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Rogério Marinho é cotado para ser ‘Alckmin da chapa de Flávio Bolsonaro’; veja bastidores

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O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Planalto, ganhou força nas últimas horas para compor a vaga de vice na chapa presidencial. Segundo apurou a Coluna do Estadão, o “núcleo racional” do grupo apresenta o seguinte argumento: Flávio precisa ter ao lado alguém de perfil moderado, com experiência política e respeitado pelo segmento econômico.

Os três requisitos funcionariam como vacina para rebater fragilidades da candidatura do filho “zero um” de Jair Bolsonaro. Interlocutores traçam o paralelo de que o senador pode ser “o Alckmin de Flávio”. Trata-se de uma comparação com a composição feita por Luiz Inácio Lula da Silva em 2022 e repetida agora para modular o perfil político da chapa.

Senador Rogério Marinho (PL-RN)
Senador Rogério Marinho (PL-RN)

Marinho tem 62 anos, foi secretário especial da Previdência (2019-2020), ministro do Desenvolvimento Regional (2020-2022), deputado federal e atual senador.

Desde que se apresentou como presidenciável, Flávio defendeu uma mulher na vice. O desejo esbarrou nas recusas do centrão em formalizar uma coligação nacional. Sem esses acordos, não foi possível compor com Tereza Cristina ou Simone Marqueto (ambas do PP), Daniella Marques (Republicanos) nem com Renata Abreu (Podemos). Restou ao PL formar uma chapa puro-sangue. As cotadas, porém, empurrariam a candidatura para o bolsonarismo raiz, o que poderia afastar eleitores em vez de agregar.

Entusiastas de nomes como o da deputada Julia Zanatta (PL-SC) limitam-se ao “núcleo radical” baseado nos Estados Unidos, orquestrado por Eduardo Bolsonaro.

A equipe ainda faz uma “busca ativa” por uma opção feminina com o perfil ideal dentro da sigla. O tempo, contudo, é exíguo: faltam 24 horas para o prazo final de registro das decisões das convenções partidárias. Tempo insuficiente para testar o impacto da escolha junto ao eleitorado e a setores econômicos. Já Rogério Marinho já passou por alguns escrutínios que sinalizam seu perfil. Por exemplo quando foi o principal articulador político e porta-voz técnico do governo Bolsonaro na aprovação da Reforma da Previdência.

Para rebater críticas sobre a ausência de uma mulher na chapa, o time de Flávio articulou estratégias e discurso. A ideia é reforçar os nomes femininos que ele pretende convidar para os ministérios caso seja eleito. Entre eles estão Tereza Cristina para a Agricultura e Daniella Marques para a Fazenda. Para a Justiça, são ventilados os nomes da advogada Maria Claudia Bucchianeri, da área jurídica da campanha, e da deputada Bia Kicis, candidata ao Senado neste ano.

Além disso, o grupo adota a retórica de que o principal adversário, o presidente Lula, nunca indicou uma mulher para a vice, mantém número reduzido de ministras na Esplanada — sendo elas as primeiras demitidas — e não indicou nomes femininos para vagas no Supremo Tribunal Federal.

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