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Quem é o general que foi o único absolvido por Moraes na trama golpista?

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A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) absolveu nesta terça-feira, 18, o general Estevam Cals Theophilo Gaspar de Oliveira, ex-chefe do Comando de Operações Terrestres (Coter), por falta de provas. Ele faz parte do núcleo 3 do plano de golpe que buscava manter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no poder. O general da reserva foi o único réu da trama golpista absolvido até o momento.

O grupo seria responsável por pressionar os comandantes das Forças Armadas para viabilizar o golpe e executar planos para matar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes.

Theophilo entrou para a Academia Militar das Agulhas Negras, no Rio de Janeiro, em 1979. Ele foi declarado Aspirante em 1982 e promovido ao posto de General em 2019, ano em que atuou como Comandante Militar da Amazônia, onde atuava no controle de fronteiras contra o tráfico de entorpecentes.

O ex-chefe do Comando de Operações Terrestres (Coter), unidade que “tem sob sua administração o maior contingente de tropas do Exército”, foi acusado de participar de uma reunião com o ex-presidente Jair Bolsonaro, em 9 de dezembro de 2022, para debater uma minuta golpista. Segundo a Polícia Federal, o general “de forma inequívoca anuiu com o Golpe de Estado, colocando as tropas à disposição do então Presidente da República”.

Estevam Cals Theophilo Gaspar de Oliveira, general do Exército; ele foi absolvido no julgamento da trama golpista pelo STF
Estevam Cals Theophilo Gaspar de Oliveira, general do Exército; ele foi absolvido no julgamento da trama golpista pelo STF

“Ademais, Mauro Cid, em termo de depoimento, ratificou que Estevam Theophilo, após sair da reunião com Jair Bolsonaro, confirmou, pessoalmente ao depoente, que cumpriria a ordem, caso o decreto fosse assinado”, diz um trecho do relatório da Polícia Federal.

Em depoimento à PF no inquérito do golpe, ele admitiu que esteve três vezes no Palácio do Alvorada após o segundo turno das eleições de 2022. Ao STF, Theophilo negou qualquer participação na trama golpista e afirmou que “não tinha poder, autoridade, nem tropa” e que mantinha a lealdade ao então comandante do Exército, general Marco Antônio Freire Gomes, que não aderiu.

Em mensagens no WhatsApp, enviadas ao coronel Bernardo Romão, Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, afirma que a reunião não havia terminado, mas “ele (Theophilo) quer fazer… Desde que o Pr assine”.

O general Marco Antônio Freire Gomes, comandante do Exército na época, afirmou em depoimento à Polícia Federal que ficou “desconfortável” com a reunião, porque não tomou conhecimento do motivo da convocação de Theophilo. No entanto, em outro depoimento, Freire disse que autorizou a ida do general ao encontro com Bolsonaro.

A mudança no depoimento levou Moraes a considerar que, apesar dos “fortes indícios”, não seria possível condenar Theophilo. O ministro votou pela absolvição por falta de provas. “As provas em juízo são duas: a declaração do colaborador e uma mensagem enviada pelo próprio colaborador. São duas provas diretamente ligadas à colaboração premiada”, justificou o ministro.

Da mesma forma, o ministro Cristiano Zanin defendeu que, em relação ao general, apesar dos “vários indícios da sua participação e adesão à trama golpista, não se alcançou o standart probatório necessário para impor uma condenação criminal”. Eles foram acompanhados pelos ministros Flávio Dino e Carmem Lúcia. O ministro Luiz Fux, único que vinha votando a favor dos réus, pediu transferência para a Segunda Turma do STF e não participou do julgamento.

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