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Messias fora e pena reduzida para extremista: é o começo do fim da gestão Lula?

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, se pudesse, certamente pediria para que esta semana não tivesse acontecido. Ela registra um fato histórico: a rejeição de nome indicado pelo presidente da República para o Supremo Tribunal Federal, coisa só vista no final do século XIX no País.

O petista vai fazer dupla com o general Floriano Peixoto como chefe do Executivo derrotado por um NÃO, assim em letras maiúsculas, escrito em forma de voto pelos senadores.

Sessão do STF para votar indicação de Jorge Messias
Sessão do STF para votar indicação de Jorge Messias

A rejeição de Jorge Messias conseguiu reunir no mesmo balaio aliados improváveis. Estavam vibrando na mesma frequência um grupo de ministros do STF, bolsonaristas e ainda Alcolumbre e sua tropa. Razões diferentes colocaram todos no esforço consumado de barrar o escolhido de Lula.

O ex-ministro Celso de Mello, o histórico decano da corte, lamentou a rejeição de Messias. Considerou injusto e até indevido o resultado. A opinião de Celso de Mello costumava ser ouvida por soprar uma brisa de sobriedade.

Ele, no entanto, não está mais no tribunal. Na composição atual tem gente que parece ter gostado da derrota imposta a Messias. Se ministros do STF trabalharam ativamente para isso ocorrer no Senado seria coisa impensável num ambiente democraticamente sadio. Afinal, magistrado não é líder de bancada, ou pelo menos não deveria ser.

Mas o mundo real é tudo menos cor de rosa. E agora Lula, que não é neófito na política, foi relembrado disso. Faltaram-lhe votos para bancar seu escolhido, como também faltaram votos para manter seu veto ao projeto de lei da dosimetria, aquele que diminui a pena dos condenados pelo 8 de Janeiro.

Essa votação do Congresso, como no caso da rejeição de Messias, reúne também interesses diversos com motivações também diversas. Para os bolsonaristas, o projeto é importante para reduzir o tempo de prisão de Jair Bolsonaro, ainda que no discurso tenham dito que estavam pensando só nos demais condenados por atos extremistas no 8/1.

A redução da pena é importante num cenário de Lula ser reeleito. Na outra opção, com Flávio Bolsonaro na cadeira de presidente, a anistia completa ao pai já está prometida e anunciada.

Com tantas derrotas numa semana só pode se perguntar: é o começo do fim da gestão Lula? A resposta vem só em outubro. Mas os sinais de fragilidade na esfera do poder na corte brasiliense são evidentes. Resta saber se isso é prenúncio também de carências de votos para aprovar a reeleição do presidente.

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