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‘Diablo 4: Lord of Hatred’ simplifica o básico e amplia opções em final incrível de história; g1 jogou

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É possível avaliar “Lord of Hatred” como uma excelente segunda expansão de “Diablo 4”.
Por um lado, simplifica o básico do RPG de ação de 2023 e funciona como um ótimo ponto de partida para novos jogadores. Por outro, amplia opções para veteranos que querem ainda maior controle sobre certos detalhes do sistema.
Mas o grande trunfo do DLC lançado às 20h (horário de Brasília) desta segunda-feira (27) é mesmo a satisfação gerada pela conclusão grandiosa da história, que amarra todas as pontas soltas, o jogo base e suas duas atualizações – como se fosse uma só aventura épica.
No caso, uma só aventura épica com preço de três games – cerca de R$ 750 – para aqueles que compraram cada “capítulo” de forma separada.
“Lord of Hatred” até pode ser adquirido em conjunto com o antecessor, “Vessel of Hatred”, por R$ 300 – um negócio interessante para os novatos, mas que deve deixar gosto amargo na boca de quem foi atrás da primeira expansão em 2024.
Com duas novas classes, uma região inédita, a reinvenção da árvore de habilidades e a introdução de um sistema de missões com progressão e recompensas próprio, a expansão se torna a versão definitiva do game – em contraste gritante com a antecessora, um DLC bacana, mas que se contentava em ser um mero complemento, ao invés do prato principal.
Assista ao trailer de ‘Diablo 4: Lord of Hatred’
O fim de Mefisto…
Com o confronto final – ou pelo menos tão final quanto confrontos podem ser na franquia “Diablo” – contra Mefisto, um dos três grandes vilões da série, “Lord of Hatred” mostra um planejamento a longo prazo dos desenvolvedores.
A campanha principal amarra a trama iniciada no jogo base com despedidas emocionantes a personagens centrais, o retorno de outros e a conclusão equilibrada para a batalha entre o Senhor do Ódio e sua filha, Lilith.
O maior defeito é mesmo sua concentração na nova região de Skovos, um arquipélago inspirado pela Grécia. Nada contra a área, que traz um clima ensolarado incomum para o jogo, mas seria legal retornar e ver o envolvimento de cidades que foram fundamentais para a aventura em seu início.
Dito isso, o enredo é mais do que o suficiente para quem joga apenas o modo história, sem grande interesse pelo fim de jogo, ou “endgame” – as atividades que acontecem depois dos créditos.
‘Diablo 4: Lord of Hatred’
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…e o fim de jogo
Para a maioria dos jogadores, é aí que “Diablo 4” começa de verdade. E “Lord of Hatred” entrega conteúdo para agradar dos casuais aos mais viciados.
Os planos de guerra são uma adição simples, mas bem bolada. Ao organizar as diferentes atividades – masmorras de pesadelo, hordas e marés infernais e até a árvore dos sussurros – em um sistema com progressão clara e recompensas, a novidade oferece doses de dopamina mais satisfatórias e com maior regularidade.
Já o Cubo Horádrico, uma ferramenta clássica apresentada em “Diablo 2”, até pode empolgar os amantes da série, mas carece de refinamento. Com um nível elevado de aleatoriedade para a melhoria de itens, ele exige muita dedicação e paciência e nunca se torna essencial.
Nova árvore de habilidade de ‘Diablo 4: Lord of Hatred’
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O lado bom e o ruim da nova árvore
Ao reinventar a árvore de habilidades, “Lord of Hatred” mostra seu lado mais gentil para os novatos – ou para aqueles que não têm tanta destreza para testar o entrosamento dentro de diferentes “builds” (os conjuntos de poderes que funcionam em melhor sintonia).
Para isso, elimina completamente as habilidades passivas. Ou seja, a partir de agora toda escolha passa a ser diretamente ligada a um golpe específico, o que facilita muito a visualização dos mais casuais.
Ainda há pequenas conexões entre pontos em extremos opostos, mas elas incentivam o uso de variações dentro da mesma progressão.
Infelizmente, o sistema emprega limitações por níveis que produzem gargalos desnecessários e frustrantes. É possível transformar um poder de sombras em um golpe de fogo, mas apenas depois que o personagem atinge o nível 40 de experiência.
Isso até incentiva diferentes composições e combinações, e significa que uma boa simbiose em um momento pode ser facilmente superada por uma muito melhor alguns níveis acima.
Mas também gera a situação absurda de ser obrigado a investir mais de 10 pontos em uma habilidade básica simplesmente porque não há outra opção disponível para um personagem recém-criado.
Paladino e Bruxo são as novas classes de ‘Diablo 4: Lord of Hatred’
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Do Céu ao Inferno
As novidades mais chamativas do DLC, é claro, são as novas classes. Paladino e bruxo se encaixam como uma luva no tema do sagrado contra o profano de toda a franquia e devem se tornar favoritos da comunidade.
O primeiro, aliás, já virou. Lançado em dezembro de 2025 e disponível desde então para quem adquiriu a expansão na época, o guerreiro usa de poderes divinos para enfrentar os inimigos – com uma agilidade invejável para alguém com uma armadura tão pesada.
Já o bruxo, inédito em toda a série até 2026, força criaturas infernais a lutarem ao seu lado. O que poderia ser uma mistura meia boca de necromante com feiticeiro rapidamente mostra habilidades bem próprias. Há um prazer um tanto fascinante em colocar demônios para enfrentar os exércitos do inferno.
No fim, talvez o maior defeito de “Lord of Hatred” seja exatamente a sensação de encerramento, de uma expansão tão bem pensada que deixa pouco espaço para novas atualizações.
Claro, melhorias sempre são possíveis e os desenvolvedores não anunciaram planos de deixar de lado o sistema (quase) perpétuo de temporadas, mas essa aventura claramente escreveu seu ponto final.
Não é fácil dizer adeus. Mas, depois de uma breve melancolia que sempre segue a euforia, há espaço para sonhar com os futuros da franquia – seja dentro do próprio “Diablo 4” ou, quem sabe, em um quinto capítulo.
Cartela resenha crítica g1
Arte/g1

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