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NOTÍCIAS EXTRAS

A presença no dia a dia é o principal atributo associado à figura de um bom pai para 49% dos brasileiros, segundo pesquisa da Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados. A segurança financeira, por outro lado, aparece entre os atributos menos citados. Apenas 3% consideram esse o principal papel de um pai.

Leia mais em: https://exame.com/casual/para-49-dos-brasileiros-este-e-o-principal-atributo-de-um-bom-pai/


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O judô brasileiro subiu ao pódio duas vezes no Grand Prix de Qingdao (China), primeiro evento que conta pontos para o ranking olímpico dos Jogos de Los Angeles 2028. Nesta sexta-feira (26), dia da abertura do torneio, os paulistas Larissa Pimenta (categoria – 52quilos) e Ronald Lima (- 66 kg) conquistaram medalha de bronze. O Grand Prix prossegue até domingo (28) com transmissão ao vivo no canal do Time Brasil no YouTube (confira a programação ao fim do texto). A competição reúne cerca de 500 atletas de 58 países. A delegação brasileira conta com 18 judocas em Qingdao.

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Medalhista olímpica em Paris 2024, Larissa derrotou de forma emocionante a azerbaijana Gultaj Mammadaliyeva. A brasileira saiu em desvantagem ao levar dois shidos (punições), mas se recuperou no golden score ao aplicar um yuko na adversária.

“É uma competição super importante, agora nesse início oficial de ciclo. Vim de dois quintos, no Grand Slam de Tóquio e no Grand Slam de Paris, então é muito bom ganhar esse bronze. Não me sinto satisfeita, mas estou feliz pelas conquistas internas. Obrigada a todo mundo que torceu”, comemorou a paulista, que em abril foi hexacampeã no Pan-Americano, no Panamá.

Para chegar à disputa do bronze, Larissa venceu duas lutas seguidas por yuko:  ganhou na estreia da sul-coreana Jiyeon Kim e depois, nas oitavas, superou a chinesa Yuyi Zheng. No entanto, nas quartas, a judoca paulista foi superada pela  japonesa Kokoro Fujishiro, que mais tarde conquistaria ouro na categoria. Na repescagem para avançar à luta pelo bronze, Larissa levou a melhor sobre a francesa Pauline Cuq também por yuko.

O segundo bronze nesta sexta (26) ficou com Ronald Lima na disputa dos 66kg, O meio leve abriu o dia com três vitórias. Primeiro bateu o atleta do Turcomenistão Serdar Rahimov na estreia. Na rodada seguinte, derrotou o uzbeque Dilshodbek Hamroyev, com um wazari e um yuko. Nas quartas, o brasileiro superou por ippon o russo Abdullakh Parchiev, mas perdeu nas semifinai para ocazaque Gusman Kyrgyzbayev.  O brasileiro seguiu para a luta pela medalha de bronze em que triunfou sobre o mongol Baskhuu Yondonperenlei com um yuko no golden score.  

“É uma medalha muito importante para mim, para começar bem a corrida olímpica”, disse o judoca paulista, em depoimento à Confederação Brasileira de Judô).

Programação

DE SEXTA PARA SÁBADO

– Lutas preliminares a partir das 22h desta sexta (26) e finais às 6h de sábado (27)

Categorias: Feminino (-63kg, -70kg) e Masculino (-73kg, -81kg)

Quem luta: Kaillany Cardoso (-70kg), Nauana Silva (-70kg), Guilherme de Oliveira (-73kg), David Lima (-81kg) e Enzo Trombini (-81kg)

Horários: Preliminares durante a madrugada | Bronze e finais a partir das 6h

DE SÁBADO PARA DOMINGO

– Lutas preliminares a partir das 22h de sábado (27)) e finais às 6h de domingo (28)

Categorias: Feminino (-78kg, +78kg) e Masculino (-90kg, -100kg, +100kg)

Quem luta: Beatriz Freitas (-78kg), Dandara Camillo (-78kg), Beatriz Souza (+78kg), Guilherme Schimidt (-90kg), Marcelo Gomes (-90kg) e Giovani Ferreira (-100kg)

Horários: Preliminares durante a madrugada | Bronze e finais a partir das 6h

As chuvas fortes na região de Sorocaba, no interior de São Paulo, neste fim de semana, impactaram mais de 600 famílias. De acordo com a Defesa Civil do Estado de São Paulo, a cidade de Sorocaba registrou 44 milímetros de precipitação e a chuva forte, acompanhada de vento e granizo, causou queda de árvores, pontos de alagamento e falta de energia elétrica.

As pancadas intensas também atingiram os municípios de Itu e Votorantim. Em Piedade, o acumulado foi de 48 milímetros e houve destelhamento de casas e danos em cerca de 30 moradias. Já em Ibiúna, choveu cerca de 20 milímetros; quase 100 residências foram afetadas e mais de 600 pessoas estão desalojadas.

Segundo a Defesa Civil do Estado de São Paulo, foram distribuídos kits de limpeza e higiene, cestas básicas e outros itens para as necessidades pessoais.

Esta segunda-feira (20) foi de tempo firme na maior parte do estado, com algumas regiões do interior com níveis de umidade relativa do ar abaixo de 30%.

O Instituto Nacional de Meteorologia emitiu alerta para baixa umidade, variando entre 30% e 20% nas regiões Norte e Oeste do estado. Nos próximos dias, não há previsão de chuvas e as temperaturas seguem em elevação.
 

1:39


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“Eu tenho muita clareza de que a cota transforma”, afirmou Henrique Silveira, ex-estudante cotista da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj). “Ela me permitiu deixar de ser um menino atrás de uma carroça, um burro sem rabo, para hoje estar à frente da gestão pública”, completou Henrique, atual subsecretário de Tecnologias Sociais da prefeitura do Rio.

Foi refletindo sobre a própria trajetória que ele, nascido em Imbariê, um distrito pobre, na Baixada Fluminense, fez um balanço sobre a importância em sua vida da política de ação afirmativa da Uerj. Com mais de duas décadas de existência, o sistema de cotas da universidade passará por uma segunda revisão legislativa em 2028, quando vence a lei aprovada em 2018.

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A instituição discute uma nova fase da medida, conectando egressos e mapeando a trajetória profissional deles. Por isso, na última semana de novembro, reuniu ex-estudantes na reitoria da instituição. A Uerj foi pioneira na adoção de cotas sociais e raciais no vestibular, em 2003.

Henrique estava entre esses jovens. Ele é egresso do curso de geografia, que iniciou em 2006. E, assim como outros, avaliou a política como determinante.

“Eu sou esse sujeito pobre, da baixada, como tantos outros aqui, que sempre trabalhou ajudando o pai em tudo, mas com a clareza da necessidade de estudar”, disse. Ao ter a oportunidade de entrar na universidade, se agarrou a ela. 

“Eu sou o tipo de transformação, de mobilidade social, que essa política é capaz de dar, de tirar um cara de trás de uma carroça, colocar na universidade e oferecer-lhe uma vida melhor”, contou Henrique. Quando menino, ele usava a carroça trabalhando com entrega de material de construção.

No evento da Uerj, a dentista Maiara Roque lembrou o dia que passou no vestibular, em 2013, e os desafios iniciais de uma cotista negra. Antes, a bolsa estudantil era curta, não podia ser acumulada com outros benefícios, e os auxílios, mais restritos.


Rio de Janeiro (RJ), 27/11/2025 – A dentista Maiara Roque participa do 1º Encontro de Cotistas Egressos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A dentista Maiara Roque participa do 1º Encontro de Cotistas Egressos da Uerj – Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Mesmo tendo ingressado dez anos depois da primeira turma, ela ainda enfrentou questionamentos. “Depois que você entra, você adquire um sentimento de pertencimento, que você merece esse lugar”, disse. “Eu pensava: ‘não queriam que eu estivesse aqui, mas estou, vou fazer valer'”, contou. No início, a política de cotas raciais nas universidades sofreu críticas e questionamentos sobre a capacidade dos alunos. Depois, pesquisas mostraram que não havia diferença de rendimento entre os estudantes cotistas e não cotistas.

As cotas também aceleraram a redução da diferença entre pretos, pardos e brancos com ensino superior. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 11,7% dos estudantes pretos e 12,3% dos pardos tinham nível superior, em 2022. As taxas cresceram, mas ainda são menos da metade da observada entre pessoas brancas, 25,8%.

Maiara cursou quatro anos de odontologia, curso com dedicação integral, com o apoio da mãe, cuidadora de idosos. Ela afirmou que o ingresso na Uerj transformou sua forma de ver o mundo e moldou sua atuação profissional. Depois de ter atendido no sistema prisional e na rede básica de saúde, a dentista montou um consultório, na Penha, onde se criou.

“Eu acho que, de certa forma, estou devolvendo para minha comunidade essa oportunidade”, disse. “E a gente encontra pessoas muito à vontade com uma doutora que é negra, que é do bairro e que não faz julgamentos”, afirmou Maiara.

Na Universidade Estadual do Rio de Janeiro, ao contrário das federais, a política de ingresso para cotistas negros cruza os dados de autodeclaração racial com os socioecônomicos. A intenção é permitir que pessoas de camadas sociais menos favorecidas acessem o ensino superior. Por esse modelo, 32 mil estudantes ingressaram na instituição.

Com o passar dos anos, no entanto, os estudantes avaliam que o recorte socioeconômico é uma barreira que precisa ser derrubada. Hoje, o corte é R$ 2.277 de renda bruta por pessoa na família e é considerado um valor muito baixo, sobretudo, para cursos de pós-graduação.

Também oriundo de um pré-vestibular popular, David Gomes ingressou por cotas, em história, na Uerj, em 2011. Ele disse que, para um aluno de escola pública, morador do Complexo da Penha – região onde uma operação policial deixou 122 mortos em outubro –, a oportunidade significou uma perspectiva de  vida.

“Eu vejo que algumas pessoas que cresceram onde eu cresci não têm uma vida como eu tenho, fizeram caminhos diferentes, enfim, vejo o que eu consegui aprender aqui, o estudo me fez trilhar uma trajetória acadêmica e profissional que significou outras oportunidades”, destacou o ex-cotista.


Rio de Janeiro (RJ), 27/11/2025 – O historiador David Gomes participa do 1º Encontro de Cotistas Egressos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O historiador David Gomes participa do 1º Encontro de Cotistas Egressos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) – Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Ativista pelos direitos humanos, David defende que a Uerj abandone a exigência de critério socioeconômico para ingresso por cotas. “A grande questão hoje, na pós-graduação, é o recorte de renda. Temos que enfrentar essa discussão, porque a pessoa, por exemplo, que se forma, em direito, medicina, até uma professora, na verdade, ela não se encaixa nesse recorte, é baixo”, explicou. Ele ponderou, no entanto, que, na graduação, opiniões são divergentes, tanto para considerar um recorte maior quanto para levar em conta a inscrição do candidato no Cadastro Único de Programas Sociais.

Como primeiro passo para discutir a política de cotas na Uerj, egressos defendem a coleta e a difusão de dados sobre o impacto da política, o que começa por meio da montagem da rede de ex-alunos, como faz a universidade. Como geógrafo, Henrique ressaltou a importância dos dados para definir políticas públicas.

Ele pediu também a redução da burocracia para comprovar o perfil socioeconômico, além do apoio a pré-vestibulares populares, projeto que conhece de perto. Além de ter sido aluno, ele ajudou a financiar uma rede de cursinhos na baixada, quando coordenou a organização da sociedade Casa Fluminense.

“O pré-vestibular foi o local que eu tive clareza da minha condição de negro”, disse, ao acrescentar que, “no Brasil, você não nasce negro, você torna-se negro”. “Fiz vestibular em 2005, era um daqueles ‘não quero cota’, mas ali eu tomei consciência que era meu direito”, completou.

A política de ações afirmativas da Uerj foi definida pela Lei 8.121, de 2018. Ela destina 20% das vagas dos cursos de nível superior para cotas raciais, contemplando também indígenas e quilombolas. Já para concorrer na cota para estudantes de escolas públicas, outros 20% das cotas, é preciso ter concluído o ensino médio integralmente na rede.

A lei também permite acumular a bolsa-auxílio com outras, como a bolsa de iniciação científica, o que, na avaliação dos egressos, melhorando as condições de permanência.


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Com a proibição das bets, a partir de medida provisória editada nesta sexta-feira (25), o governo federal vai intensificar o combate às plataformas que continuarem no ar a partir do dia 6 de outubro. A partir dessa data, serão considerados ilegais e terão recursos confiscados.

“Hoje são 85 sites e cerca de 180 marcas legais. Elas deixam de existir completamente no dia 5 de outubro. Qualquer outra será bloqueada, rastrearemos os recursos movimentados e vamos confiscar o dinheiro que tenham recebido”, afirmou o ministro da Fazenda, Dario Durigan, em coletiva nesta sexta-feira.”

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Segundo Durigan, a fiscalização já é feita por um grupo de servidores dos ministérios da Fazenda e da Justiça, Receita Federal, Polícia Federal e Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Esse grupo desenvolveu ferramentas de rastreio, com inteligência artificial, que localizam sites de aposta e cruzam os dados para identificar meios de recebimento e o destino dos recursos. Mais de 60 mil páginas foram banidas desde 2024.

“Vamos estabelecer um grupo ampliado, com os mesmos órgãos. A experiência que temos e que tem resultado em operações policiais importantes”, disse o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva.

De acordo com o ministro, governo pretende propor que a exploração ou operação de apostas on line no país se tornem crimes. Outro foco é o combate ao uso de recursos oriundos do crime organizado para manter bets.

A partir da proibição, os recursos confiscados passarão a ser destinados a políticas de segurança pública.

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