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Prefeitos argentinos dizem que Milei ‘exportou constrangimento’ ao atacar Lula no Brasil

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A Federação Argentina de Municípios disse nesta terça-feira, 28, que as ofensas do presidente argentino, Javier Milei, ao presidente Lula são uma “falta de respeito inaceitável” e arriscam as relações com o Brasil, principal parceiro comercial daquele país. A entidade disse que Milei “exporta constrangimento”.

“Os insultos de Milei contra o presidente Lula não são apenas uma falta de respeito inaceitável para com um líder democraticamente eleito. Representam um duro golpe na imagem internacional do nosso país e um retrocesso para uma política de integração que levou décadas para se consolidar”, afirmou a federação no comunicado “O Brasil merece respeito, e a irmandade entre nossos povos também”.

O presidente da Argentina, Javier Milei
O presidente da Argentina, Javier Milei

Outro trecho do texto ressaltou que “a relação entre a Argentina e o Brasil merece estadistas, não provocadores”, e que Milei fez um “confronto irresponsável” com o principal parceiro comercial do país. Veja o documento:

No último sábado, 25, durante o lançamento da candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro pelo PL, o presidente da Argentina chamou Lula de “presidiário”, o que gerou uma crise diplomática entre os dois países.

O governo brasileiro convocou o embaixador brasileiro na Argentina e também o embaixador argentino no País para tratar do caso. O chanceler Mauro Vieira considerou as declarações de Milei “inaceitáveis”.

Milei também xingou ministro do Supremo

Além de atacar Lula, Milei chamou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, de “lixo careca”. Queixou-se de ter sido vetado pelo magistrado de visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro na prisão domiciliar.

Em reação aos impropérios, o presidente do STF, Edson Fachin, disse que “deplora manifestações incompatíveis com a civilidade”. O ministro Flávio Dino afirmou: “Um bom tribunal estabelece fronteiras intransponíveis para os totalitários e trapaceiros”.

Como mostrou a Coluna do Estadão, a presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), Ana Lya Ferraz da Gama, citou “extrema preocupação” sobre as ofensas do presidente argentino. A magistrada disse que decisões judiciais são tomadas por critérios técnicos, e não por “pressão de quem quer que seja”.

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