Fonte de dados meteorológicos: wetterlang.de
Estatueta do Oscar desaparecida por ‘Mr. Nobody Against Putin’ é encontrada
Encontrada estatueta do Oscar do diretor de 'Mr. Nobody Against...
Territórios – Sob o Domínio do Crime: 100º documentário do Globoplay mostra avanço das facções criminosas no Brasil
Globoplay lança série documental sobre a expansão do crime organizado...
Zélia Duncan alinha parcerias com Ná Ozzetti, Alberto Continentino, Lenine e Pedro Luís no álbum ‘Agudo grave’
Zélia Duincan lança na quinta-feira, 30 de abril, o single...
Entenda a polêmica entre Virginia Fonseca e Luana Piovani após declaração da atriz: ‘A maldição vai colar em você’
Entenda a polêmica entre Virginia Fonseca e Luana Piovani após...
MPF denuncia 10 investigados por fraudes em concursos públicos
Dez pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público Federal como integrantes...
PRF reforça policiamento nas rodovias com a Operação Dia do Trabalho
A Polícia Rodoviária Federal inicia, nesta quinta-feira, a Operação Dia...

As principais notícias estão Aqui. No Portal Amazônia News!

RELEVANTES

Mulher na ciência tem trabalho colocado à prova por cultura machista

mulher-na-ciencia-tem-trabalho-colocado-a-prova-por-cultura-machista

Messias fora e pena reduzida para extremista: é o começo do fim da gestão Lula?

messias-fora-e-pena-reduzida-para-extremista:-e-o-comeco-do-fim-da-gestao-lula?

Vestibular de meio de ano: 10 dicas para intensificar o ritmo de estudos sem deixar de descansar

vestibular-de-meio-de-ano:-10-dicas-para-intensificar-o-ritmo-de-estudos-sem-deixar-de-descansar

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

Veja também

Wellhub movimenta R$ 13,2 bilhões na economia brasileira, diz estudo
A plataforma Wellhub movimentou R$ 13,2 bilhões na economia brasileira...
Wagner Moura perde prêmio de Melhor Atuação no Gotham Awards
O ator Wagner Moura, 49, perdeu na categoria de Melhor...
Voluntárias ingressam no serviço militar inicial feminino
Após passarem pelo processo de recrutamento, mulheres ingressam pela primeira...
Volta a chover em São Paulo e número de pessoas sem luz aumenta
A região metropolitana de São Paulo registrou chuvas e ventania...
Volkswagen T-Cross é o SUV mais vendido de 2025; confira o top 20
O ano de 2025 encerrou com alta nos emplacamentos de...

NOTÍCIAS EXTRAS


Logo Agência Brasil

Edifícios retangulares de concreto, com amplos pátios e janelas com as bordas arredondadas. Parte da paisagem do Rio de Janeiro, os Centros Integrados de Ensino Público (Cieps), apelidados de Brizolões, chegam aos 40 anos em 2025 como um projeto considerado revolucionário para a educação brasileira, principalmente por introduzir no debate nacional um modelo que até então ainda era desconhecido: as escolas em tempo integral. 

Ao longo dos anos e de diversos governos, os mais de 500 Cieps passaram por mudanças. Hoje, inclusive, nem todas oferecem educação em tempo integral. Mas o modelo de ensino criado na década de 1980 segue sendo inspiração para a educação básica de todo o país. 

Notícias relacionadas:

As escolas recebem assinaturas de peso. O funcionamento e a parte pedagógica foram idealizados pelo antropólogo e ex-ministro da Educação Darcy Ribeiro, que ocupava, então, o cargo de secretário extraordinário de Ciência e Cultura do Rio de Janeiro no governo de Leonel Brizola. Os prédios, considerados monumentais para uma escola, foram projetados pelo arquiteto Oscar Niemeyer. 

O novo modelo foi oficialmente anunciado no dia 1º de setembro de 1984. Meses depois, no dia 8 de maio de 1985, foi inaugurado o Ciep 1 – Presidente Tancredo Neves, localizado no Catete, na Zona Sul da cidade, que teve até mesmo a presença do então presidente da República, José Sarney, que assumira o governo dias antes, 21 de abril, após a morte de Tancredo Neves, o homenageado na nova escola.

As escolas ofereciam educação integral, das 8h às 17h, aos estudantes, com refeições, além de atendimento médico e odontológico às crianças. O espaço da escola era aberto aos finais de semana e nas férias para uso da comunidade. Além disso, contava com residência temporária para estudantes em situação de vulnerabilidade.

Professora titular da Faculdade de Educação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Lia Faria trabalhou com Darcy Ribeiro e afirma que o projeto colocava o direito à escola pública de qualidade como uma questão central. 

“A grande marca do projeto do Darcy, do Brizola, do Oscar Niemeyer, é que ele coloca no centro de construção da sociedade, o direito à educação, à escola pública, e não qualquer escola, mas um prédio de respeito, bonito, com todas as condições de funcionamento para que as crianças se sentissem felizes dentro daquele prédio”, conta. 


Rio de Janeiro (RJ), 05/06/2025 - Lia Faria. Cieps inspira políticas públicas. Foto: Lia Faria/Arquivo Pessoal

Professora da Uerj Lia Faria Lia Faria/Arquivo Pessoal

Faria ressalta que, nessa época, o Brasil vivia o processo de redemocratização, após a ditadura militar. Nesse contexto, os Cieps propunham a democratização do ensino público de qualidade, que deveria chegar a todas as crianças e adolescentes, mesmo aqueles em situação de vulnerabilidade. Com os Cieps ─ que se baseiam na Escola Parque, de Anísio Teixeira, concebidas na década de 1950, em Salvador ─, a discussão sobre educação integral ganha força.

“A educação integral é colocada hoje como prioridade. Essa discussão não existia antes dos Cieps”, diz a professora.

O modelo no qual o estudante passa mais tempo na escola e tem acesso a atividades culturais, esportivas, entre outras, é atualmente programa nacional. O Programa Escola em Tempo Integral tem como meta alcançar, até 2026, cerca de 3,2 milhões de matrículas na modalidade.

A educação em tempo integral é lei. Pelo Plano Nacional de Educação (PNE), o Brasil tem como meta, até o final deste ano, ter 50% das escolas com pelo menos 25% dos alunos em tempo integral. Em 2023, esse percentual era 30,5%.

Segundo Faria, os Cieps são um lembrete constante da importância de se atingir esse objetivo. “Isso ficou, permaneceu com uma monumentalidade. No estado do Rio de Janeiro, na cidade do Rio de Janeiro, os Cieps estão lá, lembrando hoje, no presente, daquela proposta. Quer dizer, o projeto não morreu, o projeto não desapareceu. Ele está aí na memória, e ele está nas lutas do professorado hoje, colocando a educação integral como prioridade”, diz. 

 


Rio de Janeiro (RJ), 04/06/2025 – Alunos em sala de aula no Centro Integrado de Educação Pública (CIEP) 001, no Catete, na zona sul da capital fluminense. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Alunos em sala de aula no Centro Integrado de Educação Pública (CIEP) 001, no Catete, na zona sul da capital fluminense Tomaz Silva/Agência Brasil

Mudanças ao longo do tempo

Ao todo, entre dois mandatos, de 1983 a 1987 e de1991 a 1994, o governo de Brizola entregou ao estado do Rio de Janeiro 506 Cieps. O empreendimento, que exigia recursos, contratação e formação de profissionais e de professores, foi muito criticado e acabou sendo modificado ao longo dos anos. Atribuições de saúde ou assistência social concentradas nos Cieps passaram para as outras pastas nos governos seguintes.

Hoje, essas escolas estão distribuídas entre gestões municipais (apenas o município do Rio é responsável por 101 Cieps, estadual e federal. O funcionamento também mudou, e o ensino integral não é mais a realidade de todas as unidades. Alguns Cieps tornaram-se Escolas de Novas Tecnologias e Oportunidades (E-Tecs), outros, escolas interculturais. Há ainda, escolas cívico-militares, que possuem parceira com a Polícia Militar ou com o Corpo de Bombeiros.

“Os Cieps não são apenas prédios icônicos. Tiveram a maior proposta pedagógica do Brasil na década dos de 90. E a proposta em si retratava a educação integral”, diz a Secretária de Educação do Estado do Rio de Janeiro, Roberta Barreto.

Professora de formação, ela mesma foi diretora de um Ciep. Segundo a secretária, o estado tem priorizado os Cieps para a oferta do ensino integral, por conta da estrutura dessas escolas, que contam com quadras de esporte, vestiários, laboratórios, entre outros espaços.

Apesar de reconhecer a importância, ela diz que há um desafio para a oferta de ensino integral, sobretudo no ensino médio. “Mesmo que a escola ofereça um cardápio diferenciado, gostoso, atrativo, nós não conseguimos construir a consciência coletiva entre a população de que a educação integral ela é necessária. Então, o índice de evasão na educação integral ainda é muito grande”, diz. O índice de evasão, nessa modalidade, segundo a secretária é de cerca de 10%.


Niterói (RJ), 03/06/2025 - Centro Integrado de Educação Pública (CIEP) 449 Governador Leonel Moura Brizola – Intercultural Brasil-França.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Ginásio esportivo do Centro Integrado de Educação Pública (CIEP) 449 Governador Leonel Moura Brizola – Intercultural Brasil-França.Tânia Rêgo/Agência Brasil

No município do Rio também há uma busca por manter os preceitos do Ciep e até mesmo para levá-los às demais escolas da rede. Assim como no estado, nem todos têm o ensino integral. A maior parte dos Cieps é de turno único, 89 dos 101, de acordo com a Secretaria Municipal de Educação.

Ainda assim, não deixam de ser referência e inspirar novos projetos como os Ginásios Educacionais Tecnológicos (GETs), de acordo com o secretário municipal de Educação, Renan Ferreirinha.

Os GETs são escolas voltadas para a inovação tecnológica e pedagógica, por meio de atividades práticas. “Os Cieps são uma referência para a educação no Rio e no Brasil. Uma ideia de ensino e formação de excelência que até hoje inspira professores, gestores e políticas públicas. Eles abriram horizontes e ampliaram os padrões de exigência. Atualmente, os GETs da nossa rede carioca são os CIEPs do século 21, uma nova etapa, uma continuação de um sonho de ensino integral de qualidade”, diz.

Uma escola de todos

O projeto original do Ciep previa que a escola pudesse ser integrada à comunidade e pudesse ser um espaço frequentado por moradores da região e pelas famílias dos alunos. O Ciep 449 – Governador Leonel de Moura Brizola, em Niterói, busca manter essa integração e, todos os finais de semana, abre o pátio da escola.

“A gente não vai gradear, porque não é o objetivo da escola e é um dos objetivos do Ciep, de 40 anos atrás: servir a comunidade. Aqui tem festa de casamento, aqui tem batizado, tem festa de 15 anos, tem baile funk – não aqui dentro, o baile funk é lá fora, mas eles usam o espaço”, diz o diretor da escola, Cícero Tauil.

 


Niterói (RJ), 03/06/2025 - Centro Integrado de Educação Pública (CIEP) 449 Governador Leonel Moura Brizola – Intercultural Brasil-França.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Centro Integrado de Educação Pública (CIEP) 449 Governador Leonel Moura Brizola – Intercultural Brasil-França. Tânia Rêgo/Agência Brasil

A escola, que pertence à rede estadual, têm 280 alunos do ensino médio, matriculados em tempo integral. O Ciep 449 é uma das escolas interculturais, ou seja, que possuem parceria com outros países. Nesse caso, a nação parceira é a França. Os alunos aprendem a língua, conhecem a cultura da França e têm até mesmo oportunidades de intercâmbios com o país. Na instituição, foi filmado o documentário Salut, Mes Ami.e.s!.

Além de ser um espaço da comunidade, Tauil faz questão de que os próprios alunos se sintam responsáveis pela escola e cuidem das salas, cadeiras, corredores e banheiros que usam todos os dias. “Eles cuidam. A escola é nossa. Eles ficam aqui o tempo todo, então, é como se fosse extensão da casa deles”, diz o diretor.

O resultado é uma coleção de premiações e reconhecimento. Troféus dos Jogos Escolares de Niterói e fotografias mostrando premiações da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep), a moção de aplauso da Câmara de Vereadores de Niterói e a viagem feita por estudantes e professores à França enfeitam os corredores da escola. 


Niterói (RJ), 03/06/2025 - Lara Shupingahua, 18 anos, aluno do Centro Integrado de Educação Pública (CIEP) 449 Governador Leonel Moura Brizola – Intercultural Brasil-França.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Lara Shupingahua, 18 anos, no Centro Integrado de Educação Pública (CIEP) 449 Governador Leonel Moura Brizola – Intercultural Brasil-França.Tânia Rêgo/Agência Brasil

Bernardo Marinho e Lara Shupingahua, são dois dos estudantes do Ciep 449. Ambos têm 18 anos e estão no 3º ano do ensino médio. Eles contam que têm muitas oportunidades na escola, desde participar do programa Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica no Ensino Médio na Universidade Federal Fluminense (UFF), no qual desenvolvem um projeto científico com professores universitários, até receber em casa estudantes franceses para intercâmbio cultural. Bernardo foi, inclusive, um dos estudantes selecionados para ir à França.

“No início, foi muito puxado, eu nunca tinha estudado numa escola intercultural, nem integral. Então, foi difícil no início. Porém, a gente vai se adaptando a acordar mais cedo, a ficar o dia todo na escola. Eu nem esperava essas oportunidades todas que eu tive”, diz Bernardo, que pretende cursar relações internacionais quando concluir os estudos.

Por conta da escola integral, Lara pôde praticar esportes, conheceu o rugby e se apaixonou. Chegou a jogar representando o estado do Rio de Janeiro. “Começou aqui, mas, com certeza, eu vou levar o rugby para minha vida inteira, porque os pilares do esporte, a gente não leva só para dentro de campo. É um esporte que prega respeito, disciplina, paixão. São coisas que a gente leva para a vida”, diz Lara, que pretende integrar o Corpo de Bombeiros.

O primeiro Ciep

O Ciep 1 hoje faz parte da rede municipal do Rio de Janeiro e atende cerca de 320 estudantes de pré-escola e do 1º ao 5º ano do ensino fundamental, além de 90 estudantes do ensino fundamental da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Entre os professores do Ciep mais antigo, está também uma das que acompanhou o projeto desde o início, a professora de educação infantil Rosana Candreva da Silva, na escola há 38 anos.

“Aqui tinham muitas vagas na época, e eu acabei vindo para cá. Eu fiquei encantada. O Ciep foi um divisor de águas, um marco na educação”, diz a professora, que conta que ficou admirada com as salas, que eram enormes se comparadas às demais escolas, e com uma estrutura que funcionava. “Era uma coisa notável, formidável. Isso foi um dos motivos que me atraiu, e o motivo também pelo qual estou até hoje aqui”.


Rio de Janeiro (RJ), 04/06/2025 – A professora de educação infantil no Centro Integrado de Educação Pública (CIEP) 001, Rosana Candreva da Silva durante entrevista à Agência Brasil, na escola, no Catete, na zona sul da capital fluminense. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

 A professora de educação infantil no Centro Integrado de Educação Pública (CIEP) 001, Rosana Candreva da Silva Tomaz Silva/Agência Brasil

Rosana presenciou o que Lia Faria ressaltou, como os Cieps serviram à população mais carente. “A gente percebia que eram muitas crianças que estavam à margem dessa oportunidade da educação. Foi bem difícil no início essa questão da disciplina, tanto que havia vários inspetores. Mas eu via como uma coisa muito positiva, uma grande oportunidade. Eles gostavam, eles vinham, eles faziam questão de vir para escola, porque era um espaço muito atrativo para eles”, diz.

Segundo ela, a escola segue buscando também esse papel social. “A educação é tudo, né? É a base de todo o processo de vida social, de progresso individual também. Eu acho que o investimento tem que ser constante e cada vez maior no setor da educação”, defende.

Branca Trajano, 10 anos, é estudante do 5º ano da escola e é uma das integrantes do grêmio. “Eu tinha 5 aninhos quando vim pra cá. Eu gosto muito dessa escola. As aulas são boas, são divertidas, e têm as companhias. Companhia, para mim, é tudo. Se minhas amigas não vêm, eu fico até com vontade de chorar”, brinca.  

 


Rio de Janeiro (RJ), 04/06/2025 – A estudante do quinto ano no Centro Integrado de Educação Pública CIEP 001, Branca Alexandra Araújo Trajano durante entrevista à Agência Brasil, na escola, no Catete, na zona sul da capital fluminense. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

 A estudante do quinto ano no Centro Integrado de Educação Pública CIEP 001, Branca Alexandra Araújo Trajano Tomaz Silva/Agência Brasil

 


Logo Agência Brasil

A nadadora Carol Santiago ganhou o primeiro ouro no Campeonato Mundial de Natação Paralímpica de 2025, disputado em Singapura. Na manhã deste domingo (21), na disputa dos 100m costas da classe S12 (baixa visão), ela marcou 1min09s42 e terminou na primeira colocação, o que garantiu seu tricampeonato na prova.

A britânica Ela Letton-Jones foi a segunda colocada, com 1min12s44, seguida por sua compatriota Carroll, com 1min12s97.

Notícias relacionadas:

O ouro no país asiático foi a 20ª medalha de Carol em mundiais. São 14 ouros, 4 pratas e dois bronzes conquistados em Londres 2019, Ilha da Madeira 2022, Manchester 2023 e Singapura 2025.

Para o mundial deste ano, Carol optou por um programa de provas mais enxuto do que em edições anteriores, e se inscreveu apenas nas três provas em que foi campeã nos Jogos Paralímpicos do ano passado. Além dos 100m costas, Carol ainda nadará os 50m livre e os 100m livre, disputas nas quais é tricampeã mundial.

Mais cinco pódios

Além do ouro de Carol, o Brasil faturou outras cinco medalhas na abertura do evento. Alessandra Oliveira, de apenas 17 anos, também foi campeã mundial. Ela quebrou o recorde nos 100m peito para a classe SB4 com 1min43s21. A melhor marca anterior era da norueguesa Sarah Louise Rung, registrada há 11 anos, em julho de 2014 na Noruega. A medalha de prata foi para a italiana Giulia Ghiretti, com 1min52s47, e o bronze, para a espanhola Berta Garcia Grau, com 1min56s23. Estreante em mundiais, Alessandra é a atleta mais jovem da delegação e começou a praticar o esporte em 2018, na Escola Paralímpica de Esportes do CPB, no mesmo ano em que o projeto foi iniciado.

A mineira Patrícia Pereira levou o bronze nos 50m peito para a classe SB3 com tempo de  57s70. A primeira colocação foi para a italiana Monica Boggioni (53s95), e a segunda para Mira Larionova, dos Atletas Paralímpicos Neutros, com 56s33. Na mesma prova, a fluminense Lidia Cruz ficou na sétima colocação, com 1min02s02.

Outro bronze veio com o carioca Thomaz Matera, nos 50m livre para a classe S11 (cegos), com tempo de 26s11. O ouro foi para o tcheco David Kratochvil, com 25s52, e a prata, para o espanhol Mahamadou Dambelleh Jarra, com 25s88. O terceiro bronze do dia foi de Samuel Oliveira, nos 50m livre da classe S5 (comprometimento físico-motor). O atleta completou a prova em 31s67. O ouro foi para o chinês Jincheng com 30s11, e a prata para o ucraniano Artem Oliinyk, com 31s41.

A delegação nacional também foi premiada com a prata do paulista Gabriel Bandeira, nos 200m livre para a classe S14 (deficiência intelectual), com o tempo de 1min52s03. O ouro foi para o britânico Ellard Willian Ellard, que estabeleceu um novo recorde mundial da prova, 1min51s08. Já o bronze ficou com o canadense Nicholas Bennett (1min53s97).

Brasil em Singapura

A delegação do Brasil no Campeonato Mundial de Singapura, que vai de 21 a 27 de setembro, conta com 29 nadadores. São 16 homens e 13 mulheres, oriundos de sete estados (MG, PA, PE, PR, RJ, SC e SP).

No último Mundial da modalidade, Manchester 2023, na Inglaterra, o país subiu 46 vezes ao pódio, conquistando 16 medalhas de ouro, 11 de prata e 19 de bronze. O país ficou na quarta colocação no quadro de medalhas, atrás de Itália, Ucrânia e China. A melhor campanha do Brasil na história dos Mundiais de natação paralímpica foi registrada na Ilha da Madeira, em Portugal, em 2022. O país encerrou a disputa com 53 medalhas ─ 19 de ouro, 10 de prata e 24 de bronze ─ e a terceira colocação do quadro de medalhas do evento.

 


Ailton Krenak participa do Festival LED em Belém.
Nay Jinknss / Festival LED
O filósofo, ambientalista e imortal da Academia Brasileira de Letras, Ailton Krenak, defendeu uma mudança profunda na forma como o Brasil compreende a educação. Na palestra em formato da entrevista “Um exercício para sonhar o amanhã” no Festival LED – Luz na Educação, nesta terça-feira (2) em Belém, Krenak ele falou sobre a presença cada vez maior das telas no ensino. “Por mim, tela não entrava em sala de aula”.
Para ele, o uso excessivo de dispositivos digitais causa um “abismo entre a experiência de estar vivo e o simples ato de olhar imagens sem noção”.
“Ensinar deve ser um ato de afeto e criatividade, e não uma ferramenta de reprodução do mercado. Não podemos deixar a infância ser capturada pelo imaginário tecnocrata”, disse.
Para Krenak, o ensino tem sido moldado por uma lógica produtivista e corporativa que afasta as crianças da experiência criadora da vida. “Paulo Freire já dizia para evitar uma educação que nos sequestra da experiência criativa e nos transforma em pequenos robozinhos”.
LEIA TAMBÉM:
Carlos Nobre cobra aceleração na transição energética pós-COP 30: ‘Belém será inabitável’
Festival LED Belém tem pocket show com Joelma: veja programação
Festival LED, em Belém, reúne discussões e projetos que transformam por meio da educação
O pensador destacou que o primeiro ninho da educação é a família, onde nascem as relações afetivas que sustentam o aprendizado. “Estamos terceirizando a experiência de educação afetiva. Ofertamos muito pouca experiência criativa no sistema formal”, afirmou.
Krenak defende que a tecnologia seja entendida como uma extensão da natureza humana, e não como um aparato de consumo. “A mais bela tecnologia é a que a Mãe Terra produz. Nós somos produtos da Terra, a mais fina de todas as tecnologias”, afirmou.
Ele também criticou a cultura do consumo, que associa felicidade à compra de novos produtos. “Vivemos em um mundo que ensina as novas gerações a consumir coisas e chama isso de sonho. Mas sonhar é outra coisa. É buscar sentido no mundo, é sonhar com os outros”, refletiu.
Pertencimento e território
Krenak também falou sobre o sentido de pertencimento e a desconexão entre as pessoas e o território. Para ele, a Amazônia é símbolo da abundância natural que o Brasil insiste em empobrecer.
“Um lugar com comida em abundância, nós destruímos o rio, a floresta, construímos barragens e produzimos pobreza”, criticou, lembrando que o modelo de desenvolvimento atual é o mesmo que incentiva a migração e o consumo de fora, em vez de fortalecer o local.
Para o filósofo, a própria produção da pobreza é uma tecnologia do capitalismo, que reduz a educação à formação de mão de obra. “Essa escola que prepara as crianças para serem caixas de supermercado devia ser fechada. Precisamos correr o risco de ser criativos”, provocou.
Um futuro para sonhar
Ao encerrar a fala, Krenak relacionou o futuro da educação a uma transformação ética e ecológica. “Se a gente melhorar, a gente para de estragar o mundo”, disse. Ele destacou que o conceito de educação varia segundo os contextos culturais e sociais, e que, em países desiguais, ensinar também significa preparar cidadãos conscientes de seus direitos.
O líder indígena lembrou que, aos 30 anos, participou da Constituinte que incluiu o capítulo 231 da Constituição de 1988, que reconhece os direitos dos povos indígenas no Brasil. “Aquele rapaz tinha um sonho de inventar o mundo, de liberdade e autonomia”, recordou.
Para Krenak, educar é um ato de inventar mundos possíveis, e sonhar é um caminho para restabelecer o sentido humano diante das crises do planeta. Ao fim, ele foi aplaudido de pé e reforçou a reivindicação por mais demarcação de terras indígenas no Brasil.
VÍDEOS: veja todas as notícias do Pará


Logo Agência Brasil

A tradicional Festa da Padroeira, realizada pelo Santuário Nacional, atraiu mais de 494 mil devotos para a cidade de Aparecida, no interior de São Paulo (SP) neste ano. A festa aconteceu entre os dias 3 e 12 de outubro.

Segundo balanço divulgado nesta segunda-feira (13) pelo santuário, domingo (12) foi o dia de maior movimentação no local, reunindo mais de 152 mil fiéis que estiveram na cidade para homenagear Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil.

Notícias relacionadas:

De acordo com o arcebispo de Aparecida, dom Orlando Brandes, cerca de 40 mil pessoas que estiveram em Aparecida para celebrar essa data eram romeiros, pessoas que viajam até lá, geralmente a pé, para cumprir uma promessa, agradecer ou pedir uma graça.

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Apelo aos políticos

Durante a homilia realizada ontem (12), o arcebispo de Aparecida (SP) pediu para que os políticos que foram eleitos pelo povo votem por leis que sejam favoráveis aos pobres.

O discurso foi feito durante a missa das 8h e foi acompanhado presencialmente pelo presidente da República em exercício Geraldo Alckmin.

“Para muitos os pobres são invisíveis, não se vê, não se tem sensibilidade. Para outros são criticados, chamados de vagabundos. Outros não se importam com os pobres. Que a Mãe Aparecida nos ajude e que os que foram eleitos pelo povo votem em leis favoráveis ao povo de Deus, favoráveis aos pobres”, disse o arcebispo, sendo bastante aplaudido pelo público.

Em seu sermão, Brandes também pediu para que Nossa Senhora Aparecida interceda para diminuir as desigualdades do país.

“Vamos pedir duas esperanças para o povo brasileiro. Primeiro, a diminuição da pobreza. Quando diminui a pobreza, nós vamos experimentando o que é a paz, o que é a convivência e o que é vida. A segunda esperança é que diminuam as desigualdades sociais, que são muitas, mas é possível diminuí-las.”

Papa

Já na manhã de hoje, a fome e a pobreza foram temas de um encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o papa Leão XIV, no Vaticano.

“Parabenizei o santo padre pela Exortação Apostólica Dilexi Te e a sua mensagem de que não podemos separar a fé do amor pelos mais pobres. Disse a ele que precisamos criar um amplo movimento de indignação contra a desigualdade e considero o documento uma referência, que precisa ser lido e praticado por todos”, postou Lula em suas redes sociais.

 

Neste mês da consciência negra, um símbolo da negritude feminina e da ancestralidade africana da Bahia, o Bloco Filhas de Gandhy, lançou o primeiro documentário sobre sua trajetória de mais de 45 anos. 

O trabalho é fruto do projeto Sons da Independência e traz depoimentos das fundadoras, lideranças atuais e jovens integrantes do primeiro afoxé feminino do Brasil, fundado em 1979, em Salvador. 

Silvana Magda, diretora executiva e artística do grupo de afoxé, reforça que o documentário vem mostrar que as mulheres das Filhas de Gandhy são o alicerce da instituição, que vai muito além do Carnaval.

“Nós podemos sim ter voz mesmo que seja através de um tambor. Sons da Independência para nós é um motivo de profundo senso de justiça histórica e admiração por ver a força e a resiliência dessas mulheres que desde 1979 se ousaram a desfilar como bloco feminino. Então, as Filhas de Gandhy é um símbolo vivo do matriarcado negro e da ancestralidade e que exige visibilidade e respeito no cenário cultural brasileiro”.

 A produção audiovisual destaca como foi a criação, em plena ditadura militar, do afoxé feminino em um cenário hegemonicamente masculino no cenário cultural e carnavalesco da época. 

Após uma exibição para convidados, no Museu Eugênio Teixeira Leal, em Salvador, a direção do Filhas de Gandhy tenta agora construir oportunidades que viabilizem a veiculação do documentário em escolas e comunidades. Também estão previstas a digitalização e catalogação do acervo do bloco. 

Com produção de Luciene Cruz e sonoplastia de Jailton Sodré.

 

2:20

Outras Postagens

MPF denuncia 10 investigados por fraudes em concursos públicos

mpf-denuncia-10-investigados-por-fraudes-em concursos publicos

PRF reforça policiamento nas rodovias com a Operação Dia do Trabalho

prf-reforca-policiamento-nas-rodovias-com-a-operacao-dia-do-trabalho

Meses após megaoperação, número de tiroteios na Penha continua igual

meses-apos-megaoperacao,-numero-de-tiroteios-na-penha-continua-igual
Rolar para cima