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NOTÍCIAS EXTRAS

Após receber o diagnóstico de Antropoceno no episódio anterior, a paciente Terra (Kailane Vinício) dá um passo fundamental em seu tratamento: a anamnese, a busca pela história da doença.

No Episódio 3: Anamnese do Esgotamento, do podcast S.O.S! Terra Chamando!, a produção explora as origens da “revolução humana” que levou o planeta a um estado de febre e colapso.

A Terra nos leva de volta 10 mil anos, ao estável Holoceno, quando o surgimento da agricultura marcou a mudança do modo de vida nômade para assentado. Mas o que começou como uma forma de sobrevivência logo descambou para a insustentabilidade.

O psicanalista e escritor Thiago Novaes contextualiza essa transição questionando:

“Na raiz da voracidade, tá a fome…e a gente pode pensar nessa ‘fome’ como uma espécie de memória das nossas vacas magras. Eu acho que a gente não padece só das nossas reminiscências, mas a gente padece dos nossos antepassados”.

Revolução Industrial: O Grande Acelerador

A Revolução Industrial, na segunda metade do século 18, é apontada como o ponto de virada definitivo. O episódio mostra como o crescimento populacional e a produção em escala, movidos a combustíveis fósseis, criaram uma equação insustentável.

Segundo José Eustáquio Diniz Alves, especialista em Demografia, citado no episódio, o crescimento demo-econômico dos últimos 250 anos “foi maior do que o de todo o período dos 200 mil anos anteriores”, mas ocorreu “às custas do encolhimento e empobrecimento do meio ambiente.”

A Doença da Humanidade

O climatologista Carlos Nobre, um dos “Guardiões Planetários”, alerta sobre as consequências do esgotamento:

“Nós estamos fazendo uma temperatura [cujo clima] não existe há milhões de anos”. Ele enfatiza que o aquecimento, se não contido, pode tornar vastas regiões do planeta inabitáveis e gerar a sexta maior extinção de espécies.”

A pesquisadora da Fiocruz, Dominichi Miranda, complementa, indicando que o marco temporal mais aceito para a “Grande Aceleração” não é apenas a indústria, mas o uso intensivo de plásticos, químicos na agricultura e os testes nucleares a partir dos anos 1940 e 1950.

O podcast é uma parceria entre a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Além de conferir aqui na Radioagência Nacional, o podcast está disponível nas principais plataformas de áudio.

👉 Ouça agora e siga o podcast S.O.S! Terra Chamando!, no seu tocador favorito! 

💻 Em breve com interpretação em Libras no canal da Rádio Nacional no YouTube.

💬 Você pode conferir, no menu abaixo, o roteiro base do episódio, a tradução em Libras e ouvir o podcast no Spotify, além de checar toda a equipe que fez esse conteúdo chegar até você.

S.O.S! Terra Chamando! – Ep3 – Anamnese do Esgotamento

🎵 Abertura – Vinheta🎵

Terra (Kailane Vinício): A sensação que tenho é que vou explodir, Dr. Um calor, um “fogo” me consumindo!

Dr. Cruz (Pablo Aguilar): Entendo! Tô vendo aqui que a senhora está até mais corada mesmo. Deixa eu checar a temperatura (som do termômetro). Está mais falante também. Como passou de ontem pra hoje?

Terra: Passei aqui no leito, né, Dr? Fazendo de tudo pra melhorar, porque essa sou eu: forte, livre e cheia de vida! Não posso me esquecer disso.

Dr. Cruz: Isso! Cuidar dos pensamentos também, ajuda a equilibrar. Então, a senhora está com alteração de temperatura, está muito acima do normal. Agora, é importante saber se há alguma infecção. Como eu já havia dito, o Antropoceno realmente traz todos esses sintomas.

Terra: Pensando aqui, Dr, eu me lembro bem quando comecei a sentir essas mudanças todas, como se estivesse pegando fogo.

🎵 Vinheta S.O.S! Terra Chamando! 🎵

Adrielen Alves: É, Terra, entendo quando diz que está queimando…. Nem sou médica, mas concordo que uma grande perturbação tem te levado a esse aquecimento.

Terra: Eles, os seres humanos, nem sempre estiveram aqui! Mas, desde que chegaram, tudo mudou!

Adrielen: Neste episódio a nossa personagem principal, na voz de Kailani Vinício, a Terra, dá um passo importante em seu processo de cura. Ela decide olhar para o que causa tanto mal-estar. Nas palavras dela:

Terra: Revolução, mudança brusca, agitação!

Adrielen: O Dr. Cruz, interpretado por Pablo Aguilar, também! Ele é um médico intensivista e humanista. Para sarar a doença, precisa entender a paciente como um ser complexo, diverso, integral. (palmas)

Dr. Cruz: “Mens sana in corpore sano”, “mente sã em corpo são”.

Adrielen: Eu sou Adrielen Alves, jornalista de ciência. Este é o episódio três da primeira temporada do podcast: S.O.S! Terra Chamando! Uma parceria da Empresa Brasil de Comunicação e da Fundação Oswaldo Cruz.

🎵 Trilha 🎵

Adrielen: A Terra está doente! E assim como Dr. Cruz, vamos ao despertar desta doença que ele chama de Antropoceno.

Terra: Revolução, mudança brusca, agitação!

Adrielen: Sim, uma revolução, como a Terra diz. Mas, o que isso quer dizer? Para o dicionário Michaelis, revolução pode ser “qualquer tipo de ebulição, efervescência”. Tem mais! O termo é super flex e se aplica a outras áreas. Por exemplo, na Astronomia quer dizer ‘’movimento realizado por um astro ao redor de outro’’. Ou na Física, que significa ‘’movimento circular ou elíptico no qual um corpo móvel retorna à posição i-ni-ci-al.’’ Ui!! Na Astronomia ou na Física, revolução tem movimento. Se é assim, é claro que tem na História? Quem aí nunca ouviu falar em,,, Revolução Industrial? Então, senta que lá vem a história!!

🎵 Trilha 🎵

Adrielen: Nosso planeta em chamas, poluído, cada dia mais quente e com temperaturas subindo sem trégua – quem vê até pensa que, do nada, ‘’deu a doida no clima’’. Nunca, a ‘’previsão do tempo’’ foi tão aguardada durante o noticiário. Confere?

🎵 Colagens da Previsão do Tempo na TV Brasil 🎵

Adrielen: Sei que estamos preocupados hoje, com o hoje: será mais um dia de seca extrema ou de temporais? Guarda-chuva ou protetor solar? Faz sentido essa preocupação! Mas, precisamos olhar um pouco pra trás. O que temos visto e sentido na pele hoje é resultado, do que chamo, com toda a licença poética, de ‘’revolução humana’’. Aqui com a gente, Dr. Carlos Nobre, um dos maiores climatologistas do planeta, colaborador do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo. Dr. Carlos, eu pergunto, quem começou tudo isso?

Carlos Nobre: Fomos nós mesmos, por exemplo, já aumentamos a concentração do gás carbônico, principal gás causador do aquecimento global em 50% e então, o que nós vamos fazendo com o planeta? Nós estamos fazendo uma temperatura e que se continuarmos vai ser uma um clima que não existe há milhões de anos, né? Nós estamos no nível que só existia nos últimos períodos interglaciais há um milhão de anos, algumas vezes, 10, 20 mil anos, tinha essa temperatura de hoje. Se gente chegar a três graus mais quente, nós temos que ir numa faixa de quatro a cinco milhões de anos. Nós humanos, o nosso antepassado o Homo erectus, um primata que ficou erecto, né? Caminhando com as pernas, dois, três milhões de anos atrás e nós o Homo sapiens, 200 a 250 mil anos atrás, nunca o clima do planeta passou a desses limites que nós já estamos passando agora. Então, é realmente o Antropoceno.

Adrielen: Nobre nos deu a deixa para entendermos um pouco mais, a linha do tempo que vai dar lá no Antropoceno. Ou aqui no Antropoceno?? E quem vai guiar essa viagem é ninguém menos que ela: a Terra. (som de rewind)…

Terra: Ok, eu topo voltar um pouquinho no tempo. Sim, porque pra mim, que tenho mais de quatro bilhões e meio de anos, 10 mil anos foi ontem, né?

 Eu estava em paz! Há 10 mil anos, lá no início da época geológica do Holoceno, em uma fase bem estável, depois de passar um tempão coberta de gelo e neve. Aí, com o fim do período glacial, as temperaturas foram subindo e ficando mais amenas – aquele quentinho no coração. A vegetação começou a crescer e se espalhar em mim.

Adrielen: É, com clima mais estável, a civilização humana muda seu modo de estar no planeta – de nômade para assentados. Passa a se fixar em territórios, domesticar animais, plantar e colher alimentos – uma forma sustentável de se alimentar, escapar da fome. Consolida-se a agricultura como modo de vivência. Aparentemente, tudo em harmonia….. (pássaros cantando)… Por tempo limitado, diga-se de passagem! No encaminhar dos milênios que se seguem, as comunidades foram se organizando, ampliando as atividades agrícolas, até começarem a derrubar cada vez mais florestas…..Aí, já sabe né?

Thiago Novaes: Eu acho que se a gente quiser sobreviver com uma espécie, a gente vai ter que entender esse nosso instinto de sobrevivência, que remete uma ideia de voracidade, que é uma espécie de abraço do afogado da nossa espécie. E acho que na raiz da voracidade, nessa nossa vontade individual de crescer, nossa missão de se safar de algum modo, da instabilidade social, da precariedade, em que a gente vive, da nossa tradição, da nossa história, que é tão lutada, tão difícil, tão árdua. Ou seja, na raiz da voracidade, tá a fome…e a gente pode pensar nessa ‘’fome’’ como uma espécie de memória das nossas vacas magras. Eu acho que a gente não padece só das nossas reminiscências. É uma frase do Freud, nós neurotóxicos, podemos padecer de reminiscências, mas a gente padece dos nossos antepassados.

Adrielen: O Thiago Novaes, psicanalista e escritor, acabou de explicar como passamos da fome de comida para a fome por mais, mais e mais.. da fome para a gula. Aperta o 2X. De 10 mil anos pra cá, vieram as cidades, os modelos de desenvolvimento, o crescimento populacional, até que chegou a Revolução Industrial, na segunda metade do século 18.

Terra: Gente, de lá pra cá, foi só ladeira abaixo, isso sim! Passaram de cinco milhões de seres humanos para oito bilhões de habitantes. Como posso não estar sobrecarregada?

🎵 Trilha 🎵

Adrielen: Cresceu a população, cresceu a produção, mas o estoque ambiental é o mesmo. A conta não fecha! José Eustáquio Diniz Alves, especialista em Demografia, destaca em seu artigo ‘’Antropoceno: A Era do Colapso Ambiental’’ que…abre aspas:

Thiago Regotto (trecho do artigo de José Eustáquio Diniz Alves): ‘’Em 250 anos, a economia global cresceu 135 vezes, a população mundial cresceu 9,2 vezes e a renda per capita cresceu 15 vezes. Este crescimento demo econômico foi maior do que o de todo o período dos 200 mil anos anteriores, desde o surgimento do Homo sapiens. Mas todo o crescimento e enriquecimento humano ocorreu às custas do encolhimento e empobrecimento do meio ambiente. O conjunto das atividades antrópicas ultrapassou a capacidade de carga da Terra, e a pegada ecológica da humanidade extrapolou a biocapacidade do planeta. A dívida do ser humano com a natureza cresce a cada dia e a degradação ambiental pode, no limite, destruir a base ecológica que sustenta a economia e a sobrevivência humana.’’

Adrielen: E a Revolução Industrial é considerada um marco da modernidade, mas também um acelerador do esgotamento da Terra. Ouça a sequência de palavras que vêm coladinhas à #Revolução Industrial:

Máquinas de vapor!

Produção em escala!

Combustíveis fósseis!

Gases de efeito estufa!

Poluição!

Capitalismo!

Antropoceno!

Dr. Cruz: Está aí o tão procurado agente causador da doença da Terra, não é Dr. Carlos Nobre?

Carlos Nobre: Olha, a doença do planeta Terra é nós, inclusive com toda a nossa ciência moderna, nós não temos percebido que nós estamos contaminando demais. O planeta, por exemplo, que o aquecimento global e os os gases de efeito estufa de gás carbônico, metano, o nitrogênio- e vários outros gases. Nós estamos também no desenvolvimento industrial, no desenvolvimento da agricultura, nós geramos uma gigantesca quantidade de substâncias tóxicas que poluem, que levam à morte da biodiversidade, até mesmo poluem a qualidade do ambiente para nós, humanos, vejam a poluição das cidades. A poluição das cidades, em todo mundo leva 6 a 7 milhões de mortes por ano. A poluição é a queima dos combustíveis fósseis que gera micropartículas de uma grande poluição. Então, nós realmente, esse grande avanço que a ciência, a tecnologia que nós trouxe para a vida dos humanos é o que está nos levando a um risco enorme para todas as populações.

Adrielen: Além da agricultura e da Revolução Industrial, os testes nucleares, a partir de 1945, também são considerados marcos temporais para a aceleração das mudanças no sistema Terra. E conosco a convidada Dominichi Miranda pesquisadora da Casa de Osvaldo Cruz:

Dominichi Miranda: Então, o que é importante a gente entender na discussão sobre o Antropoceno, que determinados processos socioeconômicos, eles são inseparáveis desses processos biogeoquímicos, que tem toda a relação com esse fenômeno que a gente batiza, que chamamos de Antropoceno. Como eu disse, essas discussões sobre esse marco temporal, elas ainda estão, digamos, acontecendo, elas estão em processo de definição, mas elas incluem todos esses processos que você mencionou, que eu mencionei também, a agricultura, a Revolução Industrial, que tem tudo a ver com essa queima de combustíveis fósseis, mas o marco temporal mais aceito entre os estudiosos, não entre os geólogos, mas entre todos os outros, essa chamada que a gente chama de Grande Aceleração, é quando teve, que a partir da década de 1940, 1950, quando esses fenômenos como o uso intensivo de plásticos, queima intensiva de combustíveis fósseis, o uso intensivo de químicos na agricultura, como agrotóxicos, quando eles apareceram e passaram a ser absolutamente usados, em escala, planetária, muito intensa, e com uma velocidade muito grande.

Adrielen: Tudo bem desenhadinho aqui na fala de Dominichi Miranda, pesquisadora da Casa de Oswaldo Cruz, nossa convidada de honra aqui no podcast.

🎵 Trilha 🎵

Adrielen: Então, eu volto a perguntar? Deu a louca no tempo ou deu a louca na humanidade? O que justifica esse comportamento que pode levar à extinção de espécies, inclusive a nossa? Com a palavra mais uma vez, Carlos Nobre, ele que é um dos Guardiões Planetários, grupo formado por cientistas, políticos, pensadores e empresários, para proteger a Terra.

Carlos Nobre: E aí sim, nós temos que ver que nós é que modificamos o clima do planeta de uma maneira muito perigosa, nem o nosso corpo está adaptado por um clima muito mais quente, o estresse térmico. Se nós aquecermos três, quatro graus do planeta, muitas regiões equatoriais e mesmo nas latitudes médias, a temperatura e umidade passarão do limite do corpo humano. Nós não conseguiremos transpirar mais. E aí, bebês e idosos , só vivem em meia hora com esse estresse térmico, adultos saudáveis, duas horas. Então nós podemos tornar muito do planeta inabitável, se nós continuarmos. Então é assim, é Antropoceno a primeira vez que uma espécie nós Homo sapiens. Estamos causando um risco tão grande que se a temperatura passar de quatro graus até o próximo século, nós vamos gerar a sexta maior extinção de espécies do planeta. Se elas no segundo, no século 22, meio século 22, que é muito mais graus, oito dez graus, pronto.. vai ter a sexta extinção de espécies que nós é que teremos causado.

🎵 Trilha 🎵

Adrielen: Da fome à gula. A pegada geológica da humanidade passa da sobrevivência neste planeta biodiverso ao ecocídio.

Dr. Cruz: Ok. Se a Terra ruir, estamos entre as espécies ameaçadas de extinção!!! Estamos? Eu, você? (desesperado)

Terra: Helloo! Somos um ser só, integrados, lembra? Está tudo interligado!

Adrielen: Ouvimos neste episódio, o escritor Thiago Novaes falar sobre esse pulsar que guia a humanidade – a fome! Fome ou gula?

Deixo aqui um trecho da sua última obra, ‘’Baleias no Deserto – O corpo, o clima, a cura pela Terra’’ na voz de Thiago Regotto.

🎵 Sobe Som 🎵

Thiago Regotto (Trecho da obra de Thiago Novaes): Transformamos a vida das plantas de montanhas que nunca escalamos, das profundezas inacessíveis dos oceanos, porque nossos padrões de consumo provocaram anomalias em todo o equilíbrio global. O estrago nos antecedeu em todas as partes, e a fúria ambiental está longe de ser um novo equilíbrio. …Embaralhamos as cartas do nosso destino, e com isso, o de todas as criaturas vivas do planeta. …Estamos provocando uma confusão em toda a flora, em toda a fauna, porque o relógio biológico das criaturas saiu de sincronia e era imperativo que estivessem sincronizados, porque sempre estiveram, porque isso garantia a coexistência dessas criaturas.

🎵 Sobe Som 🎵

Dr. Cruz: Terra! Como tem passado? Trago notícias. Ao que tudo indica, o que tem mesmo causado toda essa ‘’sorte’’ de mal estar é o Antropoceno. (Animado?)

Terra: Tem tratamento, Dr.?

Dr. Cruz: Tenho uma estratégia. Mas, antes preciso reunir a melhor equipe para salvá-la!

Terra: A cada minuto que passa, a sensação que tenho é que vou explodir…..

🎵 Vinheta Encerramento 🎵

Adrielen : No quarto episódio:

🎵 Trecho do quarto episódio. 🎵

Adrielen: Que aquecimento global é esse?

🎵 Sobe Som Trilha 🎵

Adrielen: Este é o S.O.S! Terra Chamando! O podcast sobre a saúde do planeta. Uma co-produção da Empresa Brasil de Comunicação e da Fundação Oswaldo Cruz. Eu sou Adrieleen Alves, responsável pela idealização, roteiro e apresentação. A pesquisa e a produção são de Anita Lucchesi e Teresa Santos. A edição de conteúdo é da Julianne Gouveia. A revisão é da Ana Elisa Santana. A locução de trechos do livro de Thiago Novaes é do Thiago Regotto. Fazem parte da comissão técno-científica: Carlos Machado de Freitas da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca; Carlos Henrique Assunção Paiva, Diego Vaz Bevilaqua, Dilene Raimundo do Nascimento, Magali Romero Sá, da Casa de Oswaldo Cruz; e Tereza Amorim Costa, do Museu da Vida Fiocruz, unidades da Fundação Oswaldo Cruz. Os atores são Kailani Vinício e Pablo Aguilar. O apoio à produção em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo, ficou por conta de Adriana Ribeiro e Victor Ribeiro. A operação de áudio é de Álvaro Seixas, Thiago Coelho e Reynaldo Santos, Thales Santos e Reinaldo Shiro. A edição final e a sonoplastia são da Pipoca Sound. Este episódio usa áudios de Dominichi Miranda de Sá, da Casa de Oswaldo Cruz, do cientista Carlos Nobre, colaborador da Universidade de São Paulo, de Thiago Novaes, escritor e psicanalista, além do acervo da Empresa Brasil de Comunicação. Até a próxima!

🎵 Vinheta Encerramento 🎵

🎵 Som de fita voltando 🎵

Beatriz Arcoverde: Também contribuíram na Coordenação de Processos, implementação e publicação nas plataformas: Equipe da Radioagência Nacional – EBC,  Interpretação em Libras: Equipe de tradução da EBC, na edição de vídeo para o youtube: Mateus Araújo e o responsável pela arte: Vinícios Espangeiro.

🎵 Vinheta de Encerramento 🎵

Em breve

 

1227:00

A guerra com o Irã pode provocar impactos importantes nas maiores economias do Golfo, como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Catar, caso o conflito se prolongue.

Leia mais em: https://exame.com/economia/guerra-no-ira-ameaca-levar-economias-do-golfo-a-pior-crise-desde-1990/

O 16º Paredão do BBB 26 foi formado na noite deste domingo, 12, em mais uma rodada acelerada do reality. Estão na berlinda Ana Paula Renault, Gabriela e Juliano Floss.

Leia mais em: https://exame.com/pop/ana-paula-renault-gabriela-ou-juliano-floss-16o-paredao-do-bbb-26-esta-formado/

Estudo da Universidade Federal do Ceará alerta que projetos de eólicas no mar podem inviabilizar a pesca artesanal em todo o estado. O Ceará é a segunda unidade da federação com maior previsão de empreendimentos eólicos, contando com 16 ações cadastradas.

Se aprovados todos, segundo o estudo, os projetos ocuparão todos os 23 municípios litorâneos do estado, ocupando mais de 10 mil quilômetros quadrados. Os parques eólicos devem ser submetidos ao primeiro leilão nacional até o fim desse semestre.

O projeto poderá entrar em conflito com 30 colônias, sindicatos e associações de pesca do Ceará. Segundo dados divulgados em março de 2026 pelo Ministério da Pesca e Aquicultura, existem quase 38 mil pescadores cearenses, os quais, em sua grande maioria, são artesanais, valendo-se único e exclusivamente de seu trabalho manual para a atividade pesqueira.

Além dos pescadores tradicionais, comunidades indígenas e quilombolas devem ser afetadas pelos projetos eólicos. As embarcações sofrerão impacto direto na implementação dos parques, pois os pescadores operam jangadas a vela, que dependem de espaço e movimento dos ventos para ir ao mar e voltar à costa.

1:17


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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quarta-feira (8) o projeto de lei que regulamenta o exercício da profissão de doula, que é a profissional que oferece apoio físico, emocional e informacional à gestante, especialmente durante o parto normal.

O texto foi aprovado no mês passado pela Câmara dos Deputados, depois de ter passado pelo Senado. 

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A norma federal lista várias atribuições da doula antes, durante e após o período do parto. Na gravidez, a profissional poderá facilitar o acesso da gestante a informações sobre gestação, parto e pós-parto baseadas em evidências científicas atualizadas, além de incentivá-la a buscar uma unidade de saúde para o acompanhamento pré-natal.

De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o texto atende uma antiga reivindicação das mulheres no país e vai ajudar no enfrentamento contra a violência obstetrícia e reduzir o que chamou de “indústria de cesarianas” no Brasil. O ministro disse que não houve vetos ao texto.

“Os estudos que mostram que se se a doula acompanhou o pré-natal, se a doula acompanhou o parto, a violência foi menor. O índice de cesárea foi menor. O sofrimento foi menor e a gratidão das mulheres no momento tão importante da geração da vida foi melhor”, destacou o ministro durante cerimônia de sanção no Palácio do Planalto.

Ao celebrar a sanção da lei, o presidente Lula lembrou que um outro projeto, ainda em tramitação no Congresso Nacional, deverá regulamentar a profissão de parteira tradicional, compondo assim um corpo de funções para humanizar o atendimento às gestantes do país.

Pelo texto sancionado, a presença da doula, de livre escolha da gestante, não exclui a presença de acompanhante, já garantida pela legislação. Essa garantia de presença abrange a rede pública e a rede privada durante todo o período de trabalho de parto e pós-parto imediato, em todos os tipos de parto, inclusive em casos de intercorrências e situações de abortamento.

Requisitos

Para o exercício da profissão, a nova lei exige diplomas de ensino médio e de curso de qualificação profissional específica em doulagem que, se expedidos por instituições estrangeiras, deverão ser revalidados no Brasil.

A lei também permite a continuidade de atuação aos que, na data de publicação, exerciam, comprovadamente, a atividade há mais de três anos.

Também a partir da vigência, os cursos deverão ter carga horária mínima de 120 horas.

Atribuições

A doula poderá, durante o parto, orientar e apoiar a gestante em relação à escolha das posições mais confortáveis a serem adotadas durante o processo; auxiliar a gestante a utilizar técnicas de respiração e vocalização para obter maior tranquilidade; e utilizar recursos não farmacológicos para conforto e alívio da dor da parturiente, como massagens, banhos mornos e compressas mornas.

No pós-parto, a doula poderá orientar e prestar apoio aos cuidados com o recém-nascido e ao processo de amamentação.

“É o tratamento diferenciado, é o saber conversar, é o saber tratar, é o saber acolher e o acolhimento muda a vida das pessoas, do ponto de vista emocional e afeta diretamente esse tratamento humano, esse tratamento da vida, que é ter realmente um filho com dignidade”, disse a senadora Eliziane Gama (PT-MA), relatora do projeto no Senado.

Por outro lado, a nova lei proíbe às doulas utilizar ou manusear equipamentos médico-assistenciais, realizar procedimentos médicos, fisioterápicos ou de enfermagem, administrar medicamentos e interferir nos procedimentos técnicos dos profissionais de saúde.

Para a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, a nova lei beneficia não apenas a gestante, mas toda a família, e assegura uma proteção mais integral às mulheres em um momento tão delicado que é a gravidez.

“Porque a gente entra na sala de parto apavorada, não sabe o que vai acontecer, e quer que seja rápido, e a doula vai acalmando a gente, a doula vai conversando, vai dialogando. É uma lei que, de fato, humaniza, de fato enfrenta a violência obstétrica”, afirmou.

*Com informações da Agência Câmara de Notícias.

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