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André Mendonça dispensa irmãos de Toffoli de comparecer à CPI do Crime Organizado para depoimento

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BRASÍLIA – O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça acolheu um pedido apresentado pelos irmãos do ministro Dias Toffoli e os dispensou de comparecer para prestar depoimento à CPI do Crime Organizado no Senado.

BRASILIA DF NACIONAL 05-06-2025 SESSAO STF LUIS ROBERTO BARROSO Sessao plenaria do STF - 05/06/2025 Sessao plenaria do STF. na foto Andre Mendonça
Foto: Gustavo Moreno/STF
BRASILIA DF NACIONAL 05-06-2025 SESSAO STF LUIS ROBERTO BARROSO Sessao plenaria do STF – 05/06/2025 Sessao plenaria do STF. na foto Andre Mendonça
Foto: Gustavo Moreno/STF

A convocação deles havia sido aprovada na quarta-feira, 25, em conjunto com a quebra de sigilo da empresa Maridt, em que eles são sócios com Toffoli.

“Ante o exposto, estando patente a objeção da defesa dos requerentes José Eugênio Dias Toffoli e José Carlos Dias Toffoli, defiro o pleito formulado na Petição nº 20501/2026, para afastar a obrigatoriedade de comparecimento, transmudando-a em facultatividade, deixando a cargo dos requerentes a decisão de comparecer, ou não, à ‘CPI do Crime Organizado’”, escreveu na decisão.

A decisão não cita as quebras de sigilo bancário.

A CPI havia decidido pela convocação deles e pela quebra do sigilo da empresa dos Toffoli com o objetivo de obter informações sobre a suspeita de pagamentos feitos pelo banqueiro Daniel Vorcaro e pelo Banco Master.

Como revelou o Estadão, diálogos obtidos pela Polícia Federal no celular do banqueiro citam repasses de R$ 35 milhões para o Resort Tayayá, no qual a empresa de Toffoli possuía participação acionária. Vorcaro também disse que estava sendo cobrado por causa da demora na realização dos pagamentos.

A PF apresentou esses diálogos ao STF em um relatório sobre as menções a Toffoli no celular de Vorcaro. Por causa disso, o ministro foi convencido a deixar a relatoria do processo, que foi redistribuído para André Mendonça. O STF, porém, arquivou o relatório, que havia sido autuado como um pedido de suspeição do ministro.

Como mostrou o Estadão, os pagamentos ao Tayayá ocorreram por meio de um fundo que tinha o cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, como administrador.

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