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Família de Marielle acompanhará julgamento no STF, 8 anos após assassinato de vereadora

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Pelo menos cinco familiares da vereadora carioca Marielle Franco, executada em 2018, acompanharão o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) contra os réus acusados de encomendar o assassinato. Nesta terça-feira, 24, e nesta quarta-feira, 25, estarão no auditório da Primeira Turma do STF o pai (Antônio), a mãe (Marinete), a filha (Luyara), a irmã (Anielle, ministra da Igualdade Racial) e a viúva (Mônica Benicio, vereadora carioca) de Marielle Franco.

Na próxima quinta-feira, 26, dia seguinte ao fim do julgamento no Supremo, a família de Marielle voltará para o Rio de Janeiro e fará uma caminhada pública na Cinelândia. Foi nesse bairro que aconteceram os primeiros protestos após a morte da vereadora e do motorista Anderson Gomes, em 14 de março de 2018, durante a intervenção federal na segurança pública do Estado.

A família rezou uma missa em homenagem à vereadora no último sábado, 21, na Igreja da Penha, no Rio de Janeiro. “Seguimos com fé, coragem e compromisso, atravessando esse tempo com a certeza de que a justiça por Marielle e Anderson é um marco histórico que o país precisa viver”, afirma o Instituto Marielle Franco, que organiza a solenidade religiosa.

Familiares de Marielle acompanham julgamento da Justiça do Rioque condenou assassinos do crime em 2024
Familiares de Marielle acompanham julgamento da Justiça do Rioque condenou assassinos do crime em 2024

STF julgará acusados de serem mandantes do crime

O Supremo julgará os seguintes réus, acusados de serem mandantes do assassinato de Marielle:

Chiquinho Brazão, ex-deputado federal; Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro; Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro; Ronald Paulo de Alves Pereira, ex-policial; Robson Calixto Fonseca, ex-assessor de Domingos Brazão.

O julgamento começará com a leitura do relatório do processo pelo ministro Alexandre de Moraes. Em seguida, a acusação será lida pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet. Cada defesa terá uma hora para falar na tribuna do colegiado antes de os ministros votarem.

Justiça do Rio condenou assassinos confessos

Em outubro de 2024, a Justiça do Rio de Janeiro condenou os assassinos confessos da vereadora: os ex-policiais Ronnie Lessa e Élcio Queiroz.

Lessa, autor dos disparos, recebeu pena de 78 anos e 9 meses de prisão, mas deve ir para o regime semiaberto em 2037 por ter firmado delação premiada. Queiroz, que dirigiu o carro de Lessa durante a execução, foi condenado a 59 anos e 8 meses de cadeia. Contudo, o delator deve sair da prisão em 2031.

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