Fonte de dados meteorológicos: wetterlang.de

Conselho exigirá que cursos para formar professores tenham conteúdo sobre IA; entenda

PUBLICIDADE

conselho-exigira-que-cursos-para-formar-professores-tenham-conteudo-sobre-ia;-entenda

BRASÍLIA – Uma resolução em elaboração no Conselho Nacional de Educação (CNE) vai determinar que as matrizes curriculares dos cursos de formação de professores incluam obrigatoriamente conteúdos sobre o uso ético, responsável e pedagógico da Inteligência Artificial.

O texto feito pelo CNE pretende elaborar diretrizes nacionais de IA na educação brasileira. As regras vão atingir desde escolas até universidades para que façam uso adequado e responsável dessa tecnologia.

Texto feito pelo Conselho Nacional de Educação pretende elaborar diretrizes nacionais de IA na educação brasileira.
Texto feito pelo Conselho Nacional de Educação pretende elaborar diretrizes nacionais de IA na educação brasileira.

A resolução está sob análise do Ministério da Educação (MEC) e ainda deve sofrer alterações, mas a exigência de que as licenciaturas tragam esses conteúdos já é um ponto pacífico entre o colegiado e a pasta. A visão é que a medida é importante para garantir que os professores saibam usar de forma adequada a Inteligência Artificial.

“Precisamos formar professores conscientes do impacto das novas tecnologias”, afirma o conselheiro Celso Niskier, que indicou o tema para análise do conselho e é o relator da resolução na parte de Educação Superior.

O CNE quer deixar claro no documento que a IA não substitui a ação do professor e deve ser uma ferramenta para melhorar a aprendizagem e reduzir as desigualdades.

Primeira versão

O conselho vai fechar uma primeira versão do texto com aprovação dos conselheiros, para depois submeter a resolução a uma consulta pública durante 30 dias. Em seguida, o plenário deve votar a versão final da proposta, que passará por homologação do MEC e depois entrará em vigor. A previsão é de que o processo seja concluído ainda no primeiro semestre deste ano.

A redação atual da regra do CNE aborda dois conceitos principais: um sobre educar para a IA, e outro sobre educar com IA. No primeiro, a proposta é trazer orientações para ensinar os estudantes a compreender a atuação dos algoritmos, os impactos sociais do uso da ferramenta, além de seu uso ético. No segundo eixo, as diretrizes devem trazer regras para que a IA possa ser utilizada para personalizar a aprendizagem e aprimorar o ensino.

No caso da educação básica, a proposta atual prevê que essa ferramenta tenha uso transversal nas disciplinas, mas que haja uma formação para a cultura digital e midiática.

Na educação superior, o conselho propõe que a IA integre os currículos de todas as áreas, com formação crítica sobre seus impactos.

Resolução sobre cursos de IA para professores está sob análise do Ministério da Educação.
Resolução sobre cursos de IA para professores está sob análise do Ministério da Educação.

O tema está em discussão no CNE há cerca de um ano e meio e tem marcado presença nos debates educacionais a nível mundial. Uma pesquisa feita em 2023 pela Unesco, braço de educação da Organização das Nações Unidas (ONU), com 450 instituições mostrou que apenas 10% das escolas e universidades têm diretrizes sobre o uso de IA.

No ano passado, a Unesco dedicou o dia da Educação à Inteligência Artificial. Na ocasião, a diretora-geral do órgão, Audrey Azoulay, falou que a IA deve ser uma ferramenta a serviço de alunos e professores para promover autonomia.

“A IA oferece grandes oportunidades para a educação, desde que sua implementação nas escolas seja orientada por princípios éticos claros. Para atingir todo o seu potencial, essa tecnologia deve complementar as dimensões humanas e sociais da aprendizagem, em vez de substituí-las.”

Mais recentes

PUBLICIDADE

Rolar para cima