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Cury quer influenciadores nas embaixadas e aplicativo contra feminicídio

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O candidato à Presidência da República Augusto Cury (Avante) afirmou neste sábado (29) que pretende colocar influenciadores digitais para trabalhar nas embaixadas em diversos lugares do mundo para poder “melhorar a imagem do Brasil lá fora.”

Em sabatina realizada pelo Jornal Nacional, Cury explicou que sua proposta não necessariamente fala em contratação, mas em treinar colaboradores. “Precisamos transformar colaboradores nas mais diversas embaixadas para vender o Brasil com dignidade. O agricultor é vendido lá fora como se fosse um vilão, e nós temos o Código Florestal mais rígido do mundo. Um chinês ele emite quatro vezes mais carbono que um brasileiro, e um americano sete vezes mais. Temos que vender o país como supermercado do mundo, não como fazenda ou celeiro.”

“Precisamos repaginar as embaixadas brasileiras e influenciadores digitais podem ser importantes. Não digo em aumentar custos. Deveríamos treinar embaixadores e colaboradores para serem influenciadores para vender o Brasil melhor lá fora”, continuou.

“O Itamaraty não tem entregado. A faculdade Rio Brande e o Itamaraty são peritos em pacificação, mas temos de ser peritos em vender o Brasil lá fora de maneira adequada e inteligente”.

Aplicativo contra feminicídio

Questionado sobre o uso de drones em sua proposta contra o feminicídio, Cury diz que o foco seria na verdade criar um aplicativo para celular.

“Não só o drone, mas em destaque um aplicativo. Se uma mulher se sentir ameaçada ou violentada, ela aperta um botão de alerta e vai direto para a delegacia mais próxima que vai atendê-la.”

“Já pensou num aplicativo de alerta com botão georreferenciado? Já pensou em ter tecnologia usada em outros países, onde você vai com um drone até a casa do predador… Somos um dos países mais digitalizados do mundo”

Conflito de interesses

Cury disse durante a sabatina que pretende colocar até 80% das consultas no SUS através de telemedicina. Questionado sobre um possível conflito de interesses por ser médico e embaixador de uma empresa do ramo em 2023, o candidato afirmou “não ver” nenhum tipo de empecilho e que irá remover o título.

“Estou propondo uma solução para pessoas que são pobres, não estou me colocando como salvador da Pátria”, afirmou.

(Publicado por AR)

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