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Com Trump e bandeira americana, Flávio ameaça o Brasil com um outro tipo de golpe

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Os Estados Unidos e o presidente Donald Trump estão no centro da campanha eleitoral do Brasil e isso não vai parar, só piorar, com o presidente Lula usando a “soberania nacional” como sua principal bandeira e o senador Flávio Bolsonaro trocando o slogan “Pátria e Família” por imensas bandeiras americanas nos seus palanques.

Esse contraste pode ser mais um erro de Flávio, um novo tiro no pé, num momento em que Trump e seu franco atirador Marco Rubio aumentam a pressão e acrescentam mais ameaças ao Brasil, além dos tarifaços que causam prejuízos à economia, aos negócios, a empregadores e empregados do Brasil. O que o eleitor independente acha disso?

O candidato a presidência  pelo PL , Flávio  Bolsonaro , participa de ato na praia de Copacabana,  zona sul do Rio de Janeiro
O candidato a presidência pelo PL , Flávio Bolsonaro , participa de ato na praia de Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro

Não se espere que o senador repita a tentativa de golpe militar de Jair Bolsonaro, até porque as Forças Armadas, que já negaram apoio aos delírios autoritários do pai, muito menos dariam ao filho. Não há como descartar, porém, um outro tipo de golpe contra o Brasil: a entrega do País, de bandeja, para os EUA.

Lula, que é favorito no primeiro turno, mas vai enfrentar uma pedreira no segundo, não vai desperdiçar a chance de explorar que Flávio ofereceu uma “equipe de transição” para os EUA, assim que (e se) for eleito, o que foi lido como um contrato: Trump interfere na eleição e Flávio paga dando o que ele quiser depois. A moeda é o interesse brasileiro.

O Brasil é um País enorme e de riquezas extraordinárias, que incluem petróleo, que Trump adora, e terras raras, onde está o futuro. E ele pode exigir, por exemplo, que os EUA exportem etanol de milho para o Brasil – que tem o etanol de cana, melhor sob vários ângulos – e que os bancos, cartões e plataformas americanos não sofram qualquer fiscalização ou restrição no País.

Também não está fora do radar a possibilidade, ou melhor, o enorme temor, de o governo Trump usar suas próprias regras e leis para aventuras militares nas nossas fronteiras ou águas internacionais, sob o pretexto de combater o PCC e o CV, que os EUA classificam, matreiramente, como “terroristas”.

Não se esqueçam que Flávio já manifestou “inveja” quando Trump passou a bombardear embarcações da Venezuela, como ensaio, ou teste, para invadir o País, sequestrar o então presidente Nicolas Maduro e dedicar uma das maiores reservas petrolíferas do mundo para… empresas americanas.

Tudo isso, inclusive a tentação de “agir” contra PCC e CV, já vem sendo sinalizado abertamente, ora por Trump, ora por Rubio e, vez ou outra, por assessores de primeiro, segundo ou até terceiro escalão. A mais recente ameaça foi revelada pelo jornal britânico Finantial Times: a intenção de aplicar nova sanção contra o ministro do STF Alexandre de Moraes, provavelmente a já testada Lei Magnitsky,

Se Moraes tem problemas e é alvo de críticas, isso é uma questão estritamente interna, que só diz respeito às instituições do Brasil e aos brasileiros. Não é admissível, sob qualquer hipótese, que um país estrangeiro venha se meter na Justiça, na política ou em qualquer outra frente nacional. Já não bastam os tarifaços sob falsos dados e argumentos?

Por sinal, o governo Trump quer usar a quebra do sigilo da fonte contra Moraes. Como, se o próprio Trump faz o mesmo? E é esse Trump, que já acusou e volta a acusar o Brasil de censura e de não ser democrático, o mesmo que acaba de puxar o tapete da democrática Coréia do Sul para se pendurar em Kim Jong-Un, o ditador alucinado da Coréia do Norte.

Trump não está nem aí para democracia, só pensa em poder, dominação e dinheiro e se alia aos que possam lhe garantir isso. À custa do quê? Da soberania dos seus países.

Os bolsonaristas engolem qualquer versão, mas os independentes, não, e eles tendem a ser decisivos em eleições apertadas, como a de 2026. Além de correr o risco de ficar refém de Trump, se vencer, Flávio está brincando com fogo na eleição.

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