
Zara Larsson canta ‘Midnight sun’ no Rock in Rio
Este domingo (12) marcou a segunda vez seguida de Zara Larsson no Rock in Rio. Mesmo assim, ao encerrar o palco Sunset, ela era aguardada como se fosse a primeira vez dela por aqui.
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De certa forma, foi mesmo. Nos últimos dois anos, ela foi de queridinha subestimada a uma popstar em plena ascensão. Tudo graças ao disco solar “Midnight Sun” (2025), que ela trouxe nesta noite chuvosa ao Rio de Janeiro. E ao inaugurar nesta noite com a faixa-título, Zara ganhou um coro que não tinha há anos.
“Sei que está chovendo, mas vamos trazer o sol nesta noite”, disse sobre o repertório, que fala sobre a festa que é o verão sueco, um eterno sol da meia-noite.
Em 2025, em entrevista ao g1, Zara explicou que o sucesso tinha a ver com ela finalmente ter controle criativo do que faz. “Acho que este álbum me ajudou a ir de uma boa performer para uma artista. Tipo, criar o meu próprio mundo”, definiu.
Nem a chuva impediu esse mundo de estar presente na plateia: vários fãs estavam com blusas grafitadas ou looks tropicais anos 2000, a cara da “era” de Zara. Quando a gente vê fãs “vestidos” como a cantora, sabe que algo deu certo.
Zara sempre teve o pacote pop (quase) completo. Canta bem, dança, é carismática e faz shows amarradinhos. Mas como acontece com muitas artistas pop, ela custou a se acertar em identidade e repertório, e nem alguns hits garantiam que ela cultivasse um fã-clube fiel.
Mas uma fase acertada muda tudo. Nesta noite, estava tudo redondinho – acompanhada de uma banda só de mulheres, Zara fez hits “antigos” como “Ain’t My Fault” e “Never Forget You” parecerem novos. Principalmente porque ela se entrega: rebola, joga cabelo, acaba em espacate.
Zara Larsson
Reprodução / Globoplay
Isso sem falar de “Stateside”, parceria com Pinkpantheress que subiu ao topo das paradas nos EUA. Zara realmente está com tudo.
O show já embalava bem a plateia até o momento de “Lush Life”, em que ela convida um fã a reproduzir a coreografia ao lado dela. “Não falo inglês”, respondeu a fã antes de quebrar tudo na dança. Foi um dos momentos em que a plateia não só cantou e dançou, como deu risada.
Encerrando a noite com “Midnight Sun” mais uma vez, Zara Larsson resumiu bem sua passagem por aqui: um show divertido, sem grandes pretensões, mas competente do início ao fim. Entre uma passagem pelo Rio e outra, Zara deixou claro que subiu de patamar.
Arte/g1
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