O grupo Fictor, que entrou com pedido de recuperação judicial Justiça de São Paulo nesta segunda-feira (2), tem atuação em diversos segmentos da economia, passando por serviços financeiros, negociações de commodities agrícolas e operações no mercado energético.
As atividades iniciaram em janeiro de 2007, com foco em soluções tecnológicas, sobretudo na prestação de serviços operacionais.
Em 2013, o Grupo Fictor realizou as primeiras operações de private equity, marcando a entrada no mercado financeiro. O próximo passo foi três anos depois, com maior diversificação do portfólio e alcançando a marca de 800 colaboradores.
Em 2018, o Grupo Fictor ingressou no mercado de comercialização de commodities do agronegócio. Segundo e empresa, o crescimento ocorreu majoritariamente com capital próprio.
O grupo expandiu a atuação no agronegócio, com o ingresso no segmento de proteína animal em 2023, além da ampliação para o mercado de energia.
Em 2024, o Grupo Fictor lançou a FictorPay, que atua como subadquirente e oferta soluções em tecnologia financeira.
No mesmo ano, o conglomerado estreou na bolsa brasileira por meio de um IPO reverso, quando a empresa adquire outra já listada na bolsa. No caso, a Fictor adquiriu a Atompar, trocando o nome para Fictor Alimentos, sob o tícket FICT3.
Em março de 2025, fechou acordo de patrocínio com o Palmeiras, com duração de três anos.
Pedido de recuperação judicial
O valor dos compromissos totaliza, aproximadamente, R$ 4 bilhões, informou a empresa.
No pedido de recuperação judicial, a Fictor cita a repercussão midiática negativa envolvendo o nome do grupo após a tentativa de aquisição do Banco Master como a origem da crise que provocou um descompasso temporário nos seus fluxos operacionais e a rescisão contratual de fornecedores de serviços.