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Grupo internacional lançará em SP nova escola particular que usa IA para ensino individualizado

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Um grupo internacional de escolas particulares pretende lançar no Brasil um novo modelo de colégio de elite que usa a inteligência artificial para individualizar o ensino e tem mais aulas dedicadas às habilidades socioemocionais do que às acadêmicas. Batizada de Inspired Edge Academy, a escola começa em 2027 em Londres – o projeto inclui unidades em mais seis cidades na Europa, Oceania e América Latina. Em São Paulo, a estimativa é chegar em 2028.

“A ideia não é fazer a sala de aula que se tem hoje, em que o professor tem 20 crianças e usa várias técnicas para levar o grupo de uma vez só”, afirma o CEO da Inspired Education no Brasil, Paulo Moraes. O grupo já é proprietário da Escola Eleva no País e outras 125 instituições particulares pelo mundo.

Segundo ele, o novo colégio vai começar com alunos de 6 a 10 anos, do fundamental 1, e expandir à medida que eles forem crescendo. “É uma educação que vai no ritmo que o estudante consegue e faz com que ele vá mais longe. Se a plataforma com IA entrega uma equação e vê que a criança responde fácil, ela entrega outra mais difícil.”

Inspired Edge Academy (em foto ilustrativa) deve abrir no Brasil em 2028.
Inspired Edge Academy (em foto ilustrativa) deve abrir no Brasil em 2028.

Os professores, segundo ele, teriam a função “de um guia”. Na sala, eles vão passar pelas “estações” de tecnologia e analisar o desempenho de cada estudante. “Ele continua criando o ambiente e o contexto para o básico e aí o aluno vai para a plataforma e segue sua jornada”, afirma. “O conceito não é novo, mas sempre foi custoso fazer uma experiência adaptativa escalada. Com os modelos de IA generativa atuais, facilitou.”

Outra diferença da escola é a carga horária destinada ao currículo oficial, que no Brasil segue a Base Nacional Comum Curricular. Moraes explica que a escola terá sete horas de duração e três delas serão destinadas à parte acadêmica – como Português, Matemática, Ciências, Inglês. As outras quatro horas serão apenas sobre as chamadas habilidades sociais e projetos, como educação financeira e empreendedorismo.

'Se a plataforma com IA entrega uma equação e vê que a criança responde fácil, ela entrega outra mais difícil', diz CEO do grupo.
‘Se a plataforma com IA entrega uma equação e vê que a criança responde fácil, ela entrega outra mais difícil’, diz CEO do grupo.

“Eles vão ter que se apresentar mais, serão convidados a se expor, trabalhar coletivamente, debater e propor projetos que vão desde criar um plano de negócio a construir um robô usando legos.” Moraes afirma que a nova escola será uma “opção” para os pais, mas que o grupo continuará a oferecer o modelo tradicional. Ele acredita que a escola pode ajudar famílias que queiram “endereçar as crianças que estão acima da curva.”

Segundo Moraes, a empresa ainda não tem o espaço da escola em São Paulo, mas ela deve ser aberta na zona sul. A estimativa é de que as mensalidades serão mais altas que as oferecidas pela Eleva, que estão em torno de R$ 10 mil.

“A ideia é que a escola seja mais engajante e interessante que o modelo tradicional. Parte do exercício é fazer com que ela seja divertida”, afirma. “Um lugar em que a criança queira estar.”

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