O Piauí lidera do ranking de aprendizagem em Matemática no ensino médio, segundo dados de levantamento feito pelo Todos pela Educação com base em avaliações do Ministério da Educação (MEC). Mesmo sendo o líder, o Estado tem apenas 16,7% dos estudantes que terminam a escola sabendo o considerado adequado para a série na disciplina. Em São Paulo, o índice é de 8,5%.
Já o ranking de Língua Portuguesa é liderado pelo Rio Grande do Sul, com 48,7% dos alunos do ensino médio com aprendizagem adequada. São Paulo aparece em 6º lugar, com 40,5%.
A entidade tabulou dados de Estados conforme os resultados de alunos de escolas públicas – estaduais, federais e municipais – de ensino médio. Foram usados os resultados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), prova que também compõe o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), divulgado neste mês pelo MEC.
A diferença é que o Todos Pela Educação faz uma tabulação que indica qual o porcentual em cada nível de aprendizagem, a partir da pontuação: abaixo do básico, básico e adequado. As faixas de corte foram definidas a partir de correspondências entre o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), prova internacional aplicada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), e o Saeb.
No Brasil, no ensino médio, 35,2% dos alunos estão no nível adequado em Português e só 8,5% em Matemática. Já com a aprendizagem abaixo do básico são 15,7% e 29,3%, respectivamente.

Isso quer dizer que esses alunos, aos 17 anos, não conseguem localizar informação explícita em artigos de opinião ou reconhecer o tema de uma crônica. Na Matemática, não sabem determinar um valor reajustado de uma quantia a partir de seu valor inicial e do percentual de reajuste.
O ensino médio é um dos principais gargalos da educação brasileira, com o desafio de evitar a evasão de alunos, aumentar o nível de aprendizagem e se conectar aos interesses dos jovens e as demandas do mercado de trabalho.
De modo geral, segundo o levantamento, houve melhora na aprendizagem dos estudantes da rede pública nas últimas duas décadas, mas o avanço foi desigual e perdeu força à medida que os alunos avançam na trajetória escolar.
A parcela de alunos do 5.º ano com aprendizagem adequada chegou, no ano passado, a 60,7% em Língua Portuguesa e 50,6% em Matemática. Em 2005, esses índices eram de 22,4% e 14,8%, respectivamente.