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Assessor do goveno Trump sonda Itamaraty sobre reuniões em Brasília após cobrança de Moraes

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BRASÍLIA – Depois de o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes pedir ao Itamaraty detalhes sobre a agenda diplomática de Darren Beattie, conselheiro do governo Donald Trump, no País, a diplomacia dos Estados Unidos entrou em contato com o governo brasileiro para marcar visitas.

Até então, o enviado Darren Beattie não tinha pedido encontros com representantes do governo Luiz Inácio Lula da Silva. O contato foi feito apenas com o Ministério das Relações Exteriores (MRE). Não houve pedido de reunião no Palácio do Planalto.

Darren Beattie, assessor sênior do governo Donald Trump para políticas relacionadas ao Brasil, atuou no setor privado como empresário de mídia e estrategista político e já trabalhou na Casa Branca como redator de discursos
Darren Beattie, assessor sênior do governo Donald Trump para políticas relacionadas ao Brasil, atuou no setor privado como empresário de mídia e estrategista político e já trabalhou na Casa Branca como redator de discursos

Alexandre de Moraes entrou no caso porque a defesa do Jair Bolsonaro solicitou o agendamento de uma visita de Beattie na Papudinha, onde o ex-presidente cumpre pena por tentativa de golpe de Estado. Relator da execução penal, Moraes autorizou, mas determinou uma data e horário específicos, segundo as regras típicas do cárcere: 18 de março, entre 8h e 10h.

A defesa do ex-presidente, então, pediu flexibilidade do ministro para remarcar a visita na prisão, o que foi respondido por Moraes com a cobrança da agenda de compromissos do americano.

O Estadão apurou que, por meio de e-mail e mensagens de WhatsApp, representantes da embaixada americana entraram em contato com o MRE. No entanto, até a manhã desta quinta-feira, dia 12, não havia um pedido formal de reuniões, como é a praxe.

As solicitações entre a chancelaria e as embaixadas costumam tramitar por meio de documentos chamados de “nota verbal”. Interlocutores do governo viram certa “improvisação” no pedido, ainda informal, mas salientaram que ele pode ser atendido.

Beattie não é um diplomata de carreira. Ele exerce o novo cargo de consultor sênior de Políticas para o Brasil, na equipe do secretário de Estado, Marco Rubio, e acumula com a chefia do Escritório para Assuntos de Educação e Cultura.

Figura próxima do trumpismo e de bolsonaristas, não deve ser recebido pelo ministro Mauro Vieira, que classificou a visita dele ao Brasil, com o ex-presidente Jair Bolsonaro na agenda, como uma possível “ingerência” estrangeira em ano eleitoral.

O pedido tende a ser direcionado à Secretaria de Europa e América do Norte, chefiada pelo embaixador Roberto Abdalla. No ano passado, quando outro diplomata de menor escalão americano veio a Brasília, foi recebido no Departamento de América do Norte, chefiado pelo diplomata Christiano Sávio Barros Figueirôa.

Além de Brasília, onde também deve ser reunir com o senador e pré-candidato presidencial Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Beattie é aguardado em São Paulo, em evento sobre minerais críticos, promovido pelos EUA e pela Amcham Brasil, nos dias 18 e 19 de março.

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