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O pugilismo brasileiro encerrou a participação na etapa de Astana, no Cazaquistão, da Copa do Mundo de boxe, com sete medalhas, quatro douradas, conquistadas neste domingo (6). A delegação verde e amarela obteve, ainda, duas pratas e um bronze. O desempenho ficou atrás somente dos anfitriões, que foram ao topo oito vezes.

Os quatro ouros vieram nas disputas masculinas. Na categoria até 60 quilos, Luiz Oliveira, o Bolinha, neto do medalhista olímpico Servílio de Oliveira, superou Lundaa Gantumur, da Mongólia.

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Entre os pugilistas até 70 kg, Kaian Reis foi campeão diante do indiano Hitesh Gulia. No combate que decidiu o campeão até 90 kg, deu Isaías Ribeiro contra o turco Emrah Yasar. Já na categoria até 65 kg, Yuri Falcão garantiu a medalha dourada ao bater Abhinash Jamwall, da Índia.

O Brasil ainda participou de duas finais femininas, ficando com a prata em ambas. Na decisão da categoria até 60 kg, Rebeca Santos não resistiu à cazaque Viktoryia Grafeyev, atleta da casa. Na categoria até 57 kg, Jucielen Romeu – ouro nos Jogos Pan-Americanos de Santiago, no Chile, em 2023 – foi superada pela indiana Jaismine Lamboria.

No último sábado (5), Caroline Almeida já tinha assegurado o bronze, ao cair na semifinal da disputa entre pugilistas até 51 kg.

Esta foi a terceira etapa da Copa do Mundo em 2025, após disputas em Foz do Iguaçu (PR) e Ústí Nad Labem, na República Tcheca. A última parada da temporada será em Nova Déli, na Índia, entre 15 e 22 de novembro.

Antes, em setembro, ocorre o Campeonato Mundial, em Liverpool, na Inglaterra. Será o primeiro organizado pela World Boxing, que virou a federação internacional do esporte em abril de 2023, após o Comitê Olímpico Internacional (COI) desfiliar a Associação Internacional de Boxe (IBA), antiga responsável, por corrupção e falta de governança.

Foto: Gleicy Ranielle

Equipe de Manhaçu obteve êxitos nos Campeonatos Mineiros sub-15, sub-17 e sub-20
O Boston City FC teve três compromissos importantes na manhã deste sábado (07 de junho), válidos pelos Campeonatos Mineiros de Base 2025. E, fez ‘barba, cabelo e bigode’, ou seja, foram três vitórias diante do Athletic, na fase inicial das competições sub-15, sub-17 e sub-20.
O primeiro êxito se deu no Campeonato Mineiro Sub-15 2025. A equipe de Manhaçu venceu por 1 a 0, mesmo atuando no Estádio Paulo Campos, em São João Del Rei (MG), pela quinta rodada. O gol foi marcado pelo atacante Carlos Rian, aos 37 minutos.
Desta forma, o Boston City FC ocupa a quarta colocação na classificação geral do estadual Sub-15, somando 12 pontos, em cinco jogos realizados (04 vitórias e 01 derrota). O próximo desafio será contra o XV de novembro EC, no sábado (14 de junho), às 08h30 (de Brasília), no Complexo Esportivo Boston City, em Manhaçu (MG), pela sexta rodada.
Já pelo Campeonato Mineiro Sub-20 2025, o Boston City FC repetiu o placar e bateu o mesmo Athletic, também por 1 a 0, em jogo realizado no Complexo Esportivo Boston City, na cidade de Manhaçu (MG), pela quarta rodada. O meia Arthur Vilela fez o tento solitário aos dois minutos da etapa complementar.
Com este resultado, o Boston City FC figura na terceira posição do Grupo A do estadual sub-20, contabilizando sete pontos, em três partidas disputadas (02 vitórias e 01 empate). Na jornada vindoura, o duelo será contra o EC Vila Real, no dia 15 de junho (domingo), às 10h (de Brasília), no estádio Walter Mattos Reis, em Machado (MG), pela quinta rodada.

Por fim, o Boston City FC derrotou mais uma vez o Athletic, desta vez por 2 a 1, pelo Campeonato Mineiro Sub-17 2025, mesmo jogando no Estádio Paulo Campos, em São João Del Rei (MG), pela quinta rodada. Os gols da equipe vencedora foram anotados pelo atacante Jefferson Santos, aos nove minutos da etapa inicial, e pelo zagueiro João Victor, aos dois minutos do segundo tempo.
Na classificação geral do estadual sub-17, o Boston City FC aparece no quinto lugar, contabilizando oito pontos, em cinco partidas disputadas (02 vitórias, 02 empates e 01 derrota). Na sequência da competição, o duelo será contra o XV de novembro EC, no sábado (14 de junho), às 10h30 (de Brasília), no Complexo Esportivo Boston City, em Manhaçu (MG), pela sexta rodada.

A construção da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (FICO) deve impactar 24 terras indígenas na Amazônia Legal, sendo 23 em Mato Grosso e uma em Rondônia. Um levantamento da InfoAmazonia revela ainda que a obra atravessará 105 nascentes e afluentes de três importantes bacias hidrográficas brasileiras: Xingu, Tocantins-Araguaia e Tapajós e pode contaminar e destruir cursos d’água fundamentais para a região. 

Iniciada em 2022, a ferrovia foi orçada em R$ 7,2 bilhões, com previsão de conclusão em 2027. O projeto, que está em fase de estudos para licenciamento socioambientais, prevê uma área de influência direta: A área de influência direta é a região onde os impactos de um empreendimento ou atividade são mais intensos e imediatos, afetando diretamente o meio ambiente e as comunidades locais. de 50 quilômetros, na qual comunidades indígenas poderão sofrer com desmatamento, erosão e mudanças nos fluxos hídricos.

A análise da reportagem se baseou no Estudo de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) da FICO, disponibilizado pela Infra.SA, empresa pública brasileira vinculada ao Ministério do Transportes e responsável pela fiscalização dos trabalhos realizados pelo setor privado na ferrovia. Também foram analisados os dados de localização das TIs, disponibilizados pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), com sobreposição ao traçado da ferrovia. O EIA/RIMA é um estudo que avalia os impactos ambientais de uma determinada obra. O EIA é técnico, e o RIMA apresenta as conclusões de forma acessível ao público.

A InfoAmazonia identificou que seis dessas terras – Manoki, Irantxe, Utiariti, Tirecatinga, Nambikwara e Vale do Guaporé – estão a menos de 10 quilômetros da linha da ferrovia, tornando-se mais vulneráveis aos impactos da obra e à pressão da expansão agrícola. O traçado passa pelos municípios de Água Boa, Lucas do Rio Verde, Gaúcha do Norte, Canarana, Paranatinga e outros com economias ligadas ao agronegócio.

A FICO terá um trajeto de 1.641 km, cortando o Mato Grosso de leste a oeste, dividido em três trechos: 383 km entre Mara Rosa (GO) e Água Boa (MT), 505 km de Água Boa a Lucas do Rio Verde (MT) e 646 km entre Lucas do Rio Verde (MT) e Vilhena (RO). Parte do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a ferrovia servirá para escoar a produção agrícola e incentivar a exploração mineral no Cerrado e na Amazônia, conforme informações da Infra S.A. 

Além disso, a FICO se insere em um conjunto de obras que fazem parte do projeto da Ferrovia Transcontinental, também da Infra S.A. Planejada para ter cerca de 4.400 km de extensão no território brasileiro, ela conectará o Porto de Açu, no Rio de Janeiro, a Boqueirão da Esperança, no Acre. Esse projeto é parte de uma proposta maior para criar uma ligação ferroviária entre os oceanos Atlântico, no Brasil, e Pacífico, no Peru. A FICO, especificamente, conectaria as BRs 158 e 163.

Comunidade indígena impactada

Entre os 105 corpos d’água que devem ser impactados pela obra, a reportagem mapeou que três deles estão na nascente do rio Xingu: o rio Sete de Setembro, o rio Batovi e o rio Curisevo. A análise identificou que a obra passa fora da Terra Indígena do Xingu, mas atravessa as nascentes dos rios que correm na região, o que pode impactar na qualidade e na quantidade de água no território, com poluição e assoreamento em razão da obra.

Aldeia Ulupwene, ‘ilha’ banhada pelos rios Ulupwene e Tamitatoala. Crédito: Piratá Waurá. / InfoAmazonia

Na aldeia Ulupuwene, localizada na Terra Indígena Batovi, dentro do Parque Indígena do Xingu (TIX), a comunidade, que depende dos rios para alimentação, higiene e lazer, tem o apoio da Associação Terra Indígena do Xingu (ATIX) em um Grupo de Trabalho de Componente Indígena. Esse grupo monitora os impactos da FICO e da BR-242 no território, acompanhando os estudos, realizando reuniões com os responsáveis pelas obras e mantendo contato com órgãos do governo federal.

A comunidade é banhada pelas nascentes da bacia do Xingu: o rio Tamitatoala (ou Batovi) e o rio Ulupuwene (também chamado de Bakairi), que estão entre os 105 corpos d’água que devem ser impactados. Localizada na ponta oeste da TIX, na divisa entre o território do Xingu e fazendas produtoras de soja e milho, a comunidade está vulnerável a tudo o que ocorre fora da área demarcada.

Professor na aldeia Ulupuwene, Hukai Waurá é formado em Ciências da Cultura pela Universidade Federal do Goiás, e membro do Grupo de Trabalho de Componente Indígena da ATIX. Ele conta que a região tem sofrido pressão do agronegócio, o que pode piorar com a chegada da FICO.

“Nas cabeceiras dos dois rios [que correm na aldeia] está tudo desmatado pelos fazendeiros. A lavoura está colada nos rios. A gente entende que os proprietários jogam os venenos na soja e cai no rio Bakairi e Tamitatoala, que é onde a gente se alimenta. Acredito que a gente está consumindo com os venenos [agrotóxicos], então isso nos deixa preocupados”, diz Hukai.

Hukai Waurá alerta que os efeitos da FICO serão permanentes, e que por isso o governo federal deve estar preparado para atender as demandas dos povos indígenas Crédito: Piratá Waurá / InfoAmazonia

Nas cabeceiras dos dois rios [que correm na aldeia] está tudo desmatado pelos fazendeiros. A lavoura está colada nos rios.

Hukai Waurá, professor na aldeia Ulupuwene

Para evitar os avanços da FICO, os indígenas cobram do governo federal um relatório que liste os reais impactos que a obra vai causar na região da Ulupuwene.

“Em 2024, o governo não só atendeu, como mandou os pesquisadores que andaram nas aldeias conversando com as comunidades. Até agora não apresentaram relatório. Eles têm que apresentar relatório para a gente aprovar ou não. Temos que saber qual impacto vamos sofrer, como é que a gente vai sobreviver com isso daqui mais futuramente”, explica Hukai.

Em 1985, a cobertura florestal em Mato Grosso — o principal estado impactado pela FICO — era de 80.239.031 hectares. Em 2023, essa área foi reduzida em 31%, caindo para 55.230.962 hectares, conforme dados da Plataforma MapBiomas. O uso da terra para agropecuária e lavoura no estado também aumentou drasticamente, passando de 9.747.376 hectares para 34.715.252 hectares no mesmo período, um crescimento superior a 256%.

Entre 1985 e 2023, as nascentes da bacia do rio Xingu perderam 46% de sua superfície de água. Em 1985, o volume de água na região era de 117 mil hectares, mas, em 2024, era de cerca de 62.735 hectares: uma perda de 54.376 hectares, segundo dados do MapBiomas. Isso significa que, em 38 anos, as áreas úmidas (rios, lagos e outras fontes d’água) perderam quase metade de seu território.

Um dos primeiros moradores e liderança da aldeia Ulupuwene, Yaponuma Waurá diz: “Como estamos na fronteira da área indígena, a gente fica preocupado. Ouvi a história de que vão trazer a BR-242 e a ferrovia, que vão trazer problemas para nós. Por que esses projetos causam problema? Isso vai acelerar bastante o desmatamento para o nosso território e aumentar as áreas urbanas nos arredores”. 

Para a safra 2023/2024, Mato Grosso plantou mais de 11 milhões de hectares de soja, consolidando-se como o maior produtor nacional, com 25% da produção do país, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Nascentes vulneráveis há anos

No final dos anos 1990, a bióloga Rosely Alves Sanches, pesquisadora da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), foi convidada pelo Instituto Socioambiental (ISA) para iniciar um diálogo entre os povos indígenas do Xingu e as comunidades ao redor, em cidades de Mato Grosso como Canarana, Querência e Gaúcha do Norte. As comunidades indígenas estavam preocupadas com a mudança na qualidade das nascentes e a diminuição dos peixes.

“O ISA tinha um trabalho muito focado para dentro do território indígena, mas havia uma demanda por parte de lideranças indígenas naquela época com a questão das nascentes do Xingu, que ficaram fora durante todo processo de demarcação do Parque Indigena do Xingu”, explicou a pesquisadora. 

Assim, começou no início dos anos 2000 o projeto Yikatu Xingu, que consistia na construção de um diálogo com o objetivo de proteção das nascentes. Além de reunir diferentes grupos, como governos municipais, pequenos e grandes agricultores, lideranças indígenas e população local para discutir ações, o projeto resultou na criação da organização Sementes do Xingu, que reúne coletores de sementes da região que revendem os produtos da natureza para reflorestamento local. Mas os problemas não deixaram de existir. 

Sanches também estudou as nascentes do Xingu e sua importância ambiental. Ela identificou uma floresta adaptada ao clima, com raízes profundas que buscam água no subterrâneo. A região, entre a Amazônia e o Cerrado, possui áreas úmidas essenciais para a produção hídrica e pesqueira, mas essas áreas vêm se perdendo fora do Parque Indígena do Xingu.

Em 2022, o Conselho Estadual de Meio Ambiente (Consema-MT) aprovou a drenagem de áreas úmidas para outros usos, gerando críticas por comprometer a produção de água e peixes. “Começou a me chamar atenção que dentro do Parque Xingu, você vê as lagoas, os lagos. Mas fora do Xingu hoje, atualmente, a gente tem observado que cada vez mais essas áreas estão desaparecendo”, alerta.

O rio Ulupwene corre dentro da aldeia e, para os Wauja, é mercado, banho, brincadeira, vida. O povo teme que o rio seque com a passagem da FICO Crédito: Piratá Waurá / InfoAmazonia

O cacique e pajé da aldeia Ulupuwene, Elewoká Waurá, foi morar na Terra Indígena Batovi em 2010, junto a seus irmãos. Nascido na aldeia Piyulaga, na região central do território Xingu, ele decidiu se mudar quando percebeu que a região começou a ser ocupada por não indígenas para fins de pesca, caça e outros. Sua preocupação é com o uso de agrotóxicos em lavouras próximas às nascentes, mas também com a proteção da mata. No trajeto antes de chegar ao Parque do Xingu, está localizada uma área de cerca de 10 km que pertence à reserva legal: A reserva legal é a área dentro de uma propriedade rural que deve ser preservada com vegetação nativa, garantindo o equilíbrio ecológico. Seu percentual varia conforme o bioma, conforme previsto no Código Florestal. de uma fazenda. Elewoká quer que o trecho seja preservado para que o desmatamento não se aproxime mais de seu povo. 

É da floresta, como conta o cacique, que vem o material com que o povo Wauja faz suas casas e os remédios que ele, como pajé, usará na cura dos pacientes, a comida e os trabalhos de arte, como a cerâmica e a tinta para o grafismo.

“Aqui o ar é diferente. É o ar limpo. Quando você sai dentro do território para fora, a respiração que você sente lá é diferente: você sente o cheiro do veneno. Estou muito preocupado com o futuro, não sei como vai ser daqui mais para frente. Estou aconselhando os jovens que continuem nesta luta que eu estou fazendo e para não abrir mão para os não indígenas destruir nossa riqueza. É como eu falei: daqui a gente tira nossa alegria. Se não tiver natureza, a gente não tem liberdade de alegria”, conta Elewoká. 

Aqui o ar é diferente. É o ar limpo. Quando você sai dentro do território para fora, a respiração que você sente lá é diferente: você sente o cheiro do veneno.

cacique e pajé da aldeia Ulupuwene, Elewoká Waurá

Falando em Aruak, sua língua nativa, o cacique Elewoká Waurá alertou sobre a vulnerabilidade da aldeia Ulupwene diante da expansão da ocupação não indígena na região Crédito: Piratá Waurá / InfoAmazonia

Infra S.A

Procurada pela reportagem, a Infra S.A, responsável pela ferrovia, respondeu por meio de assessoria de imprensa que o licenciamento prévio para toda a extensão da FICO foi obtido junto ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), com base em estudos de impacto na área de influência do empreendimento. O Instituto foi procurado, mas não respondeu à reportagem

“Todos os cursos d’água localizados na área de influência da ferrovia foram objeto de estudos técnicos que são avaliados pelos órgãos ambientais competentes para determinar, na fase de instalação do empreendimento, as medidas pertinentes de proteção e monitoramento. Dentre os programas comumente executados na fase de instalação, estão ações de supervisão ambiental das obras, monitoramento de efluentes e recursos hídricos, processos erosivos e ações para recuperação de áreas degradadas e de matas ciliares”, afirmam em resposta. 

Afirmam ainda que “para as comunidades tradicionais situadas na área de influência do empreendimento, são elaborados estudos específicos que avaliam os eventuais impactos e medidas para mitigação e/ou compensação. No caso de povos indígenas, o trabalho é supervisionado pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e no caso de comunidades quilombolas, as atividades são acompanhadas pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).


Esta reportagem foi produzida por jornalistas bolsistas da segunda edição do curso de Jornalismo Investigativo Ambiental e Geojornalismo, oferecido com o apoio da Earth Journalism Network da Internews, e é parte do eixo educacional da InfoAmazonia.

This content was first published on InfoAmazonia, at Ferrovia de Integração Centro-Oeste afetará 24 terras indígenas em Mato Grosso e Rondônia


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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta terça-feira (27) ter participado de um encontro com o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa, no primeiro semestre de 2025, na casa do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. 

Mais cedo, o suposto encontro foi noticiado pelo Portal Metrópoles e teria ocorrido em meio ao processo de tentativa de compra do Master pelo BRB.

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Em nota à imprensa, Moraes classificou a reportagem como “falsa e mentirosa”.

“A matéria do Portal Metrópoles sobre uma suposta reunião do ministro Alexandre de Moraes, acompanhado por um assessor, com o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, em um fim de semana do primeiro semestre de 2025, na casa do banqueiro Daniel Vorcaro, é falsa e mentirosa. Essa reunião não ocorreu e, lamentavelmente, segue um padrão criminoso de ataques desqualificados contra os integrantes do Supremo Tribunal Federal”, diz a nota.

O nome do ministro também foi envolvido em outros episódios envolvendo o banco. No final do ano passado, o jornal O Globo divulgou uma reportagem na qual afirmou que Moraes teria defendido a aprovação da operação de compra durante reuniões com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. As reuniões teriam ocorrido antes da decisão do BC que decretou a liquidação do Master por suspeitas de fraude.

Na ocasião, o ministro disse que as reuniões trataram exclusivamente da Lei Magnitsky, que foi aplicada pelo governo dos Estados Unidos contra ele.

Antes da liquidação, o escritório de advocacia Barci de Moraes, que pertence à família do ministro, prestou serviços ao Master. Em dezembro do ano passado, a investigação sobre o Banco Master passou a tramitar no STF. 

Em novembro de 2025, o banqueiro Daniel Vorcaro e outros acusados foram alvo da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF) para investigar a concessão de créditos falsos pelo Master, incluindo a tentativa de compra da instituição financeira pelo BRB, banco público ligado ao governo do Distrito Federal.

De acordo com as investigações, as fraudes podem chegar a R$ 17 bilhões.

Os deputados franceses rejeitaram, de forma unânime, nesta quinta-feira, o tratado entre a União Europeia (UE) e o Mercosul, ao apoiar uma moção não vinculante apresentada pelo partido La France Insoumise (LFI).

Leia mais em: https://exame.com/mundo/deputados-da-franca-rejeitam-por-unanimidade-o-tratado-ue-mercosul/

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9 de junho de 2025
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