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As mulheres são maioria entre os brasileiros aptos a votar neste domingo (4), mas os homens predominam entre os principais candidatos aos governos estaduais. Segundo
Ney Matogrosso em imagem do documentário ‘Ney por trás das máscaras’, atração da mostra ‘Premiére Brasil’ do Festival do Rio 2026 Divulgação ♫ CRÍTICA DE
Alunos da França fazem protestos com foto em Saint-Denis, próximo a Paris. Abdul Saboor/Reuters O protesto estudantil que se espalhou pela França está agora “fora
A polêmica “Batalha dos Sexos” entre Aryna Sabalenka e Nick Kyrgios acontece neste domingo (28), às 13h (horário de Brasília).
O jogo será realizado na Coca Cola Arena, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, e terá transmissão da CazéTV, no Youtube.
A exibição tem dividido opiniões desde que foi anunciada, com críticos avaliando que o evento pode enfraquecer o tênis feminino ao banalizar décadas de avanços em direção à igualdade.
Em um dos episódios, ao confirmar a partida contra Sabalenka, ele debochou da capacidade da colega, atual número 1 do ranking da WTA.
“Ela (Sabalenka) tem uma grande personalidade e é uma ótima tenista. É o tipo de jogadora que realmente acredita que vai vencer. Ela não vai me derrotar. Você acha mesmo que eu tenho que me dedicar 100%? (…) Quer dizer, nossos saques, as mulheres não conseguem devolvê-los”, disse ele no podcast do tenista Alexander Bublik.
O duelo deste domingo (28) terá algumas regras modificadas para dar equilíbrio. O lado da quadra de Sabalenka será 9% menor e os dois jogadores terão apenas um saque disponível a cada ponto.
O jogo é no formato melhor de três sets, mas o último, se necessário, será um super tie-break de dez pontos.
A única Batalha dos Sexos realizada até hoje foi uma vitória de Billie Jean King, que lutou ativamente pelo tênis feminino, contra Bobby Riggs, em 1973.
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Conciliar exigência acadêmica, acolhimento e desenvolvimento socioemocional de crianças e adolescentes segue como um dos principais desafios da educação. A articulação desses elementos é decisiva para a construção de ambientes escolares que assegurem aprendizagem consistente e, simultaneamente, promovam a formação integral dos estudantes.
A exigência acadêmica está associada à definição de parâmetros elevados de ensino e aprendizagem, voltados à consolidação de conhecimentos e competências cruciais ao desenvolvimento intelectual e à preparação para desafios futuros. O acolhimento, por sua vez, refere-se à criação de um ambiente seguro e respeitoso, que reconhece as singularidades dos estudantes e favorece seu engajamento e bem-estar.
Nesse cenário, a atuação de toda a comunidade escolar é determinante. O sentimento de pertencimento amplia a participação dos estudantes nas práticas pedagógicas e na rotina institucional. Em conjunto com os demais pilares, a educação socioemocional contribui para o desenvolvimento de habilidades como empatia, autocontrole, escuta ativa e mediação de conflitos, essenciais tanto no percurso escolar quanto na vida em sociedade.
Quando não há equilíbrio entre essas dimensões, os efeitos tendem a ser relevantes. A predominância da exigência sem contrapartidas de acolhimento pode gerar ambientes de pressão e desmotivação. Já o foco exclusivo no cuidado, sem consistência pedagógica, pode comprometer a progressão da aprendizagem. A superação desse desafio depende de práticas institucionais integradas, equipes docentes articuladas e diálogo contínuo com as famílias.
Dessa forma, a integração entre exigência acadêmica, cuidado com o estudante e formação socioemocional se consolida como eixo estruturante do trabalho educacional, abordagem que sustenta não apenas o desempenho escolar, mas também a preparação de jovens mais aptos a enfrentar desafios acadêmicos, profissionais e sociais.
As inscrições para o Pé-de-Meia Licenciaturas, programa do Ministério da Educação (MEC) que dá um incentivo mensal de R$ 1.050 a estudantes da graduação que se formarão professores, deveriam estar abertas desde domingo (17), de acordo com o edital publicado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).
Candidatos que entraram na plataforma oficial, no entanto, foram surpreendidos com um aviso de adiamento do cronograma, sem qualquer aviso prévio do MEC :
Pé-de-Meia Licenciaturas teve inscrições adiadas sem aviso prévio
Arquivo pessoal
Esta notificação só aparece após o login na Plataforma Freire e o preenchimento dos dados pessoais.
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O g1 entrou em contato com o MEC e a Capes para saber o motivo da mudança de datas e o novo prazo previsto. Os órgãos não haviam respondido até a última atualização desta reportagem (o ministério afirmou que está apurando o que ocorreu).
Pelo cronograma inicial, as inscrições terminariam nesta terça-feira (19).
Tire suas dúvidas sobre o programa abaixo:
✏️Como fazer a inscrição?
É preciso preencher o cadastro na Plataforma Freire, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes):
O aluno deve enviar seus dados pessoais, o currículo e o termo de concordância assinado.
Em seguida, precisa informar em qual instituição de ensino está matriculado.
✏️Quem pode participar?
O programa exige que o aluno tenha:
sido aprovado em um curso de licenciatura presencial no segundo semestre de 2025 ou no primeiro de 2026, no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), no Programa Universidade para Todos (Prouni) ou no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies);
obtido nota igual ou superior a 650 no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
Não há critérios de renda.
✏️De quanto é a bolsa?
O auxílio pago aos estudantes aprovados será de R$ 1.050 por mês, do início ao fim do curso. Dessa quantia, R$ 700 poderão ser sacados imediatamente e R$ 350 serão depositados em uma poupança (liberada após a formatura).
As bolsas são pagas pelo MEC, por meio da Capes, e beneficiarão até 12 mil alunos em 2026.
✏️Quando saem os resultados?
Eles são divulgados mensalmente. Não se sabem, porém, se o atraso no início das inscrições impactará o cronograma e o pagamento de fevereiro/março.
Sala de aula vazia de faculdade de SC
Unisul/Divulgação
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Pé-de-meia Licenciatura: entenda mais sobre benefício para estudantes do ensino superior
Levante e Getafe se enfrentam nesta segunda-feira (13), às 16h (de Brasília), em jogo válido pela 31ª rodada de LaLiga.
O confronto será realizado no Estádio Ciudad de Valencia, em Valência, na Espanha. Acompanhe a transmissão ao vivo pela ESPN 3 e Disney+.
O Levante ocupa a 19ª posição na tabela com 26 pontos, somados em seis vitórias, oito empates e 16 derrotas. Na rodada anterior, a equipe perdeu por 2 a 0 para o Real Sociedad.
Já o Getafe aparece na 8ª colocação com 41 pontos, conquistados em 12 vitórias, cinco empates e 13 derrotas. O clube venceu por 2 a 0 o Athletic Bilbao em seu último compromisso na competição.
Onde assistir a Levante x Getafe
TV: ESPN
Streaming: Disney+
Ficha técnica de Levante x Getafe
Data: 13/04/2026 (segunda-feira)
Horário: 16h (de Brasília)
Local: Estádio Ciudad de Valencia, em Valência, na Espanha
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O projeto de lei que flexibiliza as regras do licenciamento ambiental no Brasil, aprovado na última semana pelo Senado (PL 2.159/2021), pode inviabilizar os compromissos climáticos e ambientais do país anfitrião da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30). O evento reúne políticos, organizações e diplomatas para definir metas para desacelerar o aquecimento global e ocorrerá em Belém, no Pará, em novembro deste ano.
“Os impactos diretos e indiretos dessa nova lei, se ela for aprovada da forma como está, podem inviabilizar as metas climáticas e a meta do desmatamento zero no Brasil, defendida pelo presidente Lula”, afirmou André Lima, secretário extraordinário de Controle do Desmatamento e Ordenamento Ambiental Territorial do Ministério do Meio Ambiente e Mudanças do Clima (MMA), em entrevista à InfoAmazonia.
Os impactos diretos e indiretos dessa nova lei, se ela for aprovada da forma como está, podem inviabilizar as metas climáticas e a meta do desmatamento zero no Brasil, defendida pelo presidente Lula.
André Lima, secretário extraordinário de Controle do Desmatamento e Ordenamento Ambiental Territorial do MMA
André Lima, secretário de Controle do Desmatamento. Foto: Rogério Cassimiro/MMA
Os compromissos ambientais e climáticos do Brasil no Acordo de Paris (2015) para combater as mudanças climáticas preveem o desmatamento zero até 2030, a criação de mais áreas protegidas e a restauração florestal.
Com as mudanças propostas pelo Congresso, as terras indígenas, unidades de conservação e quilombos da Amazônia que já sofrem pressão crescente correm o risco de serem excluídos dos estudos de licenciamento ambiental. Se o texto atual for mantido, até 3 mil áreas protegidas podem simplesmente deixar de ser consideradas na análise de impactos de obras e empreendimentos.
Lima explica que o projeto em tramitação no Congresso fragiliza a proteção ambiental ao desconsiderar os impactos de grandes obras na Amazônia e ao criar mecanismos que encurtam prazos ou permitem autolicenciamento.
Em audiência na Comissão de Infraestrutura do Senado, na manhã desta terça-feira (27), a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, alertou que a Amazônia “está entrando em ponto de não retorno: O “ponto de não retorno” da Amazônia, ou tipping point em inglês, refere-se a um limiar crítico na degradação da floresta, a partir do qual ela pode perder sua capacidade de se regenerar, com impactos irreversíveis no clima e no ecossistema.”, que pode ser provocado pelo avanço do desmatamento, levando o bioma perder sua capacidade de se recuperar e se regenerar.
“Existe um fenômeno avassalador que se chama mudança do clima. Se a gente não conseguir resolver esse problema, ele só vai piorar, e de forma assustadora em um país como o Brasil”, disse a ministra aos senadores.
Marina Silva acabou abandonando a comissão após discutir com os senadores Omar Aziz (PSD-AM) e Marcos Rogério (PL-RO). O debate começou após os senadores cobrarem o asfaltamento da BR-319. Aziz disse que os dados oficiais do governo brasileiro sobre desmatamento na área de influência da rodovia são “falsos”.
Ministra do Meio Ambiente disse aos senadores que a Amazônia se aproxima do ponto de não retorno e que o desmatamento precisa ser freado. Foto: Rogério Cassimiro/MMA
Mudanças ameaçam 17 milhões de hectares
O PL do Licenciamento foi aprovado pela Câmara em 2021, mas, após as modificações aprovadas pelo Senado na última semana, o texto precisará retornar à análise dos deputados antes de seguir para sanção presidencial.
A tramitação é acompanhada por diversas articulações para viabilizar obras e empreendimentos na Amazônia. Entre elas, estão a tentativa de exploração de petróleo na Foz do Amazonas; novas concessões de rios para o escoamento da produção do agronegócio; a construção das hidrovias do Madeira e do Araguaia; a exploração de minérios, como no projeto de potássio no Amazonas; e a construção de rodovias e ferrovias, a exemplo da BR-319 e da Ferrogrão.
Um estudo realizado pelo Instituto Socioambiental (ISA) aponta que ao menos 75 obras previstas no Programa de Aceleração do Crescimento: O PAC é um programa do governo federal que realiza investimentos massivos em infraestrutura com o objetivo de ser um dos “catalisadores para o desenvolvimento econômico e social” do pais. (PAC) excluíriam 17 milhões de hectares de floresta da necessidade de estudos ambientais e medidas de mitigação — que servem para reduzir os impactos dos empreendimentos.
Segundo a análise, considerando os critérios atuais, 277 áreas protegidas seriam abrangidas por exigências de licenciamento. No entanto, com o texto atual do PL, esse número cairia para 102 áreas, afetadas por 42 obras (4 ferrovias, 1 hidrelétrica, 2 hidrovias, 7 portos e 28 rodovias).
BR-319 e Ferrogrão podem impulsionar desmatamento
Indígenas Kayapó fecham a BR-163 durante protesto contra Ferrogrão. Foto: Lucas Landau/Instituto Kabu Crédito: LUCAS LANDAU
À InfoAmazonia, Lima destacou dois projetos como os mais críticos para o avanço do desmatamento na Amazônia: as obras da rodovia BR-319 e da ferrovia Ferrogrão, cujos impactos ambientais indiretos deixariam de ser considerados pelo texto proposto pelos parlamentares.
“A obra da BR-319 tem um potencial de emissões de 8 gigatoneladas de carbono. São quatro anos de emissões globais do Brasil numa única obra na Amazônia, dependendo de como ela for executada”, observa Lima.
A obra da BR-319 tem um potencial de emissões de 8 gigatoneladas de carbono. São quatro anos de emissões globais do Brasil numa única obra na Amazônia, dependendo de como ela for executada.
André Lima, secretário extraordinário de Controle do Desmatamento e Ordenamento Ambiental Territorial do MMA
A rodovia que liga Porto Velho (RO) a Manaus (RO), construída pelo governo militar em 1976, foi desativada em 1988. O trajeto a ser reconstruído cortaria uma grande região preservada da Amazônia, onde estão ao menos 69 terras indígenas e 41 unidades de conservação. No entanto, só com as promessas da obra, o desmatamento na área de influência da rodovia chegou a ser duas vezes e meia maior do que a média para toda a Amazônia.
Estudos publicados por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) indicam que a rodovia poderia impulsionar o desmatamento da Amazônia em 1.200%. A obra para reconstrução da rodovia já foi proposta nos governos de Fernando Henrique (1994-2001), Lula (2003-2010), Dilma (2011-2016) e Bolsonaro (2019-2022), o que mais avançou com o projeto. No entanto, nenhum deles conseguiu obter o licenciamento ambiental.
No caso da Ferrogrão, o empreendimento terá impacto em pelo menos seis terras indígenas — incluindo territórios de três povos isolados — e 17 unidades de conservação, segundo levantamento exclusivo da InfoAmazonia e do Joio e o Trigo. O projeto é planejado para ligar o norte de Mato Grosso ao porto de Miritituba, no Pará, e tem potencial de agravar o desmatamento que já se tornou um problema ao longo da BR-163, paralelo ao trecho da ferrovia.
“Se não forem adotados, previamente, os cuidados de governança ambiental, a gente pode estar condenando uma parte expressiva da Amazônia a desmatamento, grilagem, garimpo ilegal, ocupação de territórios de populações tradicionais, exploração madeireira clandestina e incêndios florestais”, alerta Lima.
Avanço do desmatamento no interior de Porto Velho, Rondônia. Foto: Fábio Bispo/InfoAmazonia Crédito: Washington Fidelis
MMA articula vetos do presidente Lula
Lima destaca que a desobrigação dos estudos ambientais pode ser ainda mais grave com a criação da chamada Licença Ambiental por Adesão e Compromisso (LAC), que é emitida de forma autodeclaratória. “Praticamente aperta um botão e sai a licença”, explica o secretário.
Como exemplo, ele cita obras de médio impacto que podem ser aprovadas pela LAC, como pequenas hidrelétricas. “Poderá haver dezenas dessas pequenas hidrelétricas em um mesmo trecho de um rio. Cada uma licenciada por adesão e compromisso”.
Outros trechos da lei, como a Licença Ambiental Especial (LAE), incluída no Senado; e o enfraquecimento do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama), também são consideradas mudanças graves, segundo Lima.
No caso da LAE, o dispositivo prevê tramitação diferenciada para projetos considerados como “estratégicos” por um conselho do governo. A medida poderia ser aplicada, por exemplo, para os futuros projetos de petróleo na Foz do Amazonas, que tem leilão para 47 blocos previsto para junho. Nesse caso, o licenciamento deveria ser concluído no prazo de até um ano. A proposta é uma das que precisa de análise dos deputados.
A expectativa dentro do governo, segundo Lima, é da derrubada das alterações promovidas no Senado, como é o caso da LAE, e posteriormente o veto do presidente Lula. “Dependendo de como o projeto for aprovado na Câmara, vamos trabalhar internamente para que haja vetos, porque realmente ele [projeto de lei] tem problemas graves, inclusive de inconstitucionalidade”.
Outro desdobramento possível, segundo Lima, seria “uma enxurrada de judicialização” diante dos pontos considerados inconstitucionais pelos técnicos do MMA. O que novamente poderia deslocar as pressões políticas para o Supremo Tribunal Federal (STF).
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