As cúpulas dos três Poderes vão assinar nesta quarta-feira, 4, um pacto nacional com medidas para combater a violência contra as mulheres, como antecipou o Estadão. Batizado de “Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio”, o documento é uma carta de intenções que será lançada em cerimônia para 700 convidados, no Salão Nobre do Palácio do Planalto.
A ideia foi da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja. Além do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, participarão da solenidade os presidentes da Câmara, Hugo Motta; do Senado, Davi Alcolumbre, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Um balanço produzido pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública mostrou que o Brasil bateu recorde de feminicídios em 2025. Mesmo com os dados de dezembro ainda incompletos, foram registrados 1.470 casos, o equivalente a quatro vítimas por dia. Desde 2015, quando houve a tipificação do feminicídio, o País contou 13.448 crimes contra mulheres.

Ainda no ano passado, o Estado de São Paulo teve alta de 8,1% nos casos de feminicídio. Foram 266 ocorrências, 20 a mais do que em 2024, segundo dados da Secretaria da Segurança Pública.
A mensagem que Lula enviará nesta segunda-feira, 2, ao Congresso, na reabertura dos trabalhos legislativos, também trará o combate à violência contra as mulheres na lista das prioridades do governo para este ano eleitoral de 2026.