2009 para definir o espaço seguro de operação da humanidade. O cientista e ambientalista Alexandre Costa traz um prognóstico sombrio: dos nove limites essenciais para o equilíbrio da Terra, seis já foram ultrapassados, incluindo clima, biodiversidade e poluição química. A regeneração, segundo Costa, não acontece da noite para o dia. Mesmo com ações imediatas, o planeta levaria séculos para estabilizar as temperaturas e milênios para equilibrar a química dos oceanos.

Diante da gravidade dos dados, o episódio também desconstrói a ideia de que a exploração espacial seria uma rota de fuga para a espécie humana. Ricardo Ogando, do Observatório Nacional, reforça que Marte ou qualquer outro destino espacial exigiria um estilo de vida artificial, caro e extremamente hostil. “É muito mais barato ficar na Terra e cuidar dela. Essa é uma conta fácil de fazer”, resume o astrônomo.

O episódio é um convite à reflexão entre causas e consequências que nos trouxeram até aqui, reforçando que, sem planeta saudável, não há futuro para a civilização.

👉 Ouça agora e siga o podcast S.O.S! Terra Chamando!, no seu tocador favorito! 

💻 Em breve com interpretação em Libras no canal da Rádio Nacional no YouTube.

💬 Você pode conferir, no menu abaixo, o roteiro base do episódio, a tradução em Libras e ouvir o podcast no Spotify.

S.O.S! Terra Chamando! –Terra Entubada

🎵 Abertura 🎵

🎵 Barulho hospital marcador de sinais vitais 🎵

Dr. Cruz (Pablo Aguilar): Terra?? Terra???…. ATENÇÃO, UNIDADE!!!! PRECISO DE REFORÇO NO LEITO 2025!

Terra (Georgiana Góes):  …. Tá difícil respirar!! 

Dr. Cruz: Terra, presta atenção aqui em mim. Sua saturação está muito baixa. Vamos precisar te ajudar com a respiração.

Terra: EU VOU MORRER, DR!

Dr. Cruz: Precisa confiar em mim: nós vamos sedá-la e…

Terra: AHNNNN…

Dr. Cruz: Senhores, vamos dar início à preparação para a entubação orotraqueal!

🎵Sobe Som 🎵

Adrielen Alves: A Terra está entubada! Ela agora só respira com a ajuda de aparelhos. O Dr. Cruz decidiu intervir ao perceber a redução drástica da saturação.

Dr. Cruz: É a entubação… um procedimento invasivo… mas, neste momento, a única chance de manter a Terra viva.

Adrielen: Bem, eu já sinto falta da Terra por aqui! Como seguir sem a interação irônica e sábia dessa nossa estrela? Ops, estrela não, planeta!

Dr. Cruz: Embora sedada e inconsciente, é possível que ela tenha sonhos.

Adrielen: Ou pesadelos, né, Dr. Cruz! Até agora, é o que temos visto por aqui. Se fizermos uma rápida recapitulação, vimos que a Terra chegou na UTI em esgotamento, teve complicações respiratórias, febre, ansiedade. Deu-se o nome de Antropoceno ao causador de toda a desordem.

Se tudo isso fosse só na ficção, sem nenhuma conexão com a nossa realidade, mas….

Dr. Cruz: Não é! Não é! Tem conexão, sim!

Adrielen: O fato é que a Terra — a do podcast ou o nosso planeta — está em alerta vermelho! Eu sou Adrielen Alves, jornalista de ciência. Este é o episódio oito da primeira temporada do podcast: S.O.S! Terra Chamando! Uma parceria da Empresa Brasil de Comunicação e da Casa de Oswaldo Cruz.

🎵Sobe Som 🎵

Adrielen: Oxigenação, baixa saturação, entubação. Parece que depois da pandemia de covid-19, todos nós estamos um pouco mais familiarizados com esses termos médicos, né? Embora não esteja contaminada pelo coronavírus, a Terra foi entubada como medida de emergência para garantir a respiração. Como costuma dizer o médico intensivista Rodrigo Biondi: uma “ventilação mecânica bem protetora”.

Rodrigo Biondi: “A entubação, quando indicada, é um procedimento extremamente útil e ela consegue salvar vidas. Um paciente que tem, por exemplo, uma insuficiência respiratória, que não tem a entubação realizada, a mortalidade dele eleva-se demais. Uma vez indicada por uma baixa aguda e persistente do oxigênio, isso é uma indicação precisa.”

Adrielen: A Terra está com os pulmões colapsados!! Se pudéssemos comparar este órgão vital em referência ao nosso planeta, seria comparável às árvores, às florestas.

Dr. Cruz: A situação, então, é realmente preocupante!!

Adrielen: Sim. Porque embora algumas nações tenham feito esforços, o mundo não conseguirá reverter o desmatamento global até 2030, principalmente por dois fatores: mudanças climáticas e incêndios. E o Brasil e a Floresta Amazônica são centrais nesse S.O.S. O professor Paulo Artaxo, da USP, explica:

Paulo Artaxo: “A floresta amazônica tem um papel fundamental na regulação climática. É um gigantesco reservatório de carbono. Se esse carbono for deslocado para a atmosfera através do desmatamento, realmente nós podemos agravar em muito o efeito estufa global e eventualmente levar o planeta a um colapso do sistema climático.”

Adrielen: Ainda no modo comparação: os pulmões estão para as florestas, assim como o recurso da entubação está para o combate ao desmatamento. A intenção é salvar a vida! E eu vou relembrar aquela frase clássica da Terra…

Terra: EU DIGO E REPITO: TUDO ESTÁ INTERLIGADO!

Adrielen: Olha ela! Toda onipresente no nosso podcast! Consciente ou não, ela tem mostrado seus limites.

Terra: TUDO TEM LIMITES!

Adrielen: Até planeta tem limites! O conceito de Limites Planetários faz referência às condições essenciais para a segurança ambiental. Vamos ouvir o cientista Alexandre Costa.

Alexandre Costa: “Dos nove limites, seis já foram ultrapassados: clima, biodiversidade, uso da terra, água doce, ciclos de nitrogênio e fósforo e poluição química. É uma condição trágica.”

Adrielen: E a regeneração do planeta leva tempo. Muito tempo.

Alexandre Costa: “Mesmo adotando todas as medidas agora, vamos precisar de séculos para retornar às concentrações de carbono e milênios para o ciclo do carbono nos oceanos retornar aos valores pré-industriais. É um caminho sem volta.”

Adrielen: Com todo esse colapso, a Terra pode resistir como um planeta rochoso no sistema solar. Nós é que temos que entender que o risco é para todos os seres vivos.

Dr. Cruz: O prognóstico não será nada bom!

Adrielen: O escritor Tiago Novaes diz que a nossa extinção é uma realidade. Ouça na voz de Thiago Regotto:

Thiago Regotto: “Saberemos que o que nos destruiu foi uma crise de empatia, a falta de uma aliança íntima entre origens e fins, causas e consequências, passado, presente e futuro.”

Adrielen: Mas nem tanto ao fatalismo! Que sorte a nossa respirar e ter um planeta com condições tão adequadas. Para Ricardo Ogando, do Observatório Nacional, o planeta possível é a Terra!

Ricardo Ogando: “Marte é um planeta extremamente complicado. Você não vai ter ar, vai ter radiação e um estilo de vida totalmente artificial. É muito mais barato ficar na Terra e cuidar dela. Essa é uma conta fácil de fazer.”

Adrielen: Sem planeta B, C ou D. Faz o T! É T de Terra!

No episódio nove: o futuro da Terra e o nosso em jogo!

🎵Sobe Som 🎵

Adrielen: Este é o S.O.S! Terra Chamando! O podcast sobre a saúde do planeta. Uma co-produção da Empresa Brasil de Comunicação e da Casa de Oswaldo Cruz.

Eu sou Adrielen Alves, responsável pela idealização, roteiro e apresentação.

A pesquisa e a produção são de Anita Lucchesi e Teresa Santos. A edição de conteúdo é da Julianne Gouveia e a revisão é da Ana Elisa Santana.

Fazem parte da Comissão Técnico-Científica: Carlos Machado de Freitas, Carlos Henrique Assunção Paiva, Diego Vaz Bevilaqua, Dilene Raimundo do Nascimento, Magali Romero Sá e Tereza Amorim Costa.

Os atores são Georgiana Góes e Pablo Aguilar. A locução da leitura do texto do Tiago Novaes é do Thiago Regotto.

O apoio à produção ficou por conta de Adriana Ribeiro e Victor Ribeiro. A operação de áudio é de Álvaro Seixas, Thiago Coelho, Reynaldo Santos, Thales Santos e Reinaldo Shiro. A edição final e a sonoplastia são da Pipoca Sound.

Este episódio usa áudios de pesquisadores e especialistas em clima e saúde. Até a próxima!

🎵 Vinheta de Encerramento 🎵

🎵 Som de fita voltando 🎵

Beatriz Arcoverde: Também contribuíram na Coordenação de Processos, implementação e publicação nas plataformas: Equipe da Radioagência Nacional – EBC,  Interpretação em Libras: Equipe de tradução da EBC, na edição de vídeo para o youtube: Mateus Araújo e o responsável pela arte: Vinícios Espangeiro.

🎵 Vinheta de Encerramento 🎵

Em breve

 

18:22

Por Célio Simões (*)

Apesar de muito usada, nem todo mundo conhece a origem da expressão “novo em folha”, quase sempre relacionada a livros. A língua portuguesa é muito rica e expressões passam de geração para geração, sem que se saiba como surgiram. Muitas permanecem imutáveis ao longo dos anos, porém outras sofrem influências e acabam se adaptando aos novos tempos. Mas não há dúvida de que elas enriquecem e dão peculiaridade ao nosso idioma.

Algumas delas têm origem no nosso próprio país, são antigas, remontam ao tempo do império, enquanto outras tem conotação estrangeira, religiosa,  mitológica, mística ou histórica. “Novo em folha”, como dito antes, foi inspirada na utilização do papel, particularmente dos livros, tendo em mente as folhas de papel brancas, limpas e sem amassados de livros recém-impressos, novinhos, sem dobras e sem riscos. Mas atualmente a frase pode estar relacionada a outros objetos e também a pessoas.

Quando nos referimos a algo que nunca foi usado ou que está em ótimo estado é trivial falarmos que o objeto está “novo em folha”. Ou quando uma pessoa, após enfrentar uma enfermidade se vê totalmente curada, os familiares dizem que ela está “nova em folha” ou “pronta para outra”. É fácil perceber que usamos o adjetivo “novo” para nos referir tanto a objetos como a pessoas.

Mas e a “folha”? O que a “folha” tem a ver com um carro novo, um sapato recém comprado ou a alguém que acabou de sair de um hospital? Isso acontece justamente porque a expressão vem das folhas de papel limpinhas e sem máculas, tipo os livros novos quando acabam de ser impressos e não de nenhuma árvore.

Há quem use o termo para dizer que comprou um carro “novo em folha”, para distinguir da aquisição de um seminovo. Mas não é só com o carro zero bala que surge sua utilização, cabe também para um sapato novo, uma roupa nova ou qualquer outro objeto, desde que adquiridos recentemente e em estado impecável.

Quem nunca ouviu: – Comprei uma televisão de 50 polegadas “nova em folha”. Ou, com o mesmo sentido: – Ganhei um computador usado, e depois de uma repaginada, ficou “novo em folha”. As fofoqueiras diriam: – Vocês viram a fulana depois da plástica no rosto? Rejuvenesceu, está “novinha em folha…”.

Mas há situações incomuns em que essa expressão é incluída no diálogo para enfatizar o que se pensa sobre algo ou alguma coisa. Como o sujeito que procurou a oficina, levando seu antigo relógio de pêndulo para mais uma vez ser recuperado. Antes de sair, disse ele ao relojoeiro, com o intuito enfatizar a importância que o objeto tinha para ele:

  • Mas, por favor, tenha muito cuidado com ele, me devolva funcionando, “novo em folha”. É que esse relógio pertenceu ao meu avô e dessa marca não se fabrica mais…

Ao que o outro ironicamente respondeu:

  • Graças a Deus…

A música popular brasileira não deixou passar a oportunidade de utilizar a expressão e foi isso que fez o “Trio Xamego”, na composição intitulada “Novinho em Folha”, cujos versos ratificam o sentido com que ela é usada: Aqui estou eu, novinho em folha // De chapéu de couro, alparcata, culote e gibão // Pra cantar as modas de cabra da peste // Que vem do nordeste do meu torrão // Pra cantar tudo que vem lá da serra // Da minha terra no meu sertão. Eu não tenho reinado // não tenho coroa // Mas dentro da arte, modéstia à parte // Eu levo a vida tão boa // Trago a zabumba numa sacola // Mas não peço esmola a nenhum cidadão // Novinho em folha estou por aqui // E ninguém vai impedir de eu cantar meu baião!”

Portanto, para tudo que o que está “estalando de novo”, usamos a expressão “novo ou novinho em folha” como um adjetivo, isto é, uma palavra que se junta ao substantivo para modificar o seu significado, acrescentando-lhe qualidade, natureza, modo de ser ou o próprio estado em que a pessoa se encontra. Rodrigo Santos (O Pensador) cunhou uma frase para expressar uma sensação conhecida de todos nós: “Durmo com a expectativa de acordar novo em folha e acordo como se tivesse sido atropelado por um caminhão!”. Quem nunca se sentiu assim?…

(*) O autor é paraense, advogado, pós-graduado em Direito e Processo do Trabalho, escritor, professor, palestrante, poeta e memorialista. É membro da Academia Paraense de Letras, membro e ex-presidente da Academia Paraense de Letras Jurídicas, fundador e ex-vice-presidente da Academia Paraense de Jornalismo, fundador e ex-presidente da Academia Artística e Literária de Óbidos, membro da Academia Paraense Literária Interiorana e da Confraria Brasileira de Letras em Maringá (PR). Foi juiz do TRE-PA, é sócio efetivo do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, sócio correspondente do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, fundador e membro da União dos Juristas Católicos de Belém e membro titular do Instituto dos Advogados do Pará. Tem seis livros publicados e recebeu três prêmios literários.

O post CULTURA POPULAR: “NOVO EM FOLHA” apareceu primeiro em Jornal O Impacto.

O segundo dia de provas do Exame Nacional do Ensino Médico (Enem), com questões de ciências da natureza e matemática, é aplicado na tarde deste domingo, 16. O caderno de questões teve perguntas envolvendo o atleta Usain Bolt e a criação do Ozempic.

Para professores, a prova teve nível de dificuldade médio e manteve as tendências observas em anos anteriores do exame, como o enfoque em ecologia.

Movimentação de candidatos para o primeiro dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025, na Universidade Paulista (Unip) no bairro da Barra Funda, zona oeste da cidade de São Paulo
Movimentação de candidatos para o primeiro dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025, na Universidade Paulista (Unip) no bairro da Barra Funda, zona oeste da cidade de São Paulo

“A prova estava extremamente objetiva, uma prova direta, com poucas contas”, disse Virgilio Aveiro, professor de química da Escola SEB AZ Lafaiete, sobre as questões de ciências da natureza. “Chamou atenção a ausência de questões de botânica”, completou Fernando Roma, professor de biologia da instituição.

Para Yann Spinelli, professor de biologia do Colégio Andrews, o enfoque na área ambiental “não surpreende”. “A ecologia é sempre o ponto alto da prova, correspondendo a quase metade das questões aplicadas nos últimos dez anos”, afirmou.

A professora Gabriella Leal, professora de biologia do Colégio pH, avaliou o nível de dificuldade da prova como médio. “Achei a prova equilibrada: não tivemos textos-base muito longos, os comandos estavam claros e, muitas vezes, o próprio texto-base já conduzia o aluno para o que era esperado na resposta”, disse a docente.

Sobre o conteúdo, Gabriella avalia que o Enem manteve o enfoque em questões de ecologia. Por outro lado, ao deixar de abordar fisiologia humana, fugiu do padrão de edições anteriores.

Já o professor Rafael Cafezeiro, da plataforma AZ, avalia que a prova de biologia teve “poucas questões desafiadoras”, de nível fácil se comparada a 2024. “Dentro do esperado em relação aos assuntos, com bastante ecologia, impacto ambiental e transgenia”, declarou Cafezeiro.

O professor de química Caio Zanvettor, do pH, avaliou o conteúdo da prova como “dentro do esperado”. “Não percebi nenhuma mudança no estilo da prova”, disse o docente. Para Zanvettor, as perguntas de química acentuaram a tendência “conteudista” do Enem, ou seja, exigiram do candidato o conhecimento prévio do assunto abordado, “As questões não eram daquelas em que o texto consegue te encaminhar para a resposta”, afirmou.

Para Caio Britto, professor de física do pH, as questões de física mantiveram o padrão dos últimos anos. “Muitas questões com pegadinhas de interpretação e raciocínio lógico, que o aluno precisava ter para solucionar a questão ou, pelo menos, para ajudar muito no método de resolução”, disse. Segundo o docente, apesar de manter as tendências de edições anteriores, a prova deste ano foi mais equilibrada entre questões teóricas e de cálculo. “No ano passado, tivemos uma maioria esmagadora de questões teóricas. Este ano, não, foi bem dividida”.

Usain Bolt, criação do Ozempic e ecologia: veja o conteúdo das questões

O recorde do atleta Usain Bolt nas pistas exemplificou uma questão de física. Uma espécie de lagarto que ajudou a criação do Ozempic foi abordada em outra questão. Também houve uma pergunta que propôs ao candidato comparar os rendimentos do gás natural (GNV) e da gasolina.

A ecologia foi abordada de forma multidisciplinar. Uma das questões de ciências da natureza versava sobre a contaminação por óleo nos oceanos. Em outra pergunta, o tema foi o aquecimento global e a redução das emissões de gás carbônico. Em uma questão de matemática, por exemplo, o aluno precisou calcular a economia de água a partir do uso de uma garrafa PET no vaso sanitário.

Como foi o segundo dia de provas do Enem

As provas começaram a ser aplicadas às 13h30 e se encerram às 18h30. A saída dos participantes foi autorizada a partir das 15h30. O exame é aplicado em mais de 1.800 municípios, com 11 mil locais de prova e 164 mil salas, mobilizando mais de 300 mil pessoas.

Nas cidades de Belém, Ananindeua e Marituba, no Pará, as provas serão aplicadas nos dias 30 de novembro e 7 de dezembro, em razão da realização da COP-30. Já a reaplicação do Enem ocorrerá nos dias 16 e 17 de dezembro, e o resultado final está previsto para janeiro de 2026.

No primeiro dia do Enem, foram aplicadas as provas de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias e Ciências Humanas, além da redação. De acordo com o Ministério da Educação (MEC), dos 4,8 milhões de estudantes que tiveram a inscrição confirmada nesta edição, 73% compareceram ao primeiro dia de prova, enquanto a abstenção foi de 27%, índice próximo ao registrado em 2024.


50 escolas com as melhores avaliações no Enem
O número total de matrículas em educação à distância (EAD) no ensino superior quase quadruplicou de 2014 a 2024. O aumento foi de 286,7% em 10 anos.
Em 2014, cerca de 2 a cada 10 estudantes de ensino superior estavam matriculados em cursos à distância. Em 2024, eram quase 7 a cada 10.
É o que revela o Censo da Educação Superior 2024 que acaba de ser divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Em contrapartida, a modalidade presencial registrou queda de 22,3% nas matrículas nos mesmos10 anos.
O crescimento da EAD levantou uma preocupação: como regular a qualidade dessas graduações? Foi nesse contexto que o MEC anunciou, no início de maio deste ano, a Nova Política de Educação à Distância:
✏️️As graduações de Medicina, Direito, Odontologia, Enfermagem e Psicologia deverão ser ofertadas exclusivamente no formato presencial.
✏️️Nenhum curso poderá ser 100% à distância. O formato EAD passa a exigir que, no mínimo, 20% da carga horária seja cumprida:
presencialmente — na sede da instituição ou em algum campus externo, com todos os participantes (professores e alunos) fisicamente presentes—;
ou por atividades síncronas mediadas (como aulas on-line ao vivo, por exemplo).
Veja mais detalhes aqui.
faculdade ead
Ascom/Uninassau Petrolina
Outros desques do Censo Superior 2024
A educação à distância teve um aumento de 1% em termos de ingressantes com relação a 2023.
Em 2024, foram ofertadas mais de 23,6 milhões de vagas no ensino superior.
Dessas, apenas cerca de 5 milhões eram presenciais, e mais de 18,5 milhões eram à distância.
Apesar do alto número de vagas ofertadas, apenas 5.010.433 (21,1%) foram ocupadas em 2024.
Das novas vagas oferecidas em 2024, 25% foram preenchidas.
A rede privada ofertou 95,8% do total de vagas em cursos de graduação em 2024.
Licenciaturas
Os cursos de licenciatura, destinados à formação de professores, também registraram um aumento no número de matrículas no EAD.
Em 2024, 69% das matrículas em cursos de licenciatura eram na modalidade à distância, um aumento de 2% em comparação com o ano anterior.
Entre os ingressantes, a modalidade teve um destaque ainda maior. 8 a cada 10 novos alunos de licenciatura escolheram o EAD.
Considerando apenas os novos estudantes da rede privada, a escolha pelo EAD é quase absoluta, com 93,8% dos novos ingressantes matriculados na modalidade.
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