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Câmara aprova criação de nova universidade federal; saiba onde

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A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira, 2, a criação da Universidade Federal da Fronteira Norte (UFFN) em Oiapoque (AP). Agora, o Projeto de Lei 4951/26 segue para análise no Senado.

A nova instituição terá a sua estrutura a partir do desmembramento do atual campus da Universidade Federal do Amapá (Unifap). A universidade terá reitor e conselho universitário próprios e autonomia administrativa em relação à Unifap.

Atualmente, o campus Oiapoque da Unifap conta com aproximadamente 1,2 mil estudantes e tem oito cursos de graduação:

  • Direito;
  • Enfermagem;
  • Ciências Biológicas;
  • História;
  • Pedagogia;
  • Letras;
  • Geografia;
  • Intercultural Indígena.

A proposta prevê a expansão de atividades acadêmicas para além da graduação atual, contemplando pós-graduação, pesquisa, extensão e ações voltadas ao desenvolvimento regional. Os estudantes já matriculados na Unifap serão transferidos de maneira automática para a nova instituição.

A universidade buscará impulsionar cursos de cooperação acadêmica e científica com o departamento ultramarino francês da Guiana Francesa, por meio de cooperação internacional voltada ao mercado entre Mercosul e União Europeia.

Câmara aprovou projeto que cria a Universidade Federal da Fronteira Norte (UFFN); texto segue para análise no Senado
Câmara aprovou projeto que cria a Universidade Federal da Fronteira Norte (UFFN); texto segue para análise no Senado

Universidade custará R$ 40 milhões até 2028

Por reaproveitar a Unifap, o governo avalia que a transição e estruturação da nova universidade ocorrerão sem qualquer impacto orçamentário em 2026. No entanto, para a implementação de forma definitiva, está previsto um investimento de R$ 40 milhões para 2027 e 2028, dividido em R$ 20 milhões a cada ano.

O relator do projeto, deputado Paulo Lemos (PT-AP), espera que a instituição amplie o acesso ao ensino superior em uma região “carente” e fortaleça a cooperação acadêmica e científica com a França.

“Ao mesmo tempo, a pesquisa de petróleo na costa do Amapá exigirá tecnologias e profissionais especializados, o que demanda a formação desses profissionais também na região norte do Amapá”, destacou Lemos, segundo a Agência de Notícias da Câmara.

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