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28 de abril de 2026
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A homeopatia é ciência? E a psicanálise? A pesquisa da polilaminina segue o chamado rito científico? E a da cloroquina, durante a pandemia? Debater seriamente

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A diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) se reúne nesta quarta-feira (28) para discutir a definição de regras específicas para a produção da cannabis medicinal no Brasil.

No encontro, agendado para as 9h30 na sede da agência, em Brasília, os diretores vão debater a revisão da Resolução 327/2019, que atualmente regula o acesso a produtos à base de cannabis.

Notícias relacionadas:

A definição de regras atende a uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que, em novembro de 2024, determinou a regulamentação do plantio da cannabis, desde que voltado exclusivamente para fins medicinais e farmacológicos.

Propostas

No início da semana, a Anvisa apresentou três propostas de resolução diferentes que normatizam a produção da cannabis medicinal, pesquisas científicas com a planta e o trabalho de associações de pacientes.

Em entrevista coletiva, o presidente da agência, Leandro Safatle, destacou que a demanda por produtos à base de cannabis cresceu exponencialmente ao longo da última década no país.

“No Brasil, a evolução do uso desses produtos tem sido registrada principalmente pelo aumento de importações individuais. Entre 2015 e 2025, ou seja, nos últimos 10 anos, foram mais de 660 mil autorizações individuais de importações.”

“A gente tem também, no Brasil, autorizados 49 produtos de 24 empresas, aprovados pela Anvisa, disponíveis em farmácia. Cerca de 500 decisões judiciais para plantio de pessoas físicas ou jurídicas”, completou.

Safatle destacou ainda que, atualmente, cinco estados brasileiros contam com leis que autorizam o cultivo de cannabis medicinal.

As normas propostas restringem a produção de cannabis a pessoas jurídicas e exigem inspeção sanitária prévia. Entre os requisitos de segurança estão o monitoramento por câmeras 24 horas e o georreferenciamento das plantações.

Além disso, a autorização será limitada a produtos com teor de THC igual ou inferior a 0,3%.

As medidas também abrem caminho para a produção, sem fins lucrativos, por parte de associações de pacientes. O objetivo é avaliar a viabilidade da produção em pequena escala, fora do modelo industrial, por meio de chamamento público.

Durante a entrevista, o diretor da Anvisa Thiago Campos ressaltou o rigor técnico para a elaboração das resoluções, além do alinhamento com a decisão do STJ e com diretrizes de órgãos internacionais.

“As medidas aqui definidas atendem aos requisitos de controle internacional, das condições da Organização das Nações Unidas e da Junta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes e estão alinhadas àquilo que constou na decisão judicial do STJ.”

As propostas serão analisadas pelo colegiado. Se aprovadas, as resoluções entram em vigor na data da publicação e terão validade inicial de seis meses.

Entenda

Em novembro de 2024, o STJ decidiu que a Lei das Drogas não alcança espécies de cannabis com concentrações muito baixas de tetrahidrocanabinol (THC), princípio ativo da planta que causa efeitos entorpecentes.

À época, os ministros concederam autorização a uma empresa que recorreu à Corte para importar sementes de cannabis com baixo teor de THC e alto teor de canabidiol, composto que não possui efeitos entorpecentes, mas traz benefícios medicinais.

Para que a decisão pudesse ser cumprida, o tribunal determinou a regulamentação da importação de sementes, do cultivo e da industrialização e comercialização de espécies de cannabis com baixa concentração de THC (menos de 0,3%). 

Prazo prorrogado

O prazo estabelecido para a definição das regras, de seis meses, venceu em setembro de 2025, mas foi prorrogado em novembro do mesmo ano, após pedido da Advocacia-Geral da União (AGU).

Logo após a prorrogação, a Anvisa informou já ter iniciado as ações necessárias para o cumprimento da determinação, incluindo a coleta de contribuições da sociedade civil e a elaboração dos documentos técnicos e da minuta do ato regulatório.

“O trabalho também inclui o planejamento das etapas para monitoramento e controle sanitário após a regulamentação”, destacou a agência.

Números

A estimativa da Anvisa é que mais de 670 mil pessoas no Brasil utilizem produtos à base de cannabis. O acesso a esse tipo de tratamento, segundo a Anvisa, ocorre, sobretudo, por via judicial.

Ainda segundo a agência, desde 2022, o Ministério da Saúde atendeu cerca de 820 decisões para a oferta desse tipo de produto.

“Embora sem regulamentação no país, muitas associações conseguiram autorização na justiça para produção de cannabis exclusivamente para uso medicinal”, destacou a Anvisa.

Indígenas de todo o mundo questionam os encaminhamentos da COP30, de Belém. O grupo internacional Caucus Global Indígena criticou o esboço das decisões da Conferência do Clima da ONU, divulgado nesta sexta-feira (21).

Taily Terena, do povo Terena do Mato Grosso do Sul, representa os povos brasileiros nessa articulação mundial. Ela reclama da falta de diálogo entre a direção do evento e os povos indígenas:

“A gente tinha uma expectativa que o Brasil, tendo esse protagonismo na diplomacia mundial, tendo esse papel como o país que tem a maior região da Floresta Amazônica do mundo, esse reconhecimento que o Brasil tem uma diversidade com mais de 300 povos indígenas aqui no nosso país, não está sendo refletido. E de um ponto assim, que não só está sendo refletido no texto, como a gente não foi chamado para os diálogos com a presidência da COP.”

Taily defende também o financiamento direto para proteção das terras indígenas e questiona a criação de instrumentos que monetizam os territórios, como o Fundo Floresta Tropical para Sempre, o TFFF, uma iniciativa do governo Brasileiro.

“A natureza não devia estar sendo monetizada. Então, isso não é uma solução para nós. A gente vê aí o TFFF não como uma solução, mas como um grande problema. Justamente por isso, é a monetização da natureza, e um valor irrisório do que a gente tem feito de verdade. Então, falar que a gente vai ganhar 20% não é o suficiente se a gente poderia estar acessando esses fundos, primeiro, diretamente, porque se cria tantas condições, tantas regras, que, para nós, fica inacessível. Então, a gente queria que esse recurso chegasse diretamente para as nossas comunidades, sem ter tanto intermediador”, destaca.

A representante do povo Terena questiona ainda a falta de proteção das terras indígenas contra a mineração, principalmente para minerais chamados minerais críticos, fruto de intensa disputa geopolítica:

“A questão da transição justa, a gente tem um parágrafo que está falando sobre os nossos direitos, mas a gente queria algo mais forte, falando sobre a exploração de minerais críticos, porque os nossos territórios estão sendo usados para essa exploração desses minerais, mas também a questão dessa transição energética, que também afeta os nossos territórios, com usinas hidrelétricas, a questão das usinas de vento também, né, e que não está muito claro no texto”.

Mas Taily Terena reforça que, mesmo com essa falta de reconhecimento dos povos indígenas, a luta não termina com essa COP:

“A gente já sabe que tem algumas travas, a gente também não está na melhor situação na geopolítica, mas, uma coisa que eu aprendi com os nossos mais velhos é que a nossa luta não termina agora. A nossa luta termina quando o último cair. Enquanto isso, a gente vai estar lutando, a gente vai estar protestando, a gente vai estar conversando, dialogando, fazendo tudo que a gente pode fazer. Acho que foi muito importante o que aconteceu nas primeiras semanas, né, que foram essas manifestações dos nossos parentes, porque chacoalhou um pouco as estruturas daqui”.

Maior participação da história

A 30ª Conferência sobre as Mudanças Climáticas da ONU, a COP30, realizada em Belém, no Pará, teve a maior participação de povos originários e comunidades tradicionais da história desses eventos. Segundo o Ministério dos Povos Indígenas, mais de cinco mil indígenas estiveram presentes, sendo 900 na Zona Azul, a área de negociação oficial da conferência.

3:18

A suspensão por tempo indeterminado da emissão de visto americano para 75 países, incluindo o Brasil, anunciada pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos nesta quarta-feira, 14, causou dúvida entre estudantes que buscam cursos fora do País.

Conforme a publicação do Departamento de Estado da gestão Donald Trump, a medida é direcionada à emissão de vistos de imigração.

Não há informação expressa do órgão sobre os vistos temporários, como os emitidos para estudantes, mas a interpretação inicial das agências de intercâmbio é de que não devem ser impactados pela medida.

De outro lado, a advogada Flávia Morais, especialista em Direito Migratório e Internacional e CEO da Super Cidadania Consultoria Migratória disse ao Estadão que “tudo pode acontecer” até a divulgação da lista oficial de vistos suspensos (Leia mais abaixo).

Procurados, a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil e o Consulado-Geral dos Estados Unidos em São Paulo não detalharam se a suspensão pode ser aplicada a todos os vistos.

Estudantes ainda têm dúvidas se podem obter vistos para os Estados Unidos após decisão de Trump
Estudantes ainda têm dúvidas se podem obter vistos para os Estados Unidos após decisão de Trump

De acordo com o site do Departamento de Estado, os Estados Unidos têm duas categorias de vistos:

  • não imigrante: destinada a viagens temporárias, como estudantes, atletas em competições e visitantes a negócios.
  • imigrante: emitido para quem deseja residir permanentemente nos EUA, como quem se casa com uma cidadã ou cidadão americano ou trabalha de forma permanente no país.

O que dizem as agências de intercâmbio?

Uma das maiores agências do País, o Student Travel Bureau (STB) afirma que “por enquanto, a informação é de que estudantes não serão afetados”. Por não trabalhar com programas de imigração, a empresa diz não ter sentido “nenhum impacto” do anúncio até o momento.

O coordenador de vistos da Egali Intercâmbio afirmou nas redes sociais que a medida “só se aplica a vistos de imigrantes”. “Para quem vai com o visto de turista ou estudante, como é o caso dos nossos intercambistas, nada muda”, afirmou Ramon Soares.

“Os vistos que aplicamos para estudantes, tanto de curta quanto de longa duração, são principalmente os tipos B1/B2 (turismo e negócios) e F1 (estudante). Isso nos dá tranquilidade de que, para viagens de intercâmbio, não houve nenhuma mudança negativa que impeça o embarque”, afirmou ele.

No ano letivo 2023/2024, os Estados Unidos registraram cerca de 16,9 mil estudantes vindos do Brasil, segundo o relatório Open Doors, publicado pelo Instituto de Educação Internacional.

Por que informações são insuficientes

Segundo a advogada Flávia Morais, apesar de vistos temporários, como os de estudante, “aparentemente ficarem fora da normativa”, a publicação da lista de vistos suspensos via Departamento de Estado ou Embaixada é crucial para entender o escopo da medida.

Ela também chama a atenção para a falta de informações sobre os vistos já aplicados e em andamento: “Serão paralisados? A suspensão seria somente para novos pedidos? Ainda estamos no escuro”, afirma.

Ao menos 2.000 pessoas morreram devido a engasgo em 2023 no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde divulgados no portal Atlas da Educação. Depois dos idosos, crianças de 0 a 3 anos são o grupo com o maior número de óbitos, 319.
Leia mais (09/25/2025 – 12h00)


Justin Bieber durante show no Coachella 2026
Reprodução/Canal do festival
O show de Justin Bieber no festival Coachella neste sábado (11), nos EUA, virou tema de uma ampla discussão em vários países. Tudo porque, mais para o final do show, o cantor teve uma atitude inusitada: pegou um notebook e começou a “brincar de karaokê”.
Com a tela do computador projetada no telão, Justin passeou pelo YouTube, abriu vídeos e clipes dele mesmo e cantou por cima. A “sessão nostalgia” teve direito a hits antigos, como “Baby” e “Beauty and the Beat”, que o músico cantou trechos e depois seguiu para outro vídeo.
Ele também brincou com um vídeo meio “trapalhadas” de quando ele era mais novo e, no fim, até abriu alguns virais que não tinham nada a ver com ele.
Esse momento “diferentão” foi bastante controverso. Por um lado, a brincadeira fez fãs se sentirem mais próximos dele, relembrando momentos que ídolo e público viveram “juntos”. Já outros acharam que o momento pareceu despreparo ou descaso com o posto dele no festival.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Entenda como o show de Justin dividiu opiniões e as principais discussões em torno do assunto:
Ideia teve seus prós…
Justin começou a carreira fazendo covers no YouTube e, graças a isso, conseguiu a carreira que tem hoje: ele foi o principal fenômeno global da plataforma. Então, naquele momento, ele revisitou sua própria origem e trajetória, usando o mesmo ambiente digital que o consolidou.
A “sessão nostalgia” rendeu momentos emocionantes dele cantando junto consigo mesmo;
O momento tem a ver com a estética “crua” do disco mais recente dele, que é intimista e pessoal.
Além disso, ele levou uma linguagem de “live” e “react” para a vida real, interagindo com o chat da transmissão, fazendo piadas e mais.
Mas também teve contras:
O momento “improvisado” passou uma sensação de desleixo para uma parte do público, com momentos em que ele mesmo interrompia a música ou reclamava do wifi.
Se em alguns momentos ele parou para cantar, em outros, “gastou tempo” de show vendo virais que não têm nada a ver com ele;
Para uma apresentação de um headliner, esperava-se um show mais redondinho e ambicioso, enquanto esse momento pode ter soado como descaso com o posto que ele ocupa.
A indústria musical costuma ser mais permissiva com homens que não capricham tanto em suas apresentações — enquanto isso, é raro ver artistas femininas fazendo um show despreparado.
Justin Bieber durante apresentação no Coachella
Divulgação
Show precisa ser um megaespetáculo?
Um dos principais pontos de discussão foi que o show pareceu “simples”, “preguiçoso”, enquanto outros defendem que não precisa ser um megaespetáculo — o que importa é a música.
Os dois argumentos têm seu fundamento. Um show (mesmo sendo de um artista pop) não precisa ser megalomaníaco e repleto de pirotecnias para ser bom.
E ao contrário do que muita gente acredita, o público não está sempre esperando fogos de artifício. De Adele a Billie Eilish, muitos artistas pop reúnem uma multidão de fãs mesmo sem apostar naqueles shows com muita troca de roupa e jeitão Broadway.
Grandes cenários e estruturas não são obrigatórios, nem garantem automaticamente a qualidade de um show. Até porque a pirotecnia (ou falta dela) tem que condizer com a proposta do artista e do repertório.
Justin Bieber canta ‘Yukon’ no Grammy 2026
REUTERS/Daniel Cole
A essa altura, nenhum fã de Justin Bieber espera grandes coreografias ou estruturas, naquele molde de popstar (meio jovenzinho à la Michael Jackson) que ele já foi um dia. “Swag”, disco atual de Bieber, é um álbum minimalista que aposta no lo-fi, estética “imperfeita” que soa propositalmente artesanal.
A própria apresentação dele no Grammy reproduziu isso: de samba-canção e meias, o cantor cantou “Yukon” como se estivesse na sala de casa.
Por outro lado, não é à toa que shows de headliners, hoje, costumam ser repletos de “enfeites”. Porque ocupar o maior posto de um festival é como virar CEO: você vai ganhar muito bem, mas espera-se que você honre o papel.
É claro que Justin Bieber, com uma carreira de mais de uma década e alcance mundial, seria um dos principais nomes do line-up. Mas isso não significa que ele não tenha uma “responsa” a mais justamente por ser headliner.
Principalmente porque, segundo a “Rolling Stone” americana, Bieber teria recebido o cachê mais caro da história do festival (cerca de US$ 10 milhões pelos dois shows, já que a programação do festival se repete no próximo fim de semana).
Justin Bieber durante apresentação no Coachella
Redes sociais
Vale dizer que os trechos em que Justin brincou no YouTube foram uma fração menor da apresentação. Em outros momentos, ele passeou pelo palco grandioso e bem iluminado, levou convidados e por aí vai. Inclusive, dá pra ver que Justin andou vendo vídeos de shows antigos do Kanye West.
Ou seja, investimento teve: basta ver o belo palco por onde ele se movimentava. Mas na maior parte do tempo, ele cantou sozinho, sem banda, sem tocar instrumentos… e ainda teve o momento YouTube mais para o final.
Então, será que foi o suficiente para um headliner? Para muitos, não — mexer no computador, ver memes e engatar um “karaokê” teria mostrado uma falta de esforço por parte de Bieber.
Privilégio masculino?
A outra discussão passa por uma questão de gênero. No próprio Coachella, Justin foi o único headliner masculino (Karol G e Sabrina Carpenter foram as outras atrações) e, notoriamente, o único cujo show pareceu “preguiçoso”.
Por um lado, as propostas dessas artistas são bem diferentes… mas por outro, novamente, Bieber teria feito a apresentação mais cara do evento. O show refletiu o investimento?
Essa disparidade não é nova para quem acompanha a indústria musical. Artistas masculinos heterossexuais têm um histórico de se dedicar muito menos do que as mulheres, porque o público e a mídia não cobram tanto deles quanto delas. Os shows de artistas femininas raramente são desleixados: como é comum entre grupos menos privilegiados, mulheres tendem a fazer de tudo para provar que merecem estar onde estão — mesmo já sendo consolidadas.
Beyoncé no festival Coachella, em icônico show apelidado ‘Beychella’, em 2018
Divulgação / Site oficial da cantora
Artistas de diversos estilos fazem coro a esse sentimento: na internet, muitos lembraram de uma fala de Anitta nos bastidores de um show. “Se eu fosse homem, poderia entrar com uma calça jeans, uma cara de c*, blusa branca, e ninguém ia falar nada. Agora, [sendo] mulher, a gente tem que entregar tudo e mais um pouco, e ainda reclamam”.
Ao g1, a rapper Ebony já criticou a falta de investimento visual e performático dos artistas masculinos em shows. “O problema é que rappers homens não fazem espetáculos. Vou sair de casa pra ver um cara com um microfone e um sonho apenas?”, disse.
Será que uma mulher seria criticada se fizesse algo parecido com Justin Bieber… ou se apostasse em, assim como ele, fazer um show de moletom e bermuda, sem pirotecnias, muitos instrumentos ou momentos coreografados? Não dá para dizer ao certo.
Mas o fato é que, mesmo ganhando menos que Bieber, nenhuma delas neste festival o fez.

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