Acompanhar a taxa de ISTs (infecções sexualmente transmissíveis) não é fácil. Muitas pessoas infectadas não apresentam sintomas. A testagem é irregular. E comportamentos de risco
BRASÍLIA – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu a Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), nesta quarta-feira, 12, que faça o “possível e o impossível”
Prédio na Universidade de Michigan, nos EUA. Wikimedia Commons A Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, vai deixar de registrar as notas tradicionais dos alunos
A mãe da vereadora carioca Marielle Franco, Marinete Franco, comemorou nesta quarta-feira, 25, o voto da ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), que formou maioria para condenar os mandantes do assassinato da vereadora. A Primeira Turma do STF condenou cinco pessoas pelo atentado ocorrido em 2018, inclusive o ex-deputado Chiquinho Brazão.
“O voto dessa mulher foi um espetáculo”, comentou Marinete com pessoas próximas durante o intervalo da sessão no STF.
No voto, a magistrada criticou a violência de gênero no País. “Matar uma de nós é muito mais fácil. Matar fisicamente, moralmente, profissionalmente”, disse a ministra.
Familiares da vereadora carioca Marielle Franco, executada em 2018, acompanham julgamento dos mandantes do crime, na Primeira Turma do STF
Mais cedo, a mãe de Marielle passou mal e deixou o auditório aos prantos. O mal-estar aconteceu quando o relator do processo, ministro Alexandre de Moraes, citou a delação de Ronnie Lessa, assassino confesso, em que foi feita a descrição do planejamento do atentado.
A mãe da vereadora foi atendida por bombeiros do STF, acompanhada de Anielle e a filha de Marielle, Luyara. O grupo ficou cerca de 40 minutos fora da sessão.
Nenhum apostador acertou as seis dezenas do Concurso 3.016 da Mega-Sena, realizado nesta terça-feira (9). O prêmio acumulou e está estimado em R$ 8 milhões para o próximo sorteio.
Para o próximo concurso, as apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília) de quinta-feira (11), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa.
O número de casos de influenza A permanece em crescimento no Brasil. De acordo com a nova edição do Boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a maior parte dos estados das regiões Norte, Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste está em alerta por causa da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), que representa risco ou alto risco com sinal de crescimento.
O Boletim alerta que a influenza A, vírus sincicial respiratório (VSR) e rinovírus são as causas na maioria dessas ocorrências de SRAG e podem resultar em morte nos casos mais graves.
Conforme os registros do InfoGripe, divulgados nesta quarta-feira (1º), nas quatro últimas semanas epidemiológicas, 27,4% foram casos positivos de influenza A; 1,5% de influenza B; 17,7% de vírus sincicial respiratório; 45,3% de rinovírus; e 7,3% de Sars-CoV-2 (covid-19).
Nas anotações de óbitos em igual período, entre os registros positivos houve a presença destes mesmos vírus com 36,9% de influenza A, de 2,5% influenza B, 5,9% de vírus sincicial respiratório, 30% de rinovírus e 25,6% de Sars-CoV-2 (Covid-19). “O estudo é referente à Semana Epidemiológica 12, período de 22 a 28 de março”, acrescentou a Fiocruz no texto de divulgação do Boletim.
Para os pesquisadores, diante desse quadro, a imunização contra a influenza se torna ainda mais necessária, o que pode ser facilitado pela Campanha Nacional de Vacinação que teve início no sábado passado (28), nessas regiões onde vem sendo registrado o avanço dos casos.
A ação, que é realizada anualmente pelo Ministério da Saúde, com apoio de estados e municípios, continua até 30 de maio e a população pode procurar a imunização gratuita nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).
“É fundamental que pessoas dos grupos prioritários como idosos, crianças, pessoas com comorbidades e profissionais da saúde e da educação estejam em dia com a vacina contra a influenza”, afirmou a pesquisadora da Fiocruz Tatiana Portella.
Ela chama atenção ainda para a importância das gestantes a partir da 28ª semana se vacinarem contra o VSR, para garantir proteção aos bebês desde o nascimento.
A pesquisadora recomendou também que as pessoas dos estados onde ocorrem evolução de SRAG usem máscaras em locais fechados e com maior aglomeração, principalmente, as que integram os grupos de risco. Tatiana Portella ressaltou, ainda, a importância de manter a higiene, como lavar sempre as mãos.
“Em caso de sintomas de gripe ou resfriado, o ideal é manter o isolamento. Se isso não for possível, a orientação é sair de casa usando uma máscara de boa qualidade, como PFF2 ou N95”, sugeriu.
BRASÍLIA – A Câmara aprovou nesta quarta-feira, 3, o projeto de lei que institui o Sistema Nacional de Educação (SNE), conhecido como “SUS da Educação”. A medida estabelece regras para a cooperação entre a União, Estados e municípios na elaboração e implementação de políticas públicas.
O texto volta ao Senado para ser novamente apreciado pela Casa.
A criação do SNE é uma demanda antiga do setor, que defende que o sistema ajudará a coordenar as diretrizes educacionais do País, a exemplo do que ocorre com os protocolos no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Caberá à União coordenar o sistema, composto por Estados e municípios.
Uma das inovações trazidas pelo texto da Câmara é a criação da Infraestrutura Nacional de Dados Educacionais (INDE); sistema fará um compilado de dados educacionais de todo País.
Segundo o relator, deputado Rafael Brito (MDB-AL), o texto foi costurado com o Ministério da Educação (MEC), o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), e a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime).
Criação de comissões
O projeto institui o SNE e cria a nível nacional a Comissão Intergestores Tripartite da Educação (CITE), semelhante ao colegiado que existe no SUS, para que representantes da União, dos Estados e dos municípios tenham uma instância permanente para desenhar e acordar políticas públicas para o País. O texto também cria as Comissões Intergestores Bipartites da Educação (CIBEs) com a mesma função, mas a nível estadual.
No SUS, a comissão tripartite pactua políticas que posteriormente são estabelecidas a nível federal e em Estados e Municípios. Nessa instância, os entes definem aspectos operacionais da gestão do SUS.
A CITE e a CIBE da educação, no entanto, têm um poder menor. No texto, o relator destaca que as competências das comissões não obrigam que os entes federados submetam ao colegiado suas políticas e programas.
A versão mais atenuada do texto atendeu a uma demanda de parlamentares conservadores, que considerava que as comissões pudessem ferir a autonomia de Estados e municípios.
“Há uma discussão muito grande em relação à autonomia dos entes, ao pacto federativo. Realmente, era muito difícil fazer com que uma comissão formada por 15 pessoas tomasse uma decisão que um prefeito legitimamente eleito no interior teria que fazer em relação à educação do seu município”, justificou o relator e presidente da Frente Parlamentar Mista da Educação, Rafael Brito, ao Estadão.
Segundo ele, a medida serve para evitar questionamentos jurídicos no futuro.
Novo banco de dados
Uma das inovações trazidas pelo texto da Câmara é a criação da Infraestrutura Nacional de Dados Educacionais (INDE). O sistema fará um compilado de dados educacionais de todo o País para que possa haver compartilhamento entre os entes, a exemplo do que ocorre no SUS com a Rede Nacional de Dados em Saúde.
“Na Saúde, se você estiver numa cidade que nem precisa ser a sua e tomar uma vacina, por exemplo, daqui a 2 horas aquilo está no ‘Meu SUS Digital’ ”, exemplificou Brito, afirmando que o compartilhamento de dados de gestão vai auxiliar na formulação de políticas.
Custo Aluno Qualidade
O projeto do SNE determina que os padrões mínimos de qualidade previstos na Constituição devem considerar as condições de oferta e o rendimento escolar dos estudantes. Na visão de alguns parlamentares, no entanto, a inclusão do rendimento escolar nos critérios é inconstitucional, já que a emenda constitucional do Fundeb incluiu na Constituição que o padrão de qualidade deve considerar apenas a oferta e o que for estabelecido pelo Custo Aluno Qualidade (CAQ).
“Todas as vezes em que você financia a educação com base em rankings de qualidade, deixa de financiar os que mais precisam, que são aqueles que precisam de mais estrutura para ter um melhor resultado educacional”, argumentou o deputado Tarcísio Motta (PSOL-RJ).
O projeto estabelece que caberá à CITE aprovar uma metodologia de cálculo para o Custo Aluno Qualidade (CAQ). O mecanismo deve considerar estudos técnicos do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) ou outra fonte definida pela comissão.
O CAQ é um indicador previsto na primeira versão do Plano Nacional de Educação (PNE) e reforçado na emenda constitucional do Fundeb (principal fundo de financiamento da educação básica) que determina padrões mínimos de financiamento para garantir uma educação de qualidade. O indicador, no entanto, nunca saiu do papel.
Avanços na área
O presidente da Undime, Luiz Miguel Garcia, ponderou que o texto aprovado não é perfeito, mas é importante para a área.
“Temos a compreensão que não é exatamente um texto com 100 % do que a gente gostaria, mas de uma forma geral traz uma organicidade. Não dá mais para ficar sem sequer ter um ponto de partida”, disse.
Segundo ele, a partir da aprovação de um marco inicial será possível aprimorar o modelo.
“O texto como um ponto de partida para que comece a estruturar, se organize e a partir daí a gente possa ir ajustando, melhorando e testando o funcionamento do sistema. Isso é visto por nós como um grande avanço”, afirmou.
O Consed não se posicionou sobre o tema.
Doutora em Educação pela PUC-SP, Marcia Ferri explica que a criação do sistema ajudará a garantir que os entes atuem de forma coordenada, o que ajudará o país a superar desigualdades.
“Ele representa uma oportunidade para todas as etapas da educação, tanto no acesso quanto no acompanhamento da trajetória dos estudantes, permitindo identificar dificuldades individuais, barreiras específicas por território ou escola, além de destacar experiências bem-sucedidas”, afirma Ferri, que é gerente de Políticas Públicas em Alfabetização no Instituto Natura.
Organizações pedem ajustes
O Todos Pela Educação menciona os progressos trazidos pelo texto, mas pondera que é preciso avançar em outras questões. A instituição defende que os padrões mínimos de qualidade da educação estejam vinculados a indicadores de acesso, permanência, aprendizagem e conclusão dos estudantes.
“Além disso, o Custo Aluno-Qualidade (CAQ), como referência nacional de investimento por aluno-ano, precisa ser construído a partir de experiências concretas de redes brasileiras que já atendem a padrões mínimos pactuados e apresentam bons resultados nesses indicadores”, argumenta Talita Nascimento, diretora de Relações Governamentais do Todos.
Já a coordenadora Nacional da Campanha pelo Direito à Educação, Andressa Pellanda, classificou o texto como “muito aquém” do necessário. Ela criticou a maneira como o conceito de padrão de qualidade foi abordado no texto e disse que o sistema traz uma configuração que favorece decisões de baixo para cima, sem espaço para gestão democrática.
“Não há participação dos sujeitos da educação na tomada de decisão real de nenhuma estrutura deste SNE e isso é o primeiro passo para o fracasso de qualquer política educacional. Isso é algo que esperamos também mudar no Senado”, criticou.
O prazo limite para que os empregadores entreguem aos seus funcionários o informe de rendimentos de 2025 termina neste sábado (28). No mesmo dia, as instituições financeiras e corretoras de valores devem fornecer as aplicações financeiras de seus clientes referentes ao ano-calendário de 2025.
Os contribuintes do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) precisam deste documento para preenchimento da declaração do IRPF 2026 ano-base 2025. O informe detalha todos os valores recebidos por uma pessoa física ao longo do ano passado.
Quem emite o informe é a fonte pagadora, qualquer que seja, desde microempreendedores individuais (MEI) que possuem empregados até o Instituto Nacional de Seguro Social (INSS).
As informações que devem constar no informe de rendimento incluem: salário bruto do ano-base; Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF); Contribuições previdenciárias; benefícios, como vale-alimentação e vale-refeição; e outras deduções.
Isenção do Imposto de Renda
Desde 1º de janeiro, os trabalhadores que ganham até R$ 5 mil por mês têm isenção total do imposto de renda. Para rendas que chegam até R$ 7.350, há redução gradual do imposto, com descontos maiores para valores próximos a R$ 5 mil.
*Estagiário da Agência Brasil sob supervisão de Odair Braz Junior
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