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NOTÍCIAS EXTRAS

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil-GO), disse confiar em um presidencialismo forte para conter os poderes do Legislativo. “Hoje você tem um parlamento movido a Pix? Isso não existe“, declarou na 2ª feira (9.jun.2025), durante entrevista ao programa “Roda Viva”, da TV Cultura.

O pré-candidato à presidência disse que deseja acabar com os julgamentos virtuais no Congresso.

Ele defendeu o retorno ao modelo anterior de emendas, quando não eram impositivas. “Se você não tem a verba discricionária do orçamento, você vai governar como?”, afirmou.

Sobre a possibilidade de convencer líderes influentes do Congresso, como Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) ou Hugo Motta (Republicanos-PB), a abrir mão de seus recursos, argumentou que o sistema precisa respeitar a lógica constitucional.

Se quiserem mudar para o parlamentarismo, tudo bem, façam a consulta e pronto, acabou. Não existe a figura do presidente. O primeiro-ministro vai tocar (…) agora no presidencialismo, não”, afirmou o governador.

Segundo Caiado, as emendas devem servir para cumprir o plano de governo, não para negociações políticas.

Não tem discricionário que o presidente não possa usar. Então para que que tem ministro? Não precisa de ministro. Eu não tenho verba nenhuma. Figura decorativa”, afirmou. 

Ele afirma que emendas não podem ser negociadas a ponto de “causar constrangimento” ao presidente da República.

A nota do Enem é também uma opção para pleitear uma vaga no ensino superior em instituições fora do Brasil. A perspectiva mais clara envolve o acordo de cooperação que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), autarquia vinculada ao Ministério da Educação, estabeleceu com diversas universidades portuguesas.

Iniciada em 2014, com apenas duas universidades, a parceria envolve hoje 26 instituições – a exemplo do que ocorre no Brasil, cada uma delas define as regras e os pesos para uso da nota do Enem. Um ponto que precisa ser verificado pelos candidatos são as especificações da legislação brasileira sobre a revalidação de diplomas e o exercício profissional no Brasil dos estudantes formados em Portugal na área escolhida.

Importante ressaltar, também, que “ensino público” em Portugal não é sinônimo de “ensino gratuito”. As instituições públicas de ensino superior em Portugal, que reúnem cerca de 80% do total de matrículas no país, cobram taxas como forma de coparticipação nos custos. Os acordos com o Inep não preveem transferência de recursos nem financiamento estudantil pelo governo brasileiro.

Em universidades de outros países, como Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, Irlanda e França, a nota no Enem pode ser considerada como um critério adicional de avaliação – sem substituir, no entanto, o processo convencional de seleção adotado em cada uma delas. Uma das vantagens das instituições portuguesas é a dispensa de comprovação de proficiência em inglês (ou em outros idiomas, como o francês, exigido pelas universidades da França).

Vale lembrar, ainda, que há mais uma possibilidade em aberto para uso da nota no Enem: a inscrição no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), do Ministério da Educação, exclusivo para candidatos com renda familiar de até três salários-mínimos por pessoa. Além do critério de renda, só pode disputar uma das vagas nas instituições privadas que participam do programa quem obteve nota mínima de 450 pontos e acima de zero na redação do Enem.

Padronização dos critérios

Criado em 1998, o Enem atraiu 4,8 milhões de inscrições na edição de 2025, que teve as provas aplicadas em 9 e 16 de novembro – dois domingos consecutivos. A participação foi 10% superior à do ano anterior. Do total de inscritos, apenas 37,7% estavam cursando o último ano do Ensino Médio: os demais já haviam concluído o Ensino Médio, estavam cursando o Ensino Médio em anos anteriores ao último ou não estavam cursando nem haviam concluído o Ensino Médio.

Os participantes fazem provas de quatro áreas de conhecimento: linguagens, códigos e suas tecnologias; ciências humanas e suas tecnologias; ciências da natureza e suas tecnologias; e matemática e suas tecnologias. Ao todo, são 180 questões objetivas, mais a redação, que exige o desenvolvimento de um texto dissertativo-argumentativo a partir de uma situação-problema.

“O Enem não foi criado para ser um processo seletivo, e sim para avaliar o desempenho geral dos estudantes, mas foi ganhando muita credibilidade com o tempo”, observa o orientador educacional Paulo Edison de Oliveira.

Um dos grandes avanços proporcionados pelo Enem como critério de ingresso no ensino superior foi a padronização da avaliação, o que viabilizou a nacionalização das vagas – os participantes podem se inscrever em instituições de qualquer parte do País.

A participação do Enem como forma de acesso ao ensino superior cresceu substancialmente no último ano – de 18,2% para 29,3% dos ingressos nesse nível de ensino, de acordo com os dados da edição mais recente do Censo da Educação Superior. Em contrapartida, os ingressos por vestibular caíram de 69,1% para 51,2%, enquanto os ingressos por outras formas subiram de 12,7% para 19,5%.

“Para as universidades, é bom ter o Enem como critério de ingresso, pois se trata de um exame confiável, respeitado e que faz uma avaliação ampla, além de proporcionar redução de custos em relação a um processo seletivo próprio”, diz Katia Stocco Smole, do Instituto Reúna. Para os estudantes também há um grande benefício, ela acrescenta: escapar da necessidade de fazer várias provas para focar em apenas uma.

Mercado de trabalho

Nota do Enem tem sido cada vez mais levada em conta por recrutadores como critério de seleção para empregos, especialmente nos casos de jovens ainda sem experiência

Além de abrir as portas do ensino superior, a nota do Enem tem sido cada vez mais levada em conta por recrutadores como critério de seleção para empregos, especialmente nos casos de jovens ainda sem experiência. Afinal, trata-se de uma síntese do desempenho escolar e da qualidade das instituições de ensino frequentadas pelo candidato.

Quem obtém uma boa nota no Enem ganha um trunfo relevante para buscar uma vaga promissora no mercado. A dificuldade é identificar onde estão os melhores empregos em um cenário marcado por transformações constantes e profundas, decorrentes de fenômenos como avanços tecnológicos, demandas ambientais e instabilidade econômica e geopolítica.

Essa temática vem sendo acompanhada, ao longo dos últimos dez anos, pelo relatório O Futuro do Trabalho, do Fórum Econômico Mundial. Uma das conclusões mais espantosas é que 23% dos empregos atuais passarão por transformações significativas até o final do ano que vem, 2027 – algo que se aplica, sobretudo, às funções que podem ser mais facilmente substituídas por automação ou inteligência artificial.

Mais importante ainda do que apostar em um emprego que parece promissor é demonstrar capacidade de adaptação e desenvolver um tripé cada vez mais visto como essencial: aprendizado contínuo, pensamento crítico e habilidades socioemocionais. No mercado do futuro, as chamadas soft skills, a exemplo de resiliência, agilidade, criatividade, empatia e curiosidade, serão mais valorizadas que diplomas vistosos.

Profissões em alta

  • Tecnologia

Especialistas em big data, inteligência artificial, machine learning e segurança da informação

  • Sustentabilidade

Engenheiros ambientais, técnicos em energias renováveis, especialistas em veículos elétricos e autônomos

  • Saúde

Profissionais de enfermagem, assistentes de cuidados pessoais, especialistas em aconselhamento

  • Educação

Professores do Ensino Superior e do Ensino Secundário, desenvolvedores de conteúdo

A cláusula de barreira, mecanismo que restringe o acesso de partidos políticos a recursos do fundo partidário e tempo de propaganda gratuita em rádio e televisão, pode deixar pelo menos 20 legendas sem esses benefícios nas eleições deste ano.

O sistema funciona como uma escada que ganha novos degraus a cada quatro anos. Em 2018, os partidos precisavam eleger no mínimo nove deputados federais. Em 2022, esse número subiu para 11, e em 2026 chegará a 13 parlamentares. Além disso, as siglas precisam ter representantes em pelo menos nove estados ou oito estados mais o Distrito Federal.

Outro critério importante é a porcentagem de votos válidos na eleição para a Câmara. Em 2026, os partidos deverão atingir 2,5% dos votos válidos, com pelo menos 1,5% em cada estado ou no Distrito Federal. Esses votos precisam estar distribuídos em pelo menos um terço das unidades federativas.

Partidos em risco

Um levantamento realizado pela CNN Brasil indica que pelo menos 16 siglas e duas federações correm o risco de não alcançar a cláusula de barreira neste ano. Entre os partidos que estariam no limite estão o PDT, PSB, PSDB e Podemos, além da Federação PSOL-Rede. Mais distantes do limite estariam o Avante, Cidadania, Novo e a Federação Solidariedade-PRD.

Nove partidos nem sequer elegeram deputados nas eleições de 2022, e o Missão vai concorrer pela primeira vez, o que os coloca em situação ainda mais vulnerável.

A não superação da cláusula de barreira significa ficar sem acesso aos recursos do fundo partidário e sem tempo gratuito de propaganda em rádio e televisão.

Federações como alternativa

Uma alternativa para os partidos que correm risco de não superar a cláusula de barreira são as federações partidárias. Em 2022, PSDB e Cidadania concorreram juntos e conseguiram superar a cláusula, embora já tenham anunciado o fim da aliança.

A federação PSOL-Rede e a junção entre PT, PCdoB e PV ainda podem passar por alterações. Recentemente, a federação União-PP foi aprovada, hoje a maior aliança partidária do país. Outra possibilidade é a formação de uma aliança entre PSB e Cidadania, com o Solidariedade e PRD concorrendo juntos pela primeira vez.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.

Em menos de uma semana, Donald Trump baixou normais legais que alteram o estado comatoso de substâncias psicoativas no marco regulador de seu país. Primeiro foram os psicodélicos, no sábado retrasado (18), e nesta quinta-feira (23), a Cannabis. Dois avanços, mas com alguns senões.
Leia mais (04/26/2026 – 08h30)

O Brasil registrou, em 2026, o carnaval mais violento da década nas rodovias federais. Foram 130 mortes neste ano, contra 85 no ano passado — um aumento de quase 53%.

Os dados fazem parte do balanço da Operação Carnaval, divulgado nesta quinta-feira (19) pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). O foco das ações foi o combate à mistura de álcool e direção, ao excesso de velocidade e às ultrapassagens proibidas.

O diretor-geral da PRF, Fernando Oliveira, cobra mais conscientização dos motoristas.

É inadmissível tanto dinheiro público investido, tanto esforço, e a gente ainda ter nessa década presente, de 2020 para cá, o pior número, o carnaval mais violento no trânsito. Isso não é razoável se você compara o investimento e o esforço que as agências que produzem segurança viária fazem no Brasil, e a gente não ter a resposta pelos usuários e pelos condutores.”

Fernando Oliveira explica o aumento de vítimas fatais.

“No ano passado, a gente teve quatro acidentes com duas vítimas, resultando em oito mortos. Nove acidentes com duas vítimas esse ano. Então aqui a gente já teve um aumento considerável. E não tivemos no ano passado nenhum acidente com três, quatro, cinco, seis vítimas. E esse ano a gente teve um acidente com seis vítimas, dois acidentes com cinco vítimas, um acidente com quatro vítimas e quatro acidentes com três vítimas.”

Segundo o diretor-geral, alguns desses acidentes aconteceram em locais não considerados críticos e sem relação com a festividade.

“Em São Paulo teve um transporte de trabalhadores rurais que saía do Maranhão para Santa Catarina, onde foram seis mortes. Em Brasília, no DF, uma van também vindo do interior da Bahia colidiu na traseira de um caminhão, vitimando cinco vítimas. O transporte de passageiros vai precisar ter uma atenção maior da PRF, e a gente vai fazer isso junto com as agências que regulamentam também. Vamos ter conversa com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), porque a gente percebeu que um dado completamente divergente dos outros anos em que a gente tem, em um único acidente, múltiplas mortes.”

O número de feridos passou de 1.433 no ano passado para 1.481 neste Carnaval. Nos acidentes graves, houve aumento de 8,54%, passando de 316, em 2025, para 343, em 2026. O total de sinistros de trânsito neste ano chegou a 1.241, contra 1.190 no ano passado.

A PRF fiscalizou 326 mil pessoas e veículos e realizou 118 mil testes de alcoolemia. Foram autuados 2,4 mil condutores por dirigirem sob efeito de álcool ou por se recusarem a fazer o teste do bafômetro. Desses, 108 motoristas foram detidos.
 

3:08

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9 de junho de 2025
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