Fonte de dados meteorológicos: wetterlang.de

‘Dark Horse’: o que se sabe sobre filme biográfico de Jair Bolsonaro

PUBLICIDADE

‘dark-horse’:-o-que-se-sabe-sobre-filme-biografico-de-jair-bolsonaro


Jim Caviezel no pôster de ‘Dark Horse’
Reprodução/Instagram/therealjimcaviezel
Flávio Bolsonaro (PL) concede entrevista à TV Globo nesta quinta-feira (28). Uma das perguntas feitas pelos jornalistas Renata Vasconcellos e César Tralli tratou do filme “Dark Horse”.
O longa ganhou notoriedade após a divulgação, pelo site Intercept Brasil, de conversas entre o candidato do PL à Presidência e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, nas quais o filho de Jair Bolsonaro solicita recursos para financiar a produção cinematográfica.
Segundo o Intercept, Vorcaro chegou a pagar R$ 61 milhões para a produção do filme “Dark Horse” entre fevereiro e maio de 2025.
Durante a entrevista desta sexta-feira, Flávio afirmou que patrocínio se baseia numa “relação privada” e todo o dinheiro foi usado exclusivamente no filme.
Áudio de Flávio Bolsonaro para Daniel Vorcaro; ouça
Veja abaixo o que se sabe sobre ‘Dark Horse’:
Quais artistas estão envolvidos?
A biografia é estrelada por Jim Caviezel, que interpreta o ex-presidente, atualmente em prisão domiciliar por tentativa de golpe de Estado. O ator americano de 57 anos é mais conhecido por “A paixão de Cristo” (2004) e por ter participado de filmes mais conservadores nos últimos anos, como “Som da liberdade” (2023).
Na direção está Cyrus Nowrasteh, um cineasta americano de 69 anos de filmes para a TV, como “Depois do atentado”, e para o cinema, como “O apedrejamento de Soraya M.”. Ele já esteve envolvido em uma coprodução entre Estados Unidos e Brasil ao escrever o roteiro de “Jenipapo” (1995) com a diretora Monique Gardenberg.
Ele assina o roteiro de “Dark Horse” com Mark Nowrasteh, baseado em argumento escrito por Mario Frias, ator e ex-secretário da Cultura durante o governo de Bolsonaro.
O elenco ainda tem Esai Morales (“Missão: Impossível – O Acerto Final”), Lynn Collins (“The Walking Dead”), Camille Guaty (“Duster”) como Michelle Bolsonaro e Jeffrey Vincent Parise (“General Hospital”).
Initial plugin text
Qual a trama do filme?
“Inspirado por eventos reais, ‘Dark Horse’ segue Jair Bolsonaro, um intruso controverso que ascende de um capitão de exército desconhecido a líder populista na corrida presidencial em um Brasil profundamente polarizado, apenas para enfrentar um plano mortal de assassinato que transforma sua luta contra um sistema corrupto em uma batalha por sobrevivência, verdade e a alma de uma nação”, diz a sinopse oficial, segundo o site Deadline.
“Desde a sua concepção, quando Mario me trouxe a história de ‘Dark Horse’, foi pensado não como um retrato biográfico, mas como um thriller político tenso sobre poder, mídia e fé sob ataque, com significância cultural não apenas no Brasil, mas em todos os países”, afirmou o diretor ao Deadline.
“A história da ascensão improvável de Jair Bolsonaro e o atentado que sofreu em 2018 serviram de base para investigar até onde sistemas estabelecidos podem ir para se preservarem — e como um político pode se tornar o receptáculo das esperanças e medos de uma nação.”
Flávio Bolsonaro cobra dinheiro de Vorcaro para filme sobre o pai, diz site
Quando estreia?
Em 7 de abril, Caviezel publicou no Instagram que o filme estreia em 11 de setembro de 2026, uma sexta-feira. No Brasil, filmes normalmente estreiam às quintas.
O site Deadline, no entanto, publicou em 21 de abril que não há data de lançamento, “ao contrário de algumas especulações online”, e que os cineastas ainda procuram vender o projeto.
Daniel Vorcaro e Flávio Bolsonaro.
Reprodução/Evaristo SA/AFP
A relação de ‘Dark Horse’ com Daniel Vorcaro
O banqueiro Daniel Vorcaro ajudou a financiar a cinebiografia “Dark Horse” e as negociações envolveram contatos diretos com o filho do ex-presidente, o senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que pressionava pelos pagamentos.
Flávio pediu dinheiro e pressionava pelos pagamentos. O banqueiro chegou a pagar R$ 61 milhões.
Karina Ferreira da Gama, dona da produtora GoUp, responsável pelo longa, afirmou em entrevista exclusiva à Globonews e à TV Globo que o orçamento já realizado do filme está em cerca de US$ 13 milhões (R$ 65,7 milhões).
Ainda segundo Karina, o valor corresponde a mais de 90% da verba que viabilizou o filme.
Vorcaro, dono do Banco Master, está preso em Brasília, acusado de chefiar um esquema bilionário de fraudes financeiras que podem chegar a R$ 12 bilhões, segundo a PF.
As informações foram reveladas maio pelo portal Intercept Brasil, que teve acesso a mensagens trocadas entre os dois e a um áudio enviado por Flávio para o banqueiro em setembro de 2025.
Processo na Ancine
A Polícia Federal solicitou à Agência Nacional do Cinema (Ancine) informações sobre o processo administrativo aberto contra a produtora Go Up Entertainment, responsável pelo filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A agência terá 10 dias para encaminhar os documentos.
O processo foi aberto pela Ancine após uma denúncia sobre a gravação, em território brasileiro, de uma obra audiovisual estrangeira sem comunicação prévia à agência.
Pela regulamentação, produções estrangeiras filmadas no Brasil precisam informar previamente a Ancine e apresentar documentos sobre a produção.
Segundo a Ancine, a Go Up não havia apresentado a documentação exigida para as gravações. A empresa pode ser multada em R$ 2 mil a R$ 100 mil caso a irregularidade seja confirmada.
Investigação da PF sobre repasses
O pedido da PF ocorre em paralelo à investigação sobre o financiamento do filme. O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou, em julho, a abertura de um inquérito para apurar os repasses feitos pelo empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, para a produção.
A investigação busca verificar se os recursos foram efetivamente utilizados para financiar Dark Horse.
A origem do caso está em mensagens e áudios que indicam que o candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PF), teria pedido dinheiro a Vorcaro para financiar o filme.
O valor inicialmente mencionado nas negociações chegou a US$ 24 milhões (cerca de R$ 134 milhões), embora os valores efetivamente transferidos sejam objeto da investigação.
A PF também investiga se parte dos recursos destinados ao filme teria sido utilizada para custear despesas de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, em vez de financiar a produção.

Mais recentes

PUBLICIDADE

Rolar para cima