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Meio/Ideia: Lula é aprovado por 46,5% e desaprovado por 48,5%

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Pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quarta-feira, 8, mostra que 46,5% dos brasileiros aprovam o trabalho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto 48,5% desaprovam a forma como ele conduz o governo. Outros 4,9% não souberam opinar.

Em relação ao levantamento anterior, realizado em maio, a desaprovação oscilou para baixo, de 51,4% para 48,5%, dentro da margem de erro de 2,5 pontos porcentuais para mais ou para menos. A aprovação, por sua vez, ficou praticamente estável, passando de 46,6% para 46,5% neste mês.

Para Maurício Moura, fundador do instituto e professor visitante na George Washington University, apesar da oscilação na desaprovação, o atual nível de aprovação ainda é considerado frágil para uma tentativa de reeleição.

“Em todas as pesquisas nós perguntamos em quem os entrevistados votaram no segundo turno de 2022. Constantemente, percebemos que quem votou em Jair Bolsonaro em 2022 nunca aprovou o atual governo, o que faz com que o teto de popularidade do presidente Lula seja muito baixo. O desafio do governo e da campanha dele será justamente melhorar essa aprovação dentro de uma margem muito pequena.”

Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República e candidato à reeleição
Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República e candidato à reeleição

A aprovação de Lula é maior entre os eleitores do Nordeste (63,2%) e das classes D/E (60,2%). Já a desaprovação atinge seus maiores índices entre os evangélicos (76,3%) e moradores da região Sul (67,7%).

Segundo Moura, os dados da pesquisa mostram que a operação da Polícia Federal que teve como alvo o então líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), teve “impacto zero” sobre a aprovação de Lula, em que pese o alto nível de conhecimento do eleitorado sobre o episódio.

Na pesquisa, 26,2% dos entrevistados disseram ter ouvido “muita coisa” sobre o assunto, 17,7% “alguma coisa” e 12,9% tomaram conhecimento apenas de passagem, sem detalhes. Outros 27,4% disseram não ter ouvido nada sobre a operação, enquanto 15,8% não souberam responder.

Para 42% dos entrevistados pelo Ideia, saber do envolvimento do senador petista com o Banco Master não aumenta nem diminui a chance de votar em Lula. Outros 17,3% dizem que a operação reduz essa possibilidade, enquanto 7% afirmam que ela aumenta. Além disso, 24,7% não souberam responder e 9% não pretendem ir votar.

A pesquisa também mediu a avaliação do governo Lula. Para 41% dos entrevistados, o momento atual da gestão é ruim ou péssimo. Outros 32,5% consideram ótimo ou bom, enquanto 24,5% classificam como regular. Os 2% restantes não souberam responder.

Na avaliação por áreas, o destaque da pesquisa é a melhora na percepção sobre a atuação do governo na segurança pública. O porcentual de entrevistados que classificam o desempenho da gestão como ótimo ou bom nesse quesito passou de 19,7%, em maio, para 26,5% neste levantamento.

Maioria soube de vídeo de Michelle contra Flávio

Além do caso Jaques Wagner, o instituto também mediu o grau de conhecimento e o impacto do vídeo em que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) afirma ter sido “humilhada” pelo enteado e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro. A maioria dos entrevistados disse ter tomado conhecimento do episódio: 33,5% acompanharam o caso, 24,1% ouviram falar e 25,2% não ficaram sabendo. Outros 17,1% não souberam responder.

Entre os que tiveram conhecimento do vídeo, 29% consideram que as declarações de Michelle são totalmente verdadeiras e 35% avaliam que elas são mais verdadeiras do que falsas. Em sentido oposto, 29% dizem que as afirmações são mais falsas do que verdadeiras e apenas 0,3% acreditam que a ex-primeira-dama mentiu em tudo o que expôs. Outros 6,6% não souberam avaliar.

Michelle Bolsonaro também aparece em outra pergunta da pesquisa: sobre quem é, hoje, a mulher mais poderosa do Brasil. A questão foi feita de forma espontânea, sem que os entrevistados tivessem acesso a uma lista de nomes. A ex-primeira-dama lidera as citações, com 15,4%, seguida pela atual primeira-dama, Rosângela da Silva, a Janja, lembrada por 9%.

O instituto entrevistou por telefone 1.500 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 3 e 6 de julho de 2026. A margem de erro é de 2,5 pontos porcentuais para mais ou para menos e o nível de confiança, 95%. O levantamento foi registrado no TSE sob o protocolo BR-05628/2026

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