Fonte de dados meteorológicos: wetterlang.de

Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço.

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faca-o-que-eu-digo,-mas-nao-faca-o-que-eu-faco.

Foi exatamente isso que pensei durante um almoço com uma amiga, que também é coach.

Ela me contou que reserva as manhãs de segunda-feira para refletir sobre a vida e trabalhar em seus próprios planos.

Na mesma hora, comecei a pensar na minha agenda.

Ela está muito melhor do que há um ano. Hoje consigo encaixar exercícios, um café depois do almoço ou um jantar com amigas — pequenas coisas que fazem muita diferença no meu bem-estar.

Mas, ouvindo aquilo, percebi que ainda existia uma ausência.

Curiosamente, não era falta de tempo para pensar nas minhas metas.

Era falta de tempo para criar.

Escrever um texto sem olhar o relógio. Desenvolver uma ideia nova para um workshop. Ler algo sem uma aplicação imediata. Conectar pontos.

Aquele tipo de trabalho que exige mais espaço mental do que tempo disponível.

Como sou daquelas pessoas que, ou agenda ou não faz nunca, abri o calendário na mesma hora. Remarquei alguns compromissos e bloqueei uma manhã inteira para isso.

A diferença foi imediata.

Se você trabalha com atividades criativas, experimente também mudar de ambiente. Sair do escritório, sentar ao ar livre ou simplesmente trocar a mesa de sempre pode fazer mais diferença do que parece.

Mas, pensando bem, esse não é o principal convite deste texto.

O convite é outro.

**O que está faltando na sua rotina?**

Não o que você deveria fazer.

Mas aquilo de que você realmente sente falta.

Talvez seja criar.

Talvez seja aprender.

Talvez seja ler sem pressa.

Talvez seja uma conversa sem olhar para o celular.

Se alguma resposta veio à sua cabeça, experimente reservar espaço para ela na agenda.

Porque, às vezes, o que nos faz falta não é mais tempo.

É proteger o tempo para aquilo que nos faz sentir mais vivos.

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