O mundo que espera os jovens que estão saindo do ensino médio hoje é radicalmente diferente de tudo que existia quando as carreiras de seus pais foram planejadas. Segundo o Fórum Econômico Mundial, 44% das habilidades dos trabalhadores serão alteradas nos próximos cinco anos, e 6 em cada 10 profissionais precisarão de requalificação antes de 2027. A velocidade das transformações tecnológicas, culturais e sociais não dá sinais de desaceleração.
No Ismart, identificamos e desenvolvemos jovens talentos de baixa renda há 27 anos, acompanhando cada um desde os 13 anos até a universidade e a entrada no mercado de trabalho.
Já são mais de 800 graduados, e 1.200 estudam hoje em algumas das melhores universidades do país e do exterior.
Nesse tempo, aprendemos que o que diferencia quem prospera em meio à incerteza não é o domínio de um conteúdo específico nem uma ótima nota no Enem. São competências mais profundas, que podem ser desenvolvidas. Aqui estão cinco delas:
- Aprender a aprender
Profissões inteiras estão sendo redesenhadas pela tecnologia em ciclos cada vez mais curtos. O jovem que entra na universidade hoje provavelmente vai exercer, em dez anos, uma função que ainda nem existe. Diante disso, dominar um conteúdo específico importa menos do que saber aprender algo novo rapidamente, com curiosidade genuína.

Isso vale inclusive para tecnologias que geram desconfiança ou resistência inicial, como a inteligência artificial: os jovens mais preparados não são os que a rejeitam, mas os que tomam as rédeas do próprio aprendizado diante dela, entendendo que administrá-la com sabedoria é parte do repertório necessário para o futuro.
- Resiliência e garra
Toda trajetória de crescimento passa pelo erro, pela frustração e pela pressão. A questão não é se o jovem vai enfrentar adversidade. É como vai reagir quando isso acontecer. De acordo com a pesquisa O Futuro da Educação e do Mercado de Trabalho, desenvolvida pelo Ismart em parceria com a Box1824, resiliência, flexibilidade e agilidade estão entre as habilidades mais demandadas para o futuro.
O conceito de “grit”, a combinação de paixão e persistência por metas de longo prazo, é central na forma como formamos nossos alunos, sobretudo entre os que são os primeiros de suas famílias a chegar ao ensino superior, e que precisam construir, com as próprias mãos, o repertório que outros recebem prontos.
- Pensamento crítico e resolução de problemas

Num mundo de excesso de informação e de inteligência artificial capaz de simular conhecimento, a habilidade de questionar, analisar e chegar a conclusões próprias se tornou um diferencial competitivo real, não apenas um valor acadêmico.
Não basta examinar uma afirmação: é preciso identificar suas premissas e determinar com precisão se a conclusão é verdadeira ou falsa, saindo do piloto automático. Não por acaso, a pesquisa do Ismart aponta o pensamento crítico e a criatividade no topo das competências mais demandadas pelo mercado nos próximos anos, acima até de competências técnicas específicas.
- Ambição e protagonismo
Talvez seja a competência mais mal compreendida da lista. Ambição, aqui, não é privilégio de quem nasce mirando alto, nem traço inato de poucos. É a capacidade de aspirar a metas grandes e assumir o protagonismo da própria trajetória para alcançá-las, algo que se desenvolve, com método e com referências.
Isabelle Lemos, 18 anos, moradora da Gardênia Azul, na zona Oeste do Rio de Janeiro, é prova concreta dessa ideia. Filha de mãe solo e ex-aluna de escola pública, entrou no Ismart no 7º ano e decidiu ainda criança que seria engenheira. No ensino médio, debruçou-se sobre os desafios da engenharia aeroespacial, movida pela convicção de que tinha a capacidade de ir além, mesmo sem os recursos que jovens de outras realidades têm desde sempre.
Hoje, foi aprovada em cinco universidades americanas, entre elas Stanford, onde cursará Aeronáutica e Astronáutica, com foco em engenharia de sistemas orbitais e missões espaciais. “Quando eu entrei no Ismart, meu mundo girou”, conta. E o protagonismo dela não para na própria conquista: Isabelle quer voltar para impactar a educação e projetos sociais em sua comunidade de origem.
- Capacidade de conexão e colaboração
Os grandes desafios do nosso tempo exigem pessoas que saibam trabalhar em comunidade, construir redes de confiança e aprender com perspectivas diferentes das suas. O mito do gênio solitário está com os dias contados.

A própria tecnologia, quando bem explorada, reforça esse ponto: as soluções mais viáveis não nascem de pessoas isoladas trabalhando sozinhas com ferramentas avançadas, mas de pessoas que se conectam entre si e usam a tecnologia para potencializar essa conexão, não para substituí-la. Nenhum talento cresce sozinho. A rede que se forma entre alunos, professores, mentores e ex-alunos costuma ser tão transformadora quanto o programa em si.
- Onde essas competências levam
Não se trata de teoria. Reunidas, essas competências ajudam a explicar por que jovens talentos que partem de onde menos se espera chegam tão longe. Os mais de 1.200 alunos do Ismart hoje no ensino superior estudam em instituições como USP, UFRJ, Unicamp, Insper, FGV e Inteli.

E um número crescente tem sido aprovado em algumas das instituições mais seletivas do mundo, como Harvard, Stanford, Princeton, Carnegie Mellon, Notre Dame e Dartmouth. São aprovações que exigem muito mais do que boas notas: exigem um amplo repertório de competências que se constrói ao longo de anos.
- O futuro pertence a quem se prepara para ele
Essas competências não são inatas. Elas se desenvolvem com experiências práticas, ambiente certo e com pessoas que acreditam no potencial de cada jovem.
Em 27 anos de Ismart, vimos isso acontecer milhares de vezes. E seguimos acreditando que as próximas grandes lideranças do Brasil podem estar em qualquer sala de aula, esperando pela oportunidade certa.
Talvez você conheça uma delas. Todos os anos, o Ismart busca jovens de alto potencial e baixa renda, e as inscrições para participar de um dos programas do Ismart em 2027 já estão abertas. Como diz Isabelle, que saiu da Gardênia Azul rumo a Stanford: a excelência não tem CEP.